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resumo_de_DIREITO_PROCESSUAL_PENAL

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sua competência; 
• Perante o órgão superior para que esse, decidindo a questão, iniba a 
participação daquele juiz no processo e remeta ao juiz competente. 
No Brasil, vigora o primeiro sistema. O próprio juiz vai declinar de sua 
competência. O art. 109 do Código de Processo Penal determina que, se em 
qualquer fase do processo o juiz reconhecer motivo que o torne incompetente, 
declará-lo-á nos autos, haja ou não alegação da parte. 
A incompetência absoluta e a relativa podem ser reconhecidas de ofício pelo 
juiz. 
A incompetência absoluta tem um regime jurídico mais severo por versar 
sobre questões de interesse público. A incompetência relativa se preocupa em 
atender a conveniência da parte. Ex: o lugar da consumação do delito facilita 
busca de provas. Não é só interesse da parte. Há também interesse público. 
A exceção de incompetência do Juízo só pode ser argüida pela defesa, pois 
foi o autor quem ajuizou a ação perante o Juízo incompetente. Se o Ministério 
Público percebe que o processo foi distribuído para um Juízo incompetente, 
deve pedir a declinação do juiz e não oferecer a denúncia. 
 
Exceção de Ilegitimidade de Parte: São partes ilegítimas em Processo 
Penal: 
• Ministério Público, se oferecer denúncia em crime de ação penal 
privada. 
• Querelante, se oferecer queixa em crime de ação penal pública. 
• Querelante incapaz (a vítima deve ser maior de 18 anos). 
• Alguém que se diz representante do ofendido em crime de ação penal 
privada, mas não é. 
A ilegitimidade pode ser ad causam ou ad processum. A ilegitimidade ad 
causam refere-se a condição da ação, ocorre se o Ministério Público oferece 
queixa e o querelante oferece denúncia. A ilegitimidade ad processum ocorre 
se o querelante é incapaz ou o representante do ofendido não é o 
representante legal. Tratando-se de ilegitimidade de causa ou de processo, o 
instrumento para argüir é exceção de ilegitimidade. 
O reconhecimento da ilegitimidade ad causam acarreta a nulidade absoluta 
do processo. O reconhecimento da ilegitimidade ad processum acarreta a 
nulidade relativa do processo, admitindo a convalidação, nos termos do art. 568 
do Código de Processo Penal. 
 
Exceção de Litispendência e Coisa Julgada: A exceção de litispendência 
e coisa julgada baseia-se na proibição de uma mesma pessoa ser processada 
mais de uma vez pelos mesmos fatos (nen bis in idem). 
Será argüida a exceção de coisa julgada quando o réu já foi julgado em 
definitivo sobre um fato e é proposta nova ação com base no mesmo fato já 
julgado. 
Será argüida exceção de litispendência quando existirem duas ações penais 
em curso, processando o mesmo réu pelo mesmo fato. Se um mesmo fato é 
apurado em dois inquéritos penais, não há litispendência. 
Havendo duas ações iguais, uma delas será excluída. Exclui-se a segunda. 
Para determinar qual é a primeira ação, usa-se o critério do art. 219, Código de 
Processo Civil, examinando em qual delas ocorreu primeiro a citação válida. 
 
 
CAPÍTULO II 
DAS EXCEÇÕES 
 
Art. 95. Poderão ser opostas as exceções de: 
I - suspeição; 
II - incompetência de juízo; 
III - litispendência; 
IV - ilegitimidade de parte; 
V - coisa julgada. 
 
Art. 96. A argüição de suspeição precederá a qualquer 
outra, salvo quando fundada em motivo superveniente. 
 
Art. 97. O juiz que espontaneamente afirmar suspeição 
deverá fazê-lo por escrito, declarando o motivo legal, e 
remeterá imediatamente o processo ao seu substituto, 
intimadas as partes. 
 
Art. 98. Quando qualquer das partes pretender recusar o 
juiz, deverá fazê-lo em petição assinada por ela própria ou 
por procurador com poderes especiais, aduzindo as suas 
razões acompanhadas de prova documental ou do rol de 
testemunhas. 
 
Art. 99. Se reconhecer a suspeição, o juiz sustará a 
marcha do processo, mandará juntar aos autos a petição 
do recusante com os documentos que a instruam, e por 
despacho se declarará suspeito, ordenando a remessa 
dos autos ao substituto. 
 
Art. 100. Não aceitando a suspeição, o juiz mandará 
autuar em apartado a petição, dará sua resposta dentro 
em três dias, podendo instruí-la e oferecer testemunhas, 
e, em seguida, determinará sejam os autos da exceção 
remetidos, dentro em 24 vinte e quatro horas, ao juiz ou 
tribunal a quem competir o julgamento. 
§ 1o Reconhecida, preliminarmente, a relevância da 
argüição, o juiz ou tribunal, com citação das partes, 
marcará dia e hora para a inquirição das testemunhas, 
seguindo-se o julgamento, independentemente de mais 
alegações. 
§ 2o Se a suspeição for de manifesta improcedência, o 
juiz ou relator a rejeitará liminarmente. 
 
Art. 101. Julgada procedente a suspeição, ficarão nulos 
os atos do processo principal, pagando o juiz as custas, 
no caso de erro inescusável; rejeitada, evidenciando-se a 
malícia do excipiente, a este será imposta a multa de 
duzentos mil-réis a dois contos de réis. 
 
Art. 102. Quando a parte contrária reconhecer a 
procedência da argüição, poderá ser sustado, a seu 
requerimento, o processo principal, até que se julgue o 
incidente da suspeição. 
 
Art. 103. No Supremo Tribunal Federal e nos Tribunais 
de Apelação, o juiz que se julgar suspeito deverá declará-
lo nos autos e, se for revisor, passar o feito ao seu 
substituto na ordem da precedência, ou, se for relator, 
apresentar os autos em mesa para nova distribuição. 
§ 1o Se não for relator nem revisor, o juiz que houver de 
dar-se por suspeito, deverá fazê-lo verbalmente, na 
sessão de julgamento, registrando-se na ata a 
declaração. 
§ 2o Se o presidente do tribunal se der por suspeito, 
competirá ao seu substituto designar dia para o 
julgamento e presidi-lo. 
§ 3o Observar-se-á, quanto à argüição de suspeição pela 
parte, o disposto nos arts. 98 a 101, no que Ihe for 
aplicável, atendido, se o juiz a reconhecer, o que 
estabelece este artigo. 
§ 4o A suspeição, não sendo reconhecida, será julgada 
pelo tribunal pleno, funcionando como relator o 
presidente. 
§ 5o Se o recusado for o presidente do tribunal, o relator 
será o vice-presidente. 
 
Art. 104. Se for argüida a suspeição do órgão do 
Ministério Público, o juiz, depois de ouvi-lo, decidirá, sem 
recurso, podendo antes admitir a produção de provas no 
prazo de três dias. 
 
Art. 105. As partes poderão também argüir de suspeitos 
os peritos, os intérpretes e os serventuários ou 
funcionários de justiça, decidindo o juiz de plano e sem 
recurso, à vista da matéria alegada e prova imediata. 
 
Art. 106. A suspeição dos jurados deverá ser argüida 
oralmente, decidindo de plano do presidente do Tribunal 
do Júri, que a rejeitará se, negada pelo recusado, não for 
imediatamente comprovada, o que tudo constará da ata. 
 
Art. 107. Não se poderá opor suspeição às autoridades 
policiais nos atos do inquérito, mas deverão elas declarar-
se suspeitas, quando ocorrer motivo legal. 
 
Art. 108. A exceção de incompetência do juízo poderá ser 
oposta, verbalmente ou por escrito, no prazo de defesa. 
§ 1o Se, ouvido o Ministério Público, for aceita a 
declinatória, o feito será remetido ao juízo competente, 
onde, ratificados os atos anteriores, o processo 
prosseguirá. 
§ 2o Recusada a incompetência, o juiz continuará no 
feito, fazendo tomar por termo a declinatória, se formulada 
verbalmente. 
 
Art. 109. Se em qualquer fase do processo o juiz 
reconhecer motivo que o torne incompetente, declará-lo-á 
nos autos, haja ou não alegação da parte, prosseguindo-
se na forma do artigo anterior. 
 
Art. 110. Nas exceções de litispendência, ilegitimidade de 
parte e coisa julgada, será observado, no que Ihes for 
aplicável, o disposto sobre a exceção de incompetência 
do juízo. 
§ 1o Se a parte houver de opor mais de uma dessas 
exceções, deverá fazê-lo numa só petição ou articulado. 
§ 2o A exceção de coisa julgada somente poderá ser 
oposta em relação ao fato principal, que tiver sido objeto 
da sentença.

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