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WL-OO-Apostila-01-Direito Administrativo-04

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DIREITO ADMINISTRATIVO 
 
 
ÍNDICE: 
 
 
1. 1. CONCEITO ------------------------------------------------------------------ (pág. 2) 
2. 2. PRINCÍPIOS DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA ------------------ (pág. 3) 
3. 3. ORGANIZAÇÃO DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA -------------(pág. 7) 
3.1. 3.1. ADMINISTRAÇÃO DIRETA 
3.2. 3.2. ADMINISTRAÇÃO INDIRETA 
3.3. 3.3. CONCESSÕES E PERMISSÕES DE SERVIÇOS PÚBLICOS 
4. 4. ATOS ADMINISTRATIVOS ------------------------------------------- (pág. 17) 
5. 5. CONTRATOS ADMINISTRATIVOS -------------------------------- (pág. 31) 
6. 6. LICITAÇÃO ---------------------------------------------------------------- (pág, 36) 
7. 7. AGENTES PÚBLICOS --------------------------------------------------- (pág. 39) 
7.1. SERVIDORES PÚBLICOS 
8. 8. DESAPROPRIAÇÃO ------------------------------------------------------ (pág. 48) 
9. 9. SERVIÇO PÚBLICO ------------------------------------------------------- (pág. 50) 
10. 10. DOMÍNIO PÚBLICO ------------------------------------------------------- (pág. 76) 
11. 11. RESPONSABILIDADE CIVIL DO ESTADO ------------------------- (pág. 88) 
12. 12. QUESTÕES OBJETIVAS DE CONCURSOS PÚBLICOS --------- (pág. 90) 
 
 
 
 
DIREITO ADMINISTRATIVO 
1) 1) Conceito 
 
1.1 1.1 – Critérios: 
 
a) a) Legalista (lei) – foi o primeiro adotado para o conceito. Direito Administrativo 
seria o estudo das lei administrativas. É insuficiente porque o direito não se resume à 
lei. 
b) b) Poder do Estado – considerando que o executivo preponderantemente pratica atos 
administrativos, identificou o Direito Administrativo como o estudo dos atos do Poder 
Executivo. Todavia, ficou demonstrado que outros poderes também praticam atos 
administrativos, não podendo ficar esse conceito limitado ao Poder Executivo, portanto. 
c) c) Serviço Público – também não prevaleceu, porque a atividade administrativa 
abrange outros aspectos ( Poder de Polícia, fomento). 
d) d) Conceitos pluridimensionais – adotam diversos critérios para a conceituação. 
 
Ex: 
Direito Administrativo é o estudo da disciplina jurídica da atividade que o Estado 
desenvolve, através de atos concretos e executórios, para a consecução direta, ininterrupta e 
imediata dos interesses públicos. 
 
É ramo do Direito Público – disciplina uma relação de subordinação porque existe a 
ascendência de uma das partes sobre a outra. 
 
( No Direito Privado, existe uma relação de coordenação – as partes estão no mesmo 
plano). 
 
O que vai caracterizar o regime jurídico do Direito Administrativo é a ascendência na 
relação jurídica, que significa a possibilidade de a Administração unilateralmente criar e 
impor obrigação para o administrado. 
 
Essa ascendência tem por fundamento a prevalência do interesse público sobre o particular, 
sendo assim, é ela que caracteriza o sistema jurídico da Administração Pública. 
 
Saber quais são as atividades que são regidas pelo regime jurídico Administrativo requer 
consulta ao ordenamento jurídico vigente. 
 
 
Exames das atividades ditas administrativas para se extrair um conceito do que é 
ADMINISTRAÇÃO: 
 
1- 1- Administração Pública é uma gestão de coisa alheia; 
2- 2- Essa atividade se destina a atender necessidades coletivas; 
3- 3- O que singulariza essa atividade e vai distinguí-la da atividade jurisdicional é que a 
atividade administrativa se exerce de ofício. O administrador tem o dever de agir de 
ofício, sem provocação, para atender aos interesses públicos. A atividade jurisdicional é 
provocada, o juiz não age de ofício. 
 
Exceção à atividade de ofício do administrador é quanto aos atos negociais, nos quais a 
Administração vai ao encontro de um interesse do particular. Ex.: concessão de uso de bem 
público. 
 
4- 4- É uma atividade que se destina a atender necessidades concretas – Saúde; 
Educação; Poder de polícia... 
 
Quanto a esses aspectos, permite-se distinguir a Função Administrativa da Função 
Legislativa, uma vez que nesta a finalidade é abstrata. 
 
Daí extraímos o conceito de ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA: 
 
  É a atividade desenvolvida pelo Estado ou seus delegado, sob o regime de 
Direito Público, destinada a atender de modo direto e imediato, necessidades 
concretas da coletividade. 
 
 
PRINCÍPIOS DO DIREITO ADMINISTRATIVO: 
 
A autonomia de um ramo do Direito somente é assegurada quando ele é capaz de elaborar 
princípios próprios. 
O Direito Administrativo elaborou os seus PRINCÍPIOS. Alguns foram acolhidos pela 
CF/88, no entanto já haviam sido contemplados pela doutrina 
 
Princípios da Administração Pública: 
 
Constitucionais: 
 
1) 1) LEGALIDADE 
2) 2) MORALIDADE 
3) 3) IMPESSOALIDADE 
4) 4) PUBLICIDADE 
5) 5) EFICIÊNCIA 
 
Outros Princípios: 
 
6) 6) FINALIDADE 
7) 7) CONTINUIDADE DO SERVIÇO PÚBLICO 
8) 8) AUTOTUTELA 
9) 9) RAZOABILIDADE 
10) 10) PROPORCIONALIDADE 
11) 11) SUPREMACIA DO INTERESSE PÚBLICO SOBRE O PRIVADO 
 
Princípios Constitucionais da Administração Pública: 
 
LEGALIDADE: é o princípio básico de todo o Direito Público,. A doutrina costuma usar 
a seguinte expressão: enquanto na atividade particular tudo o que não está proibido é 
permitido, na Administração Pública é o inverso, ela só pode fazer o que a lei permite, 
deste modo, tudo o que não está permitido é proibido. 
 
“Administrar é aplicar a Lei de Ofício”. O administrador está rigidamente preso à lei. 
 
A atuação do administrador deve ser confrontada com a lei. 
 
MORALIDADE: a moralidade foi transformada em princípio jurídico. 
 
O Direito Administrativo elaborou um conceito próprio de moral, diferente da moral 
comum. A moral administrativa significa o dever do administrador não apenas cumprir a 
lei formalmente, mas cumprir substancialmente, procurando sempre o melhor resultado 
para a administração. 
 
Toda atuação do administrador é inspirada no interesse público. 
 
Jamais a moralidade administrativa pode chocar-se com a lei. 
 
Por esse princípio, o administrador não aplica apenas a lei, mas vai além, aplicando a sua 
substância. 
 
A Constituição de 1988 enfatizou a moralidade administrativa, prevendo que “os atos de 
improbidade importarão a suspensão dos direitos políticos, a perda da função pública, a 
indisponibilidade dos bens e o ressarcimento ao erário na forma e gradação previstas em 
lei, sem prejuízo da ação penal cabível”. 
 
IMPESSOALIDADE: significa que o administrador deve orientar-se por critérios 
objetivos, não devendo fazer distinções fundamentadas em critérios pessoais. É em 
decorrência desse princípio que temos: o concurso e a licitação. 
 
Desse princípio decorre a generalidade do serviço público – todos que preencham as 
exigências têm direito ao serviço público. 
 
A responsabilidade objetiva do Estado decorre do princípio da impessoalidade. 
 
PUBLICIDADE: destina-se, de um lado, à produção dos efeitos externos dos atos 
administrativos. Existem atos que não se restringem ao ambiente interno da administração 
porque se destinam a produzir efeitos externos – daí ser necessária a publicidade. 
 
Esse princípio também se justifica para permitir a qualquer pessoa que fiscalize os atos 
administrativos, ensejando a possibilidade de obter certidões que poderão servir para o 
ajuizamento de Ação Popular. 
 
 
EFICIÊNCIA: MAURÍCIO ANTÔNIO RIBEIRO LOPES ( Comentários à Reforma 
Administrativa) afirma que se trata de princípio meramente retórico. É possível, no entanto, 
invocá-lo para limitar a discricionaridade do Administrador, levando-o a escolher a melhor 
opção. Eficiência é a obtenção do melhor resultado com o uso racional dos meios. 
Atualmente, na Administração Pública, a tendência é prevalência do controle de resultados 
sobre o controle de meios. 
 
 
 
 
 
Outros princípios da Administração Pública: 
 
FINALIDADE: Toda atuação do administrador se destina a atender