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CapítuloIIA (Respostas)

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EAE – 120 – 2009 – Aula de 21/10/2010
Questões sobre o Capítulo II (O espírito do capitalismo) d’A Ética de Weber
Por que razão Weber usa esta longa citação de Franklin? Por que ele não oferece, em lugar deste recursos literário, uma clara definição do que é capitalismo?
	Weber usa a citação de Franklin para tentar descrever o espírito do capitalismo. Ele não oferece uma definição clara pois isso só poderia ser dado no final do estudo.
“Na verdade o que é aqui pregado não é uma simples técnica de vida, mas sim uma ética peculiar...” (p. 31). Isso quer dizer que a preocupação básica de Franklin não é com “ganhar dinheiro”?
	Não, Franklin se preocupa com uma forma de viver, com uma ética de vida. Seu discurso contém um guia de conduta humana, para se viver da forma que para ele é a melhor. Suas virtudes valorozidas são vistas do ponto de vista do utilitarismo (honestidade, pontualidade, compromisso, trabalho para obtenção de crédito)
O que quer dizer “ethos”? (procure em dicionário ou na internet e aplique ao que Weber escreve).
	Ethos é uma síntese dos costumes de um povo que possui valor de identidade social. Weber tenta descrever a ethos do povo protestante e sua influência na formação do atual capitalismo.
O que é esse “ethos particular” presente no capitalismo norte-americano e europeu e ausente dos capitalismos chinês, indiano e da Babilônia? (p. 32)?
	Esse ethos particular se refere ao racionalismo econômico.
As atitudes de Franklin podem ser definidas como puramente utilitaristas? (p. 32).
	Franklin tenta justificar suas atitudes de um ponto de vista utilitarista porém (segundo sua bibliografia) suas atitudes provém de idéias religiosas, na medida em que seus valores de trabalho também se referem a glorificação de Deus. Sua valorização do trabalho contém elementos religiosos.
 “A aquisição econômica não mais está subordinada ao homem como meio de satisfazer suas necessidades materiais” (p. 33). Que semelhanças e que diferenças você consegue ver, a partir desta frase (deste parágrafo) entre Marx e Weber?
	Tanto Marx como Weber enxergam na aquisição econômica outras finalidades que não a satisfação material.
	Marx entende a aquisição econômica para formação de mais lucro.
	Weber vê a aquisição econômica como consequência de uma forma de vida baseada em ideiais religiosos protestantes, que não vê problema na aquisição econômica, mas condena a sua utilização para os prazeres da vida.
Qual é a idéia mais característica e em certo sentido a base fundamental da ética social da cultura capitalista?
	A idéia peculiar do dever profissional é a base fundamental da ética social da cultura capitalista. É uma obrigação que o indivíduo deve sentir com relação ao conteúdo de sua atividade profissional.
	O ganho de dinheiro é resultado da virtude e eficiência em uma vocação.
	O fabricante que se opuser a estas regras será economicamente eliminado assim como como o trabalho que não puder ou não quiser adaptar-se a ele será automaticamente lançado a rua sem trabalho.
Na p. 34 Weber faz críticas ao materialismo histórico e à tentativa de explicar o capitalismo pela seleção natural: que críticas são estas? Ao final do texto (uns cinco parágrafos antes do final do capítulo) ele retoma esta crítica ao “materialismo histórico” falando de Florença e da Pensilvânia: em que consiste esta crítica? (p. 49).
	Weber critica o materialismo histórico pois para ele as idéias não são reflexos da superestruturas. Para ele pode muito bem ocorrer o inverso: muitas idéias já existiam antes da formação de um superestrutura.
	A seleção natural alega que modo de vida adaptado ao sistema capitalista foi aquele que foi selecionado (e por isso é o dominante). Porém esse modo de vida não pode ter surgido em alguns indivíduos isolados, mas teve que se originar de algum lugar em grupos humanos.
	Essa crítica consiste em: … ???
Por que as práticas inescrupulosas (o domínio universal da mais absoluta inescrupulosidade, p. 36) são características dos países em que o capitalismo é mais atrasado?
	A brutalidade na aquisição está mais em conformidade com a a tradição pré-capitalista. A utilização racional do capital e a organização capitalística racional de trabalho ainda não tinham se tornado forças dominantes na determinação da atividade econômica.
O que é “tradicionalismo”? (p. 37).
O tradicionalismo é um traço do trabalho pré-capitalista, na qual o homem não deseja por natureza ganhar cada vez mais dinheiro, mas simplesmente a viver como estava acostumado a viver e ganhar o necessário para esse fim.
É possível que, diante da oferta de um ganho por hora maior, alguém responda trabalhando menos, em vez de trabalhar mais? De que maneira Weber caracteriza tal atitude, com relação ao “espírito do capitalismo”?
	Sim. Quanto a possibilidade de ganhar mais é menos atrativa de que a de trabalhar menos. (O homem não deseja por natureza ganhar cada vez mais.??? Verdade???) Do ponto de vista quantitativo a eficiência do trabalho descresce com um salário que seja fisiologicamente insuficiente.
“O trabalho deve...ser executado como um fim absoluto por si mesmo – como uma vocação” (p. 39). Isso se consegue por meio de salários?
	Não. Pessoas podem buscar máximo de conforto e mínimo de esforço. O trabalho deve ser executado como um fim em si mesmo - como uma vocação. Ela não pode ser provocada por meio de salários, mas somente pode ser produto de um longo e árduo processo de educação.
É possível haver “empreendedor tradicionalista”? (p. 43)
	Sim. É possível um empreendimento de cunho tradicionalista: o modo de vida tradicional, a taxa tradicional de lucro, a quantidade tradicional do trabalho, a maneira tradicional de regular as relações com o trabalho, o círculo essencialmente tradicional de fregueses.
Existe relação entre a noção de “vocação” e a divisão do trabalho, tal como estudada em Smith?
	Sim. O caráter providencial da divisão do trabalho dá-se a conhecer pelos seus resultados. A especialização das ocupações leva, a medida que possibilita o desenvolvimento das habilidades do trabalhador, o o desenvolvimento quantitativo e qualitativo na produção, servindo assim para o bem comum, que é idêntico ao bem de maior número.