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WL-OO-Apostila-01-Direito Administrativo-05

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Após receber o pedido de reconsideração, a autoridade deverá reexaminar a sua própria decisão, deferindo ou indeferindo total ou parcialmente o pedido, modificando ou invalidando a sua decisão. 
O pedido de reconsideração só pode ser formulado uma única vez, pois conforme o inciso III do artigo 239, nenhum pedido de reconsideração poderá ser renovado, e segundo o inciso IV, deverá ser decidido no prazo máximo de 30 dias, durante o qual deverá reexaminar sua decisão, sob pena de ser considerado indeferido. 
O inciso V do artigo em estudo informa que só caberá recurso quando o pedido de reconsideração não for atendido ou não decidido no prazo legal.
A autoridade após examinar sua primeira decisão, deverá proferir uma nova deferindo ou indeferindo o pedido.
Pedido deferido - Quando na nova decisão a autoridade modifica ou invalida o pedido.
Pedido indeferido - Quando na nova decisão a autoridade mantiver a anterior.
Na hipótese do pedido ser indeferido, o Funcionário Público poderá recorrer à autoridade superior.
O inciso VI estabelece que, a autoridade superior que o Funcionário Público deve recorrer é aquela imediatamente superior a que tenha expedido o ato ou proferido a decisão, lembrando que toda solicitação deve ser encaminhada à autoridade superior por meio do chefe imediato do funcionário, incluindo-se o recurso.
O inciso VII dispõe que nenhum recurso poderá ser dirigido mais de uma vez à mesma autoridade.
O parágrafo 1o deste inciso acentua que em hipótese alguma, poderá ser recebida petição, pedido de reconsideração ou recurso que não atenda as prescrições do artigo 239, devendo a autoridade à qual forem encaminhadas tais peças, indeferi-las de plano, isto é, imediatamente.
O parágrafo 2o do inciso VII trata do prazo referente à decisão final do recurso, que é de 90 dias, contados da data do recebimento na repartição. Caso a decisão não for proferida dentro do prazo estipulado, o Funcionário Público poderá imediatamente interpor recurso junto à autoridade superior a quem deferiu o recurso.
Finalmente, o parágrafo 3o do inciso VII, reza que os pedidos de reconsideração e os recursos não têm efeito suspensivo (o ato hostilizado surte seus efeitos até sua revisão).
Os recursos que forem providos, ou seja, recebidos e deferidos, entretanto, darão lugar as retificações necessárias, retroagindo seus efeitos à data do ato impugnado, desde que outra providência não seja determinada pela autoridade no que se refere aos efeitos relativos ao passado.
O artigo 240 e seus incisos referem-se ao prazo estabelecido para exercício do direito de petição. Este prazo começa a ser contado, depois que o Funcionário Público tomou conhecimento pessoalmente ou por publicação no órgão oficial, do ato que o prejudicou.
Lei Complementar Nº 942/2003 Publicado em 07/06/2003
Altera a Lei Nº 10.261, de 28 de outubro de 1968, que dispõe sobre o Estatuto dos Funcionários Públicos Civis do Estado de São Paulo, e dá providências correlatas
O GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: 
Faço saber que a Assembléia Legislativa decreta e eu promulgo a seguinte lei complementar: 
Artigo 1º 
Passam a vigorar com a seguinte redação os dispositivos adiante enumerados da Lei N° 10.261/1968: 
I - os artigos 239 e 240: 
"Artigo 239 - É assegurado a qualquer pessoa, física ou jurídica, independentemente de pagamento, o direito de petição contra ilegalidade ou abuso de poder e para defesa de direitos. (NR) 
§ 1o - Qualquer pessoa poderá reclamar sobre abuso, erro, omissão ou conduta incompatível no serviço público. (NR)
§ 2o - Em nenhuma hipótese, a Administração poderá recusar-se a protocolar, encaminhar ou apreciar a petição, sob pena de responsabilidade do agente. (NR) 
Artigo 240 - Ao servidor é assegurado o direito de requerer ou representar, bem como, nos termos desta lei complementar, pedir reconsideração e recorrer de decisões, no prazo de 30 (trinta) dias, salvo previsão legal específica. (NR)"; 
II - o inciso II do artigo 257, passando o TÍTULO VII a denominar-se "Das Penalidades, da Extinção da Punibilidade e das Providências Preliminares" (NR):
"II - praticar ato definido como crime contra a administração pública, a fé pública e a Fazenda Estadual, ou previsto nas leis relativas à segurança e à defesa nacional;" (NR); 
DOS DEVERES
 
A palavra dever deriva do latim "debere" (ser devedor, estar obrigado), não possuindo o verbo, na linguagem jurídica outra significação. Dever é algo que tem que ser observado pelo Funcionário Público, sob pena punição pela desobediência.
Quer, assim, significar o fato de se encontrar uma pessoa sujeita ao cumprimento de uma obrigação, em virtude da qual terá que fazer alguma coisa.
E nós vamos ver aqui justamente os deveres que o funcionário ou servidor público deve observar a partir de sua nomeação ao cargo ou função pública, conforme este estatuto.
Devemos atentar que se tratam dos deveres dos funcionários públicos (não é uma faculdade, ou possibilidade), os quais se não cumpridos, acarretam penalidades ao Funcionário Público. O Funcionário Público DEVE proceder na conformidade com os seus deveres.
Art. 241 - São deveres do funcionário:
O presente estatuto ora fala sobre deveres (artigo que será estudado a seguir) e ora discorre sobre proibições do funcionário público. É fácil diferenciar os deveres das proibições. Enquanto os deveres são as regras que o funcionário público tem que fazer, as proibições são as condutas que o funcionário público não pode fazer.
Assim, seguem os deveres do Funcionário Público:
I - ser assíduo e pontual;
Ser assíduo quer dizer comparecer com regularidade e exatidão ao lugar onde tem de desempenhar seus deveres ou funções, procurando não faltar. Diz respeito à estrita observância dos dias em que há labor.
Já ser pontual, diz respeito ao horário para o desempenho da função. Não basta comparecer para trabalhar todos os dias em que há labor, mas chegar no horário determinado e não sair antes da hora prevista. É o cumprimento do horário em si.
Não ferem a assiduidade do Funcionário Público as licenças, afastamentos, faltas abonadas, justificadas, para registro de filho ou doação de sangue, licença prêmio, etc. Bem como também não prejudicam a pontualidade do Funcionário Público as saídas antecipadas, entradas-tarde, horário especial para estudante, etc. Em todos os casos citados há uma coerente justificativa.
II - cumprir as ordens superiores, representando quando forem manifestamente ilegais;
Cumprir ordens superiores é simplesmente respeitar a hierarquia do serviço público, obrigação do Funcionário Público.
Porém, quando a ordem for manifestamente ilegal (uma ordem que toda pessoa tem capacidade para saber que é contrária à lei), o Funcionário Público não está obrigado a cumpri-la. 
Por exemplo: sabidamente, a lei diz que a residência é inviolável durante o período noturno. Imagine que o Oficial de Justiça, sem qualquer justificativa, recebeu uma ordem superior para que adentre a residência de uma pessoa e penhore os bens que encontrar. Certamente, tal ordem é ilegal, não devendo ser cumprida. Podemos ir além, imagine a situação absurda de um Juiz determinar o cumprimento de um mandado de citação ou intimação, e, se houver recusa em apor o ciente, o Oficial de Justiça deverá empregar força física para tanto. Não há qualquer lógica para que tal ordem seja cumprida, pois o Código de Processo Civil determina que basta o Oficial de Justiça certificar o ocorrido e o ato será válido, mesmo sem a assinatura do interessado. 
Porém, sempre que ocorrer tal situação, o estatuto determina que além de não cumprir o mandamento, o Funcionário Público deverá representar (denunciar) o autor a ordem ilícita ao superior dele.
Vale, porém, ressaltar que para o não cumprimento da ordem, não pode haver dúvida quanto à legalidade ou ilegalidade dela, pois se houver dúvida, o Funcionário Público é obrigado a cumprir a ordem, para não incorrer em desobediência. Não pode o Funcionário Público ficar discutindo se a ordem é legal ou não, sob pena de criar

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