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2 pompagem, liberação miofacial

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FISIOTERAPIA
RECURSOS TERAPÊUTICOS
MANUAIS
Prof.ª Ms. Mirelle Hugo
2021.2
POMPAGEM 
X 
LIBERAÇÃO MIOFASCIAL
RECURSOS TERAPÊUTICOS QUE ATUAM SOBRE A 
FÁSCIA!!!
O que é Fáscia?
O que é Fáscia?
FÁSCIA
• Fáscia como “bainhas, folhas ou outros agregados de tecido conectivo
dissecável”, incluindo “revestimentos de vísceras e estruturas dissecáveis
relacionadas a elas”.
Federative International Committee on Anatomical Terminology (1998)
• Fáscia como “massas de tecido conectivo grandes o suficiente para serem visíveis
a olho nu”, observando que “as fibras na fáscia tendem a ficar entrelaçadas” e
que ela inclui “tecido conectivo areolar frouxo”, tal como a “fáscia superficial”
subcutânea.
Standring et al. (2008)
• Fáscia como “tecidos colagenosos fibrosos que fazem parte de um sistema de
transmissão de força tensional amplo do corpo”.
Schleip et al. (2012b)
FÁSCIA
A fáscia é conectada a todos os outros tecidos do corpo, microscópica e
macroscopicamente – de modo que suas matrizes de colágeno tridimensionais são
arquitetonicamente contínuas – desde a cabeça até o dedo do pé, desde células
individuais até órgãos principais.
• A fáscia tem propriedades elásticas, plásticas e viscoelásticas coloidais.
• A fáscia é bastante inervada – participando na propriocepção e na sensação de
dor.
• A fáscia é funcional, não passiva. Ela é dinâmica e ativa – participando no
movimento e na estabilidade.
FÁSCIA
CATEGORIAS FUNCIONAIS
Fáscia 
Superficial
• Camada superficial de 
tecido conectivo 
frouxo, compreende a 
pele, estruturas 
vasculares e tecidos 
nervosos;
• Circunda o tronco e as 
extremidades, não os 
orifícios externos;
• É o tecido conectivo 
que é mais acessível 
(e tratável) à 
intervenção de terapia 
manual.
Fáscia 
Profunda
• Camada firme, 
compacta;
• Estende-se 
profundamente no 
corpo, circundando os 
músculos principais, 
tendões, ligamentos e 
aponeuroses;
• Realiza a transferência 
de força durante a 
contração muscular.
Fáscia 
Meníngea 
• Encaixada dentro da 
fáscia axial, 
circundando e 
protegendo as 
estruturas do sistema 
nervoso.
Fáscia Visceral
• Circunda e sustenta os 
órgãos;
• Envolve todos os 
órgãos principais, 
cobre os 
revestimentos 
pleurais e peritoneais 
e forma as bainhas 
neurovasculares.
FÁSCIA 
SUPERFICIAL E PROFUNDA
FÁSCIA 
SUPERFICIAL E PROFUNDA
FÁSCIA 
DISFUNÇÃO
• Traumatismos de desenvolvimento
lento (desuso, uso excessivo, uso
indevido)
• Lesão Repentina (abuso/trauma): leva
à inflamação e remodelagem
inadequada (tal como formação de
cicatriz excessiva ou desenvolvimento
de fibrose).
Disfunção e Adaptação Fascial
- Modificação das suas funções de 
transmissão de força/transferência de carga; 
-Redução dos potenciais de deslizamento;
Mudanças locais ou Distorções posturais 
globais
ASPECTOS PRINCIPAIS:
FÁSCIA 
DISFUNÇÃO
• Amplitude de movimentos locais ou gerais modificada –envolvendo articulações e tecidos moles;
• Viscoelasticidade/resiliência tecidual local reduzida;
• Perda de potencial de deslizamento entre as superfícies teciduais;
• Coordenação e controle motor prejudicados – evidente ao caminhar ou durante o desempenho
das AVDs;
• Desvios e mau alinhamentos posturais, envolvendo, com frequência, reações em cadeia de
adaptação e compensação;
• Dor no tecido mole – geralmente percebida no movimento;
• Dor miofascial (relacionada com pontos-gatilho);
• Diminuição da propriocepção – potencialmente envolvendo problemas com o equilíbrio;
• Desequilíbrio autonômico – incluindo excitação simpática ou fadiga crônica.
POMPAGEM
POMPAGEM
Manobra capaz de tensionar lenta, regular e progressivamente 
um segmento corporal, durante 3 ciclos respiratórios.
Coloca sob tensão todo e qualquer tecido elástico aí contido: 
TECIDO CONJUNTIVO 
FÁSCIAS
POMPAGEM
EFEITOS FISIOLÓGICOS
• Ação sobre a circulação : 
Os movimentos de deslizamento fascial aceleram a circulação lacunar.
• Ação sobre a musculatura : 
Provoca o deslizamento dos miofilamentos de actina por meio do tensionamento 
passivo do músculo → atua na viscoelasticidade muscular.
• Ação articular: 
Hidratação e nutrição da cartilagem articular. 
Ação sobre a circulação dos fluidos, muscular, articular e antálgica.
A nutrição e a eliminação de metabólitos são favorecidas graças às trocas 
osmóticas 
POMPAGEM
OBJETIVOS
Melhorar 
Circulação 
Local
Promover o 
Relaxamento 
Muscular
Melhorar a 
Nutrição da 
Cartilagem 
POMPAGEM
Cuidados
• O terapeuta não pode 
perder o contato com a pele 
do paciente;
• Não ultrapassar os limites 
fisiológicos do tecido;
• A manobra deve ser 
realizada com 
acompanhamento de um 
bom padrão de respiração. 
Indicações
• Tensão muscular, 
• Contraturas musculares;
• Dores musculares;
• Disfunções miofasciais. 
Contra-
Indicações
• Estiramento ligamentar e 
muscular;
• Contraturas musculares 
agudas;
• Rupturas ligamentares e das 
fasciais;
POMPAGEM
Técnica DE APLICAÇÃO das Pompagens
• É realizada em 3 tempos: 
1. Primeiro tempo = TENSIONAMENTO
2. Segundo tempo = MANUTENÇÃO DA TENSÃO
3. Terceiro tempo = RETORNO
POMPAGEM
1. Primeiro tempo = TENSIONAMENTO
• O terapeuta alonga lenta, regular e progressivamente.
• Vai apenas até o limite da elasticidade fisiológica - dosado pela sensibilidade do terapeuta.
• Primeiro tensionamento parece não obter nada→ falsa impressão
• Pouco a pouco a fáscia se solta e o paciente fica mais confiante → o alongamento se amplifica.
• É uma reação natural achar que quanto mais forte, mais eficiente é a técnica.
• Primeiro tensionamento parece simples→mas requer grande sensibilidade
LIMITE → REAÇÕES DE DEFESA → EVITAR!
Importante: a palavra tensão não quer dizer tração!
Técnica DE APLICAÇÃO das Pompagens
POMPAGEM
2. Segundo tempo = MANUTENÇÃO DA TENSÃO
O fisioterapeuta retém a fáscia durante alguns segundos:
Tempo de sentir sua mão sendo tracionada para o ponto inicial e pela elasticidade;
Importante → paciente esteja perfeitamente relaxado, inconscientemente não se
oponha à tensão.
Aproximadamente por 3-5 ciclos respiratórios
Técnica DE APLICAÇÃO das Pompagens
POMPAGEM
3. Terceiro tempo = RETORNO
• Deve ser o MAIS LENTO POSSÍVEL→ Não provocar o reflexo contrátil do
músculo.
• A fáscia “puxa” a mão do fisioterapeuta, mas este controla esta tração para
obrigá-la a trabalhar, a utilizar todo o seu comprimento.
• A tensão da fáscia deve ser controlada, mas não interrompida ao longo de todo
o movimento de retorno.
Técnica DE APLICAÇÃO das Pompagens
POMPAGEM
• O tratamento pode iniciar com 2 manobras para “preparar” o paciente;
• Elas permitem um primeiro contato que relaxa o paciente e o faz aceitar mais
facilmente o que vem a seguir.
Técnica DE APLICAÇÃO das Pompagens
1. POMPAGE GLOBAL
2. MOBILIZAÇÃO GLOBAL DA FÁSCIA
POMPAGEM
• Paciente em DD de maneira relaxada sem cruzar
braços ou pernas.
• Fisioterapeuta sentado à cabeça do paciente com as
palmas das mãos segurando o occipital do paciente.
• Os polegares apoiam-se contra as têmporas, os
indicadores sobre as apófises mastóides.
• A pompage é realizada por um tensionamento suave e
simétrico das mãos.
Técnica DE APLICAÇÃO das Pompagens
1. POMPAGE GLOBAL
POMPAGEM
• Paciente em DD relaxado.
• Fisioterapeuta em pé, à cabeceira da maca com as suas
mãos pousadas uma sobre a outra sobre o esterno do
paciente. O punho da mão que fica embaixo se apoia
sobre o manúbrio, o dedo médio da mão que fica em cima
prende levemente o apêndice xifóide.
• Fim da expiração: o fisioterapeuta amplifica a descida do
tórax por um leve apoio sobre o manúbrio.
• Fim da inspiração: ele amplifica a elevação do tórax por
uma pequena tração sobre o apêndice xifóide.
• Essas duas manobras devem ser realizadas sem
interromper o ritmo respiratório do paciente.
Técnica DE APLICAÇÃO das Pompagens
2. MOBILIZAÇÃO GLOBAL DA FÁSCIA
POMPAGEM Técnica DE APLICAÇÃO das Pompagens
POMPAGEM Técnica DE APLICAÇÃO das Pompagens
LIBERAÇÃO MIOFASCIAL
LIBERAÇÃO MIOFASCIAL
LIBERAÇÃO

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