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IMIGRAÇÃO, MULTICULTURALISMO E DIVERSIDADE CULTURAL

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IMIGRAÇÃO, MULTICULTURALISMO E 
DIVERSIDADE CULTURAL 
 
O ASSUNTO SE TRATA SOBRE O QUE? Sobre imigrantes que saem de outro lugar, 
mas que carregam suas culturas, influências que carregam e conduzem a vida e tem 
consequências em relação ao que se trata. 
Exemplo disso é sobre a religião, tem pessoas que não comem carne ou não podem 
fazer transfusão de sangue e o médico cabe saber o porquê e entender melhor sobre 
aquele paciente. 
 
O Brasil é reconhecido como país seguro para refugiados e abriga a maior população 
de refugiados da América do Sul vinda de 80 países e também solicitações de 
reconhecimento em trânsito. 
 
ONU → para ser considerada refugiada, a pessoa precisa declarar que se sente 
perseguida pelo Estado de sua nacionalidade por razões de raça, religião, 
nacionalidade, grupo social ou opiniões políticas; que se ausentou de seu país em 
virtude desses termos ou que não consegue a proteção do poder público. 
 
Refugiados no Brasil enfrentam obstáculos à sua integração: 
➔ diferenças culturais, étnicas e econômicas 
➔ dificuldades com o idioma 
➔ perda de relações familiares e sociais 
➔ restrições ao reconhecimento da formação acadêmica 
➔ violência relacionada às circunstâncias que forçaram o deslocamento 
➔ sofrem problemas sociais como: dificuldades em conseguir emprego, acesso à 
educação superior, moradia e saúde 
 
SUS → atende a imigrantes, refugiados e solicitantes de refúgio 
- O planejamento das ações deveria levar em conta a influência da cultura na expressão 
dos sintomas, na experiência da doença, na evolução e progressão dos quadros 
clínicos. 
- Aplicar os mesmos protocolos, diagnósticos e tratamentos para uma população 
culturalmente diferente implica não reconhecer a validade cultural das ações de saúde. 
- A diagnose requer alto nível de compreensão cultural. 
 
O profissional vai se comunicar dentro do modelo saúde/doença aprendido por ele = o 
refugiado nem sempre compartilha esse modelo 
Quanto maior a diferença cultural entre o profissional e o usuário do serviço, maiores as 
chances de erros de comunicação, o que dificulta mais ainda a avaliação diagnóstica 
Frente à diversidade cultural dos refugiados, na prática os profissionais se queixam de 
desinformação e despreparo para o atendimento 
 
CONARE → Comitê Nacional para os Refugiados, é um órgão colegiado, vinculado ao 
Ministério da Justiça e Segurança Pública, que delibera sobre as solicitações de 
reconhecimento da condição de refugiado no Brasil. 
Suas competências e composição estão definidos no art. 12 da Lei nº 9.474, de 22 de 
julho de 1997 
Constituído por representantes governamentais e não-governamentais. Pelo governo, 
fazem parte do Conare o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJ - presidência), 
o Ministério das Relações Exteriores (MRE), o Ministério da Saúde (MS), o Ministério da 
Educação (MEC), o Ministério da Economia (ME), e a Polícia Federal (PF). Os atuais 
representantes da sociedade civil (titular e suplente, respectivamente) são da Cáritas 
Arquidiocesanas do Rio de Janeiro e de São Paulo. Diferentemente dos demais 
membros, o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur) possui voz, 
mas não voto. 
Funcionamento: realiza reuniões periódicas, não excedendo 60 dias desde a data da 
última, cujo quórum mínimo é de quatro membros votantes. Cada caso é instruído com 
um parecer elaborado por servidor público do Ministério da Justiça e Segurança Pública, 
o qual é elaborado com base em entrevista realizada com o solicitante de 
reconhecimento da condição de refugiado, pesquisa de país de origem e demais 
elementos apresentados para a comprovação de fundado temor de perseguição no país 
de origem. A decisão sobre as solicitações compete ao Conare, que pode acatar, ou 
não, o parecer opinativo elaborado pelo servidor e pela Coordenação-Geral do Conare 
 
Nova lei de Imigração nº 13445/2017 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Características da lei: 
• Paradigma central = proteção de direitos humanos na temática das migrações, como 
decorrência da proteção constitucional da dignidade humana 
• Ao migrante é garantida, assim como aos nacionais, a inviolabilidade do direito à vida, 
à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, assegurando-lhe também os 
direitos e liberdades civis, sociais, culturais e econômicos (artigo 4º, caput e inciso I) 
• Regularização migratória passa a ser a regra. 
• Previsão da autorização de residência (requerida em território nacional sem ter que 
sair para se regularizar) 
• Integrantes de grupos vulneráveis e indivíduos em condição de hipossuficiência 
econômica são isentos do pagamento de taxas e emolumentos consulares para 
concessão de vistos ou para a obtenção de documentos para regularização migratória 
• Assegura-se o acesso igualitário e livre dos migrantes a serviços, programas e 
benefícios sociais, bens públicos, educação, assistência jurídica integral pública, 
trabalho, moradia, serviço bancário e seguridade social (artigo 3º, XI).

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