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APE-ResumãoG1

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ALLISON e normas gerais>> 
Tipos de APE a considerar: Ator racional, processo organizacional, política burocrática, 
percepções/mapas cognitivos 
Correntes teóricas: realismo neoclássico 
Coisas a saber: principais defeitos de cada tipo de APE, algumas qualidades; o porque não dá 
pra usar só um método em nenhum caso; porque análise sistêmica sozinha é falha 
(neoclássicos respondem Tb); importância das percepções, pq analisar os decision-makers é 
vital. 
(texto Allison trata de cada um dos approaches em relação à crise dos mísseis: bom dar uma 
olhada pra prova e seminário Tb) 
Texto GERNER>> 
O modo de agir de um Estado vem da “mentalidade” das elites decisórias (não 
necessariamente somente dentro do governo) e da forma dessa elite de se relacionar nos 
âmbitos nacional e internacional (snyder bruck e sapin). 
Porém, a estrutura decisória de cada estado (e aí entra o peso de cada burocracia) influencia 
nas prioridades de cada país. Assim, como valores e tradições na política. 
A opinião pública tem um certo grau de influência, ainda mais hj em dia quando este assunto 
está mais em pauta e a pol. Ext. é usada como bandeira política. 
Hoje em dia a produção intelectual de RI mudou de foco – de grand theories para teorias não 
tão abrangente porém that can hold. 
Texto STEIN>> 
APE se concentra basicamente nas ações de ESTADOS – a diferença está na abertura ou não da 
caixa preta. Porém tudo é visto sob a ótica do estado e suas decisões. As decisões tomadas ao 
final de tudo são o que fazem o estado. 
Decision-making approach: variáveis demais; Input-Output: TODAS os dados em relação a 
política externa caem em inputs, outputs ou processo.; Op. Environment: o ambiente 
influencia parcialmente as decisões de governo, saber ler o ambiente é fundamental para 
estabelecer Pol. Ext. > porém o ambiente não PE estável, por isso não é o fiel da balança ideal. 
Não se pode generalizar a influência do meio interno ou externo nas decisões dos estados. 
Ambos têm seu papel, cabe avaliar o peso de cada um em cada tipo de decisão para cada país. 
Subordinate systems: recurso utilizado na análise sistêmica para filtrar as influências nas ações 
dos estados. O q vale por exemplo para o sistema sul-asiático não necessariamente vale para o 
sistema do oriente médio. 
Decisões de pol. Ext. necessariamente passam pelo grupo pequeno da elite decisória. É 
importante analisar o comportamento desse grupo para desvendar bastante da motivação da 
pol. Ext. de um país. É isso que APE busca fazer, o caminho inverso da decisão de pol. Ext. de 
um país até a motivação por trás dela, e suas fontes. 
Texto SNYDER BRUCK E SAPIN>> 
Padrões de ação e interação de estados formam o modus operandi de RI, criam um padrão 
socialmente aceito, o “ortodoxo” , que passa a moldar o comportamento futuro dos estados. 
O estado é o que sua estrutura decisória permite – entende-se melhor uma dada ação de um 
estado analisando-se os decision makers e o processo decisório de um dado país. 
O ambiente não é tão importante quanto o processo decisório do estado, mas reúne fatores 
POTENCIALMENTE relevantes que podem afetar a ação deste estado – influenciando o 
processo decisório. Isso acontece, porém, na medida em que os decision makers resolvem 
levar um ou outro fator em consideração na hora de formular suas decisões. 
No decision making approach, fatores extra-estado só entram em consideração se for provado 
que eles foram considerados pelo processo decisório do estado. 
Texto JERVIS>> 
2-step model: 1. Identificação das percepções – 2. Relação entre percepções e ambiente 
externo. 
São atores-chave dentro do processo decisório de cada estado que, se não definem, tem uma 
influência decisiva na ação de cada estado no ambiente internacional. E em se tratando destes 
atores-chave, as percepções deles da situação (de todo o ambiente em que eles vão tomar sua 
decisão) e relação entre as percepções deles e o verdadeiro ambiente são o que definem a 
ação a ser tomada e ditam o seu sucesso ou fracasso. 
Mesmo o int’l level não conta como nível suficiente de análise porque a forma como ele afeta 
as atitudes dos estados depende da forma como o ambiente é percebido pelos atores-chave. 
Já o approach burocrático não é suficiente porque neste ambiente, cada organização 
burocrática teria que olhar apenas para o próprio umbigo e agir de acordo com os próprios 
interesses – mas não necessariamente é assim. No mais, o fato de que uma ou outra 
burocracia tem mais peso no processo decisório não é fixo, e essas relações de poder internas 
não mudam por si mesmas – geralmente pelo foco dado por um ou outro ator-chave. 
Burocracias influenciam mas não definem, e mesmo assim em assuntos menos importantes. 
Ou seja, não se pode fazer uma análise completas das motivações por trás de pol. Ext. sem 
tratar dos decision makers e de suas crenças e visões de mundo e dos outros. Decision-making 
approach não explicar sozinho, mas ele fecha o círculo que cobre todos os aspectos do 
processo decisório, e costuma ser o mais importante pois dá sustentação aos outros. 
Texto ROSE>> 
Neoclássicos têm uma visão sistêmica realista, mas a influência do sistema não é direta nem 
simples, nos estados e no processo decisório. Eles abrem espaço pra importância de atores 
chave e suas percepções no processo. Analisar o contexto onde as decisões são tomadas é 
fundamental. 
Neoclássicos são, simplisticamente, innenpolitik (foco no âmbito interno) com espaço para o 
aspecto da percepção. 
Estados respondem às incertezas do sistema int’l, aumentando sua ambição à medida que suas 
capabilities crescem, e reduzindo-as à medida que diminuem. As relações de poder anarquia 
int’l são difíceis de serem decifradas. Por isso as percepções e decisões de decision makers são 
cruciais nas ações que buscam, no fim (e aí fica a parcela realista) maximizar poder. 
Estado continua como ator central, o que realmente importa na análise das RI. A capacidade 
do estado de mobilizar seus recursos materiais e humanos em políticas de segurança é o que 
define o poder do estado no int’l. Poder do estado que é o que dá sua capability no sistema, e 
diz até onde ele pode chegar. 
Neoclássicos tentam fazer a ponte entre o nível sistêmico (considerado indispensável) e o nível 
interno das percepções, que por eles é chave para completar o quadro. O problema é que eles 
ainda não fazem essa ponte muito bem. 
 
Autores: Alan Mota 
Salvo por: Alan Mota 
Enviado por Alan Mota 
IRischool 2011.2