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Juízo de mérito e admissibilidade

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Direito Processual Civil II
JUÍZO DE ADMISSIBILIDADE
● Introdução:
○ OBJETO: O juízo de admissibilidade é a verificação preliminar dos requisitos
formais dos recursos, podendo levar ou não ao conhecimento/admissão,
declarando a regularidade do direito de recorrer. Apenas depois de admitido
(ou conhecido) que poderá ser provido ou desprovido, através do exame de
mérito, essa é a função do juízo de mérito.
○ NATUREZA JURÍDICA: é apenas declaratória, declara se o recurso atendeu
ou não os requisitos para admissibilidade, sendo assim, não julga
procedente ou improcedente
○ COMPETÊNCIA: no Código de 1973, havia a possibilidade do juízo a quo
conferir a admissibilidade para o recurso, antecipando uma ação que
compete ao juiz ad quem, quando o tribunal de 1º grau profere uma
inadmissibilidade no recurso (juízo desdobrado de admissibilidade), a parte
recorrente podia interpor um agravo para anular a inadmissibilidade, o que
dificultava mais do que facilitava. MAS COM O CPC 15 O JUÍZO DE
ADMISSIBILIDADE PASSOU A SER EM REGRA DO JUÍZO AD QUEM, COM
EXCEÇÃO DOS RECURSOS EXTRAORDINÁRIOS E ESPECIAIS.
● Efeitos do juízo de admissibilidade: o recurso será discutido quase sempre em
instâncias diferentes
○ STF e STJ modificou a competência de admissibilidade de recursos
extraordinários e especiais, restituindo o juízo desdobrado de
admissibilidade, fazendo um juízo provisório de admissibilidade, que pode
ser confirmado ou revisto pelo juízo ad quem, pois a palavra final é sempre
do juízo ad quem, o juízo provisório de admissibilidade é recorrível em casos
negativos, pois não é definitivo e será analisado novamente pelo juízo ad
quem, cabendo recurso do recorrente para o juízo ad quem.
● Objeto: PRESSUPOSTOS DA ADMISSIBILIDADE
1
○ Intrínsecos: existência do direito de recorrer, faz referência às condições
para a ação inicial (possibilidade jurídica, legitimidade e interesse de agir)
■ Cabimento: princípio da unirrecorribilidade, onde para cada ação
cabe um recurso adequado, pois o rol é taxativo. Entretanto, quando
há erros grosseiros, discussões complexas, erro procedimental pelo
juiz ou lei processual obscura, não será possível o princípio da
fungibilidade recursal, sendo assim, há a extinção do recurso e do
processo
■ Legitimidade recursal : é da parte vencida E terceiros prejudicados
(direta ou indiretamente), apenas se o terceiro interessado que não
interveio durante o processo em 1ª instância, portanto não se tornou
parte, também podem recorrer; em geral, quem teve legitimidade
para intervir no processo em 1ª instância, tem legitimidade para
recorrer a demanda vencida; o Ministério Público também pode
recorrer, como parte se couber, ou como fiscal da ordem jurídica. (art
996. CPC)
● Há outros sujeitos que podem intervir em certos recursos, mas
de forma limitada, como amicus curiae ou terceiros que
podem ser atingidos por efeitos do exame de recursos de
repercussão geral ou súmulas vinculantes (interesse popular)
■ Interesse em propor recurso: supõe-se o prejuízo na ação e
necessidade de recurso, ou seja, a parte vencida (ou terceiro
prejudicado direta ou indiretamente) tem interesse em propor
recurso, a parte totalmente vencedora não, pois já foi totalmente
favorável em 1ª instância. Caso autor e réu sejam vencidos em partes,
ambos têm interesse em recorrer
● Características do interesse recursal (art 127, caput, CF 88):
Ofensa a direito objetivo, ao interesse público (direitos sociais
e individuais indisponíveis) e ao regime democrático
● Há interesse do réu em apelar quando o juiz dá sentença
terminativa, onde poderia dar sentença definitiva que
reconheceria a improcedência do pedido do autor, pois o
2
Código institui o direito à pronúncia de mérito ao réu, sempre
que for possível ao juiz fazê-lo
■ Inexistência de fato extintivo do direito de recorrer: a renúncia e a
aceitação extinguem o direito de recorrer, por exemplo. Deve existir
os requisitos do direito de recorrer e devem ser exercidos de maneira
legítima.
● A renúncia é independente da outra parte, menos em casos de
litisconsórcio unitário, que deverá ter a corroboração dos
demais litisconsortes
● A aceitação, expressa ou tácita, aos termos da sentença leva a
extinção do direito de recorrer, pois concorda com os termos
impostos. A aceitação tácita é entendida como a prática de ato
incompatível com a vontade de recorrer, como pagar credor, é
a preclusão lógica.
● A aceitação em casos de litisconsórcio unitário só será eficaz se
a aceitação for manifestada por todos os litisconsortes.
○ Extrínsecos: modo de exercício do direito de recorrer
■ Tempestividade (CPC, arts. 1003 e 1004): interposição de recurso
dentro do prazo previsto pela lei (de 15 dias úteis na maioria das
vezes e de 05 dias úteis para embargos de declaração, lembrando que
a advocacia pública possui a garantia de prazos em dobro,
litisconsortes de escritórios diferentes em processos físicos também).
Decorrido o prazo legal, extingue-se o direito de praticar ou emendar
ato processual, independentemente de declaração judicial (art. 223,
caput), é a chamada preclusão temporal.
■ Regularidade formal: se a petição trouxe as razões recursais escritas,
se o agravo de instrumento trouxe todas as peças necessárias, entre
outros requisitos formais.
■ Preparo (CPC, art 1007): O procedimento recursal, assim como
qualquer outro ato processual, exige gastos do Estado que devem ser
inicialmente recolhidos pelo interessado, com comprovante de, além
das custas (quando exigíveis), os gastos do porte de remessa e de
retorno e, se necessário, o deslocamento dos autos (em processos
3
físicos). Caso não adiante o preparo ou caso o preparo esteja
completamente insuficiente, é considerado recurso deserto
(deserção) e pode provocar o não reconhecimento do recurso
interposto, caso não seja sanado. O recolhimento de nenhum
preparo, deve-se ter recolhimento do valor em dobro. Semelhante ao
princípio da primazia do mérito, há um prazo para sanar a deserção,
complementando o preparo no prazo de 5 dias.
● Art. 1.007. No ato de interposição do recurso, o recorrente
comprovará, quando exigido pela legislação pertinente, o
respectivo preparo, inclusive porte de remessa e de retorno, sob
pena de deserção.
§ 1º São dispensados de preparo, inclusive porte de remessa e de
retorno, os recursos interpostos pelo Ministério Público, pela
União, pelo Distrito Federal, pelos Estados, pelos Municípios, e
respectivas autarquias, e pelos que gozam de isenção legal.
§ 2º A insuficiência no valor do preparo, inclusive porte de remessa
e de retorno, implicará deserção se o recorrente, intimado na
pessoa de seu advogado, não vier a supri-lo no prazo de 5 (cinco)
dias.
§ 3º É dispensado o recolhimento do porte de remessa e de
retorno no processo em autos eletrônicos.
§ 4º O recorrente que não comprovar, no ato de interposição do
recurso, o recolhimento do preparo, inclusive porte de remessa e
de retorno, será intimado, na pessoa de seu advogado, para
realizar o recolhimento em dobro, sob pena de deserção.
§ 5º É vedada a complementação se houver insuficiência parcial
do preparo, inclusive porte de remessa e de retorno, no
recolhimento realizado na forma do § 4º.
§ 6º Provando o recorrente justo impedimento, o relator relevará a
pena de deserção, por decisão irrecorrível, fixando-lhe prazo de 5
4
(cinco) dias para efetuar o preparo. (por exemplo, greve
bancária impediu o recorrente de fazer o recolhimento das
custas).
(...)
● Embargos de declaração não se submetem a preparo (art.
1023)
■ Inexistência de fato impeditivo do direito de recorrer: quando o
interessado pode ter o direito de recorrer, mas esse direito está
inibido por causa externa, como desistência e o não pagamento de
algumas multas previstas pelo CPC.
● Desistência: semelhante a renúncia, mas a desistência se dá
por ser fato posterior ao oferecimento do recurso, com ou sem
a anuência da parte contrária ou de seus litisconsortes(salvo
em casos de litisconsórcio unitário) e sem necessidade de
homologação judicial, impedindo o julgamento do recurso
proposto anteriormente e não sendo afetado pelas ações
posteriores ao ato de desistência. Entretanto, nada impede
que o judiciário aprecie a questão posteriormente, quando se
trata de casos de repercussão geral reconhecida ou recursos
repetitivos, para formação de precedente.
● Não pagamento de multas fixadas em lei: a parte interessada
não poderá utilizar de outros meios recursais enquanto não
depositar os valores devidos por multas, não sendo possível ao
tribunal conhecer do mérito do recurso, ocorre com relação ao
agravo de instrumento e embargos de declaração.
JUÍZO DE MÉRITO:
● Conceito: Após conhecido e admitido pelo Juízo de Admissibilidade, o Juízo de
Mérito é composto da causa de pedir recursal e da respectiva pretensão,
julgando o provimento (procedência).
■ Causa de pedir recursal X Pretensão recursal: não devem ser
confundidas com as causas de pedir e pretensão da demanda, são as
5
alegações do recorrente, que geralmente estão ligadas ao defeito
apresentado pela decisão e a matéria devolvida através da
interposição do recurso
● O mérito do recurso é a pretensão recursal que
geralmente é a invalidação e a reforma da decisão, com
exceção dos embargos de declaração onde a pretensão
poderá ser o esclarecimento ou a complementação.
■ Vícios da decisão recorrida:
● Erro de procedimento (error in procedendo): vício de natureza
formal, em que falta ou violação de um elemento é
indispensável ao o julgamento da causa, ligado aos
pressupostos processuais, às condições da ação ou a
quaisquer outros elementos capazes de causar defeito na
prestação da tutela jurisdicional. Por exemplo, o juiz indeferiu
uma das provas, mas julgou improcedente por falta de provas,
ou seja, há um erro do procedimento, resultando no recurso
que visa a ANULAÇÃO da decisão, desconstituindo a decisão,
precisando ser proferida nova decisão
● Erro de julgamento (error in judicando): vício do conteúdo, onde
o juiz proferiu decisão injusta, com a aplicação incorreta do
direito referente a causa ou com a interpretação mal valorada
dos fatos, resultando no recurso que visa REFORMA da
decisão, a própria decisão do tribunal substitui a decisão
recorrida
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