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Arquitetura_Orientada_Servico - SOA

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Além de entender o poder de XML, é importante observar que ele trabalha junto com 
outros padrões importantes para realizar a comunicação na Web e também com uma variedade 
de padrões Web services. A seguir, no Quadro 2, são listados alguns destes principais padrões: 
Quadro 2 – Padrões para realização da comunicação WEB
Padrão 
SOA
O que significa O que é & para que é usado
HTTP Hyper Text Transfer Protocol
Padrão de endereço de páginas Web. 
Além de definir um endereço, HTTP também pode identificar 
um Web service. Ex.: o serviço de alertas que o Google 
oferece.
XML eXtensible Markup Language
Linguagem de definição que pode acompanhar informações. 
Ela diz a um programa de computador o que são realmente 
estas informações.
SOAP
Simple Object Access Protocol 
(simples protocolo de acesso 
ao objeto)
Padrão que usa XML para descrever mensagens enviadas 
de um programa para outro. Um programa usa SOAP para 
solicitar um serviço de outro programa e, então, passar a ele 
dados relacionados.
WSDL
Web Services Description 
Language (linguagem de 
descrição de Web services)
Padrão baseado em XML. Programadores usam WSDL para 
criar um documento XML, que descreve um Web service e 
como acessá-lo.
UDDI
Universal Description, Discovery 
and Integration (descrição, 
descoberta e integração geral)
Framework para fazer o que sugere: descrever, descobrir e 
integrar serviços de negócio através da internet. 
O framework UDDI usa SOAP para se comunicar com 
programas que o acessam.
REST
REpresentational State Transfer 
(transferência de estado 
representacional)
Interface simples para transferir dados através de HTTP sem 
as complicações adicionadas de uma camada de mensagem 
como SOAP ou o uso de rastreamento de sessão através de 
cookies HTTP. 
Pode ser usada para criar uma arquitetura.
Fonte: Hurwitz et al. (2009, p.120-121).
Este conjunto de padrões pode ser descrito, de forma simplificada, através da quadro 3: 
Quadro 3 – Simplificando a tabela de padrões para comunicação WEB
√ HTTP – endereço
√ XML – decodifica mensagens
√ SOAP – escreve mensagens
√ WSDL – descreve interfaces
√ UDDI – diretório para encontrar serviços, como diretório de telefone
√ REST – maneira simples de transferir dados pela Web e pode ser usado 
para criar arquiteturas sem estado
Fonte: Hurwitz et al. (2009, p.120-121).
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A versatilidade do XML é o que o faz diferente das tecnologias de componentes das 
gerações anteriores. Como o XML permite separar a estrutura gramatical (sintaxe) do 
significado gramatical (semântica) e separar o “como é processado e entendido por cada 
serviço” do ambiente onde ele existe, é possível definir objetos como serviços que se 
comunicam com outros serviços usando a gramática definida por XML, e cada serviço traduz 
e analisa a mensagem de acordo com sua implementação local e o seu ambiente.
Para conhecer mais sobre XML e definições como XML Schema, acesse IBM – Introduction 
to XML. Para saber mais, acesso o link disponível na Midiateca da aula.
4.2 Web services
O Web service é uma interface de software que descreve uma coleção de operações que 
podem ser acessados pela rede através de mensagens XML. Ele utiliza protocolos baseados 
na linguagem XML que descreve uma operação para executar ou trocar dados com outro Web 
service. Uma determinada aplicação Web service em uma arquitetura orientada a serviço 
poderia ser um grupo de Web services interagindo entre si (IBM, 2015).
O XML descreve todo e qualquer dado de maneira realmente independente de plataforma 
para realizar o intercâmbio entre os sistemas. Com o fato do Web service usar o XML, se 
tornou possível a criação de aplicações de baixo acoplamento ou fracamente acoplado 
e, também, por funcionar em um nível mais abstrato, permite manipular dados de forma 
dinâmica e sob demanda.
Por essa razão, os Web services estão ajudando a preencher a lacuna entre os empresários 
e tecnólogos de uma organização, facilitando o entendimento e alinhamento entre eles. 
Agora os executivos de negócio podem descrever os eventos e as atividades que desejam aos 
tecnólogos e estes conseguem associá-los aos serviços adequados.
As interfaces definidas universalmente e as tarefas bem desenhadas tornam realidade 
a reutilização das tarefas e dos aplicativos que elas representam, trazendo assim um melhor 
retorno sobre o investimento em software, pois é possível produzir mais com os mesmos 
recursos. Inclusive, as áreas de negócio podem considerar o uso de um aplicativo existente 
dentro de uma nova oferta ou como um novo produto adicionando benefícios, potencializando, 
assim, o aumento de transações comerciais entre os parceiros de negócio.
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Considerações finais
A arquitetura orientada a serviços foi estruturada sobre as melhores práticas que utilizam 
tecnologias, assim como modelos de desenvolvimento para tornar realidade a construção de 
serviços interoperáveis que apoiam o atingimento dos objetivos de negócio e de TI. 
Nesta aula descrevemos as principais tecnologias e recursos de TI que fundamentam 
a implementação, ou seja, viabilizam os princípios da orientação a serviços. E como vimos, 
eles são chave para alcançar a tão desejada interoperabilidade entre os serviços, sistemas e 
plataformas.
As tecnologias passadas, as limitações dos softwares, os problemas enfrentados com a 
falta de controle ou governança e a evolução dinâmica do negócio, tudo isso ajudou a motivar 
a criação de novos recursos e melhores para que pudéssemos chegar até aqui.
Figura 5 – Evolução tecnológica até chegar na Arquitetura Orientada a Serviço
Portanto, a arquitetura orientada a serviço abraçou todas essas tecnologias que surgiram 
para facilitar a implementação das características dos princípios de design da orientação a 
serviços, da computação distribuída e dos padrões abertos e universais.
Apenas para lembrar, a seguir os princípios de design da orientação a serviços:
Figura 6 - Princípios de design da orientação a serviços
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E um aspecto-chave mais abrangente e que está relacionado com todos esses anteriores: 
a interoperabilidade intrínseca.
Referências
HURWITZ, Judith et al. Arquitetura Orientada a Serviços: SOA para Leigos. Rio de Janeiro: Alta 
Books, 2009.
__________; BLOOR, Robin; KAUFMAN, Marcia; HALPER, Dra. Fern. Arquitetura Orientada a 
Serviços – SOA para Leigos. Rio de Janeiro: Alta Books, 2009.
IBM DEVELOPERWORKS. Technical topics: New to SOA and web services. Disponível em: <http://
www.ibm.com/developerworks/webservices/newto/service.html>. Acesso em: 2 jul. 2015.
PULIER, Eric; TAYLOR, Hugh. Compreendendo SOA Corporativa. Rio de Janeiro: Ciência 
Moderna, 2008. 
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Aula 04
SOA sob a ótica de negócio
Objetivos Específicos
• Abordar os principais componentes da arquitetura que permitem um maior 
controle sobre os serviços de TI.
Temas
Introdução
1 Os desafios que os componentes SOA ajudam a resolver
2 Barramento de serviço corporativo
3 Registro e repositório SOA
4 Gerenciador de orquestração de processos de negócio
5 Service broker
6 Gerenciador de serviço SOA
Considerações finais
Referências
Mikiko Ishida
Professor Autor
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Introdução
Vamos conhecer os principais componentes da arquitetura orientada a serviço (SOA) 
que permitem torná-la realidade, seguindo os princípios da orientação a serviço, para trazer 
os benefícios de negócio esperados pelas empresas.
Cada um desses componentes de SOA (representados na Figura 1) desempenha o seu 
papel, funciona de forma independente, mas também interage um com o outro. Quanto 
mais sintonizados esses componentes estiverem

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