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Resumo História - América Latina no Século XX

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América Latina no Século XX 
MODERNIZAÇÃO, URBANIZAÇÃO E POPULISMO 
Países como Argentina, Uruguai e Brasil passaram por um processo de industrialização, que resultou 
em uma intensa urbanização e na formação de novos grupos sociais – proletariado. 
 Partido Comunista na Argentina – 1918. 
 Partido Comunista no México – 1919. 
 Partido Comunista no Brasil – 1922 
Rearticulação entre as elites desses países que não eram homogêneos, mas tinha em comum a luta 
contra a ascensão do poder político dos trabalhadores e de suas demandas. 
Ascensão do populismo – governos autoritários, carismáticos e paternalistas – que assumia um 
discurso popular, afirmando defender os interesses do povo aplicando práticas assistencialistas e 
ampliando a legislação trabalhista. Eram apoiados pelas elites. Uso maciço dos meios de 
comunicação, bem como o controle da máquina pública para fortalecer seu poder pessoal. 
ARGENTINA: 
Líder populista: Juan Domingo Perón. 
Participou da ditadura militar na ARG (1943). 
Assumiu o poder em 1945. 
Governo anticomunista e antiamericano c/ um discurso nacionalista. 
Criou a Confederação Geral do Trabalhador e botou em prática amplos programas assistencialistas 
para atender à população mais pobre. 
1955: É derrubado por um golpe de Estado, em um contesto com choques com a Igreja e início de 
uma crise econômica. 
Voltou ao poder em 1973, em meio a grandes dificuldades econômicas e políticas, com a ascensão de 
grupos armados peronistas radicais. 
Sua morte, em 1974, aprofundou a crise na ARG e abriu caminho para o golpe militar de 1976. 
AMÉRICA LATINA DURANTE A GUERRA FRIA 
EUA desejava evitar o surgimento de uma “nova Cuba” no país latino-americano. 
 Montoneros (ARG) – radicalização do peronismo de esquerda. 
 Tupamaros (URU). 
 Sendero Luminoso no Peru – resgatar a identidade indígena em meio ao processo 
revolucionário. 
 Farc (COL). 
O governo norte-americano organizou a oposição a movimentos de esquerda no continente e passou 
a apoiar os regimes militares anticomunistas e a armar e instruir tropas locais para combater as 
guerrilhas. 
Instalação de ditaduras, apoiadas pelos norte-americanos, que buscavam legitimar a Doutrina de 
Segurança Nacional, preconizando as Forças Armadas, combatendo o “inimigo interno” (comunistas e 
grupos de esquerda) e reprimindo a oposição. 
Operação Condor – Sistema de trocas de prisioneiros e informações. Foi apoiado pelos EUA. 
DITADURA MILITAR NA ARGENTINA (1976-1983) 
Reinício da Ditadura que ocorreu entre 1966 e 1973. Todavia, o novo regime caracterizou-se pela 
violência brutal. 
Muitas pessoas foram presas, torturadas e assassinadas. Mais de 30 mil desaparecidos. 
Adotou uma política que afetou duramente as economias periféricas na década de 1980. 
O governo invadiu as ilhas Malvinas, administrada pelos ingleses. A breve guerra que se seguiu 
desmoralizou o governo e foi um dos motivos que levaram ao processo de redemocratização do país. 
Mães da Praça de Maio – Grupos de mães e avós de jovens desaparecidos na ditadura que exigiam 
informações sobre o seu paradeiro. Após a ditadura, o movimento permaneceu exigindo 
investigações e punições aos responsáveis. O movimento teve importante papel no sentido de 
preservar a memória dos crimes cometidos pela ditadura. 
 DITADURA MILITAR NO CHILE (1973-1990) 
Socialista Salvador Allende foi eleito presidente no Chile. 
Seu governo buscou adotar medidas nacionalistas e populares, como a reforma agrária. 
Enfrentando uma oposição conservadora e das Forças Armadas, Allende foi derrubado em 1973. 
Levou o general Augusto Pinochet ao poder. 
O Governo de Pinochet caracterizou-se pelo combate contra grupos de esquerda e adotou uma 
política econômica conservadora e favorável a interesses estrangeiros (apoio dos EUA). 
O fim da Guerra Fria estimulou a democratização de ditaduras anticomunistas. No Cline, um inédito 
plebiscito determinou o afastamento de Pinochet. 
REVOLUÇÃO MEXICANA (1910-1923) 
ANTECEDENTES: 
Instabilidade política + agitação social após a independência do México. 
O fato de o território mexicano ser próximo ao dos nortes americanos desestabilizou e enfraqueceu o 
país perdendo vastas terras, além de o território ser invadido pelos franceses. 
Porfírio Diaz – Presidente, por meio de um golpe, de 1986 a 1911. Modernização do México, 
desenvolvimento da agricultura para exportação. Grandes conflitos com a população camponesa 
indígena por conta dos latifúndios. Surgimento de bancos e ferrovias e pequena atividade industrial. 
Alguns setores sociais urbanos começaram a pressionar o ditador, reivindicando reformas liberais. 
Em 1911, Francisco Madero, candidato à presidência, denunciou as fraudes nas eleições em que, mais 
uma vez, Porfírio Diaz concorria, e convocou o povo às armas para derrubar o regime. 
INICIA A REVOLUÇÃO MEXICANA! 
REVOLUÇÃO E GUERRA CIVÍL: 
Massas de camponeses começaram a se armar contra os latifúndios visando promover a reforma 
agrária. Líderes: Emiliano Zapata (Sul) e Pancho Villa (Norte). 
A fuga de Porfírio e a ascensão de Madero não abrandaram a crise. 
Plano de Ayala – Incluiu as principais reivindicações camponesas, como a devolução aos pueblos 
(aldeias) das terras tomadas pelos grandes proprietários. 
Madero morre em 1913 por grupos conservadores. 
A ocupação militar da Cidade do México por um exército de revolucionários camponeses, em 1917, 
abriu caminho para a aparente democratização. 
Constituição de 1917 – Consolidava reformas políticas liberais, criava uma avançada legislação 
trabalhista e previa a realização da reforma agrária. 
A demora do novo governo de realizar as reformas provocou a insatisfação no campo e a retomada 
da luta, porém em menor intensidade. 
Morte Zapata, em 1919, e de Villa, em 1923, desarticularam o movimento camponês. 
Somente na década de 1930 foram tomadas iniciativas no sentido de realizar a reforma agrária no 
governo de Lázaro Cárdenas. 
O líder populista Cárdenas mesclava seu discurso não só no apelo às massas urbanas, mas também 
aos camponeses, buscando resgatar a memória da revolução, mas sem alterar a estrutura de poder 
conservadora consolidada nos anos 20.

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