A maior rede de estudos do Brasil

Grátis
8 pág.
Constitucionalidade e Inconstitucionalidade: ADI, ADECON e ADPF

Pré-visualização | Página 4 de 4

assunto. Altera redação da CF. 
Nos dois casos, as leis se tornaram inconstitucionais posteriormente, mas não há 
inconstitucionalidade superveniente. Ambas são rejeitadas pelo STF, não permaneceram no 
ordenamento jurídico, são revogadas. O controle de constitucionalidade é sobre a emenda, que é 
uma lei que revoga lei posterior. 
Constitucionalidade superveniente: 
Exemplo A: 
Lei X/77 afirmativa sobre um determinado assunto. 
CF/88 negativa sobre um determinado assunto. Lei X/77 não foi recepcionada, saiu do 
ordenamento. 
Emenda constitucional Y afirmativa sobre um determinado assunto. Tornou Lei X/77 
compatível. 
Exemplo B: 
CF/88 negativa sobre um determinado assunto. 
Lei X/2005 afirmativa sobre um determinado assunto. Lei inconstitucional. 
Emenda constitucional Y afirmativa sobre um determinado assunto. Lei X/2005 se tornou 
constitucional. 
O STF não reconhece constitucionalidade superveniente. No momento em que a norma 
contrariou a constituição ela deixou de existir, não voltando a existir mesmo com a emenda. Ao 
 
ser reconhecida a inconstitucionalidade também deixou de existir. Avalia o momento que surgiu a 
constituição, se anterior ou posterior e contraria, não existe. 
Só ocorreria repristinação caso a emenda trouxesse expressamente de volta a lei X/77, 
mas mesmo dessa forma, traria apenas o seu conteúdo, e não a lei em si. 
Caso tenha sido proposta uma ADI ou ADECON contra a lei Y. Se antes do julgamento 
dessa ação vier à emenda e alterara regra, o Supremo continua julgando, pois este avalia a 
constitucionalidade de quando ela nasceu (avalia para trás), mesmo que tenha sido alterada 
depois. 
Não existe prescrição para controle de constitucionalidade, este nunca prescreve. 
Decisões manipulativas de caráter aditivo: Origem italiana. ADPF nº 54. O Poder Judiciário 
manipula o ordenamento jurídico incluindo algo novo em casos de omissão do Poder Legislativo 
através do ativismo judicial para que o cidadão não seja prejudicado. 
Inconstitucionalidade parcial conforme a constituição sem redução de texto: O Supremo 
reconheceu que em alguns casos excepcionais, mesmo na hipótese de declarar uma norma 
inconstitucional, pode acontecer dessa norma necessariamente não ter que deixar o ordenamento 
jurídico. Declara inconstitucional parte da norma de tal modo que esta continuará na constituição, 
porque não ocorrerá redução do texto, mas sim uma interpretação. 
Exemplo: Art. 14 emenda constitucional nº 20 (ADI 1946) é parcialmente inconstitucional se 
for aplicado para o benefício da licença a maternidade. Não foi preciso reduzir o texto, numa 
interpretação é inconstitucional. 
Inconstitucionalidade consequencial ou por arrastamento: Lei X/05 e Lei Y/11 falam da 
mesma coisa com uma pequena diferença. O STF ao julgar a ADI da primeira, poderá por 
arrastamento incluir a segunda. 
O STF no julgamento da ADI 3645/PR entendeu que pode ser aplicado à regra da 
inconstitucionalidade consequencial por arrastamento. Poderá também ser declarada a 
inconstitucionalidade de outros dispositivos legais na mesma ação, mesmo que não haja pedido 
expresso por parte do legitimado, isto por economia processual e também pelo fato da matéria 
ser de interesse público e logo poder o STF agir de ofício. 
Esse posicionamento é criticado pela doutrina, afirmando que o STF não poderia fazer 
isso, pois estaria julgando “ultra petitum”. 
Normas constitucionais em transito para a inconstitucionalidade: A norma é 
inconstitucional, ou não foi recepcionada, por motivos de segurança jurídica ou por causar 
problemas de ordem social, mas em um caso específico foi reconhecida ao ter dado uma decisão. 
Exemplo: Art. 68 do CPP (1991). Ação civil ex delicto, casos ilícitos penais que geram 
ilícitos civis, na hipótese de indivíduos pobres, a ação civil de indenização é proposta pelo MP. 
Exemplo: Lei 8560/92, art. 2º. Reconhecimento de paternidade. Se a mulher for pobre, a 
ação é proposta pelo MP. 
Estado de coisa inconstitucional (ECI): Se discute omissão do Estado, não fazer quando 
deveria fazer, e ação de comissão do estado, ao fazer quando deveria não fazer. ADPF 347/DF 
discutiu a omissão do Estado nos problemas carcerários de resocialização.

Crie agora seu perfil grátis para visualizar sem restrições.