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CARD ESPOROTRICOSE - DANIELA JUNQUEIRA GOMES TEIXEIRA

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Daniela Junqueira Gomes Teixeira 
 (esporotricose) 
DEFINIÇÃO 
Infecção causada pelo Sporotrix schenckii. 
Adquirida pela inoculação traumática → quadro localizado na pele e tecido celular subcutâneo → pode 
invadir o TR após aspiração do fungo, provocando quadro sistêmico. 
 
 
ESPOROTRICOSE CUTÂNEA (OU SUBCUTÂNEA). DIAGNÓSTICO 
FORMA CUTANEOLINFÁTICA 
Nódulo no local de inoculação → disseminação linfática deixando um “cordão” ascendente de nódulos ao 
longo dos vasos linfáticos regionais. Pode haver ulceração nos nódulos com eliminação de material 
purulento. Ocorre mais comumente nas áreas expostas como membros superiores e inferiores (adultos) 
e face (crianças). 
FORMA CUTANEOLOCALIZADA 
Lesão papulosa ou nodulosa → evolui com ulceração e eliminação de exsudato purulento; 
Ocorre mais amiúde na face, podendo acontecer na mucosa orofaríngea. 
NÃO TEM linfangite, permanecendo como lesão localizada, de crescimento centrífugo, por continuidade 
e limitado, denotando, talvez, uma boa resposta imunológica do tipo celular. 
FORMA CUTANEODISSEMINADA 
Em pacientes imunossuprimidos, após a inoculação transcutânea, ocorre disseminação hema ogênica, 
levando a lesões nodulares e gomosas disseminadas por toda a pele. É rara. Não deve ser confundida com 
os casos em que ocorrem múltiplos postos de inoculação transepidérmica, que levam a formação de 
diversas lesões, mas não por disseminação hematogênica. 
Isolamento do fungo com fragmento do tecido ou do exsudato da lesão (5 a 21 d observamos o 
crescimento do fungo) 
Exame direto geralmente é negativo. 
Intradermorreação com esporotriquina: não é utilizada com finalidades diagnósticas.(negatividade 
apenas indica ausência de resposta imune celular contra o fungo) 
Exame histopatológico: formação de granuloma na derme. Raramente tem elementos fúngicos. Pode 
ocorrer depósito de anticorpos ao redor das estruturas fúngicas gerando o achado histopatológico 
conhecido como corpúsculo asteroide. Quanto mais antiga for a lesão, mais difícil será encontrar o fungo. 
TRATAMENTO 
Tanto na forma cutânea quanto na extracutânea, a farmacoterapia deve ser mantida até um mês após a 
cura clínica da doença e, sempre que necessário, devem ser realizadas culturas das lesões para onfirmar 
sua negativação. Lembrar que as gestantes com esporotricose, como não podem tomar KI nem 
itraconazol, temos como opção terapêutica a anfotericina B. 
FORMAS CUTÂNEAS 
Solução saturada de iodeto de potássio via oral, 5 gotas de 8/8h com as refeições. Aumentar diariamente 
a dose em uma gota por tomada, conforme a tolerância do paciente, até dose máxima de 20 gotas de 
8/8h (60 gotas/dia); 
Itraconazol na dose de 100-200 mg/dia. 
FORMAS EXTRACUTÂNEAS 
Itraconazol na dose de 200-400 mg/dia ou, nos casos mais graves, com anfotericina B lipossomal (infusão 
venosa lenta de 3-5 mg/kg/dia correndo em duas horas, com dose máxima de 800-2.950 mg). 
FORMA EXTRACUTÂNEA 
O paciente, em geral imunodeprimido, ingere ou inala o fungo e, por disseminação hematogênica, este 
pode acometer diversos órgãos internos. 
A forma de maior importância clínica, devido a sua prevalência, é o subtipo osteoarticular, caracterizado 
por uma mono ou oligoartrite destrutiva, envolvendo as articulações dos cotovelos, tornozelos, joelhos e 
punhos (estes dois últimos os mais frequentes), além de osteolite e periostite. 
Outras formas de agressão a um único órgão e/ou vários órgãos são descritas, entre eles: pulmões (lesão 
cavitária), rins (nefrite), meningite, fígado, baço, pâncreas, glândula mamária, tireoide, testículos, 
epidídimo, músculos e sistema nervoso central (meningite).