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ABERTURA PROBLEMA 1- MAD

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PROBLEMA 1- ABERTURA 
COAGULAÇÃO 
- No sangue e nos tecidos são encontradas 
substâncias importantes que causam ou afetam a 
coagulação: 
 Procoagulantes: promovem a coagulação 
 Anticoagulantes: inibem a coagulação 
- A coagulação ou a não coagulação depende do 
balanço entre esses 2 grupos de substâncias, sendo 
que, na corrente sanguínea, normalmente 
predominam os anticoagulantes, de modo que o 
sangue não coagula enquanto está circulando pelos 
vasos sanguíneos. Já quando ocorre o rompimento de 
um vaso, os procoagulantes da área da lesão tecidual 
são “ativados”. 
- O conceito de cascata da coagulação descreve as 
interações bioquímicas dos fatores de coagulação, 
porém tem falhado como um modelo do processo 
hemostático in vivo. Esse modelo foi proposto em 
1964 e descreve a coagulação ocorrendo por meio de 
ativação sequencial de pró-enzimas por proteases do 
plasma, resultando na formação de trombina, que 
então quebra a molécula de fibrinogênio em 
monômeros de fibrina. Essa proposta divide a 
coagulação em vias extrínseca e intrínseca. 
 Via extrínseca 
- Essa via pode ocorrer de forma explosiva e é 
composta pela liberação do fator tecidual, ativação do 
fator X e formação do complexo ativador da 
protrombina. 
 Via Intrínseca 
- Essa via é lenta e é composta pela ativação do FXII, 
FXI, FIX e FX. 
MODELO BASEADO NAS 
SUPERFÍCIES CELULARES 
- Esse modelo substitui a hipótese tradicional da 
cascata e propõe a ativação do processo de 
coagulação sobre diferentes superfícies celulares em 
4 fases que se sobrepõem (iniciação, amplificação, 
propagação e finalização). Nesse modelo, o controle 
da coagulação é realizado por meio de reações 
procoagulantes em superfícies celulares específicas e 
localizadas, evitando a propagação da coagulação no 
sistema vascular. 
 Nesse modelo, a hemostasia requer 
substâncias procoagulantes ativadas que 
permaneçam localizadas no sítio da lesão 
para a formação de tampão plaquetário e de 
fibrina neste local. 
- Os estudos mostraram que o início da coagulação in vivo 
depende de células que expressam FT em sua superfície. 
 Fator Tecidual (FT) é uma proteína 
transmembrânica que age como receptor e 
cofator para o fator VII, estando normalmente 
expresso em células fora da vasculatura -> 
presente nas membranas das células ao redor 
do leito vascular, como os fibroblastos. 
FASE DE INICIAÇÃO 
- É iniciada a coagulação pela exposição de FT na 
corrente sanguínea devido à lesão endotelial e de 
células vizinhas. 
1. O FT se liga ao FVII presente no sangue, o 
ativando em FVIIa, formando o complexo 
FVIIa/FT, responsável pela ativação de 
pequenas quantidades de FIX e FX. 
2. O FXa associado com o FVa (funciona como 
cofator), forma o complexo denominado 
protrombinase na superfície da célula que 
expressa o FT. 
3. O complexo transforma pequenas quantidade 
de protrombina (Fator II) em trombina, que 
não são suficientes para completar a 
coagulação, mas possuem importância na fase 
de amplificação. 
- Acredita-se que as reações dessa fase ocorram 
constantemente fora do espaço vascular em 
indivíduos saudáveis, dessa forma, a via de iniciação 
permanece continuamente ativa, independente de 
lesão vascular. Porém, o processo da coagulação 
segue para a fase de amplificação somente quando há 
dano vascular, permitindo que plaquetas. 
FASE DE AMPLIFICAÇÃO 
Devido ao grande tamanho das plaquetas e do FVIII 
ligado ao fator de von Willebrand (FvW), esses 
somente passam para o compartimento extravascular 
quando há lesão vascular. Assim, quando um vaso é 
lesado: 
1. Plaquetas escapam de dentro dos vasos, se 
ligam ao colágeno e a outros componentes da 
matriz extracelular, onde são parcialmente 
ativadas, resultando em um tampão 
plaquetário responsável pela hemostasia 
primária. 
2. Pequenas quantidades de trombina 
produzidas na fase de iniciação interagem 
com as plaquetas e o complexo FVIII/FvW. 
Dessa forma, inicia-se a formação de fibrina 
estável, que consolida o tampão plaquetário 
inicial -> Hemostasia secundária 
3. O complexo FVIII/FvW é dissociado, 
permitindo o FvW mediar a adesão e 
agregação plaquetária no sítio da lesão. 
- Essa pequena quantidade de trombina possui várias 
funções importantes, como exemplo: 
 Ativação máxima de plaquetas, que expõem 
receptores e sítios de ligação para os fatores 
da coagulação ativados. Essa ativação altera a 
permeabilidade das membranas das 
plaquetas, permitindo entrada de íons cálcio e 
saída de substâncias que atraem os fatores 
da coagulação para sua superfície, além de 
liberarem FV parcialmente ativados. 
 Ativação de cofatores FV e FVIII na superfície 
das plaquetas ativadas. 
 Ativação do FXI em FXIa na superfície da 
plaqueta durante essa fase. 
- Assim, os fatores mencionados são atraídos à 
superfície das plaquetas, iniciando a fase de 
propagação. 
FASE DE PROPAGAÇÃO 
- É caracterizada pelo recrutamento de um grande 
número de plaquetas para o sítio da lesão. 
1. O FIXa ativado durante a fase de iniciação se 
liga ao FVIIIa na superfície da das plaquetas 
formando o complexo tenase. Esse complexo 
produz a maior parte de FXa diretamente na 
superfície da plaqueta. 
2. O FXa rapidamente se associa ao FVa ligado à 
plaqueta durante a fase anterior, formando o 
complexo protrombinase. Esse complexo 
converte grande quantidade de protrombina 
em trombrina. 
3. A trombina cliva o fibrinogênio em 
monômeros de fibrina, que polimerizam para 
consolidar o tampão plaquetário inicial. 
FASE DE FINALIZAÇÃO 
- Uma vez formado o coágulo, ele deve se limitar à 
área lesionada, evitando a oclusão trombótica do 
vaso. Para isso, entram em ação 4 anticoagulantes 
naturais: 
 Inibidor da via do fator tecidual (TFPI): 
proteína secretada pelo endotélio; forma um 
complexo quaternário FT/FVIIa/FXa/TFPI 
inativando os fatores ativados, e assim, 
limitando a coagulação. 
 Proteína C (PC) e proteína S (PS): inativam os 
cofatores procoagulantes FVa e FVIIIa; a PC é 
ativada pela trombina e promove a proteólise 
dos cofatores Va e VIIIa; 30% da PS circula 
como proteína livre e funciona como cofator 
da PC ativada. 
 Antitrombina (AT): inibe a atividade da 
trombina e outras proteases, como FIXa, FXa, 
FXIa e FXIIa. 
CONSIDERAÇÕES 
- O novo modelo da coagulação mostra que as vias 
extrínseca e intrínseca da cascata não são 
redundantes: 
 A via extrínseca opera na superfície das 
células que expressam FT para iniciar e 
amplificar o processo de coagulação. 
 Os componentes da via intrínseca operam na 
superfície das plaquetas ativadas para 
produzir grande quantidade de trombina que 
resultará na formação e estabilização do 
coágulo de fibrina. 
- O modelo de superfícies celulares na hemostasia 
permite um melhor entendimento dos problemas 
clínicos observados em alguns distúrbios da 
coagulação, por enfatizar o papel central de 
superfícies celulares específicas no controle e 
direcionamento dos processos hemostáticos. 
 Um exemplo é a hemofilia, que, segundo esse 
modelo, é uma deficiência de geração de FXa 
na superfície das plaquetas, resultando na 
falta de produção de trombina na superfície 
das mesmas. Assim, os pacientes hemofílicos 
possuem as 2 primeiras fases normais, 
formando o tampão plaquetário inicial. No 
entanto, eles são incapazes de gerar uma 
quantidade de trombina na superfície das 
plaquetas suficiente para estabilizar o coágulo 
de fibrina. 
 
MICRORGANISMOS 
- Os micróbios podem ser subdivididos em 4 grupos 
gerais: vírus, bactérias, fungos e parasitas. 
 Vírus 
- Os vírus são as menores partículas infecciosas, sendo 
que a maioria mede menos de 200 nanômetros e não 
pode ser visualizada ao microscópio ópticos. 
 Contém DNA ou RNA, mas não os dois -> 
algumas partículas semelhantes aos vírus não 
contêm nenhum ácido nucléico detectável 
(p.ex. príons). 
 Os ácidos nucleicos estão