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Hemoterapia e Reações Transfusionais - GBS

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 Meia vida muito curta (24h), transfundir assim que 
possível. 
 Devem ser obrigatoriamente irradiados para 
impedir doença do enxerto versus hospedeiro 
transfusional. 
 Idealmente compatibilidade HLA. 
 Indicações não bem definidas: 
o Neutropênicos com febre sem recuperação 
provável nos próximos 5-7 dias com infecção 
documentada sem resposta ao tto. 
o Portadores de disfunção de neutrófilos 
durante episódios infecciosos graves. 
 
 Uso profilático: 
o Não é recomendado de rotina. 
o Efeitos modestos e riscos altos. 
o Usado em transplante de MO e indução no tto 
de LMA. 
4 Hemato - GBS 
 
→ Ocorrem durante ou logo após o término de uma 
transfusão. 
→ Na suspeita de reação aguda: 
 Interromper transfusão. 
 Manter acesso com soro fisiológico. 
 Lembrar que a reação pode não ser devido a 
unidade que está sendo infundida (pensar em dx 
diferenciais). 
 
→ REAÇÃO HEMOLÍTICA AGUDA: 
 Ocorre durante a transfusão ou até 24h após seu 
término. 
 Interação de anticorpos IgM e IgG com antígenos 
eritrocitários: leva a ativação complemento, 
liberação de citocinas e ativação da coagulação. 
 Dx diferencial com contaminação infecciosa da bolsa 
 Caso mais grave: transfusão ABO incompatível. Faz: 
o Hemólise intravascular. 
o Incompatibilidade de sistema não ABO é mais 
branda, pois faz ativação incompleta do 
complemento. 
o Pode ser desencadeada por plasma ou 
plaquetas ABO incompatíveis. 
 QUADRO CLÍNICO: 
o Febre. 
o Calafrios. 
o Náuseas e vômitos. 
o Dor em região lombar. 
o Dispneia. 
o Taquicardia e hipotensão. 
o Sangramento. 
o Hemoglobinúria. 
 LABORATÓRIO: 
o Hemoglobina livre no plasma. 
o ↑DHL. 
o ↑BI. 
o ↓Haptoglobina. 
o Coombs direto pode ser + 
o Pesquisa anticorpos eritrocitários pode ser + 
 
 TTO: Interromper transfusão. 
o Transfusão de troca pode ser considerada, em 
casos graves. 
o Prevenção de IRA (hidratação e diuréticos). 
 
→ REAÇÃO FEBRIL NÃO HEMOLÍTICA: 
 Aumento da temperatura em 1 grau ou mais. 
 Reação aguda + comum. Mais frequente em 
transfusão de CP. 
 Ocorre durante a transfusão ou até 1h após. 
 Não põe vida do pcte em risco, por isso excluir outras 
causas de febre antes de se fechar neste dx. 
 
 QUADRO CLÍNICO: 
o Febre e calafrios. 
o Cefaleia. 
o Náuseas e vômitos. 
 TTO: 
o Interromper transfusão. 
o Antitérmicos. 
o Controvérsia se pode ser reiniciada a 
transfusão com mesmo componente. 
 PREVENÇÃO: 
o Componentes leucorreduzidos e filtrados. 
o Componentes lavados (remoção de 
mediadores inflamatórios acumulados durante 
estocagem). 
 
→ REAÇÃO ALÉRGICA E ANAFILÁTICA: 
 Reações leves são comuns: prurido, urticária, 
eritema, rubor cutâneo. Entretanto, 10% podem ter 
quadro pulmonar associado. 
 CONDUTA: 
o Interromper transfusão. 
o Manter acesso venoso. 
o Adm anti-histamínicos. 
o Se a reação foi leve, pode reiniciar. 
 PREVENÇÃO: corticoide ou anti-histamínicos pré-
transfusão em pcte com história de alergias. 
 ANAFILAXIA: quadro de reação alérgica grave que 
evolui rapidamente para instabilidade 
cardiovascular. Interromper transfusão. Suporte 
(oxigênio, IOT, epinefrina, anti-histamínico e 
corticoide). 
o Hipotensão. 
o Taquicardia. 
o Perda de consciência. 
o Arritmia. 
o Choque e até morte. 
 
 
5 Hemato - GBS 
 
→ CONTAMINAÇÃO BACTERIANA: 
 Durante transfusão ou logo após seu término. 
 A transfusão estava contaminada e serviu de 
“vetor”. 
 QUADRO CLÍNICO: 
o Febre, calafrios. 
o Náuseas e vômitos. 
o Hipotensão. 
o Choque. 
o IRA. 
o CIVD. 
 DIAGNÓSTICO: 
o Cultura da unidade contaminada e do sangue 
do pcte. 
o Bacterioscopia da unidade ou outros métodos. 
 TTO: 
o Interromper a transfusão, 
o Suporte. 
o ATB amplo espectro (cobertura para 
pseudômonas se foi transfusão de glóbulos 
vermelhos). 
 
→ INSUFICIÊNCIA PULMONAR AGUDA RELACIONADA 
A TRANSFUSÃO (TRALI): 
 Componente com plasma, mais frequentemente. 
 Durante ou até 6h após transfusão. 
 QUADRO CLÍNICO: 
o Dispneia. 
o Cianose. 
o Febre. 
o Taquicardia. 
o Hipotensão. 
 Rx toráx com edema pulmonar bilateral. 
 Gasometria com hipoxemia (SatO2 < 90%, 
PaO2/FiO2 < 300mmHg). 
 Sem sinais de insuficiência cardíaca (pressão venosa 
central é normal). 
 Mortalidade 20%. 
 CONDUTA: 
o Resolução espontânea em 48-96h. 
o Suporte (oxigênio – até IOT caso necessário, 
vasopressores, corticoide não mostrou 
benefício). 
o Avaliar unidade transfundida: se confirmada 
TRALI o doador fica impedido de doar. 
o Evitar uso de doadores plaquetas do sexo 
feminino, principalmente multíparas (prevenir 
TRALI). 
 
 
→ REAÇÃO HEMOLÍTICA NÃO IMUNE: 
 Causada pela transfusão de glóbulos vermelhos 
hemolisados devido estocagem, manipulação. 
 QUADRO CLÍNICO: 
o Alterações transitórias pulmonares, renais e 
hemodinâmicas. 
o Hemoglobinúria. 
o Hemoglobulinemia. 
 CONDUTA: 
o Interromper transfusão e investigar bolsa. 
o Verificar e tratar hiperpotassemia (devido 
hemólise). 
o Manter débito urinário com hidratação. 
o Suporte. 
 
→ SOBRECARGA CIRCULATÓRIA (TACO): 
 Reação comum e evitável. 
 Infundindo mais volume do que o pcte consegue 
suportar. 
 Elevação de BNP ajuda no dx diferencial com a 
TRALI. 
 Sinais de insuficiência cardíaca congestiva durante 
ou logo após transfusão: 
o Dispneia e ortopneia. 
o Cianose. 
o ↑PA 
o Estase jugular. 
o Cefaleia. 
o Edema pulmonar. 
 CONDUTA: 
o Suspender transfusão e limitar infusão de 
líquidos. 
o Oxigênio. 
o Elevar decúbito. 
o Tratar hipervolemia e edema pulmonar como 
na ICC. 
o Manter débito urinário com hidratação. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
6 Hemato - GBS 
 
 
Ocorrem pelo menos 24h após a transfusão. 
 
 
 
 
 
 
 
→ REAÇÃO HEMOLÍTICA TARDIA: 
 Risco geral de um paciente ser aloimunizado (1-1,5% 
por CH transfundido). 
 Aloanticorpos formados são detectáveis de 7-10 
após transfusão (permanecem por meses). 
 Hemólise pode ser extra ou intravascular. 
 Prevenção difícil. 
 Reação ocorre 3-21 dias após transfusão: destruição 
das hemácias transfundidas por aloanticorpos 
eritrocitários do pcte: 
o Não são detectados nas provas de 
compatibilidade devido a baixos títulos antes 
da transfusão. 
o Ocorrem por sensibilização prévia (transfusão 
ou gravidez). São IgG. 
 DIAGNÓSTICO: 
o ↓Hb de modo inexplicado. 
o Icterícia. 
o Esplenomegalia. 
 
→ DOENÇA ENXERTO X HOSPEDEIRO 
TRANSFUSIONAL: 
 Grave e potencialmente fatal (80-100%) 
 Mediada por enxerto de linfócitos T alogênicos no 
tecido do receptor. 
 OCORRÊNCIA DEPENDE DE: 
o Competência imunológica do receptor. 
o Similaridade genética do doador/receptor 
(quanto maior a similaridade HLA maior 
chance). 
o Número de céls T viáveis no hemocomponente 
(prevenção com irradiação). 
 DIAGNÓSTICO: 
o Febre. 
o Acometimento cutâneo. 
o Disfunção hepática. 
o Pancitopenia. 
o Histopato de pele: infiltração linfocitária e 
disqueratose. 
→ PÚRPURA PÓS-TRANSFUSIONAL: 
 Rara – quase exclusivamente em mulheres 
multíparas. 
 Uma semana após transfusão. 
 Autolimitado e evolução é benigna. 
 Plasmaférese pode ser necessário. 
 Transfusão de plaquetas é contraindicado. 
 QUADRO CLÍNICO: 
o ↓ plaquetas. 
o Lesões púrpuricas. 
 
→ ALOIMUNIZAÇÃO PLAQUETÁRIA: 
 Desenvolvimento de aloanticorpos em 
politransfundidos. 
 Menor incremento após transfusões plaquetárias 
repetidas (↑ pouco plaquetas). 
 Conduta: 
o Usar plaquetas

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