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Teoria da substância individual de Aristóteles e a critica á Platão

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Teoria da substância individual de Aristóteles – e a critica á Platão.
Aristóteles discorda do seu mestre Platão sobre o dualismo, da Teoria das Ideias, afirmando que existia a dificuldade de se explicar a relação entre o Mundo Sensível e o Mundo Inteligível, sendo ela, um paradoxo. Ele diz que toda relação pode ser interna – onde A e B (usando exemplo de conjuntos numéricos) tem elementos em comum, tendo essa relação – e externa – onde A e B não possuem elementos em comum e precisam de um terceiro, o C, para ser o elo, e um novo elo para o C, e assim infinitamente. E a Teoria das Ideias seria interna, deixando de ser dualismo, ou seria externa, o que seria problemático por não ser possível de explica-lo.
Desse ponto, ele cria um novo ponto de partida para Metafísica, a concepção de realidade, em que tudo que existe é Substância Individual, um indivíduo material concreto, o que evitaria o dualismo. Para ele, os indivíduos seriam compostos de forma, que é a maneira em que os indivíduos se organizam – todo individuo da mesma espécie tem a mesma forma – e matéria, princípio de individualização – a forma que essa espécie diferencia os indivíduos entre si. Matéria e forma são indissociáveis, pois a primeira só existe se houver determinada forma, e a segunda, é sempre o que diferencia os objetos concretos.
Nessa teoria não existem formas e ideias puras, como no Mundo Inteligível Platônico. É o intelecto humano, pela abstração, que separa matéria e forma, no processo de conhecimento da realidade, relacionando objetos que possuem a mesma forma e fazendo diferenciação da forma de suas características individuais. Tipagens como gênero, espécie, características só acontecem nesta abstração, a ideia de homem, é apenas a natureza comum de todos os homens, pois não existem isoladamente.