A maior rede de estudos do Brasil

Grátis
6 pág.
Prova Scaps 2

Pré-visualização | Página 1 de 2

CASO 1
O Sr Jorge, 62 anos, frequentador da UBS do Lageado, no Município de Maracatu relatou
em sua consulta de rotina, fortes dores na região abdominal. A Dr Ana, clínica geral da
unidade, após a realização da consulta identificou a necessidade de encaminhar o paciente
para o gastroenterologista. Preenche a guia correspondente e solicitou ao Sr. Jorge que se
dirigisse à recepção da unidade para a realização do agendamento. Neste setor o paciente
foi informado que não havia esta especialidade no município. Considerando o caso acima,
responda:
Pergunta-se:
a) Qual dimensão do Pacto pela Saúde (Portaria GM/MS nº 399, de 22 de 2006) está
relacionada ao caso acima? Justifique a sua resposta com ao menos 2 exemplos extraídos
do caso.
A dimensão que está relacionada com o caso é o pacto de gestão do SUS, esse pacto tem
vários eixos de ação e os que mais se encaixam no caso são os: planejamento do SUS,
regulação da atenção à saúde e regulação assistencial. No caso o paciente é informado que
não havia a especialidade de gastroenterologista no município, então ele deveria ser
direcionado para outro município que tenha essa especialidade, o pacto pela saúde busca
superar a fragmentação do SUS através da qualificação dos gestores de saúde e
organização de uma rede hierarquizada de ações e serviços. Outra situação que o paciente
passou no caso foi quando a doutora fez o atendimento médico e não realizou o
acolhimento necessário, em relação ao tratamento da dor e também não deu urgência ao
caso, deixando o paciente ir embora com os mesmos sintomas que veio, sem pelo menos
um tratamento inicial, mostrando mais uma vez a importância do pacto de gestão do SUS,
que procura promover inovações nos processos e instrumentos de gestão a fim de alcançar
maior efetividade, eficiência e qualidade de resposta do sistema às necessidades da
população.
Referências bibliográficas:
BRASIL. Ministério da saúde. Portaria 204 de 29 Janeiro de 2007. Regulamenta o
financiamento e a transferência dos recursos federais para as ações e os serviços de saúde,
na forma de blocos de financiamento, com o respectivo monitoramento e controle.
Disponível em: http://dtr2001.saude.gov.br/sas/PORTARIAS/Port2007/GM/GM-204.htm
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria-Executiva. Subsecretaria de Planejamento e
Orçamento. Sistema de planejamento do SUS: uma construção coletiva: instrumentos
básicos / Ministério da Saúde, Secretaria-Executiva, Subsecretaria de Planejamento e
Orçamento. – 2. ed. – Brasília : Ministério da Saúde, 2009.56 p. : il. – (Série B. Textos
Básicos de Saúde) (Série Cadernos de Planejamento; v. 2).
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria-Executiva. Subsecretaria de Planejamento e
Orçamento. Sistema de planejamento do SUS: uma construção coletiva: instrumentos
básicos / Ministério da Saúde, Secretaria-Executiva, Subsecretaria de Planejamento e
Orçamento - 3. ed. – Brasília : Ministério da Saúde, 2009. 100 p. – (Série B. Textos Básicos
de Saúde) (Série Cadernos de Planejamento; v. 1).
b) Sr. Jorge foi informado que não havia a profissionais gastroenterologistas em seu
município. Responda de que forma o Município de Maracatu, por meio da ação da Secretaria
de Saúde, deveria promover o acesso dos seus munícipes às especialidades médicas que o
município não possui?
O município de maracatu deveria fazer parceria com outros municípios para que pudesse
suprir sua necessidade de especialistas ou a secretaria da saúde poderia se utilizar de um
dos princípios do SUS, que é a complementaridade, esse garante em caso de insuficiência
do setor público, poderão participar do SUS instituições privadas, por meio de contrato ou
convênio, preferencialmente sem fins lucrativos que compactuam com todos os princípios
do SUS, a fim de suprir as questões deficitárias do setor público, que nesse caso seria a
falta da especialidade de gastroenterologista no município de Maracatu.
BRASIL. Ministério da Saúde. Portaria GM/MS no 399 de 22 de fevereiro de 2006. Divulga o
Pacto pela Saúde 2006 – Consolidação do SUS e aprova as Diretrizes Operacionais do
Referido Pacto. Diário Oficial da União, 2006. Disponível em:
http://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2006/prt0399_22_02_2006.html
CASO 2
Conceitualmente, os sistemas fragmentados de atenção à saúde são aqueles que se
organizam através de um conjunto de pontos de atenção à saúde isolados e sem
comunicação uns dos outros e que, por consequência, são incapazes de prestar uma
atenção contínua à população. Em geral, não há uma população adscrita de
responsabilização, o que impossibilita a gestão baseada na população. Neles, a Atenção
Primária à Saúde (APS) não se comunica fluidamente com a atenção secundária à saúde e
esses dois níveis também não se comunicam com a atenção terciária à saúde, nem com os
sistemas de apoio. (MENDES, 2010). Neste contexto, o sistema pode se organizar de duas
formas distintas, conforme a imagem a seguir. Observe a imagem e responda às seguintes
questões:
Pergunta-se:
c) Identifique os modelos de Atenção à Saúde exibidos nas figuras 1 e 2 e as letras que
correspondem à APS em cada um deles.
A figura 1 se refere a hierarquização do SUS e a letra que corresponde a APS é a letra C, já
a figura 2 se refere a rede de atenção à saúde e a letra D que corresponde com a APS.
Referência Bibliográfica: MENDES, Eugênio Vilaça. As redes de atenção à saúde. Brasília,
DF: Organização Pan-Americana da Saúde, 2011. CAPÍTULO 3 – OS MODELOS DE
ATENÇÃO À SAÚDE Disponível em:
https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/redes_de_atencao_saude.pd
d) Qual dos modelos é preconizado pelo decreto 7508/2011 e qual é um papel da APS neste
modelo?
O modelo 2 é preconizado pelo decreto 7508/2011, o papel da APS nesse modelo é a
promoção e a proteção da saúde, a prevenção de agravos, o diagnóstico, o tratamento, a
reabilitação, a redução de danos e a manutenção da saúde com o objetivo de desenvolver
uma atenção integral que impacte positivamente na situação de saúde das coletividades.
Referência Bibliográfica: MENDES, Eugênio Vilaça. As redes de atenção à saúde. Brasília,
DF: Organização Pan-Americana da Saúde, 2011. CAPÍTULO 3 – OS MODELOS DE
ATENÇÃO À SAÚDE Disponível em:
https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/redes_de_atencao_saude.pd
CASO 3
Paciente sexo feminino, 44 anos, agente penitenciária reclamou para seus colegas de
trabalho que não estava bem, relatou estar muito cansada e que há dois dias tossia
bastante, teve febre e coriza. Orientada pelos colegas saiu do trabalho mais cedo para
tentar uma consulta na Unidade Básica de Saúde onde sabia ser referência de Assistência
para COVID-19. A paciente relata que chegou na Unidade às 16:30H e já na porta uma
funcionária, que se apresentou como faxineira da unidade, avisou que os atendimentos
estavam encerrados, a paciente questionou, pois sabia que o horário oficial de
encerramento é 17H. No relato, que encaminhou em uma denuncia ao Conselho Municipal
de Saúde da sua cidade, a paciente ainda conta que estava uniformizada e explicou à
funcionária que estava no serviço e que não estava nada bem, mesmo assim a funcionária
da unidade afirmou que lá ela não seria atendida e despediu-se fechando a porta. Ainda no
relato a paciente conta que “ ficou sem chão e indignada” e lembrando que próximo de sua
casa tinha uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) dirigiu-se para lá e nessa UPA foi
muito bem atendida, passou pela consulta médica, foi medicada e pode ir com mais
tranquilidade para sua casa. A paciente foi orientada pela médica da UPA que procurasse
pela UBS que ela estava inscrita e agendasse uma consulta para que a equipe da atenção
básica, saúde da família, acompanhasse o caso. Após dois dias em casa, em repouso, a
paciente ainda se sentindo fraca vai até a UBS e foi examinada e durante a consulta o
médico explica que ela teve uma piora clínica e por estar apresentando uma importante
astenia e Dispneia encaminhará a paciente para internação. Após 20 dias internada
inclusive entubada a paciente contou que nunca esquecerá dos dias que antecederam

Crie agora seu perfil grátis para visualizar sem restrições.