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PROJETO INTEGRADOR - N2

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CENTRO UNIVERSITÁRIO DAS FACULDADES METROPOLITANAS UNIDAS CURSO DE DIREITO
PROJETO DE TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO
 
São Paulo
 (2020) 
VIOLÊNCIA DOMÉSTICA E FAMILIAR CONTRA A MULHER
Projeto de pesquisa apresentado no Centro Universitário das Faculdades Metropolitanas Unidas – FMU, como requisito parcial para a obtenção do grau de bacharel em Direito, sob a orientação do Professor que será designado em 2021.
São Paulo
(2020) 
INTRODUÇÃO
A violência doméstica é presente “desde sempre” na sociedade, ela apenas se encontrava escondida durante muito tempo dentro da realidade das pessoas, famílias e etc. Em torno da década de setenta tivemos a realização de alguns trabalhos, que chegaram a atingir nível internacional, sendo objeto de estudo em diversos países. Este tipo de violência vem sendo definida como uma atitude abusiva, onde está presente a prática de violência física, psicológica ou até mesmo sexual, usando deste método para obter o poder sobre a pessoa, de certo modo manipular.
TEMA
Diante do exposto, por mais que possa acontecer com qualquer pessoa, seja homem, mulher, o público mais atingido ainda são as mulheres com seus cônjuges, parceiros, namorados, amigos, familiares, ou até mesmo desconhecidos, que no caso são homens tornando as mulheres suas vítimas. Não precisamos ser uma pessoa com o nível de intelectualidade avançado para chegarmos à conclusão de que isso ocorre pelo fato de além da força ser maior, temos uma cultura enraizada que traz aquele poder do homem sobre a mulher, como se fosse sua propriedade.
Por mais que a grande maioria sejam as mulheres, são notório que sofrem violência as pessoas mais vulneráveis, como idosos, crianças, que de fato não conseguem se defender a ponto de dar um basta nas violências.
O grande problema é o retorno que traz essa pratica na vida das pessoas, infelizmente o retorno se acarreta em graves conseqüências, como depressão, fobia, vergonha, indução ao consumo de álcool/drogas, focando mais as mulheres podem acarretar em algumas doenças transmissíveis, gravidez indesejada, sangramento genital, perda do interesse sexual, infertilidade, dentre outras conseqüências.
A violência doméstica afeta os diversos campos da vida da mulher: a saúde, relacionado ao físico e psicológico, o trabalho e no aspecto social, (Fonseca, 2012). Segundo Ribeiro e Coutinho (2011), um em cada cinco dias de falta ao trabalho é causado pela violência sofrida pelas mulheres dentro de suas casas; a cada cinco anos, a mulher perde um ano de vida saudável se ela sofre violência doméstica.
DELIMITAÇÃO DO TEMA
De acordo com a Declaração das Nações Unidas, de 1949, sobre a Violência Contra a Mulher, aprovada pela Conferência de Viena em 1993, a violência se constitui em “[...] todo e qualquer ato embasada em uma situação de gênero, na vida pública ou privada, que tenha como resultado dano de natureza física, sexual ou psicológica, incluindo ameaças, coerção ou a privação arbitrária da liberdade.” (ADEODATO, 2006, p.2).
Apesar de estudos internacionais estarem presente há bastante tempo, e o nacional desde a década de noventa, esta prática se encontra muito presente em nossa sociedade, mesmo com sanções, penas, sendo mal visto por todas as pessoas ainda praticam com o intuito de demonstrar superioridade, poder, medo.
Atualmente temos a lei Maria da Penha, que foi criada com o intuito de haver mais reconhecimento sobre a violência contra as mulheres, é uma legislação considerada como um avanço no enfretamento da problemática, por está exposto medidas protetivas de urgência, que visam resguardar a integridade física e psíquica das mulheres em situação de violência.
Depois da lei criada, de certo modo as mulheres acabam sendo mais encorajadas para denunciar, conseqüentemente partindo para uma delegacia de confiança para que o seu problema não ocorra mais. Porém, como sabemos nem tudo funciona como deveria, ainda existem muitas falhas na execução da lei, como a maioria das coisas, na teoria são mil maravilhas, mas na pratica acaba sendo o oposto, por exemplo, a medida protetiva de segurança, ela não alcança sua eficácia, pois acabam não tendo o controle para resguardar a agredida. Fora isso, existe outro problema extremamente grave, é comprovado que as agressões ocorrem mais em finais de semanas/feriados, onde por sua vez a casa da mulher não se encontra com o atendimento disponível, sendo assim dificultando para que a mulher tome suas devidas providências.
Diante dos fatos apresentados, temos em vista que a violência domestica, é uma questão extremamente relacionada com os direitos humanos, pelo simples fato de afrontar e vulnerar os princípios da dignidade humana. As marcas causadas pela violência podem não só impedir o desenvolvimento da pessoa que foi violentada, como também interferir de todas as maneiras na vida da pessoa, seja ela psicológica, física ou etc.. 
Segundo CAVALCANTI (2007) o problema da violência doméstica atinge crianças, idosos e mulheres, sendo um problema mundial e decorrendo das relações desiguais e discriminatórias de gênero. Esses grupos sociais, não apenas no lar, mas na sociedade em geral, são considerados mais frágeis e na atualidade tem sido objeto de uma maior preocupação dos legisladores, que intentam com a proposição de leis protetivas de direitos a redução da violência contra estes (Estatuto da Criança e do Adolescente e Estatuto do Idoso). Assim, embora os direitos fundamentais previstos na Constituição tenham um caráter universal, estes não tem garantido a proteção de grupos vulneráveis a todas as formas de violência. No que tange às mulheres, os constitucionalistas as tem tratado como objeto especializado dos direitos humanos fundamentais, porque empiricamente permanecem em situação de hipossuficiência nas relações sociais e políticas.
Para DIAS (2008), a violência doméstica é fruto dos aspectos culturais sob os quais se solidificaram a sociedade brasileira. Neste modelo social a mulher deposita sua felicidade na instituição do casamento:
“(...) ser a rainha do lar, ter uma casa para cuidar, filhos para criar e um marido para amar. Não há casamento em que as casadoiras não suspirem pelo buquê da noiva. Ao depois, venderam para a mulher a idéia de que ela é frágil e necessita de proteção e delegaram ao homem o papel de protetor, de provedor. Daí à dominação, do sentimento de superioridade à agressão, é um passo”.
É interessante notar que o tema da violência doméstica, muito embora tenha sido tratado na atualidade como caso de polícia ou do poder judiciário, é na verdade multifacetado. Um mosaico de fatores a determina e a impunidade, contudo, não pode ser imbuída apenas às forças de repressão estatal, já que os aparatos ideológicos de estado foram muito mais determinantes na propagação desta conduta. 
Para a educação e cultura do povo brasileiro a violência doméstica é tema digno dos muitos ditos populares: “em briga de marido e mulher ninguém mete a colher”, “ele pode não saber por que bate, mas ela sabe por que apanha” e “mulher gosta de apanhar”.
JUSTIFICATIVA DO TEMA
Notório que os danos ocasionados pela violência muitas das vezes são irreparáveis na vida das pessoas podendo ocasionar diversos problemas, como; psicológico, depressão, fobia, insegurança, danos morais, hematomas, cortes, etc.. Por isso que os números de vítimas podem são maiores, conseqüência de nossa cultura machista e patriarcal, onde por naturalidade fez que as mulheres se sentissem inferiores aos homens.
Infelizmente essa modalidade acaba se tornando um círculo vicioso. Onde o agressor além de praticar as agressões, usa do mesmo modo para manipular, para que a pessoa não denuncie ou tome algum tipo de providência sobre o ocorrido.
Este tipo de violência é um problema grave que necessita ser enfrentado pelos órgãos públicos, que de fato devem ampliar políticas públicas e programas sociais de combate e prevenção da violência, deste modo fortalecendo a redede apoios à vítima, que servem como iniciativa para que as pessoas (mulheres) busquem auxilio quando se encontra nesta situação.
Mas como qualquer coisa na atualidade, está é uma lei que está em constante evolução que infelizmente está longe de chegar a sua eficácia plena. Este é um percurso longo e árduo. Vale ressaltar que nenhuma lei, por mais que seja perfeitamente escrita, alcança eficácia, se não houver a garantia e o empenho de aplicabilidade. Ainda mais que é um problema cultural, sendo assim, dificultando a mudança de pensamentos das pessoas, mas para isso mudar é necessário que a sociedade se conscientize para que não se propague o problema. É essencial a quebra de silêncio, o apoio, entre diversas outras coisas. Para mudança, não devera apenas partir de cofres públicos, mas sim de colaboração da sociedade em si, hoje com acesso a informação de fato será mais fortes juntos.
Destarte, um assunto delicado extremamente importante que deve ser debatido entre as pessoas, para que as mesmas não deixam acontecer à violência em sua realidade, tendo em consciência que um problema cultural pode ser resolvido por nós, pela nova geração. 
A violência doméstica causa impactos sociais, emocionais e familiares na vida das vítimas, e principalmente, ameaça a segurança e a integridade das mulheres. Sendo assim, não deve ser tratada como uma questão de ordem privada que se resolve entre família, e sim, uma questão de ordem pública que merece atenção dos gestores públicos. 
As mulheres que decidem romper um relacionamento violento também estão rompendo com uma série de sonhos e expectativas em relação ao casamento e à família. Há perdas e ganhos frente a esta decisão, que não devem ser ignorados pelos profissionais de saúde. Reconhecê-las, implica poder trabalhá-las e, assim, fortalecer a mulher no redirecionamento e estabelecimento de novos projetos de vida.
Dessa forma, um conhecimento mais ampliado do fenômeno promove reflexão mais crítica a respeito das condições de saúde e de vida das mulheres vítimas de violência doméstica.
OBJETIVOS
Gerais: Compreender o significado da violência doméstica para as mulheres e como a sociedade em conjunto com o nosso ordenamento jurídico, vêm tratando esse tema.
Específicos: 
· Elaborar uma pesquisa detalhada sobre a temática, nos dias atuais.
· Explicar a violência domestica, a partir do olhar da vítima.
· Pesquisar quais as formas de assistência a mulher, após a violência sofrida.
· Identificar o posicionamento da sociedade, como vê a mulher que passa ou já passou por essa situação.
· Discutir quais são as falhas, em nosso ordenamento jurídico, sobre a punição do agressor.
METODOLOGIA
A pesquisa será na forma de abordagem: documental; estudo de casos; jurisprudência, e ainda contará com uma análise das medidas punitivas no ordenamento jurídico, assim abordando os principais aspectos, efetuando-se um estudo aprofundado desta temática. 
Acredito que, através desses procedimentos, tenho condições de pontuar o quão importante é falar sobre a violência doméstica e familiar contra a mulher.
CRONOGRAMA
	Atividades
	Trimestre / Ano
	
	2020
	2021
	
	Dez
	Jan
	Fev
	Mar
	Abr
	Mai
	Jun
	Entrega do Projeto de Pesquisa
	X
	 
	 
	 
	 
	 
	 
	
	
	
	
	
	
	
	
	Pesquisa Bibliográfica
	X
	X
	 
	 
	 
	 
	 
	
	
	
	
	
	
	
	
	Pesquisa Jurídica
	X
	X
	 
	 
	 
	 
	 
	
	
	
	
	
	
	
	
	Leitura e Fichamento de texto
	X
	X
	 
	 
	 
	 
	 
	
	
	
	
	
	
	
	
	Escolha do Orientador
	 
	 
	X
	 
	 
	 
	 
	
	
	
	
	
	
	
	
	Desenho da Estrutura do Artigo
	 
	 
	X
	 
	 
	 
	 
	
	
	
	
	
	
	
	
	Reunião com o Orientador
	 
	 
	 
	X
	X
	X
	 
	
	
	
	
	
	
	
	
	Redação do Artigo Final
	 
	 
	 
	 
	 
	X
	 
	
	
	
	
	
	
	
	
	Revisão do Artigo final
	 
	 
	 
	 
	 
	X
	 
	
	
	
	
	
	
	
	
	Defesa do TCC diante a Banca
	 
	 
	 
	 
	 
	 
	X
	
	
	
	
	
	
	
	
BIBLIOGRAFIA
ADEODATO, Vanessa Gurgel et al. Qualidade de vida e depressão em mulheres vítimas de seus parceiros. Revista de Saúde Pública, v. 39, n. 1, fev. 2005 (online). Disponível em:<www.scielo.br.> Acesso em: 01 dezembro 2020. 
CAVALCANTI, Stela V. S. F. Violência Doméstica: Análise da Lei “Maria da Penha”, Nº 11.340/06. Salvador, BA: Editora Jus Podium, 2007.
DIAS, M. B. A Lei Maria da Penha na Justiça: a efetividade da Lei 11.340/2006 de combate à violência doméstica e familiar contra a mulher. Editora Revista dos Tribunais, São Paulo, 2008.
FONSECA, P M; LUCAS T N S. Violência doméstica contra a mulher e suas consequências psicológicas. 2006. 21 p. Trabalho de Conclusão de Curso – (Graduação em Psicologia) – Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública, Salvador-BA
Instituto Patrícia Galvão. O Dossiê VIOLÊNCIA DOMÉSTICA E FAMILIAR. Disponível em: Acesso em: 01 dezembro 2020.
LEI MARIA DA PENHA: DO PAPEL PARA A VIDA. Comentários à Lei 11.340/2006 e sua inclusão no ciclo orçamentário. 2ª Edição. 2009, by CFEMEA – Centro Feminista de Estudo e Assessoria.
MELO, Hildete Pereira de; CONSIDERA, Claudio Monteiro; SABBATO, Alberto Di. Os afazeres domésticos contam. 2006. Disponível em: <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttextπd=S0104-06182007000300006⟨=pt>. Acesso em: 01 dezembro 2020.
PASINATO, Wânia; SANTOS, Cecília MacDowell. Mapeamento das Delegacias da Mulher no Brasil. 2008. Disponível em <http://www.observe.ufba.br/_ARQ/bibliografia/MAPEO_Brasil%5B1%5D.pdf>. Acesso em: 01 dezembro 2020.
RIBEIRO, CG; COUTINHO. Representações Sociais de Mulheres Vítimas de Violência Doméstica na Cidade de João Pessoa-PB. Revista Psicologia e Saúde, v. 3,n. 1, jan. - jun. 2011, pp. 52-59.
TJSC. Tribunal de Justiça de Santa Catarina. Apelação Criminal n.º 2012.039772-8. Volnei Celso Tomazini. Joinville: TJSC, (13/11/2012). Acesso em: 01 dezembro 2020.

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