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Pâncreas Endócrino

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Heloiza Bernardes Fisiologia Endócrina 
 
FUNÇÕES DO PÂNCREAS: 
- Funções digestivas e endócrinas; 
- Secreção hormonal: Insulina e glucagon são cruciais para a regulação 
normal do metabolismo da glicose, dos lipídios e das proteínas; 
- Outros hormônios que o pâncreas produz: Amilina, polipeptídeo 
pancreático e somatostatina. 
- O pâncreas humano contém cerca de 1 a 2 milhões de ilhotas de 
Langerhans. 
- As ilhotas contêm células alfa, beta, delta e F. 
 
 
 
 
 
- O principal estímulo para a secreção de insulina e glucagon são os níveis de glicose. Porém, dentro das 
próprias ilhotas existe um controle direto da secreção hormonal por meio da comunicação intercelular. 
- O sistema nervoso autônomo simpático e parassimpático exerce ação sobre o pâncreas. 
- A principal ação do glucagon: Elevar o nível sanguíneo de glicose que se encontra abaixo do normal. 
- A principal ação da insulina: Reduzir o nível de glicose sanguínea que se encontra muito elevado. 
- O nível de glicose sanguínea controla a secreção de glucagon e de insulina via feedback negativo. 
 
QUADROS DE HIPOGLICEMIA: 
- Ocorre estímulo para secreção de glucagon pelas células alfa das ilhotas pancreáticas. 
Pâncreas endócrino 
- As células alfa secretam glucagon; 
- As células beta secretam insulina; 
- As células delta secretam somatostatina; 
- As células F secretam polipeptídeo pancreático. 
 
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- O glucagon atua nos hepatócitos acelerando a conversão de glicogênio em glicose (glicogenólise) e 
promovendo a formação de glicose a partir do ácido lático e de determinados aminoácidos 
(gliconeogênese). 
- Assim, os hepatócitos liberam glicose no sangue de maneira mais rápida e a glicemia se eleva. 
- Se a glicemia continua a se elevar no sangue: Os níveis de glicose, por feedback negativo, inibem a 
liberação de glucagon pelas células alfa. 
 
QUADROS DE HIPERGLICEMIA: 
- Estimulam a secreção de insulina pelas células beta das ilhotas de Langerhans. 
- A insulina age em várias células do corpo para promover as seguintes ações: 
 1. Acelerar a difusão facilitada da glicose para as células; 
 2. Apressar a conversão de glicose em glicogênio (glicogênese); 
 3. Intensificar a captação de aminoácidos pelas células e aumentar a síntese proteica; 
 4. Retardar a conversão de glicogênio em glicose (glicogenólise); 
 5. Acelerar a síntese de ácidos graxos (lipogênese); 
 6. Tornar mais lenta a formação de glicose a partir do ácido lático e de aminoácidos 
(gliconeogênese). 
- Os resultados são da secreção de insulina: Queda do nível de glicose do sangue. 
- Quando o nível sanguíneo de glicose cai para abaixo do normal, ocorre inibição da liberação de insulina, 
via feedback negativo, e estímulo à liberação de glucagon. 
 
OUTROS ESTÍMULOS PARA A SECREÇÃO DE INSULINA: 
- Acetilcolina liberada pelas fibras parassimpáticas do nervo vago que inervam as ilhotas pancreáticas; 
- Arginina e leucina em níveis mais elevados depois de uma refeição rica em proteína; 
- Peptídeo insulinotrópico dependente de glicose (GIP) liberado pelas células enteroendócrinas do 
intestino delgado em resposta à presença de glicose no sistema digestório. 
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- Assim, a digestão e a absorção de alimentos contendo tanto carboidratos, quanto proteínas são um forte 
estímulo à liberação de insulina. 
 
OUTROS ESTÍMULOS PARA A SECREÇÃO DE GLUCAGON: 
- Atividade mais intensa do SNA simpático, como acontece durante a prática de exercícios físicos; 
- Elevação de aminoácidos sanguíneos quando o nível sanguíneo de glicose está baixo, o que pode 
acontecer, por exemplo, após uma refeição rica em proteína. 
 
SÍNTESE DA MOLÉCULA DE INSULINA: 
- A pró-insulina é formada por cadeia A, B e C, onde a cadeia C é a cadeia conectora 
entre A e B. 
- A quebra da pró-insulina, ocorre no complexo de Golgi das células beta pancreáticas, 
em duas moléculas: Peptídeo C e insulina. 
- O peptídeo C não tem ação sobre o organismo, mas ele é secretado e armazenado em 
grânulos conjuntamente à insulina 
 
 
 
 
 
 
ATIVAÇÃO DOS RECEPTORES DAS CÉLULAS-ALVO PELA INSULINA: 
- Os receptores de insulina são constituídos por duas subunidades alfa (no domínio externo) e duas 
subunidades beta (na região de transmembrana) que são interligadas por pontes dissulfeto. 
- A insulina liga-se as subunidades alfa, estimula a autofosforilação da subunidade beta do receptor de 
insulina. Essa autofosforilação induz à atividade enzimática da tirosina cinase que inicia uma cascata de 
fosforilação celular, que pode aumentar ou diminuir a atividade enzimática das vias metabólicas, incluindo 
os IRSs. 
 
SUBSTRATOS DOS RECEPTORES DE INSULINA (IRS): 
- Quando fosforilados: 
- Aumenta a quantidade de GLUT-4 para a região de 
membrana da célula alvo, a fim de captar mais glicose. 
- Promove síntese de lipídio e proteína, crescimento e 
expressão gênica e síntese de glicogênio. 
 
PACIENTES DIABÉTICOS: 
- A mensuração de insulina circulante é feita pela 
dosagem de peptídeo C, pois a meia vida dele é maior do 
que a da insulina. 
- O peptídeo C é um ótimo marcador dos níveis de 
insulina. 
 
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INSULINA ATUANDO NOS MÚSCULOS: 
- A membrana da fibra muscular em repouso tem pouca permeabilidade à glicose, exceto quando a 
fibra muscular é estimulada pela insulina. 
- A quantidade de insulina secretada durante as refeições é insuficiente para promover a entrada de 
quantidades significativas de glicose nas células musculares. 
CONDIÇÕES QUE OS MÚSCULOS UTILIZAM GRANDE QUANTIDADE DE GLICOSE: 
 1. Durante a realização de exercícios moderados ou intensos: Essa utilização de glicose não 
precisa de grande quantidade de insulina, porque a contração muscular aumenta a translocação da 
molécula transportadora de glicose 4 (GLUT-4) dos depósitos intracelulares para a membrana celular, o 
que, por sua vez, facilita a difusão da glicose na célula muscular. 
 2. Após poucas horas seguintes à refeição: A concentração de glicose no sangue fica 
bastante elevada, e o pâncreas está secretando grande quantidade de insulina – essa insulina adicional 
provoca transporte rápido de glicose para as células musculares. 
ARMAZENAMENTO DE GLICOGÊNIO NOS MÚSCULOS: 
- Músculos em repouso depois da refeição: A maior parte da glicose transportada é armazenada (cerca 
de 2-3%) sob a forma de glicogênio muscular em vez de ser utilizada como fonte de energia. 
- O glicogênio pode ser utilizado depois como fonte de energia pelo músculo especialmente durante 
períodos curtos de uso energético extremo pelos músculos, e até mesmo para fornecer picos de energia 
anaeróbica durante alguns minutos (por meio da conversão glicolítica do glicogênio em ácido lático). 
 
INSULINA ATUANDO NO FÍGADO: 
- Insulina promove a captação, armazenamento e utilização da glicose pelo fígado: 
- A maioria da glicose absorvida é armazenada rapidamente no fígado sob a forma de glicogênio. 
- Redução da glicose sanguínea faz o pâncreas reduzir a sua secreção de insulina; 
- A ausência de insulina reverte todos os efeitos relacionados anteriormente para o 
armazenamento de glicogênio, interrompendo a continuação da síntese de glicogênio. 
- A ausência de insulina ativa a enzima fosforilase que causa a clivagem do glicogênio em 
glicose fosfato. 
- A enzima glicose fosfatase é ativada pela ausência de insulina, fazendo com que o radical 
fosfato seja retirado da glicose, possibilitando a difusão da glicose livre de volta para o sangue. 
- Assim, o fígado remove a glicose do sangue, quando ela está presente em quantidade 
excessiva após uma refeição, e a devolve para o sangue, quando a concentração da glicose diminui entre 
as refeições. 
- Cerca de 60% da glicose da refeição é armazenada no fígado e então retorna posteriormente 
para a corrente sanguínea. 
- Insulina promove síntese e armazenamento de gorduras:
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