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Resumo - Estudos observacionais

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RESUMO – ESTUDOS OBSERVACIONAIS
· COORTE: Fatores de risco, etiologia, incidência, evolução, fator de prognóstico de doença, detecção.
· Modelo do tipo analítico, longitudinal, observacional. 
· Parte da causa em direção ao efeito. 
· Envolvem o acompanhamento de 2 ou mais grupos de pacientes para observar quem desenvolve o resultado de interesse. 
· Estabelecem sequência de eventos; 
· Podem estudar vários preditores e desfechos; 
· Número de eventos dos desfechos cresce com o tempo; 
· Produzem incidência, risco relativo e excesso de risco. 
· O parâmetro estudado é a presença ou não da doença.
A principal característica de um estudo de coorte é a seleção, que é realizada por meio de uma variável independente, em que diferentes grupamentos humanos naturalmente se expõem ou não a um determinado fator de risco. 
Portanto, o investigador não determina a exposição, mas usa grupos expostos ou não expostos para medir a hipótese de que o aparecimento de um resultado esteja associado ou não à exposição.
Para a realização de um estudo de coorte, são necessárias QUATRO ETAPAS: 
1. Seleção de um grupo exposto
2. Seleção de um grupo não exposto
3. Seguimento de ambos os grupos para verificação do aparecimento de casos
4. Análise.
Viés de Seleção: o tratamento escolhido é determinado pelas preferencias do paciente ou do clínico.
Fatores de Confusão:
· Desvantagens: Costumam exigir grandes tamanhos de amostra; menos factíveis para desfechos raros.
Se o RR > 1 a exposição é um fator de risco para a doença, e quando o RR < 1 a exposição é um fator de proteção.
Observar questões que abordem risco relativo e risco atribuído.
Em geral ocorre de forma prospectiva:
ESTUDOS DE COORTE PROSPECTIVOS (CONCORRENTE): grupo de sujeitos seguido no tempo para descrever a incidência ou história natural de uma condição clínica e para analisar os preditores. Seleciona-se a amostra de sujeitos e medem-se suas características, que poderão predizer desfechos subsequentes. 
· Os integrantes da pesquisa são selecionados no momento zero e acompanhados ao longo do tempo para identificação dos casos da doença que venham a ocorrer em ambos os grupos.
· PONTOS FORTES: definir a taxa de incidência (proporção que desenvolve a doença ou condição clinica ao longo do tempo) de uma condição clínica, e suas causas; mede variáveis importantes de forma mais completa e acurada; funciona melhor com desfechos comuns e imediatos; evita vieses na medição dos preditores
· PONTOS FRACOS: a inferência causal é difícil e a interpretação é frequentemente complicada pela influência de variáveis confudidoras; forma cara e ineficiente de testas desfechos raros; o seguimento pode ser longo e muitas vezes tem custo elevado.
ESTUDOS DE COORTE RETROSPECTIVOS (NÃO CONCORRENTE OU COORTE HISTÓRICA): a montagem da coorte, as aferições basais e o seguimento ocorreram no passado, os sujeitos já foram reunidos, as aferições basais já foram feitas e o período de seguimento já foi encerrado.
· PONTOS FORTES: mais baratos e necessitam de menos tempo;
· PONTOS FRACOS: controle limitado que o investigador tem sobre como delinear a estratégia de amostragem da população (problemas na seleção dos casos) e sobre a natureza e a qualidade das variáveis preditoras; os dados existentes podem ser incompletos, inacurados ou não ter sido medidos da forma ideal.
*O viés na avaliação dos desfechos pode ser prevenido pela padronização das aferições e pelo cegamento dos avaliadores dos desfechos para os valores das variáveis preditoras.
Os estudos retrospectivos geralmente envolvem a identificação de um grupo de pacientes e o acompanhamento de seu progresso, examinando registros que foram coletados rotineiramente, como dados médicos, registros de óbitos, banco de dados de internações hospitalares etc.
· ESTUDOS TRANSVERSAIS (SECCIONAL): todas as medições são feitas em uma única ocasião (sem período de seguimento) ou durante um curto período de tempo (considera-se “longitudinal”). Estudo observacional, descritivo ou analítico. São uteis quando se quer descrever variáveis e seus padrões de distribuição. Fornece estimativas descritivas como a prevalência (a proporção que tem a doença ou condição clínica em um determinado momento) e razões de prevalência; relação entre eventos (exposição e doenças). Exposições e resultados (causa e efeito) são avaliados ao mesmo tempo.
Prevalência, acurácia e frequência
PONTOS FORTES: baixo custo e rapidez; não há perdas de seguimento nem abandonos; bom primeiro passo para realizar um estudo de coorte; amplamente utilizado na área médico sanitária; excelentes geradores de hipóteses; permitem associações.
PONTOS FRACOS: não estabelece relações causais nem uma sequência de eventos (menor capacidade de estabelecer relações de causa-efeito porque coletam dados sobre exposição e desfecho simultaneamente); poucos práticos para estudos com doenças raras em amostra; capacidade limitada de estabelecer prognostico; história natural e causalidade; não produz incidência 
*Pode ser utilizada para mudanças em padrões que variam com o tempo.
Estudos de acurácia (teste de acurácia): utilizada para que determinado novo teste diagnóstico, que está sob estudo, garanta que seu resultado positivo indique, realmente, a presença de uma doença, e que seja negativo na real ausência da mesma. Trata-se de estudo do tipo transversal.
· CASO-CONTROLE: da doença para a causa (exposição)
· Fatores de risco, etiologia (doenças raras), prevenção
· Parte dos efeitos para chegar as causas
· Observar questões que abordem ASSOCIAÇÕES e ODDS RATIO ou razão de chances nos resultados.
· Os grupos podem ser de tamanhos iguais ou não, pareado ou não
São modelos de estudo analíticos, longitudinais, observacionais, e sempre ocorre de forma RETROSPECTIVA, pois há inversão da sequência temporal: seleciona-se uma amostra de uma população de pacientes com o desfecho ou doença (casos) e outra amostra daqueles sem o desfecho ou saudáveis (controle), compara-se então os níveis das variáveis preditoras nas 2 amostras e determina-se as associações e quais podem causa-la, ou seja, porque os casos desenvolveram a doença e os controles não. Identificam fatores de risco para doenças. 
O parâmetro a ser estudado é a exposição ou não a um fator. Os estudos caso-controle são frequentemente utilizados na categoria de pesquisas de prevenção.
Podem ser utilizados também para investigar condições relacionadas a idosos, determinantes de longevidade, e para avaliar ações e serviços de saúde.
· PONTOS FORTES: custo baixo; eficiente em desfechos raros e em casos que, por motivos éticos, permanência da exposição seria maléfica ao paciente; uteis para geração de hipóteses (ex: causa de um novo surto de doença), fornecem informações descritivas sobre as características dos casos; fornece estimativa da magnitude da associação entre cada variável preditora e a presença ou ausência da doença; pequeno tamanho de amostra; produz razões de chances; ausência de risco para os participantes; rapidez na execução; ideal para testar associação de uma doença com múltiplas variáveis independentes.
· PONTOS FRACOS: informações limitadas; não estima nem incidência, prevalência, nem risco atribuível ou excesso de risco; estuda-se apenas UM único desfecho; não produz prevalência, incidência ou excesso de risco; grande suscetibilidade a vieses e confundimento por amostrar duas populações, são elas:
VIES DE AMOSTRAGEM OU DE SELEÇÃO: quando a não-representatividade da amostra de casos está relacionada ao fator de risco estudado; distorções na amostra.
*Estratégias para amostragem dos controles: controles hospitalares ou ambulatoriais (amostrar de forma idêntica, mesmo que não representativa); pareamento das amostras (significa selecionar casos e controles com valores emparelhados para evitar as variáveis confundidoras); amostra de casos de base populacional; uso de2 ou + grupos controle.
VIÉS DE MEMÓRIA ou de RECORDAÇÃO: casos e controles podem diferir sistematicamente na sua capacidade
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