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Resumo Completo de Metodologia Científica

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RESUMO COMPLETO DE METODOLOGIA CIENTÍFICA
· População: conjunto completo de pessoas com determinadas características em comum.
· População Alvo: especificar características clinicas e demográficas adequadas a questão da pesquisa.
· População Acessível: especificar características temporais e geográficas, representativa da população alvo e disponível. População externa População fonte Amostra.
· Amostra: subconjunto dessa população, representativa da população acessível e fácil de estudar.
· Tamanho da Amostra: número de sujeitos em um estudo
· Critérios de Inclusão: principais características da população-alvo relacionadas à questão de pesquisa. Considerar: características demográficas, clinicas, geográficas e temporais.
· Critérios de Exclusão: especificar os subconjuntos que não serão estudados devido a alta probabilidade de perda de seguimento, da incapacidade em fornecer dados, e alto risco de efeitos colaterais. É interessante ter o menor numero possível de critérios de exclusão.
TIPOS DE AMOSTRAS
✔ AMOSTRAGEM DE CONVÊNIENCIA (NÃO PROBABILÍSTICA): atendem os critérios de entrada e são de fácil acesso ao investigador.
✔ AMOSTRAGEM CONSECUTIVA (NÃO PROBABILÍSTICA): arrolamento de toda a população acessível em um período de tempo que seja longo o suficiente para incluir variações sazonais ou outras mudanças temporais relevantes a questão da pesquisa. Utilizada quando há muitas perdas na pesquisa.
✔ AMOSTRAGEM SISTEMÁTICA (NÃO-PROBABILÍSTICA): amostragem feita por um processo periódico preordenado.
✔ AMOSTRAGEM POR JULGAMENTO (NÃO PROBABILISTICA) 
✔ AMOSTRAGENS PROBABILISTICAS (ou estatística): padrão ouro na garantia de capacidade de generalização, usam um processo aleatório para assegurar que cada unidade da população tenha uma probabilidade especificada de seleção.
✔ AMOSTRAGEM ALEATÓRIA SIMPLES (PROBABILÍSTICA): enumeram-se as unidades da população e seleciona-se aleatoriamente um subconjunto.
✔ AMOSTRAGEM ALEATÓRIA ESTRATIFICADA (PROBABILÍSTICA): divide-se a população em subgrupos de acordo com características, selecionando uma amostra aleatória de cada um desses estratos.
✔ AMOSTRAGEM POR CONGLOMERADOS (PROBABILÍSTICA): amostragem aleatória de agrupamentos naturais de indivíduos na população.
AMOSTRA INSTITUCIONAL ou de base hospitalar
AMOSTRA POPULACIONAL
Delinear escalas de medidas que são relativamente precisas (livres de erro aleatório) e acuradas (livres de erros sistemáticos) melhora as inferências causais do estudo.
PRECISÃO: medida reprodutível, valores são semelhantes em cada aferição. A melhor forma de avaliar é com comparação entre medidas. 
A reprodutibilidade de aferições repetidas pode ser intra-observador (comparar observações feitas pela mesma pessoa) ou interobservador (reprodutibilidade por diferentes pessoas). 
A precisão é afetada pelo erro aleatório. Quanto maior o erro menor é a precisão da aferição. 
O erro aleatório não influencia os resultados em nenhuma direção específica, mas afetará a precisão do estudo. Tem como importância para o estudo o aumento do poder estatístico para detectar os efeitos esperados.
Fontes de erros nas aferições:
· Variabilidade do observador
· Variabilidade do instrumento: causada por fatores ambientais
· Variabilidade do sujeito: biológica intrínseca aos sujeitos da pesquisa
Como minimizar o erro aleatório? Padronizar os métodos de aferição, treinar e certificar os observadores, otimizar e ou automarizar os instrumentos, repetir as medições e as leituras.
ACURÁCIA: capacidade de representar realmente o que deveria representar, isso influencia na validade do estudo. A melhor forma de avaliar é uma comparação com um padrão de referência. 
A acurácia gera para o estudo um aumento da validade das conclusões, e é afetada pelo erro sistemático.
Quanto maior o erro menor a acurácia da variável. 
O viés sistemático está relacionado aos métodos do estudo, surgem da maneira como o estudo é conduzido; tem uma direção e resulta na superestimação da verdade.
As perguntas sobre diagnóstico tratam da acurácia de um teste diagnóstico em vários grupos de pacientes em comparação com outros testes disponíveis. 
As medidas de acurácia de um teste incluem sensibilidade, especificidade e valor preditivo positivo e negativo.
Fontes de erros nas aferições:
· Viés do observador: distorção na percepção ou no relato da medida pelo observador.
· Viés do instrumento: resultar de defeito em um instrumento mecânico. 
· Viés do sujeito: distorção na aferição originada pelo sujeito do estudo. 
Como minimizar o erro sistemático? 
Padronizar os métodos de aferição, treinar e certificar os observadores, otimizar e/ou automarizar os instrumentos, realizar aferições não-intrusivas, calibrar os instrumentos, cegamento (mascaramento).
CLASSIFICAÇÕES:
Com relação a originalidade do estudo:
· PRIMÁRIOS: investigações originais, subdividem-se em observacionais e experimentais. 
· SECUNDÁRIOS: livros médicos, revisões sistemáticas da literatura, com e sem metanálise.
Com relação à inferência no estudo: 
· Observacional
· Intervencional.
Com relação à unidade de estudo: 
· Pesquisa clínica (ensaio, trial): envolvem pacientes humanos. 
· Pesquisa experimental: animais experimentais, cadáver e cultura de células e tecidos.
Com relação ao período do seguimento: 
· LONGITUDINAL: estudam um processo ao longo do tempo, podem ser prospectivos e retrospectivo; avaliação a evolução. 
· TRANSVERSAL: a exposição ao fator ou causa está presente no mesmo momento ou intervalo de tempo analisado, é utilizada quando a exposição é relativamente constante no tempo e o efeito (ou doença) é crônico.
Com relação a direcionalidade temporal do estudo: 
· Prospectivo (contemporâneo) concorrente: presente para o futuro. 
· Retrospectivo (histórico) não-concorrente: passado para o presente.
Com relação ao perfil de avaliação epidemiológico do estudo: 
· Descritivo: Descrevem a caracterização de aspectos semiológicos, etiológicos, fisiopatológicos e epidemiológicos de uma doença. São utilizados para conhecer uma nova ou rara doença, ou agravo à saúde, estudando a sua distribuição no tempo, no espaço. Podem abranger desde relatos ou séries de casos, alguns estudos transversais, até estudos populacionais (ecológicos). Trata-se de estudos longitudinais. 
· Os estudos descritivos têm por objetivo determinar a distribuição de doenças ou condições relacionadas à saúde, segundo o tempo, o lugar e/ou as características dos indivíduos. Ou seja, responder às perguntas: quando onde e quem adoece?
· A epidemiologia descritiva pode fazer uso de dados secundários (dados pré-existentes de mortalidade e hospitalizações, por exemplo) e primários (dados coletados para o desenvolvimento do estudo). 
· Os descritivos indicam a possibilidade da existência de determinadas associações da doença ou da piora com características temporais, espaciais e atributos pessoais.
· Analítico: verificam uma hipótese. O investigador introduz um fator de exposição ou um novo recurso terapêutico, e avalia-o utilizando ferramentas bioestatísticas. Geralmente, constituem-se na base dos estudos primários. Caso controle, estudos de coorte, estudos populacionais (transversais), ECRs.
Com relação ao controle comparativo no estudo:
· Não controlado: não possui grupo controle ou placebo. Estudo de casos, estudo “antes e depois”, estudo da relação estímulo/efeito, relato de caso. Comumente é utilizado em estudos descritivos para cálculos de frequência, como de sinais e sintomas. São estudos longitudinais.
· Controlado: “grupo de casos” (experimental) e um “grupo controle”; são utilizados em estudos analíticos envolvendo cálculos de probabilidades estatísticas. Permitem a proposição de hipóteses, comparando os resultados entre os grupos.
· Comparativo: se comparam grupos diferentes, não sendo um controle do outro.
· Auto-controlado ou auto-pareado: tipo especial de controle para seguimento de uma condição patológica ou de uma intervenção. Por excluir os fatores das variáveis interpessoais,
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