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Pneumonias em cães e gatos 
Resumo por: Denise Ramos Pacheco 
Aula: prof. Matheus Matioli Mantovani 
Medicina Veterinária UFU (2021) 
 
Etiologia: 
• Pneumonia viral: Cinomose, Influenza canina, Adenovírus canino tipo I. Em gatos: 
Calicivírus (quando atinge TRI) e vírus FIV e FeLV (predispõe pneumonias bacterianas). 
• Pneumonia bacteriana: muito raro em gatos a de origem primária, normalmente é 
secundária. Em cães é comum ter a de origem primária. 
• B. bronchiseptica, Streptococcus zooepidermicus, E. coli, Pasteurella, 
Staphylococcus, Pseudomonas. 
• Toxoplasmose. 
• Pneumonia fúngica: histoplasmose, blastomicose, criptococose, aspergilose. 
• Parasitas pulmonares: Paragonimus kellicotti, Aelurostrongylus abstrusus, Capillaria 
aerophila. 
• Parasitárias: mais comum em filhotes do que em adultos. 
• Pneumonia por aspiração: vômito, periodontite em cães (pode desprender uma placa 
bacteriana e ir para vias aéreas; em anestesia pode ocorrer pneumonia aspirativa – 
regurgitação, contaminação do traqueotubo, aparelho de anestesia inalatória etc). 
Manifestações clínicas: 
ALVÉOLOS E BRONQUÍOLOS NÃO TÊM RECEPTOR DE TOSSE, APENAS BRÔNQUIOS. 
• Broncopneumonia pode ocorrer. 
• Os sinais variam conforme a gravidade. 
• Tosse produtiva. 
• Corrimento nasal mucopurulento (secreção originária dos pulmões). 
• Dispneia. 
• Febre. 
• Prostração. 
• Hiporexia. 
• No exame físico: 
• Campos pulmonares crânio ventrais → primeiramente afetados, depois vai se 
espalhando (principalmente pneumonia aspirativa). 
• Crepitações, sibilos e sons pulmonares aumentados (principalmente em áreas 
adjacentes à área acometida, que tentam compensar). 
• RX pneumonia: maior acometimento em parte cranial e conforme progride vai 
espalhando. 
Diagnóstico: 
• Manifestações clínicas (acometimento respiratório + sistêmico). 
• Lavado broncoalveolar → neutrófilo tóxico, degenerado e na cultura microbiológica 
há crescimento do agente. 
• Hematologia → leucograma inflamatório, normalmente com desvio a esquerda, 
podendo ser regenerativo ou degenerativo (sepse - mais grave). Nem todo 
hemograma do paciente com pneumonia apresenta leucocitose. 
• Exames de imagem → RX torácico, US pulmonar (normalmente mostra se tem 
secreção com presença de líquido ou não), BRONCOSCOPIA (acúmulo de secreção, 
coleta e lavado traqueobrônquico). Ideal: tomografia, mas na rotina faz radiografia 
torácica. 
• Na radiografia: maior acometimento em brônquio cranial. Pode ocorrer padrão 
alveolar, intersticial ou misto. Associar os padrões com a clínica do paciente. 
Tratamento: 
Paciente estável: pouca febre, tosse esporádica, não hipotenso, não dispneico, ainda se 
alimentando. 
• Monoterapia com antibiótico oral. 
• Antibiograma/empírico. 
• Na maioria das vezes não é uma bactéria tão patogênica, então normalmente 
escolhe algum ATB que tenha boa ação em campo pulmonar. Diferente de pneumonia 
adquirida em ambiente hospitalar (bactérias mais resistentes). O ideal é ter análise 
de controle da UTI do ambiente hospitalar por exemplo, para saber qual ATB usar, e 
além disso fazer a cultura e antibiograma. 
Pneumonia moderada: 
• Antibioticoterapia empírica inicial, por via IV. 
• Resultado microbiológico. 
 
Meropenem e Imipenem: apenas com o resultado da cultura e antibiograma. 
Fonte: material apresentado na aula. 
Pneumonia grave: 
• Hospitalização, hidratação. 
• Nebulização (soro fisiológico 0,9%) → gaiola ou caixa de transporte; 15 a 20 min, 2 a 4 
vezes ao dia. 
• Tapotagem: imagem. 
• Oxigenioterapia → para PaO2 < 80 mmHg, SpO2 < 94%, esforço 
respiratório. 
Pneumonia refratária: 
• Hipoxemia mesmo em oxigenoterapia. 
• Ventilação mecânica. 
• Fazer cultura e antibiograma (lavado traqueobrônquico). 
• MUCOLÍTICO → N-acetilcisteína 3 mg/kg/VO 8 a 12 horas. 
• Antitussígenos e diuréticos → NÃO USAR! Pois a tosse ajuda a eliminar o agente, e o 
diurético faz com que a secreção fique mais seca e compacte na árvore pulmonar, 
devido a perda de líquido. 
 
Tapotagem. 
Fonte: material 
apresentado na aula. 
Prognóstico: 
• Variável. 
• Reservado. 
• Depende da gravidade, imunocompetência e virulência do agente. 
• 77% a 94% dos pacientes hospitalizados recebem alta.

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