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AULA 2 - CONCEITO DE DIREITO

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INTRODUÇÃO AO ESTUDO DO DIREITO
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Aula 2 – Conceito de Direito.
Prof. Fernando Torres
O conceito de direito:
DEFINIÇÃO NOMINAL: 
Direito = certo, correto, justo. 
A palavra direito tem origem do latim directum e designava na sua origem aquilo que é reto. 
Num sentido figurado passou a designar o que estava de acordo com a lei. 
Derectum: latim
Derecho: espanhol
Droit: françês
Diritto: italiano
Right: inglês
Rech: Alemão.
CONCEITO DE DIREITO NA DOUTRINA:
SEGUNDO SILVIO VENOSA:
“O direito, como ciência, enfeixa o estudo e a compreensão das normas postas pelo Estado ou pela natureza do homem”.
A palavra direito intuitivamente nos outorga a noção do que é certo, correto, justo, equânime.
 
Ex: 
O meu direito será protegido;
Ele deve andar direito;
Não se trata de um homem direito;
Ela estuda direito.
A origem das palavras DIREITO e JUSTIÇA!
Além do vocábulo de derectum, os romanos nos emprestaram ainda a palavra IUS que para alguns estudiosos deriva de justum (aquilo que é justo ou conforme à justiça).
Ius do latim clássico nos trouxe uma série de termos:
Justiça;
Justo;
Jurídico;
Judicial; e 
Judiciário.
TRÊS ACEPÇÕES PARA A PALAVRA DIREITO:
DIREITO OBJETIVO: como regra de conduta obrigatória destinadas a reger um grupo social, cujo respeito é garantido pelo Estado;
CIÊNCIA DO DIREITO: sistema ordenado de conhecimentos;
DIREITO SUBJETIVO: como uma faculdade que a pessoa tem de agir para obter de outrem o que entende cabível.
Direito objetivo:
O direito objetivo é considerado um NORMA DE AGIR (NORMA AGENDI) que visa regular as relações na sociedade.
É o conjunto de normas que o Estado mantém em vigor. 
Constitui uma entidade objetiva frente aos sujeitos de direitos, que se regem segundo ele. Sendo assim, é o conjunto de normas que obrigam a pessoa a ter um comportamento condizente com a ordem social. Ou seja, através das normas, determina-se a conduta que os membros da sociedade devem seguir.
Direito subjetivo:
Designa a faculdade da pessoa de agir dentro das regras do direito (FACULTAS AGENDI). É o poder que as pessoas têm de fazer valer seus direitos individuais. Nasce da vontade individual.
É a faculdade de alguém fazer ou deixar fazer alguma coisa, de acordo com a norma.
Ex: Por exemplo: licença à maternidade, sendo esse direito objetivo. É preciso provar esse direito subjetivo, ou seja, provar a gravidez. É aquele que pode ser exigido pelo seu titular.
O direito como ciência:
Na lição de Maria Helena Diniz,
A ciência é constituída por um conjunto de enunciados que tem por escopo a transmissão adequada de informações verídicas sobre o que existe, existiu ou existirá. Tais enunciados são constatações. Logo, o conhecimento científico é aquele que procura das às suas constatações um caráter estritamente descritivo, genérico, comprovado e sistematizado.
NATUREZA, VALORES e CULTURA
 No mundo da natureza vigoram leis da CAUSALIDADE;
 No mundo ou na realidade dos VALORES, o ser humano atribui determinadas significações, qualidades aos fatos e às coisas conhecidas. Tudo que nos afeta possui, nesse diapasão, um valor. A atribuição de valores às coisas da realidade constitui uma necessidade vital do Homem. Sempre haverá algo que nos agrada ou nos desagrada mais ou menos; algo de que tenhamos maiores ou menores necessidades. Esse é o mundo dos valores. Em sociedade, a pessoa necessita de segurança, trabalho, lazer, cooperação, religião etc. Todas essas necessidades são valoradas pelo ser humano, por suas condutas.
Relação de causalidade:
Na física, a causalidade é a detecção da origem do fenômeno físico, mor das vezes pela aplicação da terceira das leis de Newton - segundo a qual a toda ação corresponde uma reação de igual intensidade e em sentido contrário.
O “VALOR” é o elemento Moral do Direito, toda obra humana é impregnada de sentido ou valor. O Direito protege e procura realizar valores ou bens fundamentais da vida social, notadamente a Vida, a Integridade, a Solidariedade, a Liberdade, a Honra, a Dignidade, a Ordem, a Segurança, a Paz, a Justiça
Relação de Valor:
O direito acompanha os valores sociais:
Um pouco de história do direito:
O vídeo a seguir nos traz uma contribuição do ponto de vista histórico sobre como, porquê e de que formas as civilizações antigas elaboraram seu direito e algumas organizaram suas leis de forma escrita:
Émile Durkheim (1960, p.17) ressalta que:
“a sociedade sem o direito não resistiria, seria anárquica, teria o seu fim. O direito é a grande coluna que sustenta a sociedade. Criado pelo homem, para corrigir a sua imperfeição, o direito representa um grande esforço para adaptar o mundo exterior às suas necessidades de vida.”
O DIREITO NASCEU JUNTO COM A SOCIEDADE 
O Direito nasceu junto com a sociedade.
Sua história é a história da própria vida. Por mais que mergulhemos no passado, sempre vamos encontrar o Direito, ainda que rudimentar, a regular as relações humanas. Onde está o homem, está o Direito, ubi homo, ibi jus.”\ Ubi Societas, Ibi Jus.
O homem é um animal social.
Conceito de SOCIEDADE: 
Não é fácil conceituarmos Sociedade tendo em vista o seu caráter amplo, mas Antonio Betioli define três sentidos para o termo sociedade: 
 Nação; 
 Fração de “elite”; 
 Grupo Social. 
Sendo que nos dias de hoje o termo sociedade é empregado no sentido (sinônimo) de grupo social: qualquer agrupamento de pessoas em processo de interação. 
Características de Sociedade 
 multiplicidade de indivíduos: 
 interação: 
 Previsão de Comportamento: 
Formas de Interação Social 
Segundo Paulo Nader: 
 Cooperação: as pessoas estão movidas por um mesmo objetivo e valor e por isso conjugam o seu esforço. 
 Competição: há uma disputa, uma concorrência, em que as partes procuram obter o que almejam, visando à exclusão da outra. 
 Conflito: se faz presente a partir do impasse, quando os interesses e jogo não logram uma solução pelo dialogo e as partes recorrem a agressão, moral ou física, ou buscam a mediação da justiça. 
Conflito social:
Temos que olhar os conflitos sociais como fenômenos naturais que surgem em uma sociedade, e quanto mais ela se desenvolve, mais se sujeita a novas formas de conflitos, tornando-se a convivência um dos maiores desafios. 
CONTROLE SOCIAL: 
Nenhuma sociedade conseguira existir (subsistir) se ela se omitir (não agir) diante do choque de forças sociais e do conflito de interesses que se verificam constantemente no seu interior. 
Não teríamos como conviver coletivamente se fosse permitido que cada individuo procedesse de acordo com seus impulsos e desejos pessoais, sem respeitar os interesses do demais.
E é esse processo de regulamentação da conduta em sociedade que recebeu o nome (segundo Antonio Betioli) de “controle social”.
instrumentos de controle social 
DIREITO 
MORAL 
RELIGIÃO
NORMAS DE TRATO SOCIAL 
OBJETIVO ESPECÍFICO DAS NORMAS DE CONTROLE SOCIAL
RELIGIÃO
Prepara o ser humano para uma vida ligada a Deus;
MORAL
Aperfeiçoamento interior do homem;
NORMAS DE TRATO SOCIAL
Procurando aprimorar o nível das relações sociais;
O DIREITO como Instrumento de Controle Social 
Por sua vez, Paulo Nader (2007, p. 76), em sua brilhante definição, assim considera: “direito é um conjunto de normas de conduta social, imposto coercitivamente pelo Estado, para a realização da segurança, segundo os critérios de justiça”.
Do conceito de Paulo Nader podemos perceber três grandes distinções entre o direito e as demais regras de trato social. A primeira diferença repousa no fato do direito ser a única norma que emana do Estado. A segunda, pelo fato de ser impositivo, imperativo. Não há margem de liberdade para escolher se irá ou não se adequar aos seus preceitos. Por último, temos a coercitividade, que exerce intimidação sobre os destinatários das normas jurídicas. Sendo assim, podemos depreender que o indivíduo que não se adéqua ou não realiza atos de acordo com o
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