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TUTORIA P5 - MT2- GASTRITE E DOENÇAS DISPEPTICAS

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sendo a dose inicial normalmente de 10 mg, 30 minutos antes de cada refeição e antes de dormir. Efeitos adversos: reações extrapiramidais, como distonias e sintomas parkinsonianos. Esses efeitos podem ser amenizados com o uso de anticolinérgicos e anti-histamínicos, sendo reversíveis com a interrupção da metoclopramida. SÓ ELE TEM NO SUS! Para adultos, a dose máxima diária recomendada é 30 mg com duração de tratamento máxima de 5 dias. Após a dose oral, o pico plasmático é alcançado em 30 a 60 minutos.
A bromoprida é altamente indicada em indivíduos que apresentam alterações gástricas mais severas, pois age reduzindo as sensações desagradáveis, como as náuseas e a plenitude pós-prandial, que é a sensação desconfortável de persistência prolongada do alimento no estômago. Em relação a bromoprida, a dose máxima recomendada é de 60 mg/ dia, devendo ser administrado 10 mL (10 mg) de 12/12h ou de 8/8h.
Benzimidazólicos
Pertence a este grupo a domperidona, um antagonista periférico do receptor D2 da dopamina. Tem aplicação no controle das regurgitações e vômitos. A domperidona, diferente da metoclopramida tem ação antagonista seletiva no receptor dopaminérgico D2, sem interferir de forma significativa na dinâmica dos demais receptores. Tem eficácia moderada no estímulo à motilidade GI, utilizada em doses de 10 a 20 mg 3x ao dia. Esse fármaco não cursa com alterações extrapiramidais, visto que não ultrapassa facilmente a barreira hematoencefálica, no entanto causa outros efeitos no sistema nervoso central, devido ao acometimento de estruturas sem a proteção da mesma. Os centros de controle de vômitos, temperatura e da produção de prolactina são afetados. Como o outro medicamento de sua classe, a domperidona não apresenta ação significativa nas porções mais baixas do trato GI. A dose de Domperidona deve ser a menor dose eficaz para a situação individual (tipicamente 30 mg/dia) e pode ser aumentada, se necessário, a uma dose diária oral máxima de 40 mg. A duração inicial do tratamento é de quatro semanas, devendo o paciente ser reavaliado após esse período quanto a necessidade de continuação do tratamento. A posologia desta droga é: 10 mg (1 comprimido ou 10 mL da suspensão), 3 vezes ao dia, 15 a 30 minutos antes das refeições e, se necessário, 10 mg ao deitar-se, respeitando a dose diária máxima de 40 mg (4 comprimidos de 10 mg ou 40 mL de suspensão oral).
A metoclopramida e a domperidona também bloqueiam os receptores dopamínicos D2 na zona de gatilho quimiorreceptora do bulbo, resultando em poderosa ação anti nausea e antiemética.
Moduladores dos receptores de serotonina 
A serotonina (5-HT) desempenha um papel fundamental nas funções motoras e secretoras fisiológicas do intestino. A célula enterocromafim produz a maior parte da 5-HT e a libera rapidamente em resposta aos estímulos químicos e mecânicos, desencadeando o reflexo peristáltico por meio da estimulação dos neurônios sensoriais intrínsecos do plexo mioentérico, bem como dos neurônios sensoriais vagais e espinais extrínsecos.
A cisaprida é um derivado da metoxibenzamida, considerado um agente serotoninérgico. Atua aumentando e coordenando a motilidade propulsora gastrintestinal, de modo a impedir a estase e o refluxo. Ao estimular os receptores 5-HT4 da serotonina (aumenta atividade da adeniliciclase), aumenta a liberação de acetilcolina no sistema nervoso entérico, resultando no aumento das contrações antrais, do peristaltismo e esvaziamento gástrico. Diferente dos outros fármacos aceleradores da motilidade, a cisaprida não possui propriedade antidopaminérgica ou estimulante dos receptores colinérgicos, de modo a não causar os efeitos adversos provocados por esses medicamentos. Efeito adverso: aumento do intervalo QT.
A prucaloprida é um derivado do benzofurano e agonista específico dos receptores 5-HT4, que atua facilitando a neurotransmissão colinérgica. Esse fármaco atua em toda extensão do intestino aumentando o trânsito oral-cecal e o trânsito colônico sem afetar o esvaziamento gástrico. A posologia recomendada para adultos é 2 mg, uma vez ao dia. A prucaloprida não deve ser administrada em pacientes com idade inferior a 18 anos e deve ser administrada com cautela em idosos com idade superior a 65 anos – iniciar tratamento com 1 mg/dia e aumentar dose para 2mg/dia apenas se necessário. Os fármacos citados não estão disponíveis no SUS.
Macrolídeos: Antibióticos macrolídeos, como a eritromicina, estimulam diretamente os receptores de motilina (estimula a motilidade do TGI superior) no músculo liso gastrointestinal, promovendo início de um complexo motor migratório. Esse antibiótico exerce vários efeitos na motilidade do TGI anterior: aumenta a pressão esofágica distal e estimula a contratilidade do estômago e do intestino delgado, mas demonstra pouca efetividade na motilidade do intestino grosso.
Para estimulação gástrica, a dosagem de eritromicina é de 3 mg/kg, por via intravenosa, ou 200-250 mg, por via oral, a cada 8 horas. Para induzir estimulação do intestino delgado, doses menores podem ser mais úteis, uma vez que doses elevadas podem retardar a motilidade deste órgão. Pode também ser usada em pacientes com hemorragia digestiva alta aguda para promover o esvaziamento gástrico de sangue antes da endoscopia. Em doses maiores que 3 mg/kg, pode causar um tipo de contração espástica no intestino delgado que resulta em cólicas, redução do trânsito e vômitos.
Antiácidos
O CaCO3 neutraliza o H+ gástrico rapidamente e de modo eficaz, porém a liberação de CO2 dos antiácidos contendo bicarbonato e carbonato pode causar eructação, náuseas, distensão abdominal e flatulência. O cálcio também pode induzir secreção ácida de rebote, exigindo a sua administração mais frequente. As combinações de hidróxido de Mg2+ (de reação rápida) e de Al3+ (de reação lenta) proporcionam uma capacidade de neutralização relativamente equilibrada e mantida e são preferidas pela maioria dos especialistas. O hidróxido de alumínio e o hidróxido de magnésio/alumínio possuem propriedades citoprotetoras que se devem a um aumento na secreção de bicarbonato gástrico, na liberação de prostaglandinas e em adição no aumento da secreção de muco e do fluxo sanguíneo microvascular.
Na presença de ácidos como o ácido clorídrico, complexam-se, tamponando o ambiente (HCl + NaHCO3 NaCl + H2O + CO2). São pouco eficazes, pois essa reação estequiométrica promove neutralização local momentânea, aliviando parcialmente alguns sintomas como queimação e desconforto gástrico. 
Os usuários devem ser alertados quanto ao uso crônico e indiscriminado, pois, embora raros, os efeitos adversos compreendem aumento do pH sanguíneo por sobredose de bicarbonato, o que resulta em alcalose, caracterizada por alterações do padrão respiratório (hiperventilação), náusea, vômito, tremores e confusão.
O uso crônico ou a ingestão de doses elevadas de bicarbonato, concomitantemente à ingestão de leite ou de suplementos contendo cálcio, resultam em síndrome do leite alcalino, com aparecimento de sintomas como natriurese (micção frequente), dor muscular, fadiga e insuficiência renal. Esta última, como resultado de hipercalcemia, redução da secreção do hormônio paratireóideo, retenção de fosfato e precipitação de sais de cálcio no rim. O alumínio contido em alguns antiácidos complexa-se com o fosfato, o que resulta em fraqueza, mal-estar e anorexia, em associação com quadro de hipofosfatemia.

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