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AMagiadeArbatel

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Sociedade das Ciências Antigas
A Magia de Arbatel
Basiléia – Suíça
1575
Por
Henry Corneille Agrippa
Traduzido do original Inglês
“Arbatel of Magick”
Prefacio da tradução Inglesa de 1654
Por Robert Turner
Com a queda do homem e de todas as outras criaturas, estes se tornaram sujeitos à vaidade, portanto,                                 
pela razão das mais nobres áridas excelentes Artes, por qual a alma Racional foi induzida, são, pelo                               
enferrujado relógio do tempo, introduzidos à corrupção. A mágica em si, que os ancestrais tão                           
divinamente contemplavam, é escandalizada com o fardo do emblema de todas as magias diabólicas: que                           
Arte (saith Mirandula) Pauci intelligunt, multi reprehendunt, & sicut canes ignotos semper allatrant:                       
Poucos entenderam, muitos repreendem, e assim como cachorros latem para aqueles que não conhecem,                         
muitos condenam e odeiam o que não entendem. Existem muitos homens que abominam o próprio nome e                               
palavra Magus por causa de Simon Magus, que não sendo Magus mas Goes, ou seja, familiar com                               
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Espíritos malignos, usurpou este título. Mas, Mágica e Bruxaria são ciências muito diferentes; fato que                           
Pliny, sendo ignorante, desprezou: Nero (saith Pliny) possuía os mais excelentes Mágicos do leste                         
enviados por Tyridates, rei da Armênia que dominava o reino, e descobriu a Arte após longo estudo e                                 
trabalho no geral ridículos. Agora, Bruxaria e Feitiçaria são trabalhos feitos meramente pelo diabo, que                           
por causa de algum pacto feito com o homem, usa estes como instrumento para alcançar fins perversos: a                                 
respeito destes, a história de todas as épocas, pessoas e países, assim como as santas Escrituras, nos                               
fornecem diversos exemplos.
No entanto, Magus é primitivamente uma palavra Persa que é expressa no geral assim como é versada em                                 
tudo divino. Como Plato afirmava, a Arte da Mágica é a arte de se devotar a Deus, e os Persas chamam                                       
seus deuses de , portanto Apollonius disse que Magus é ou ,                       
isto é, que Magus é um nome divino por natureza e que as vezes está a serviço de Deus. Este último                                       
sentido pode ser visto em Mattheus, 2.1,2 quando os reis magos chegam para adorar Jesus e esta é a                                   
primeira e mais elevada vez que ocorre a Mágica divina, sendo que estes cidadãos eram nomeados                             
sapients, ou homens sábios: pois o temor e louvor a Deus é o início do conhecimento. Estes homens                                 
sábios eram chamados pelos Gregos de Filósofos; Egípcios chamam de Padres; Hebreus de Cabalistos;                         
Profetas, Escrivãos, Fariseus e na Babilônia os diferenciam pelo nome Caldeans e pelos Persas de                           
Mágicos. Sosthenes, um dos antigos Mágicos, usou estas palavras: Et verum Deum merita majestate                         
prosequitur, & angelos ministros Dei, sed veri ejus venerationi novit assistere; idem dæmonas                       
prodit terrenos, Vagos, humanitatis inimicos: Sosthenes relacionou a devida Majestade ao verdadeiro                     
Deus e reconheceu que seus anjos são ministros e mensageiros que ocupam­se do louvor ao verdadeiro                             
Deus. Ele também comunicou que existem diabos terrestres vagando e inimigos da humanidade.
A palavra Magus em si explana uma contemplação de Ciências divinas e celestiais, mas que sob o nome                                 
Mágica são todas artes compreendidas como ilegais, vide Necromancía e Bruxaria e todas as artes que                             
são afetadas pela combinação com o diabo e sua companhia.
Estas bruxas e necromantes são também chamados de Malefici ou venefici; feiticeiros ou envenenadores;                         
nomes corretamente usados para bruxas, que sem a arte da Mágica realmente usam a ajuda do próprio                               
Diabo para realizar travessuras, praticando para poder misturar o pó dos corpos mortos com outras                           
coisas preparadas com ajuda do diabo e também fazer figuras de cera, argila e outros materiais (assim                               
sendo Sacramentaliter) para atingir aquelas coisas que o diabo por outros meios deixou passar. Até                           
parcialmente os dias de hoje, senão totalmente, existem as corrupções que tem tornado a palavra Mágica                             
detestável, tentando até denegrir suas partes mais nobres.
Um segundo tipo de Mágica é a Astrologia, que julga eventos que estão por vir, naturais e humanos, a                                   
partir dos movimentos e influências das estrelas nos elementos mais baixos, que por eles são observados e                               
entendidos.
Philo Judaeus afirmou que ao chegar nesta parte da Mágica ou Astrologia, juntamente com os                           
movimentos das estrelas e outros corpos celestes, Abraham encontrou o conhecimento do verdadeiro                       
Deus enquanto este viveu em Caldea, Qui Contemplatione Creaturarum, cognovit Creatorem (saith                     
Damascen), que conhecia o Criador pela contemplação da criatura. Josephus reportou a Abraham que                         
ele ensinou aos Egípcios a Aritmética e Astronomia, que até então eram ciências desconhecidas.
Abraham sanctitate & sapientia omnium præstantissimus, primum Caldæos, deinde Phoenices,                 
demum Egyptios Sacerdotes, Astrologia & Divina docuerit. Abraham, o mais sagrado e sábio dos                         
homens ensinou primeiramente os Caldeans, depois os Phoenicians e por fim os Padres Egípcios,                         
Astrologia e o conhecimento divino.
Sem dúvida, Hermes Trismegistus, este divino Mágico e Filósofo que (como alguns dizem) viveu bem                           
antes de Noah, conquistou muito do conhecimento divino do Criador através do estudo da Mágica e                             
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Astrologia, como provado por seus escritos.
O terceiro tipo de Mágica continha toda Filosofia da Natureza, que levou a tona as mais profundas                               
virtudes e extraiu estas do âmago mais profundo da Natureza para o uso humano: Virtutes in centro                               
centri latentes; Virtudes escondidas no centro do Centro, de acordo com os Químicos desta espécie:                           
Albertus, Arnoldus de villa nova, Raymond, Bacon  e outros.
A Mágica manifestada por estes homem é portanto definida. Magia est connexio a viro sapiente                           
agentium per naturam cum patientibus, sibi, congruenter respondentibus, ut inde opera prodeant,                     
non sine corum admiratione qui causam ignorant. Mágica é a conexão de agentes naturais e pacientes,                             
responsáveis um pelo outro, moldados por um homem sábio para trazer à tona efeitos tão maravilhosos                             
para aqueles que não conhecem sua causa.
Em todos estes, Zoroaster foi bem aprendido, especialmente no primeiro e mais alto: pois em seu Oráculo                               
ele confessou Deus ser o primeiro e mais alto; ele acreditava na Trindade, a qual ele não investigaria pelo                                   
conhecimento natural: ele falava de Anjos e do Paraíso; aprovava a imoralidade da alma; ensinava sobre a                               
Verdade, Fé, Esperança e Amor, discursando sobre a abstinência e caridade do Magi. Deste Zoroaster,                           
Eusebius na Teologia do Phoenicians, usando as próprias palavras de Zoroaster:

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