A maior rede de estudos do Brasil

Grátis
8 pág.
Anticorpos

Pré-visualização | Página 1 de 1

1 Ester Ratti ATM 25 
Anticorpos 
Células B diferenciadas -> plasmócitos -> 
produção de anticorpos 
 
O segundo contato com o antígeno aumenta 
consideravelmente o número de anticorpos 
totais, principalmente IgG (por isso muitas 
vacinas possuem duas doses) 
ANTICORPOS 
São proteínas plasmáticas: globulinas 
Imunoglobulinas (IG) 
 
Perfil da produção e picos das proteínas é feito 
pelo teste de eletroforese de proteínas séricas, 
esse padrão pode estar alterado em algumas 
doenças, ex: agamaglobulinemia 
 
 
Todos os anticorpos compartilham as mesmas 
características estruturais básicas 
Variabilidade: regiões de ligação a antígenos 
Estrutura simétrica 
• 2 cadeias leves idênticas 
• 2 cadeias pesadas idênticas 
Diferentes anticorpos (anticorpos policlonais) 
produzidos por muitos clones de linfócitos B que 
se ligam a diferentes porções (epítopos) de um 
antígeno 
 
PROPRIEDADES DOS ANTICORPOS 
O reconhecimento do antígeno pelo anticorpo 
envolve ligação não covalente e reversível (pode 
se desfazer) 
 
2 Ester Ratti ATM 25 
Reação cruzada (quando ele se liga a uma 
proteína alvo ele pode também se ligar a outra 
proteína muito parecida, isso pode acontecer 
com patógenos ou até com proteínas do próprio 
organismo, sendo esse o mecanismo patogênico 
de algumas doenças) 
Afinidade de ligação: A força da ligação entre um 
único local de ligação de um anticorpo e um 
epítopo de um antígeno 
 Avidez de ligação: Ligação de todos os locais a 
todos os epítopos disponíveis (como a IgM tem 
uma avidez muito alta em comparação com a IgG, 
já a avidez da IgG pode ser maturada com o 
tempo e aumentada)
 
DIFERENÇAS ENTRE IG DE MEMBRANA E IG 
SECRETADA (SOLÚVEL) 
 
Perde o ancoramento ao citoplasma para poder 
ser secretada (diferença estrutural) e diferença 
de função pois a secretada estará disponível para 
ligar em outras células 
 
 
É a região onde há os aminoácidos que interagem 
com o antígeno alvo 
Dentro da região variável tem a Região 
hipervariável ou região de determinação de 
complementariedade (CDRs) 
“Ajuste fino” para a ligação ao Ag (maturação da 
afinidade – leva um aumento da afinidade com o 
passar do tempo do contato) 
Região modulada com o passar do tempo da 
infecção 
CDR1 | CDR2 | CDR3 (mais variável) 
 
3 Ester Ratti ATM 25 
 
 
As funções efetoras dos anticorpos são iniciadas 
somente pelas moléculas de Ig ligadas a antígeno 
IMUNOCOMPLEXOS 
Significa que um anticorpo está ligando ao seu 
alvo (antígeno solúvel ou célula infectada ou 
outros anticorpos) 
FASES DE CONCENTRAÇÃO DOS 
IMUNOCOMPLEXOS: 
1- Zona de complexos menores: tem um 
excesso de antígenos, produção de 
anticorpos não esta suficiente ainda para 
fazer o clearance total 
2- Depois, há um aumento na produção de 
anticorpos, na zona de equivalência, 
produção de complexos maiores que 
serão mais facilmente filtrados e 
detectados no baço pelos fagócitos 
3- Zona de excesso de anticorpos: termino 
da infecção 
 
Detectados e filtrados no baço 
Ativam complemento e são inibidos pelo 
complemento 
Deposição /excesso: 
• Processo inflamatório 
• Lesão tecidual 
Doenças autoimunes (processo diferente dos 
anteriores que são sequenciais) 
REGIÃO CONSTANTE 
►Diferenças na estrutura das regiões C da cadeia 
pesada: da a Divisão em classes: Isotipos 
 
IGA 
 
 
4 Ester Ratti ATM 25 
IGD 
São de membrana, não são solúveis 
 
IGE 
 
Tanto em infecções parasitarias como em alergias 
tem grande liberação de Il-4, que vai estimular 
para que os linfócitos B produzam IgE. Essa IgE 
encontra mastócitos para que encontrem o 
antígenos e rapidamente degranulem 
IGM 
Liberada na fase aguda de infecções 
 
 
 
IGG 
Tem maior meia vida e conseguem atravessar membranas 
(atravessa a barreira placentária) pois são endocitadas, 
acopladas ao receptor rn e depois devolvidas a superfície 
(recicladas) 
 
Aminoácido – igm; Peptídeos – outros (imagem) 
TROCA DE ISOTIPO 
Após a ativação da cél. B -> produção anticorpos 
com diferentes isotipos: especificidade 
antigênicaidêntica 
IFN-y: medeia a troca de isotipo 
Troca na região CH (constante) 
Cadeias V são mantidas iguais 
Região CH : determina a distribuição tecidual das 
moléculas de anticorpo 
 
 
 
5 Ester Ratti ATM 25 
Troca de isotipo depende: 
• da ligação de CD40 do LB com CD40L do 
LT 
• Ptn da família do TNF-a: TACI 
 
FUNÇÃO PRINCIPAL DOS ANTICORPOS: 
NEUTRALIZAÇÃO 
Quando anticorpos bloqueiam/ impedem/ 
neutralizam microrganismos e toxinas 
microbianas 
Nem todos os anticorpos produzidos tem essa 
função 
Participação das regiões de ligação ao antígeno 
Mediada por anticorpos de qualquer isotipo 
Bloqueio da ligação de agentes invasores e suas 
toxinas aos receptores celulares 
Efeito estérico: podem bloquear o invasor para 
que ele não se ligue a proteína alvo 
Efeito alostérico: podem agir mudando o invasor 
de forma que ele perca a capacidade de se ligar a 
célula alvo 
Neutralização na corrente sanguínea: IgG 
predomina 
Nas Mucosas: IgA predomina 
 
OPSONIZAÇÃO 
• Cobertura da célula infectada pelo 
antígeno por anticorpos, principalmente 
IgG (facilita a ação dos fagócitos) 
• Ligação a receptores de Fc na cél NK - Os 
fagócitos tem receptores que vão ligar na 
porção fc dos anticorpos e fazer a 
fagocitose 
• Lise da célula infectada 
Célula infectada vai desprender antígenos do 
agente infeccioso na sua superfície e esse 
antígeno vai poder ser alvo desses anticorpos. 
Então vai chegar o anticorpo e marcar a célula 
infectada para que um fagocito venha e a destrua 
(fagocitose ou apoptose) 
Alguns vírus não expressam depois de um tempo 
esses antígenos para tentar fugir da ação da NK, 
mas a NK consegue reconhecer células sem MHC 
de superfície então acaba levando a apoptose do 
mesmo jeito pois ela detecta a ausência do MHC 
 
Cobertura do antígeno por anticorpos IgG 
Ligação a receptores de Fc nos fagócitos 
Fagocitose do antígeno 
 
6 Ester Ratti ATM 25 
IFN-γ induz upregulation dos receptores FC 
 
Tem a formação de um imunocomplexo gerando 
o clearance da infecção 
PAPEL DO COMPLEMENTO NA OPSONIZAÇÃO 
 
Servem para ancorar e ajudar a fixar o antígeno 
aos receptores de membrana dos fagócitos 
Tanto os anticorpos como as proteínas do 
complemento fazem a opsonização 
 
ANTICORPOS 
 
A gente não nasce com a capacidade de produzir 
anticorpos, isso so acontece depois dos primeiros 
contatos com os antígenos e a estimulação da 
imunidade adaptativa 
A proteção do recém nascido ocorre pela 
passagem de IGG pela barreia placentária 
Produção de IGA aumenta na amamentação (mãe 
passa pelo leite) 
 
ANTICORPOS RECONHECEM OUTROS ANTICORPOS? 
SIM 
Anticorpo antialotípico: anti-região C 
Anticorpo anti-idiotípico: anti-região CDR 
Ac de ≠ espécies: ≠ regiões C e algumas ≠ V (nem 
sempre, se liga ao mesmo antígeno tanto faz 
quem produziu porque liga na mesma região de 
um virs por ex) 
SORO: produção de Ac contra as regiões C da Ig 
introduzida └►Doença do soro 
 Anticorpos monoclonais humanizados !! 
 
 
7 Ester Ratti ATM 25 
APLICAÇÃO PRÁTICA DE ANTICORPOS 
MONOCLONAIS 
►Identificação de marcadores fenotípicos únicos 
aos tipos celulares particulares 
►Imunodiagnóstico 
►Identificação tumoral 
►Terapia biológica 
►Pesquisa científica 
►Para evitar doença do soro└► anticorpo 
humanizado 
 
 
 
 
 
 
8 Ester Ratti ATM 25 
https://www.youtube.com/watch?v=3oPJWeqoy
NU 
 
 
 
 
https://www.youtube.com/watch?v=3oPJWeqoyNU
https://www.youtube.com/watch?v=3oPJWeqoyNU

Crie agora seu perfil grátis para visualizar sem restrições.