A maior rede de estudos do Brasil

Grátis
6 pág.
Parasitologia

Pré-visualização | Página 1 de 2

1 Ester Ratti ATM 25 
Parasitologia 
IMPORTÂNCIA 
MAIS DE 1 BILHÃO DE PESSOAS ENCONTRAM-SE 
PARASITADAS COM PELO MENOS UM PARASITO: 
• Ascaris lumbricoides 980 MILHÕES 
• Schistosoma mansoni 200 MILHÕES 
• Trypanosoma cruzi 16 MILHÕES 
NO BRASIL 55% DE CRIANÇAS PARASITADAS (51% 
POLIPARASITADAS) 
DOENÇA PARASITÁRIA PODE CAUSAR MORTE 
SÚBITA NO HOSPEDEIRO 
CRIANÇAS PARASITADAS APRESENTAM 
DEFICIÊNCIAS NO APRENDIZADO E NO 
DESENVOLVIMENTO FÍSICO (por causa da 
deficiência de nutrientes) 
PARASITO PODE CAUSAR INCAPACIDADE 
FUNCIONAL DE ÓRGÃOS 
A prevalência de parasitos intestinais de crianças 
em idade escolar variou de 31% a 67% (estudo 
realizado em cidades do PR, RS, MG, SP, ) 
Prevalência de Parasitoses em escolares nas 
diferentes regiões do Brasil (Menezes et al., 2012) 
• Região Norte: 64 % 
• Região Nordeste: 62% 
• Região Sul: 51% 
• Região Centro-Oeste: 48% 
• Região Sudeste: 30% 
CERCA DE 15 MILHÕES DE CRIANÇAS DE ZERO A 
CINCO ANOS MORREM ANUALMENTE DEVIDO AS 
DEFICIÊNCIAS DOS SERVIÇOS DE SANEAMENTO 
(coleta e tratamento de esgoto, coleta e 
tratamento de lixo, água encanada); 
4 BILHÕES DE CASOS DE DIARRÉIA/ANO COM 2,2 
MILHÕES DE ÓBITOS; 
10% DA POPULAÇÃO MUNDIAL INFECTADA COM 
PARASITOS INTESTINAIS; 
33 MILHÕES (16%) DE BRASILEIROS SEM ACESSO 
A ÁGUA; 
93 MILHÕES (46%) SEM COLETA DE ESGOTOS; 
49%? DOS DOMICÍLIOS TEM O SEU ESGOTO 
TRATADO (dado possivelmente manipulado); 
350 MIL INTERNAÇÕES/ANO DEVIDO A FALTA DE 
SANEAMENTO; 
15 MIL MORTES/ANO DEVIDO AS DEFICIÊNCIAS 
DE SANEAMENTO; 
PROLIFERAÇÃO DE VETORES COMO MOSQUITOS 
(anophilis – malária, aedes – dengue) ; 
DOENÇAS INFECTO-PARASITÁRIAS = 4ª CAUSA DE 
MORTE; 
4ª MAIOR TAXA DE MORTALIDADE INFANTIL DA 
AMÉRICA LATINA; 
UM REAL APLICADO EM SANEAMENTO BÁSICO, 
ECONOMIZA 9 REAIS NO SISTEMA DE SAÚDE 
(OMS, 2017); 
NOVO MARCO REGULATÓRIO DO 
SANEAMENTO: 
• Até o final de 2033, 99% da população 
com fornecimento de água potável e 90% 
com coleta e tratamento do esgoto; 
• Necessários de 500 a 700 bilhões de reais 
para atingir esta meta; 
• Com os investimentos dos últimos anos a 
meta será atingida somente em 2050. 
 
2 Ester Ratti ATM 25 
ALGUNS CONCEITOS EM PARASITOLOGIA 
PARASITOLOGIA: É o estudo dos parasitos. 
É o estudo dos organismos que vivem em íntima 
e estreita dependência de outros seres vivos e 
que quando tenham o homem por hospedeiro, 
podem causar doenças. 
PARASITISMO: É uma relação direta e estreita 
entre dois organismos geralmente determinados, 
o hospedeiro e o parasito. Nesta relação o 
parasito vive às custas do hospedeiro, 
caracterizando uma relação desarmônica, em que 
só há benefício para um dos 
organismos envolvidos. 
PARASITOS ESTENOXENOS – São aqueles capazes 
de infectar uma ou poucas espécies muito 
próximas. Ex: Ascaris lumbricoides 
PARASITOS EURIXENOS – São aqueles que 
podem infectar várias espécies de seres vivos. Ex: 
Toxoplasma gondii 
CICLO BIOLÓGICO OU CICLO EVOLUTIVO – É o 
conjunto de modificações precisas e 
cronologicamente ordenadas de um parasito. 
CICLO MONOXENO – É o ciclo onde o parasito 
possui apenas um hospedeiro. (as vezes não 
precisa passar por um hospedeiro para se 
desenvolver) 
CICLO HETEROXENO – É o ciclo onde o parasito 
possui mais de um hospedeiro. (é necessário 
passar por um hospedeiro para se desenvolver) 
HOSPEDEIROS INTERMEDIÁRIOS – São aqueles 
onde crescem e se diferenciam as fases larvárias 
ou assexuadas do parasito. 
HOSPEDEIROS DEFINITIVOS – São aqueles onde 
se desenvolvem e vivem as formas adultas ou 
sexuadas do parasito. 
VETOR – É aquele que serve como veículo para 
transportar um parasito de um hospedeiro para 
outro hospedeiro, geralmente é um artrópodo ou 
um molusco. 
Vetor mecânico (carrega o parasito sem 
transformar dentro do vetor) e vetor biológico 
(parasito sofre transformações no vetor, é 
também um hospedeiro intermediário) 
CICLO BIOLÓGICO MONOXENO- ASCHARIS 
LUMBRICOIDES -PARASITO ESTENOXENO – só SH 
 
CICLO BIOLÓGICO HETEROXENO -TENIAS- 
PARASITO ESTENOXENO 
Hospedeiro Definitivo: Homem 
Hosped. Intermediário: Porco ou Boi 
 
 
 
3 Ester Ratti ATM 25 
INFECÇÃO: É a moléstia determinada no homem 
pelos protozoários e helmintos. 
INFESTAÇÃO: É a moléstia determinada no 
homem pelos artrópodos. (piolho) 
HÁBITAT: É o local ou órgão onde determinada 
espécie ou população vive. 
PROFILAXIA: É o conjunto de medidas que visam 
a prevenção ou controle das doenças. 
PATOGENIA: É o mecanismo com que um agente 
infeccioso provoca lesões no hospedeiro. 
(diferente de sintomatologia) 
PATOLOGIA: É o estudo da doença. 
PERÍODO DE INCUBAÇÃO: É o intervalo entre a 
exposição ao agente e o aparecimento da 
enfermidade. 
EPIDEMIOLOGIA: É o estudo da distribuição e dos 
fatores determinantes da frequência de uma 
doença. 
ENDEMIA: É a presença constante de uma 
doença em uma população definida, em uma 
determinada área geográfica. Ex: Parasitoses 
EPIDEMIA: É a ocorrência de uma doença em 
uma população, que se caracteriza por elevação 
progressiva, inesperada e descontrolada, 
ultrapassando os valores endêmicos ou 
esperados. Ex: Dengue 
PANDEMIAS: São as epidemias que ocorrem ao 
mesmo tempo em vários países, ou seja, é uma 
epidemia mundial. Ex: AIDS, COVID 19 
MECANISMO DE AÇÃO DO PARASITO SOBRE O 
HOSPEDEIRO 
AÇÃO ESPOLIADORA: retira nutrientes do 
hospedeiro Ex: Taenia solium e Taenia saginata 
AÇÃO MECÂNICA: quando o parasito impede o 
funcionamento de um órgão ou tecido mas sem 
danificá-los Ex: Giardia lamblia 
AÇÃO OBSTRUTIVA: provoca uma obstrução Ex: 
Ascaris lumbricoides 
AÇÃO TÓXICA: Ex: Entamoeba histolytica – libera 
substâncias que destroem células 
AÇÃO DESTRUTIVA: provocam destruição de 
tecidos Ex: Ancylostoma duodenale (tem dentes) 
Mesmo parasita pode ter mais de uma ação ao 
mesmo tempo 
FATORES NECESSÁRIOS AO SUCESSO DO 
PARASITISMO 
1.FATORES INERENTES AO PARASITO 
• Número de exemplares (quanto mais 
melhor pra se instalar) 
• Tamanho (comparando dentro de 
espécies, quanto maior, maior será a 
sintomatologia) 
• Localização (depende o local, maiores ou 
menores danos) 
• Virulência 
2.FATORES INERENTES AOS HOSPEDEIROS 
• Idade (criança mais suscetível) 
• Imunidade 
• Nutrição 
• Hábitos e costumes 
• Medicamentos 
RESISTÊNCIA NATURAL DO HOSPEDEIRO AO 
PARASITO 
• AÇÃO DO SUCO GÁSTRICO 
• PELE 
• DIETA 
• RESISTÊNCIA ETÁRIA 
• FAGOCITOSE (funciona contra 
protozoários pois são pequenos, a defesa 
contra helmintos é diferente) 
• CONSTITUIÇÃO GENÉTICA DO 
HOSPEDEIRO (anemia falciforme e 
resistência à malária) 
 
4 Ester Ratti ATM 25 
 
CLASSIFICAÇÃO DOS SERES VIVOS 
SERES VIVOS → Classificados e agrupados 
conforme a sua morfologia, fisiologia, estrutura, 
filogenia... 
“CLASSIFICAÇÃO” → É a ordenação dos seres 
vivos em classes, baseada no seu parentesco e 
semelhança. 
ESPÉCIE→ Coleção de indivíduos que se 
assemelham tanto entre si como os seus 
ascendentes e descendentes. 
GÊNERO→ Conjunto de várias espécies que 
apresentam caracteres comuns. 
NOMENCLATURA CIENTÍFICA 
A enorme variedade de seres vivos exigiu que se 
estabelecesse uma nomenclatura científica, 
sujeita a regras precisas capazes de diferenciar as 
espécies. 
Regras→ Promulgadas em congressos→ Comitê 
Internacional de Nomenclatura 
Zoológica→ Denominadas: 
REGRAS INTERNACIONAIS DE 
NOMENCLATURA ZOOLÓGICA 
1ª regra→ Emprega-se palavras latinas ou 
latinizadas 
 
2ª regra→ Nomenclatura Binominal 
Primeiro nome→ Gênero: escrito com a primeira 
letra maiúscula e as demais minúsculas. 
Segundo nome→ Espécie: escrita com todas as 
letras minúsculas. 
 Devem ser escritas em itálico ou sublinhadas. Ex: 
Ascaris lumbricoides ou Ascaris lumbricoides 
A citação da espécie deve ser sempre precedida 
pelo gênero. 
 Ex: Gênero: Ascaris 
 Espécie: Ascaris lumbricoides 
3ª regra→ Lei da Prioridade:

Crie agora seu perfil grátis para visualizar sem restrições.