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Aula 00
Conhecimentos Específicos p/ SES-PI
(Psicólogo) Com Videoaulas - 2021
Pré-Edital
Autor:
Marina Becalli
Aula 00
10 de Junho de 2020
Aula Demonstrativa
 
 
 
 
 
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SUMÁRIO PÁGINA 
1. Psicopatologia 02 
2. Diagnóstico Psicopatológico 08 
3. Entrevista 14 
3.1 Transferência e contratransferência 16 
4. Funções psíquicas 17 
5. Estruturas clínicas (neurose, psicose e perversão). 36 
6. Grandes síndromes psiquiátricas; Hipótese 
diagnóstica 
38 
7. Resolução de questões 45 
8. Resumo 73 
9. Lista de questões 75 
10. Gabarito 85 
 
 
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 1 – PSICOPATOLOGIA E EXAME PSÍQUICO 
 
 Campbell (1986 apud Dalgalarrondo 2008) define a 
psicopatologia como o ramo da ciência que trata da natureza essencial da doença mental 
– suas causas, as mudanças estruturais e funcionais associadas a ela e suas formas de 
manifestação. 
A psicopatologia seria um conjunto de conhecimentos referentes ao adoecimento mental do 
indivíduo. É uma ciência autônoma que busca ser sistemática, elucidativa e desmistificante 
(Dalgalarrondo, 2008). 
De acordo com Dalgalarrondo (2008), o campo da psicopatologia inclui um grande número de 
fenômenos humanos, associados ao que se denominou historicamente de doença mental, 
envolvendo vivências, estados mentais e padrões comportamentais que apresentam. 
Jaspers (apud Dalgalarrondo, 2008) fala dos limites da psicopatologia: é preciso estudar o 
homem na totalidade de sua enfermidade (“Nosso tema é o homem todo em sua enfermidade.” 
[Jaspers, 1913/1979), e os limites da psicopatologia seriam que nunca se pode reduzir por 
completo o ser humano a conceitos psicopatológicos. 
Na psicopatologia e na medicina há vários critérios de normalidade e anormalidade. A utilização 
de um modelo ou outro depende das opções filosóficas, ideológicas e pragmáticas do 
profissional (Dalgalarrondo, 2008; Lima, 2012). 
De acordo com Dalgalarrondo (2008), quando se estudam os sintomas psicopatológicos, dois 
aspectos básicos precisam ser o foco: a forma dos sintomas, isto é, sua estrutura básica, 
parecida em diversas pessoas (alucinação, delírio, ideia obsessiva, labilidade afetiva, etc.), e seu 
conteúdo (conteúdo de culpa, religioso, de perseguição, etc.). O conteúdo que permeia a 
estrutura do sintoma é mais pessoal, dependendo da história de vida do paciente, de seu 
universo cultural e da personalidade prévia ao adoecimento. 
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De acordo com Dalgalarrondo (2008), o estudo da doença mental depende da observação 
cuidadosa de suas manifestações. A observação deve ser feita com a ordenação dos 
fenômenos. É preciso definir, classificar, interpretar e ordenar os dados de acordo com uma 
determinada perspectiva, seguindo certa lógica. 
De acordo com Dalgalarrondo (2008), o conceito de normalidade em psicopatologia 
também implica a própria definição do que é saúde e doença mental. De acordo com 
algumas perspectivas, podemos ter como consequências da determinação da anormalidade: 
1. Psiquiatria legal ou forense: implicações legais, criminais e éticas, podendo definir o 
destino social, institucional e legal de uma pessoa. 
2. Epidemiologia psiquiátrica: a discussão e o aprofundamento do conceito de normalidade 
em saúde. 
3. Psiquiatria cultural e etnopsiquiatria: estudo da relação entre o fenômeno patológico e o 
contexto social no qual tal fenômeno emerge, recebendo um significado cultural. 
4. Planejamento em saúde mental e políticas de saúde: verificar as demandas assistenciais 
de determinado grupo, as necessidades de serviços, quais e quantos serviços devem ser 
colocados à disposição desse grupo. 
5. Orientação e capacitação profissional: São importantes na definição de capacidade e 
adequação de um indivíduo para exercer certa profissão, manipular máquinas, usar armas, 
dirigir veículos, etc. 
6. Prática clínica: ajuda a determinar, em processo de avaliação e intervenção clínica, se um 
fenômeno é patológico ou normal, se faz parte de um momento existencial do indivíduo ou é 
algo de fato patológico. 
 
 
 
 
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De acordo com Dalgalarrondo (2008), há vários critérios de normalidade e 
anormalidade em medicina e psicopatologia. A adoção de um ou outro depende de 
opções filosóficas, ideológicas e pragmáticas do profissional. 
 
1. Normalidade como ausência de doença: saúde como “ausência de sintomas, de sinais ou 
de doenças”. Segundo René Le-riche (1936 apud Dalgalarrondo, 2008): “a saúde é a vida no 
silêncio dos órgãos”. Normal, seria o indivíduo que simplesmente não é portador de um 
transtorno mental definido. Critério falho e precário, pois define-se a normalidade não por 
aquilo que ela supostamente é, mas, sim, por aquilo que ela não é, pelo que lhe falta (Almeida 
Filho; Jucá, 2002, apud Dalgalarrondo, 2008). 
 
2. Normalidade ideal: norma ideal, o que é supostamente “sadio”, mais “evoluído”, sendo 
socialmente constituída e referendada, dependendo de critérios socioculturais e ideológicos 
arbitrários. 
 
3. Normalidade estatística: identifica norma e frequência, aplicando-se especialmente a 
fenômenos quantitativos, com determinada distribuição estatística na população geral (como 
peso, altura, tensão arterial, horas de sono, quantidade de sintomas ansiosos, etc.). O normal 
passa a ser aquilo que aparece com mais frequência. Os indivíduos que se situam 
estatisticamente fora (ou no extremo) de uma curva de distribuição normal passam a ser 
considerados anormais ou doentes. É um critério muitas vezes falho, pois nem tudo o que é 
frequente é necessariamente “saudável”, e nem tudo que é raro ou infrequente é patológico. 
 
 
4. Normalidade como bem-estar: A Organização Mundial de Saúde definiu, em 1946, a saúde 
como o completo bem-estar físico, mental e social, e não doença. Conceito muito vasto e 
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impreciso, além desse completo bem-estar físico, mental e social ser tão utópico que poucas 
pessoas se encaixariam na categoria “saudáveis”. 
 
5. Normalidade funcional: o fenômeno é considerado patológico a partir do momento em que 
é disfuncional, produz sofrimento para o próprio indivíduo ou para o seu grupo social. 
 
6. Normalidade como processo: consideram-se os aspectos dinâmicos do desenvolvimento 
psicossocial, das desestruturações e das reestruturações ao longo do tempo, de crises, de 
mudanças próprias a certos períodos etários. 
 
7. Normalidade subjetiva: percepção subjetiva do próprio indivíduo em relação a seu estado 
de saúde, às suas vivências subjetivas. 
 
8. Normalidade como liberdade: Alguns autores conceituam a doença mental como perda da 
liberdade existencial. A doença mental seria um fechamento, fossilização das possibilidades 
existenciais. 
 
9. Normalidade operacional: define-se, a priori, o que é normal e o que é patológico e busca-
se trabalhar operacionalmente com esses conceitos. 
 
 
 
 
(HEPP – IBFC – 2014) Comrelação ao conceito de normalidade, constantemente discutido 
na área de saúde mental e psicopatologia dê valores verdadeiro (V) ou falso (F). 
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( ) Uma definição de normalidade que costuma ser usada em estudos normativos do 
comportamento baseia-se no princípio da curva de distribuição normal, que considera a 
faixa intermediária como normal, e os extremos como anormais, numa abordagem 
amparada pelo princípio estatístico. 
( ) Sua definição é dependente da abordagem teórica do profissional, suas opções 
filosóficas e ideológicas. 
( ) O conceito conhecido como normalidade como processo é baseado em aspectos 
funcionais, sendo que o fenômeno é considerado patológico quando produz sofrimento 
para o indivíduo ou para o seu grupo social. 
A ordem correta de afirmações verdadeiras e falsas, de cima para baixo é: 
(A) V, V, F. 
(B) F, F, V. 
(C) F, V, F. 
(D) V, V, V. 
COMENTÁRIOS: 
Assertiva 1: VERDADEIRA. A ideia de curva normal traz o conceito da normalidade pela 
via da estatística. Na faixa intermediária haverá maior representatividade de frequências 
e ela será colocada como referência para a normalidade, enquanto os extremos são vistos 
como anormalidades, casos raros e quantitativamente serão uma faixa de menor 
proporção. 
Assertiva 2: VERDADEIRA. O critério de normalidade depende da abordagem teórica 
seguida pelo profissional. 
Assertiva 3: FALSA. O conceito de normalidade está para além da funcionalidade, envolve 
também o sofrimento que a patologia traz para o indivíduo e para o meio que ele vive. 
RESPOSTA: A. 
 
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(UE/PA – PROGRAD/DDA- 2014) Quando se estuda os sintomas psicopatológicos, 
costuma-se enfocar dois aspectos básicos que são: 
 
(A) Forma dos sintomas e contradição. 
(B) Forma dos sintomas e alucinação. 
(C) Forma de delírio e alucinação. 
(D) Forma dos sintomas e satisfação. 
(E) Forma dos sintomas e seu conteúdo. 
 
COMENTÁRIOS: 
(A) INCORRETA. A contradição não é um aspecto básico que se estuda na psicopatologia. 
(B) INCORETA. A alucinação é um tipo específico de sintoma, associado a percepção de 
um objeto ou som que não existe. 
(C) INCORRETA. Delírio é um outro tipo de sintoma, presente nas psicoses, em que se 
constrói crenças e histórias elaboradas e mirabolantes de que se tem absoluta certeza. 
(D) INCORRETA. A satisfação não é um aspecto a ser estudado na psicopatologia. 
(E) CORRETA. A forma e o conteúdo dos sintomas são os aspectos primordiais estudados 
pela Psicopatologia. 
 
 
 
 
 
2 – DIAGNÓSTICO PSICOPATOLÓGICO 
 Aristóteles (apud Dalgalarrondo, 2008) diz: 
 
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“Portanto, quem possua a noção sem a experiência, e conheça o universal ignorando 
o particular nele contido, enganar-se-á muitas vezes no tratamento, porque o objeto 
da cura é, de preferência, o singular. “ 
 
De acordo com Dalgalarrondo (2008), no processo diagnóstico, existe uma relação entre o 
particular, singular e o geral, universal (categoria diagnóstica à qual essa pessoa 
pertence). Não se deve esquecer: os diagnósticos são ideias (constructos), mas não objetos 
reais e concretos. 
O diagnóstico psicopatológico faz uso dos dados clínicos, momentâneos (exame psíquico) e 
evolutivos (anamnese, história dos sintomas e evolução do transtorno). É essa totalidade 
clínica que, avaliada e interpretada com conhecimento (teórico e científico) e habilidade 
(clínica e intuitiva), gera um diagnóstico psicopatológico. 
De acordo com Dalgalarrondo (2008), a avaliação do paciente é feita principalmente por meio 
da entrevista, por meio da qual o profissional pode obter informações valiosas para o 
diagnóstico clínico, para o conhecimento da dinâmica afetiva do paciente e para a intervenção e 
o planejamento terapêuticos mais adequados. 
Com a utilização da entrevista, consegue-se realizar (Dalgalarrondo, 2008): 
 
 
 
• Anamnese: histórico de sintomas que o paciente apresenta ao longo da vida, 
seus antecedentes pessoais e familiares. 
• Exame psíquico: é um exame do estado mental, envolvendo o relato da 
observação do entrevistador quanto a aparência e comportamentos do 
paciente, relacionados também às funções psíquicas. 
• Exames complementares: exames laboratoriais, neurofisiológicos e de 
neuroimagem. 
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• Exame físico: excelente “instrumento” de aproximação afetiva, 
principalmente com pacientes muito regredidos, inseguros, e mesmo com os 
pacientes psicóticos. 
 
O psicodiagnóstico ajuda muito no diagnóstico psicopatológico. De acordo com Dalgalarrondo 
(2008), os testes projetivos mais utilizados são: o teste de Rorschach; o TAT (Teste de 
Apercepção Temática, de Murray); o Teste de Relações Objetais – TRO de Phillipson; o Teste das 
Pirâmides, de Pfister; e o HTP-F (teste de desenho da casa-árvore-pessoa-família), de Buck 
(2003). Dependem muito da habilidade, do conhecimento e da experiência interpretativa do 
psicólogo clínico que os utiliza. 
Já os testes de personalidade estruturados mais usados são o MMPI, o 16-PF e, a partir dos anos 
1990, o “modelo dos cinco fatores – the big five model” de McCrae e John (1992). São testes mais 
objetivos, com melhor confiabilidade. Para rastreamento (screening) de possíveis alterações 
cerebrais, os testes de Bender e Benton são bastante utilizados. 
De acordo com Dalgalarrondo (2008), é importante, desde o início, notar o aspecto global do 
paciente, expresso pelo corpo e pela postura corporal, pelas roupas, pelos acessórios, por 
detalhes como maquiagem, perfumes, odores, marcas corporais (tatuagens, queimaduras, etc.), 
porte e atitudes psicológicas. 
 
 
 
 Etapas de uma avaliação psicopatológica: 
 
1. Observação clínica; 
2. Avaliação física; 
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3. Avaliação psicopatológica (entrevista e exame das funções psíquicas e suas possíveis 
alterações); 
4. Exames complementares (além dos exames citados, pode-se fazer o uso de testes 
psicológicos); 
5. Hipótese diagnóstica. 
 
 Segundo Miranda– Sá Jr. (1988), os objetivos da anamnese 
são: 
 
• Ajudar na conclusão do diagnóstico; 
• Orientar um plano terapêutico e a avaliação de sua eficácia; 
• Gerar informações para um possível prognóstico do caso; 
• Ajudar em atendimentos do paciente no futuro; 
• Fornecer novos conhecimentos para o planejamento da assistência, para os 
estudos estatísticos e para as investigações epidemiológicas. 
 
 
 
De acordo o mesmo autor, uma anamnese deve conter: 
• Dados de identificação: nome, sexo, idade, estado civil, profissão, escolaridade, 
residência. 
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• Queixa principal: descrição das queixas, como refletem no comportamento, suas 
consequências, que reações provocam nas pessoas, que consequências o adoecimento 
provocou no trabalho, etc. 
• História da doença atual: reconstituição da doença, quando começou, como se 
apresentou, que fatores influenciaram, que fatores podem estar ainda influenciando, se 
foi feito algum tratamento (terapias, medicações, internamentos ou outros) ou que tipo 
de ajuda foi procurada. Como evoluiu a doença, se ocorreram crises, se sim descrevê-las. 
• Antecedentes familiares: pais, se estão vivos, se têm doenças, se estão mortos e qual foi 
a causa, que idade tinham, traços de personalidade, biotipo. Perguntar sobre a mãe, 
número de gestações que teve, se teve abortos, os filhos nascidos vivos, número de irmãos 
e irmãs, posição do paciente na ordem de nascimentos, relacionamento entre eles, 
predileções, rixas, se algum tinha alguma doença psiquiátrica. Se há histórico de doenças 
psiquiátricas na família (nervosismo, retardamento, loucura, ataques), hábitos tóxicos, 
conduta antissocial ou criminosa, homicídios, suicídios. 
• Antecedentes pessoais: condições da gestação, se foi desejada ou planejada, se ocorreu 
algum problema, como quadros infecciosos, traumatismos, toxicidade ou desnutrição. 
Avaliar também condições do parto, se foi prematuro, se foi normal, cesariana, rápido ou 
se demorou. Avaliar também as condições do recém-nascido, anotar peso e estatura ao 
nascer, como foi seu desenvolvimento psicomotor, doenças na infância. Se sofria de 
sonambulismo, terror noturno, pesadelos frequentes, hiperatividade, agressividade. Se 
há traumas psicológicos, se o paciente sofreu algum tipo de violência, agressões ou 
abusos. Se sofreu convulsões ou desmaios, doenças venéreas, doenças infecciosas, 
cirurgias ou se tinha hábitos tóxicos. 
• Antecedentes sociais: as condições sociais e psicológicas da vida infantil, a situação 
jurídica, social e econômica da família, as relações afetivas e atitudes dos pais. A 
escolaridade, que idade foi alfabetizado, se tinha dificuldades para ler, se reprovou em 
algum ano letivo na escola, como era o relacionamento com os colegas e professores, que 
cursos fez e como foi sua formação escolar. 
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• Vida profissional: idade em que começou a trabalhar, como encara o trabalho, a 
ocupação, a profissão, histórico de empregos e demissões, situação profissional atual, 
salário, relações com colegas e superiores, se há frustrações profissionais ou aspirações 
para o futuro. 
• Psicossexualidade e vida sentimental: quando teve seu primeiro relacionamento 
amoroso, frustrações amorosas, atitudes frente ao sexo oposto, idade e condições da 
iniciação sexual, como como é a satisfação, se há episódios ou quadros de 
homossexualidade, relação do paciente com a masturbação, se tem dificuldades sexuais, 
frigidez, ejaculação precoce, impotência. Se houve noivados, casamentos, separações, 
relacionamentos extra-conjugais, o ajustamento conjugal no presente e passado. 
• Padrões de ajustamento anteriores à doença: como era a situação econômica, as 
condições de habitação, hábitos sociais, lazer, traços de personalidade. 
• Exame mental: aspecto geral (cuidado pessoal, higiene, vestimentas, postura e atitude 
do paciente durante a entrevista). Se o paciente possui o desejo de ser ajudado, como 
estão suas funções psíquicas. Observar as funções de consciência, senso de realidade, 
orientação, humor/afetividade, atenção, volição, memória, psicomotricidade, consciência 
do eu, pensamento, inteligência, linguagem, senso crítico e noção de doença. 
 
 
 
 
 
 
 
(UE/PA – PROGRAD/DAA – 2014) Na psicopatologia, para extrair um conhecimento 
relevante durante o atendimento com o paciente, se faz necessário aplicar dois eixos 
básicos, que são: 
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(A) Anamnese e o exame físico. 
(B) Anamnese e o exame orgânico atual. 
(C) Anamnese e orientação. 
(D) Anamnese e orientação alimentar. 
(E) Anamnese e o exame psíquico ou exame do estado mental. 
 
COMENTÁRIOS: 
(A) INCORRETA. O exame físico não é suficiente para o conhecimento da patologia. 
(B) INCORRETA. Muitas patologias têm características psíquicas que não conseguem ser 
medidas em exames orgânicos. 
(C) INCORRETA. A orientação faz parte da avaliação do estado mental do paciente, mas 
apenas ela e a anamnese não são suficientes para o propósito. 
(D) INCORRETA. A orientação alimentar se faz muito mais importante na avaliação dos 
transtornos alimentares, mas não tanto nas psicopatologias em geral. 
(E) CORRETA. Uma boa anamnese e o exame do estado mental trarão boas informações e 
suficientes para produzir conhecimentos importantes. 
 
 
 
 
 
3 – ENTREVISTA 
 De acordo com Dalgalarrondo (2008), o profissional, em uma 
entrevista, deve ter habilidades de formular perguntas adequadas, ou pode ter que evitar 
fazer certas perguntas e apontamentos. É importante que haja uma relação empática entre 
o profissional e o paciente, devendo o profissional acolher o sofrimento do paciente, escutando-
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o em sua história e experiências de vida. O profissional pode ter que estabelecer também limites 
em relação a pacientes invasivos ou agressivos. 
 
 
 A escolha do tipo de entrevista e do manejo em sua condução varia em função do 
paciente, de onde será realizada a entrevista (contexto institucional), de quais são seus 
objetivos e da personalidade do entrevistador. 
De acordo com Dalgalarrondo (2008), existem algumas coisas que devem ser evitadas durante 
a condução da entrevista, como posturas rígidas e estereotipadas do entrevistador, uma 
atitude muito neutra ou fria, reações de pena ou compaixão às falas do paciente. O 
entrevistador também deve evitar fazer comentários valorativos ou julgamentos, responder de 
maneira hostil e fazer muitas anotações durante a entrevista. 
 
 
 
 Dalgalarrondo (2008), a entrevista inicial é muito importante 
para o diagnóstico e para tratamento em saúde mental. Esse primeiro contato, sendo bem-
conduzido, deve produzir no paciente uma sensação de confiança e de esperança em relação 
ao alívio do sofrimento. 
Dalgalarrondo fala de formas de conduzir a entrevista, de acordo com o tipo de paciente. 
Pacientes mais organizados mentalmente, com inteligência normal, com escolaridade boa ou 
razoável, fora de um estado psicótico, devem ser entrevistados de forma mais aberta, podendo 
falar e se expressar como desejarem. O entrevistador deve falar pouco, devendo incitar o 
paciente a falar mais sobre sua história. 
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Já no caso de pacientes mais desorganizados, com nível intelectual baixo, em estado 
psicótico, com altos níveis de ansiedade, deve-se conduzir a entrevista de forma mais 
estruturada, devendo o entrevistador falar mais, fazendo perguntas mais simples e diretas de 
responder. 
Em relação a pacientes muito tímidos, ansiosos ou paranoicos, deve-se fazer primeiroperguntas mais básicas, como nome, onde mora, profissão, estado civil. Aos poucos, o 
entrevistador passa a elaborar perguntas mais íntimas que podem constranger, como “qual é o 
seu problema?” ou “Por acham que você está doente?”. 
De acordo com Dalgalarrondo, o paciente pode estar muito ansioso nos contatos iniciais e usar 
mecanismos defensivos como riso, silêncio, perguntas inadequadas, comentários 
circunstanciais sobre o profissional, sendo estratégias involuntárias ou propositais que 
podem estar sendo utilizadas para que o paciente evite falar de si, de seu sofrimento, de suas 
dificuldades. 
O profissional deve lembrar polidamente ao paciente que a entrevista tem como objetivo poder 
melhor ajudá-lo. Ele também deve deixar claro para o paciente que a pessoa do entrevistador 
não é o tema da entrevista. 
 
3.1 – TRANSFERÊNCIA E CONTRATRANSFERÊNCIA 
 
 De acordo com Dalgalarrondo (2008), trata-se de conceitos 
primeiramente propostos por Freud, mas que ocorrem também na entrevista inicial. A 
transferência seriam reações emocionais do paciente, tanto positivas quanto negativas, 
ligadas a situações emocionais de seu passado envolvendo suas relações primárias com seus 
pais e que são projetadas no profissional. Ou seja, o paciente projeta inconscientemente no 
profissional sentimentos primordiais e infantis que nutria por pessoas significativas de sua 
infância. 
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Já a contratransferência ocorre do profissional em relação ao paciente, pois aquele projeta 
sentimentos de seu passado (hostis ou afetuosos) no paciente. Seus sentimentos também 
podem interferir na leitura e condução do caso. É necessário que o profissional reconheça esses 
fenômenos e maneje seus próprios conflitos internos. 
 
SIMULAÇÃO E DISSIMULAÇÃO 
De acordo com Dalgalarrondo (2008), é necessário que o profissional saiba da possibilidade de 
que os dados fornecidos na entrevista tenham sido manipulados ou alterados pelo próprio 
paciente. A dissimulação seria quando o paciente tenta esconder propositalmente 
sintomas e sinais alarmantes, fingindo ser “normal. Isso acontece pois ele pode ter receio de 
uma possível internação, ou de tomar medicamentos psiquiátricos ou simplesmente de ser 
taxado com um diagnóstico de doente mental. 
Já a simulação seria quando o paciente cria propositalmente um sintoma, por exemplo 
dizendo que ouve vozes, ou vê coisas que não estão realmente lá. Isso ocorre na tentativa de 
conseguir algum benefício, como aposentadoria, dispensa do trabalho, não ser preso, pois as 
circunstâncias são diferentes quando se trata de um indivíduo que possui diagnóstico de doença 
mental. 
 
 
4 – FUNÇÕES PSÍQUICAS E SUAS ALTERAÇÕES 
 
De acordo com Dalgalarrondo (2008), apesar de ser feito o estudo analítico das funções 
psíquicas isoladas e de suas alterações, na verdade a separação da atividade mental em distintas 
funções psíquicas é um procedimento artificial. 
O autor propõe que no exame psíquico se observe: 
Exame psíquico (estado mental atual e nos dias anteriores à consulta; utilizar, de 
preferência, as palavras do paciente) 
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1. Aspecto geral: cuidado pessoal, higiene, trajes, postura, mímica, atitude global do 
paciente. 
2. Nível de consciência. 
3. Orientação alo e autopsíquica. 
4. Atenção. 
5. Memória (fixação e evocação). 
6. Sensopercepção. 
7. Pensamento (curso, forma e conteúdo). 
8. Linguagem. 
9. Inteligência. 
10. Juízo de realidade. 
11. Vida afetiva (estado de humor basal, emoções e sentimentos predominantes). 
12. Volição. 
13. Psicomotricidade. 
14. Consciência e valoração do Eu. 
15. Vivência do tempo e do espaço. 
16. Personalidade. 
17. Descrever sentimentos contratransferenciais. 
18. Crítica em relação a sintomas e insight. 
19. Desejo de ajuda. 
20. Se for o caso, o tratamento é voluntário ou involuntário? 
 
 
Dalgalarrondo (2008) também traz as funções mais afetadas nas diversas categorias de 
transtornos: 
 
Transtornos psico-orgânicos 
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Nível de consciência 
Atenção (também nos quadros de mania, principalmente) 
Orientação 
Memória 
Inteligência 
Linguagem (também nas psicoses) 
 
Transtornos afetivos, neuróticos e da personalidade 
Afetividade 
Vontade 
Psicomotricidade 
Personalidade 
 
 
Transtornos psicóticos 
Sensopercepção 
Pensamento 
Juízo de realidade 
Vivência do Eu 
 
 Não existem funções psíquicas isoladas e alterações 
psicopatológicas de uma única função: é sempre a pessoa na sua totalidade que adoece. As 
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funções alteradas fazem surgir transtornos, ligados à personalidade inteira, atingida na sua 
estrutura e em seu modo de existir (DALGALARRONDO, 2008). 
 
 
CONSCIÊNCIA E SUAS ALTERAÇÕES (C10) 
• Definição neuropsicológica de consciência: estado de estar desperto, acordado, lúcido 
(estar consciente). 
• Definição psicológica: dimensão subjetiva da atividade psíquica. 
• Definição ético-filosófica: capacidade de tomar ciência dos deveres éticos e assumir as 
responsabilidades (consciência moral ou ética). 
 
CAMPO DA CONSCIÊNCIA 
O inconsciente: É regido pelo princípio do prazer por meio do processo primário em forma de 
condensação e deslocamento. Possui caráter dinâmico. 
(1) Atemporalidade 
(2) Isenção de contradição 
(3) Princípio do Prazer 
(4) Processo primário 
ALTERAÇÕES PATOLÓGICAS DA CONSCIÊNCIA 
Alterações patológicas quantitativas da consciência: Rebaixamento do nível de consciência. 
Graus de rebaixamento da consciência: 
1. Obnubilação ou turvação da consciência 
2. Sopor. 
3. Coma. 
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Síndromes psicopatológicas associadas ao rebaixamento do nível de Consciência: 
Delirium 
Estado onírico 
 
Alterações qualitativas da consciência 
1. Estados crepusculares 
2. Estado segundo. 
3. Dissociação da consciência. 
4. Transe. 
5. Estado hipnótico. 
6. Experiência de quase-morte 
 
A ATENÇÃO E SUAS ALTERAÇÕES (C11) 
Definição: direção da consciência. 
Função: selecionar, filtrar e organizar. 
 
 
 
Natureza da atenção 
atenção voluntária 
concentração ativa e intencional 
atenção espontânea 
atenção suscitada pelo interesse momentâneo 
 
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Direção da atenção 
atenção externa 
projetada para fora do mundo subjetivo do sujeito 
atenção interna (se volta para processos mentais do próprio indivíduo) 
 
Amplitude da atenção 
atenção focal: campo determinado 
atenção dispersa: difusa 
 
Tenacidade 
capacidade do indivíduo de fixar sua atenção sobre determinada área.Vigilância 
qualidade da atenção que permite ao indivíduo mudar seu foco de um objeto para outro. 
 
ANORMALIDADES DA ATENÇÃO 
Diminuição global da atenção: hipoprosexia 
Total perda da atenção: aprosexia 
Estado de atenção exacerbada: hiperprosexia. Decorre da superconcentração ativa da 
atenção sobre determinados conteúdos ou objetos, com a inibição de tudo o mais. 
Distraibilidade: mobilidade acentuada da atenção voluntária, com dificuldade ou incapacidade 
para fixar-se ou deter-se em qualquer coisa que implique esforço produtivo. 
 
A ORIENTAÇÃO E SUAS ALTERAÇÕES (C12) 
Orientação: capacidade de situar-se quanto a si-mesmo e quanto ao ambiente. 
Tipos 
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Orientação autopsíquica: orientação do indivíduo em relação a si mesmo. 
Orientação alopsíquica: capacidade de orientar-se em relação ao mundo. Inclui: orientação 
especial, orientação temporal (envolve duração e continuidade do tempo). 
 
ALTERAÇÕES DA ORIENTAÇÃO (SEGUNDO A ALTERAÇÃO DE BASE) 
Desorientação por redução do nível de consciência. 
Desorientação por déficit de memória imediata e recente. 
Desorientação apática ou abúlica 
Desorientação Delirante 
Desorientação por déficit intelectual 
Desorientação por dissociação 
Desorientação por desagregação 
Desorientação quanto à própria idade. 
 
 
 
A SENSOPERCEPÇÃO E SUAS ALTERAÇÕES (C14) 
Sensação: fenômeno elementar gerado por estímulos físicos, químicos ou biológicos variados, 
originados fora ou dentro do organismo, que produzem alterações nos órgãos receptores, 
estimulando-os. Fenômeno passivo 
Percepção: tomada de consciência, pelo indivíduo, do estímulo sensorial. Dimensão 
neuropsicológica e psicológica consciente Fenômeno ativo. É influenciado pela experiência (ex. 
Percepção de uma mesa). Sinônimo de gnosia. Pleno conhecimento do objeto percebido 
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Conceitos importantes 
Representação: reapresentação de uma imagem na consciência, sem a presença real, externa, 
do objeto que, em um primeiro momento, gerou uma imagem sensorial. Subtipos de imagem 
representativa: 
Imagem eidética (eidetismo): representação, de forma muito precisa, com características 
semelhantes à percepção. 
Pareidolias: são as imagens visualizadas voluntariamente a partir de estímulos imprecisos do 
ambiente. 
Imaginação: processo de produção de imagens mnêmicas ou criadas. Geralmente ocorre na 
ausência de estímulos sensoriais 
 
Alterações da sensopercepção 
Hiperestesia: Percepção aumentada. Ocorre em alguns alucinógenos, na epilepsia, enxaqueca, 
no hipertireoidismo, na esquizofrenia aguda e em certos quadros maníacos. 
Hipoestesia: Mundo exterior é menos estimulante (mais escuro). Ocorre na depressão. 
Anestesia: Perda da percepção. 
Analgesia: Perda da percepção da dor. 
Parestesias: Sensação de incômodo não doloroso. Formigamento, adormecimento, picada ou 
leve queimação. 
 
Alterações qualitativas da sensopercepção 
 
Ilusão: percepção deformada, alterada, de um objeto real e presente. Há sempre um objeto real, 
gerador de processo de sensopercepção. 
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Ilusões mnemônicas: neste caso, há um acréscimo de elementos falsos a um núcleo verdadeiro 
de memória. 
Alucinações mnemônicas: são as verdadeiras criações imaginativas com a aparência de 
lembranças ou reminiscências que não correspondem a qualquer elemento mnêmico, a 
qualquer lembrança verdadeira. Ilusões mais comuns são as visuais. 
Alucinação: percepção de um objeto, sem que este esteja presente, sem o estímulo sensorial 
respectivo. Indivíduos sem transtornos mentais podem ter visões ou ouvir vozes, sobretudo a 
de parentes próximos já mortos, devido ao desejo intenso de reencontrá-los. Ocorrem na 
esquizofrenia, transtorno de humor e depressão, personalidade histriônica, borderline e 
esquizotípica, transtorno dissociativo, alcoolismo crônico. 
 
Tipos 
Alucinações auditivas 
São as mais comuns nos transtornos mentais 
I. Sonorização do pensamento 
Esquizofrenia: paciente reconhece claramente que está ouvindo os próprios pensamentos, 
escuta-os no exato momento em que os pensa. 
II. Sonorização de pensamentos como vivência alucinatório-delirante. 
É a experiência na qual o indivíduo ouve pensamentos que foram introduzidos em sua cabeça 
por alguém estranho, sendo agora ouvidos por ele. 
III. Publicação do pensamento: paciente tem a convicção que os outros ouvem o seu 
pensamento. 
 
Alucinação musical 
Tipo raro de alucinação 
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Neuropatias ou casos de depressão ou uso de antidepressivos 
 
Alucinações visuais 
I. Alucinações simples: ocorrem em neuropatias específicas, esquizofrenia, enxaqueca, abuso 
de álcool e epilepsia. 
II. Alucinações complexas: podem estar associadas ao sono, fadiga ou emoção intensa. 
Ocorrem em esquizofrenia, Alzheimer, demência, delirium, Parkinson, intoxicação por 
alucinógenos e narcolepsia com catalepsia. 
 
Alucinações táteis 
Alucinações olfativas e gustativas 
Alucinações cinestésicas ou cenestésicas: Ocorrem na esquizofrenia e em depressões graves. 
Cenestésica: experimentar sensações alteradas nas vísceras e no 
corpo. 
Cinestésica: experimentar movimento do corpo (ex. estar diminuindo ou levitando). 
Alucinações funcionais: Ocorrem a partir de um estímulo sem relação alguma com o conteúdo 
da alucinação (ex. Abrir o chuveiro e ver morcegos saindo). 
Alucinações combinadas (sinestesias) 
Vários tipos de alucinações 
Alucinações extracampinais 
Experimentadas fora do campo perceptivo normal 
Alucinação autoscópica 
Contemplar-se por fora do corpo. Fenômeno do duplo (outro eu em algum lugar). 
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Alucinações hipnagógicas e hipnopômpicas 
Ocorrem quando estamos na relação vigília-sono-vigília 
Alucinose 
Alucinação percebida como estranha à pessoa. Sujeito estabelece conscientemente diferença 
entre si e o sintoma. Comum em quadros psico-orgânicos, intoxicação por substâncias e 
tumores. 
Alucinose peduncular: Alucinose com cenas, pessoas, figuras geométricas, etc. 
Alucinose auditiva: Vozes que falam ao paciente em terceira pessoa. Comum em pacientes com 
dependência crônica de álcool 
Alterações da Percepção ou das imagens percebidas 
Alucinação negativa: Não identificar o que deve ser percebido. Fator psicogênico envolvido. 
 
 
 
 
 
A MEMÓRIA E SUAS ALTERAÇÕES (15) 
Definição: capacidade de registrar, manter e evocar as experiências e os fatos já ocorridos. 
Associado a consciência, com a atenção e com o interesse afetivo. 
Depende de: 
Nível de Consciência e atenção 
Sensopercepção e interesse 
Conhecimento anterior e capacidade de conhecimento 
Organização temporal e canais envolvidos 
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Conservação (retenção) 
Repetição 
Associação 
Evocação 
Capacidade de recuperar e atualizar os dados fixados 
 
Tipos de memória 
Memória imediata ou de curtíssimo prazo (de poucos segundos até 1 a 3 minutos). 
Memória recente ou de curto prazo (de poucos minutos até 3 a 6 horas). 
Memória remota ou de longo prazo (de meses até muitos anos). 
Memória Episódica: Recordação consciente de fatos reais. Síndrome de Wernicke-Korsakoff e 
Alzheimer afetam ela no curto prazo. 
Memória Semântica: É de longo prazo. Guarda conteúdos e significados. 
Memória de procedimentos: É automática e não consciente. 
Esquecimento: Oposto da evocação. 
Ocorre por: 
• Processo normal, fisiológico 
• Repressão 
• Recalque 
Alterações Patológicas da Memória 
Alterações Quantitativas 
Hipermnésias 
Amnésias ou Hipomnésias 
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Amnésia psicogênica 
Amnésia orgânica 
Amnésia anterógrada 
Amnésia retrógrada 
 
ALTERAÇÕES QUALITATIVAS 
Ilusões mnemônicas 
há um acréscimo de elementos falsos a um núcleo verdadeiro de memória. 
Alucinações mnemônicas 
verdadeiras criações imaginativas com a aparência de lembranças ou reminiscências que não 
correspondem a qualquer elemento mnêmico, a qualquer lembrança verdadeira. 
 
 
Fabulações (ou confabulações) 
Elementos da imaginação completam artificialmente as lacunas de memória, produzidas, em 
geral, por déficit da memória de fixação. O doente não é capaz de reconhecer como falsas as 
imagens produzidas pela fantasia. 
 
Criptomnésias: Lembranças aparecem como memórias novas. Ex. Contar uma história várias 
vezes para a mesma pessoa 
Ecmnésia: Recapitulação e da revivescência de forma intensa 
Lembrança Obsessiva 
 
A AFETIVIDADE E SUAS ALTERAÇÕES (C16) 
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Definição: Vivência afetiva. 
Tipos 
As ilusões e as alucinações mnêmicas constituem, muitas vezes, o material básico para a 
formação e a elaboração de delírios (delírio imaginativo ou mnêmico). 
 
1. Humor ou estado de ânimo: tônus afetivo do indivíduo, o estado emocional basal e 
difuso em que se encontra a pessoa em determinado momento. 
2. Emoções: estado afetivo intenso, de curta duração, originado geralmente como a 
reação do indivíduo a certas excitações internas ou externas, conscientes ou 
inconscientes. 
3. Sentimentos: comumente associados a conteúdos intelectuais, valores, 
representações e, em geral, não implicam concomitantes somáticos. 
4. Afetos: tônus emocional que acompanha uma ideia ou representação mental. 
5. Paixões: Estado afetivo extremamente intenso 
 
Alterações Patológicas da Afetividade 
Alterações do Humor 
Distimia 
Como sintoma: Alteração básica do humor (inibição e exaltação) 
Como classificação nosológica 
Depressão leve e crônico 
Distimia hipotímica ou melancólica 
Depressão 
Distimia hipertímica, expansiva ou eufórica 
Mania 
Disforia 
Distimia com mau humor 
Depressão eufórica 
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Mania Eufórica 
 
Alterações do humor 
Distimia, em psicopatologia geral, é o termo que designa a alteração básica do humor, tanto no 
sentido da inibição como no sentido da exaltação. 
Não se deve confundir o sintoma distimia com o transtorno 
distimia, que é um transtorno depressivo leve e crônico. 
A psicopatologia geral utiliza os termos distimia hipertímica, expansiva ou eufórica, para 
nomear a exaltação patológica do humor, ou seja, as bases afetivas dos quadros maníacos. 
 
 
Pólos básicos das alterações do humor (timopatias) 
I. Pólo depressivo ou hipotímico: Transtorno depressivo. 
II. Pólo maníaco ou hipertímico: 
Mania ou exaltação 
Euforia ou Alegria patológica 
Humor morbidamente exagerado 
Elação: alegria patológica, a expansão do Eu, uma sensação subjetiva de grandeza e de poder, o 
Eu vai além dos seus limites, ganhando o mundo. 
Puerilidade: Caracteriza-se pelo aspecto infantil, simplório, regredido 
Êxtase 
Estado de beatitude 
 
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Ansiedade, Angústia e Medo 
Definição de Ansiedade: A ansiedade é um estado de humor desconfortável, apreensão 
negativa em relação ao futuro, inquietação interna desagradável. Inclui manifestações 
somáticas e fisiológicas. 
Definição de angústia: sensação de aperto no peito e na garganta, de compressão, 
sufocamento. Tem conotação mais corporal e mais relacionada ao passado. 
 
Alterações as emoções e dos sentimentos 
Apatia: diminuição da excitabilidade emotiva e afetiva. Incapacidade de sentir afetos. 
Anedonia: Incapacidade de sentir prazer. 
Hipomodulação do afeto: Incapacidade do paciente de modular a resposta afetiva. 
Inadequação do afeto ou paratimia: Reação completamente incongruente a situações 
existenciais ou a determinados conteúdos ideativos, revelando desarmonia profunda da vida 
psíquica (ataxia intrapsíquica), contradição profunda entre a esfera ideativa e a afetiva. 
Embotamento afetivo e devastação afetiva: Perda profunda de todo tipo de vivência afetiva. É 
subjetiva. Ocorre em formas negativas de esquizofrenia. 
Sentimento de falta de sentimento: Indiferença afetiva. De origem psicológica. 
Labilidade afetiva e incontinência afetiva: Ambivalência afetiva. Vivência de dois sentimentos 
incongruentes ao mesmo tempo 
 
Medo: estado de progressiva insegurança e angústia, de impotência e invalidez crescentes, ante 
a impressão iminente de que sucederá algo que o indivíduo quer evitar. 
 
O PENSAMENTO E SUAS ALTERAÇÕES (C18) 
Alterações dos Elementos Constitutivos do Pensamento 
Alterações dos conceitos 
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Desintegração dos conceitos: conceitos sofrem um processo de perda de seu significado original. 
Idiossincrasias 
Comum na esquizofrenia e demências 
Condensação de conceitos 
Alterações dos juízos 
Juízo deficiente ou deficitário 
Juízo da realidade ou delírio 
 
 
 
Tipos alterados de Pensamento 
Pensamento Mágico (comum no TOC). 
Personalidade esquizotípica, borderline e histriônica 
Tipo de pensamento mágico apenas com valores internos 
Pensamento concreto ou concretismo: não ocorre a distinção entre dimensão abstrata e 
simbólica e dimensão concreta e imediata dos fatos. 
Pensamento Inibido: inibição do raciocínio, com diminuição da velocidade e do número de 
conceitos, juízos e representações utilizados no processo de pensar. 
Pensamento vago 
Pensamento prolixo 
Pensamento deficitário (ou oligofrênico): É pobre em todas as áreas. 
Pensamento confusional 
Pensamento demencial 
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Pensamento desagregado 
Pensamento radicalmente incoerente 
Pensamento obsessivo 
 
Alterações no processo de pensar 
Curso do pensamento 
Aceleração e lentificação do pensamento 
Bloqueio ou interceptação do pensamento 
Roubo do pensamento 
Conteúdo do pensamento: É o que preenche a estrutura do pensamento. 
Conteúdos que preenchem as condições psicopatológicas: 
1. Persecutórios 
2. Depreciativos 
3. Religiosos 
4. Sexuais 
5. De poder, riqueza, prestígio ou grandeza 
6. De ruína ou culpa 
7. Conteúdos hipocondríacos 
 
 
O JUÍZO DA REALIDADE E SUAS ALTERAÇÕES (O DELÍRIO) (C19) 
Erro simples versus Delírio 
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Os erros são psicologicamente compreensíveis, enquanto o delírio tem como característica 
principal a incompreensibilidade. 
Erros mais comuns 
Preconceitos 
Crenças culturalmente sancionadas 
Superstições 
Ideias prevalentes. 
Superstimação afetiva 
Delírio: idéias delirantes, ou delírio, são juízos patologicamente falsos erro do ajuizar que tem 
origem na doença mental base é mórbida, pois é motivado por fatores patológicos. 
 
A LINGUAGEM E SUAS ALTERAÇÕES (C20) 
Alterações da Linguagem 
Afasia: É a perda da linguagem, falada e escrita, por incapacidade de compreender e utilizar os 
símbolos verbais 
Alterações da linguagem associadas a transtornos psiquiátricos primários 
Logorréia, taquifasia e loquacidade 
Bradifasia 
Mutismo 
Perseveração e estereotipia verbal 
Ecolalia 
Palilalia e logoclonia 
Tiques verbais ou fonéticos 
Glossolalia 
 
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5 – ESTRUTURAS CLÍNICAS (NEUROSE, PSICOSE E PERVERSÃO). 
 ESTRUTURAS CLÍNICAS 
No texto “Neurose e Psicose” (1923-1925), Freud aponta uma diferença básica entre neurose e 
psicose: “a neurose é o resultado de um conflito entre o ego e o id, ao passo que a psicose 
é o desfecho análogo de um distúrbio semelhante nas relações entre o ego e o mundo 
externo”. (Freud,1923/1925, pág 189). 
Para Freud, conforme conceitua no mesmo texto, temos que: 
• Neurose: se caracteriza por uma recusa do ego em aceitar a poderosa pulsão do id, 
recusando a posição de mediador da satisfação pulsional. Ele opera a serviço do superego 
e da realidade (princípios morais), a partir do mecanismo do recalcamento. O material 
“recalcado” insiste em se fazer conhecido, logo, ele escolhe vias substitutas. O sintoma 
aparece, então, como sendo uma representação substitutiva. Tudo isso promove o quadro 
da neurose. 
• Psicose: existe um conflito entre o ego e o mundo externo. O sujeito cria uma nova 
realidade, de acordo com os impulsos desejosos do id. Há uma perturbação entre o eu e 
o mundo externo, com a criação de uma realidade delirante e alucinatória (a loucura). 
 
Freud, no texto “A Perda da Realidade na Neurose e na Psicose”, diz que tanto na neurose 
quanto na psicose existe uma perturbação da relação do sujeito com a realidade. 
“Na neurose, um fragmento da realidade é evitado por uma espécie de fuga, ao passo que na 
psicose ele é remodelado... a neurose não repudia a realidade, apenas a ignora: a psicose a 
repudia e tenta substituí-la”. (Freud, 1924, pág 231) 
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Para Freud, o mais importante não é a perda da realidade (que está posto nas duas estruturas), 
mas sim os substitutos encontrados para lidar com isso. Na neurose, o substituto é a 
fantasia; já na psicose, os substitutos são delírio e alucinação. 
 
PSICOSE: pode ser dividida em Esquizofrenia, Autismo e Paranóia. Seu mecanismo de defesa é 
a foraclusão. 
NEUROSE: Neurose Obsessiva e Histeria. Seu mecanismo de defesa é o recalque. 
PERVERSÃO: não costuma ser dividida, mas pode se apresentar na forma de voyeurismo, 
fetichismo, sado-masoquismo, pedofilia. 
 
NEUROSE: Os sintomas simbolizam um conflito psíquico 
recalcado, de origem infantil. Segundo o texto Neurose e Psicose, escrito por Freud em 1923, 
o quadro de neurose pode ser descrito como o resultado de um conflito entre o ego e o id; e 
sintoma é uma representação conciliatória deste conflito. De acordo com Freud, a neurose 
representa uma condição resultante entre o conflito que o ego entra com o Id a serviço das 
limitações impostas pela realidade do mundo externo. 
Freud divide a neurose em: 
Neurose histérica - conversão de conflitos psicológicos em sintomas orgânicos e dissociações 
da consciência, envolvendo os chamados transtornos dissociativos (de conversão), com o 
mecanismo chamado de somatização. 
Neurose obsessiva – sintomas como as compulsões e obsessões, relacionada ao transtorno 
obsessivo-compulsivo (TOC). 
Neurose de angústia - sintoma é a angústia. 
Neurose fóbica - sintoma é a fobia. 
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Neurastenia – envolve o estresse e depressão (se assemelha à Síndrome de Burnout). 
Psiconeurose – não interfere com o pensamento racional ou com a capacidade funcional da 
pessoa. 
 
PSICOSE: A psicose não era considerada por Freud como uma estrutura “curável”, ao contrário 
da neurose. Na psicose, a libido não se volta para os objetos externos e sim se volta para o 
próprio sujeito. A psicose envolveria uma perturbação entre o eu e o mundo externo. 
Por meio da alucinação, o sujeito constrói uma realidade própria. 
 
PERVERSÃO 
Em seu texto "Três ensaios sobre a teoria da sexualidade", Freud diz que a neurose é o "negativo 
da perversão”. Na neurose ocorre um conflito com recalque, a psicose seria uma reconstrução 
de uma realidade alucinatória, e a perversão traz a negação da castração, e a libido se fixa na 
sexualidade infantil. Na perversão, o sujeito é conduzido pelo imperativo do gozo. O perverso é 
aquele que sabe da castração, mas a ignora, tomando o Outro como objeto de gozo. 
 
6 – GRANDES SÍNDROMES PSIQUIÁTRICAS; HIPÓTESE DIAGNÓSTICA 
De acordo com Dalgalarrondo (2008), atualmente, existem a Classificação Internacional de 
Doenças (CID), que foi organizada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e o Manual 
Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DMS), elaborado pela Associação 
Psiquiátrica Americana (APA). 
As síndromes seriam grupos estáveis de sintomas que 
derivam de várias causas. Segundo Dalgalarrondo (2008), o diagnóstico da síndrome ocorre 
através do raciocínio clínico e vai evoluindo aos poucos durante as primeiras avaliações até 
chegar a um conhecimento de fato sobre o paciente e seu sofrimento mental. 
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Após identificar os sintomas e ligá-los a determinadas síndromes clínicas, Dalgalarrondo 
recomenda que o profissional elabore hipóteses de diagnósticos de transtornos mentais, 
conforme os Manuais: CID-10 e DSM-5. 
Dalgalarrondo (2008) traz que as síndromes depressivas são atualmente um problema 
prioritário de saúde pública. Segundo a OMS, a depressãomaior unipolar é a primeira causa de 
incapacidade dentre todas as doenças. Os transtornos depressivos têm como característica 
principal o humor triste. Mas também envolvem outros sintomas, dentre os quais: 
• Sintomas afetivos: tristeza, melancolia, choro fácil/frequente, apatia, 
sentimento de tédio, aborrecimento, maior irritabilidade, angústia, ansiedade, 
desespero, desesperança. 
• Sintomas instintivos e neurovegetativos: fadiga, cansaço fácil/constante, 
desânimo, diminuição da vontade, insônia ou muito sono, perda ou aumento 
do apetite, constipação, palidez, diminuição da libido, diminuição da resposta 
sexual, incapacidade de sentir prazer em várias esferas da vida. 
• Sintomas ideativos: pessimismo, arrependimento, culpa, o mundo visto como 
um lugar entediante, ideais de morte, desejo de desaparecer, dormir para 
sempre, ideações/planos/atos suicidas. 
• Sintomas cognitivos: déficit de atenção ou concentração, déficit secundário 
de memória, dificuldade de tomar decisões. 
• Sintomas de auto valoração: baixa autoestima, sentimento de 
insuficiência/incapacidade, vergonha, auto depreciação. 
• Sintomas de volição e psicomotricidade: vontade de ficar na cama o dia 
todo, lentificação psicomotora até o estupor, diminuição da fala, redução da 
voz, fala lenta, mutismo, recusa a se alimentar, recusa a interagir com outras 
pessoas. 
• Sintomas psicóticos: ideias delirantes, delírio de miséria, delírio de culpa, 
delírio hipocondríaco, delírio de inexistência, alucinações auditivas, ilusões 
visuais, ideação paranoide. 
 
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As síndromes depressivas são divididas em: 
 
• Episódio ou Fase Depressiva e Transtorno Depressivo Recorrente: no episódio 
depressivo, os sintomas estão presentes por no mínimo 2 semanas e no máximo 2 anos 
de forma ininterrupta, com média de 6 meses. O diagnóstico de transtorno depressivo 
recorrente é dado quando, durante sua vida, o indivíduo passa por episódios depressivos 
que nunca são intercalados por episódios de mania. 
 
• Distimia: é uma depressão crônica, de intensidade leve e persistente. Tem início precoce 
na vida adulta e dura vários anos. Possui sintomas característicos como: diminuição da 
autoestima, fadiga, dificuldade de tomar decisões ou se concentrar, irritabilidade e 
sentimentos de desesperança. Os sintomas devem existir por pelo menos 2 anos. 
 
• Depressão atípica: episódios depressivos leves a graves, ou pode aparecer no 
transtorno uni ou bipolar. Além dos sintomas comuns da depressão, surgem outros bem 
característicos, como: aumento do apetite ou ganho de peso, hipersonia (>10h/dia), 
sensação do corpo pesado. Tudo que se passa com o paciente seria um sinal interpretado 
por ele como rejeição, reatividade do humor aumentada, fobias. 
 
• Depressão tipo melancólica ou endógena: sintomas endógenos e caráter mais 
neurobiológico, sendo pouco influenciada por fatores psicológicos. Os sintomas são: 
hiporreatividade geral, tristeza vital, lentidão psicomotora, perda de apetite e peso 
corporal, depressão pela manhã, melhora gradual ao longo do dia, insônia, diminuição da 
latência do sono REM, sentimento de culpa. 
 
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• Depressão psicótica: depressão grave, em que aparecem também sintomas psicóticos, 
como o delírio e as alucinações. 
 
• Estupor depressivo: estado depressivo grave. O paciente fica durante dias em estado de 
calepsia (imóvel), geralmente em seu próprio leito, não respondendo ao ambiente. 
Recusa-se a se alimentar e usa seu próprio leito para defecar e urinar. 
 
• Depressão agitada ou ansiosa: forte presença de ansiedade e inquietação psicomotora. 
O paciente reclama de muita angústia e também de sintomas depressivos. Há risco de 
suicídio nos casos mais graves. 
 
• Depressão secundária: causada ou associada a uma doença ou quadro clínico somático, 
como a Doença de Parkinson, o AVC, o hipotireoidismo. 
 
(HEPP – IBFC – 2014) A depressão é, atualmente, um grave problema de saúde, sendo 
responsável por ser a psicopatologia que mais incapacita pessoas ao redor do mundo. 
Assinale a alternativa INCORRETA em relação ao transtorno depressivo maior: 
 
(A) É duas vezes mais frequente no sexo feminino que no masculino. 
(B) Pode aumentar o tempo de internação dos pacientes hospitalizados, e a morbidade em 
casos de pós-operatórios. 
(C) Está associado com alta mortalidade. 
(D) Seu início é considerado somente a partir da idade adulta. 
 
COMENTÁRIOS: 
(A) CORRETA. A depressão aparece com maior frequência em mulheres do que em 
homens. 
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(B) CORRETA. Muitas pesquisas mostram o alto risco de desenvolver depressão no pós-
operatório e no caso de pacientes hospitalizados. 
(C) CORRETA. A associação da depressão com outras doenças aumenta o nível da taxa de 
mortalidade, pois muitas vezes ela não é ou é mal diagnosticada, o que não permite seu 
tratamento adequado. 
(D) INCORRETA. A depressão pode surgir na infância até a velhice. 
 
 
SÍNDROME MANÍACA 
 
De acordo com Dalgalarrondo (2008), as síndromes maníacas trazem como sintoma 
característico a euforia e a expansão do eu. Ocorre também o taquipsiquismo (aceleração 
das funções psíquicas) por meio da agitação psicomotora, exaltação e pensamento 
acelerado. Há um aumento da autoestima, elação (sentimento de expansão e 
engrandecimento do eu), insônia, que aparece associada a uma diminuição da necessidade 
de sono, logorreia, produção verbal rápida, fluente e persistente, agitação psicomotora, 
irritabilidade, arrogância, agressividade, desinibição social e sexual, tendência 
exagerada a comprar objetos ou a dar seus pertences, ideias de grandeza, poder, 
importância social, podendo chegar a delírios de grandeza e alucinações. 
 
As síndromes maníacas são divididas em: 
 
• Mania franca ou grave: forma mais intensa, com taquipsiquismo acentuado, agitação 
psicomotora também, fuga de ideias e delírio de grandeza. 
 
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• Mania irritada ou disfórica: irritabilidade, mau-humor, hostilidade com as pessoas, com 
possibilidade de heteroagressividade e destruição de objetos. 
 
• Mania mista: aparecem sintomas maníacos e depressivos, podendo ocorrer juntos ou 
alternando-se rapidamente. Aparece com mais frequência em jovens e em idosos. 
 
• Hipomania ou episódio hipomaníaco: o indivíduo sente-se mais disposto, fala muito, 
conta piadas, não se sente mal com as dificuldades da vida. O indivíduo não se cansa muito 
após diversas atividades e deseja fazer sempre mais. Ocorre uma diminuição da 
necessidade de dormir. O aspecto característico é que o indivíduo ou seu entorno não são 
necessariamente prejudicados pela doença e não há sintomas psicóticos. 
 
• Ciclotimia: o indivíduo passa por muitos e frequentes episódios, com sintomas leves 
depressivos e depois discreta elação do humor (hipomania), que ocorrem sem que o 
indivíduo passe por um episódio completo de depressão ou de mania. 
 
• Mania com sintomas psicóticos: episódio maníaco grave comsintomas psicóticos, tais 
como delírio de grandeza, delírios místicos, podendo surgir também alucinação auditiva 
ou visual. O paciente tem seu comportamento bastante alterado, com agitação 
psicomotora e desinibição social. 
 
• Transtorno bipolar tipo I: episódios depressivos leves a graves, alternados com fases 
de normalidade e com fases maníacas. 
 
• Transtorno bipolar tipo II: episódios depressivos leves a graves alternados com 
períodos de normalidade e depois fases hipomaníacas. 
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• Transtorno afetivo bipolar, tipo ciclador rápido: muitas fases aparecem 
sucessivamente e em pouco tempo: depressivas, maníacas, hipomaníacas ou mistas, com 
apenas breves períodos de remissão. O paciente deve apresentar pelo menos 4 fases bem 
definidas e diferentes da mania (ou hipomania) e/ou da depressão, em um ano. 
 
(HC UFG/GO – COREMU CENTRO DE SELEÇÃO/UFG – 2014) Uma paciente jovem, que 
segue atendimento psicológico no Ambulatório de Psicologia, apresentou taquipsiquismo, 
manifestando-se com agitação psicomotora, exaltação, loquacidade e até logorreia. 
Durante a sessão, observou-se que ela se mantinha alegre e brincalhona, mas com o tempo, 
revelou-se irritada, arrogante, com alterações de humor entre euforia e elação. A paciente 
falava mais do que pensava. (DALGALARRONDO, Paulo. Evolução do Cérebro. São Paulo: 
Artmed, 2001, p. 406). 
Este quadro psicopatológico é conhecido como: 
(A) Paranoia. 
(B) Transtorno bipolar. 
(C) Histriônico. 
(D) Mania. 
COMENTÁRIOS: 
(A) INCORRETA. A paranoia traz um sentimento extremo de desconfiança, mal 
fundamentado, podendo envolver inclusive delírios de perseguição. É como se tudo que 
ocorresse no mundo fosse direcionado para o indivíduo e um sinal para ele. 
(B) INCORRETA. O transtorno bipolar tem episódios depressivos alternados com estados 
de mania. 
(C) INCORRETA. No transtorno de personalidade histriônico, o paciente tem forte 
necessidade de chamar atenção para si, buscando fortemente aprovação, expressando seus 
sentimentos de forma desproporcional. 
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(D) CORRETA. Na mania, o paciente apresenta humor elevado de forma persistente, 
mostrando-se excessivamente expansivo. Pode aparecer sob forma de agitação 
psicomotora, exaltação, taquipsiquismo e irritação elevada. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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7 – RESOLUÇÃO DE QUESTÕES 
 
Oi, pessoal! Essas noções introdutórias de Psicopatologia não são tão comuns em provas, 
por isso temos poucas questões de 2018 a 2020, ok? Trabalharemos muitas questões nas 
próximas aulas sobre os Transtornos de acordo com o DSM5 e CID-10, que é o que 
despenca em prova! 
 
1. (Divinópolis – IBFC – 2018) 
O conceito de normalidade na área da saúde mental é um conceito constantemente debatido, 
principalmente quando está envolvido na elucidação diagnóstica. Nesse processo de saúde x 
doença mental, assinale como verdadeiras (V) ou falsas (F) as afirmações em relação ao conceito 
de normalidade: 
 
( ) Em casos limítrofes, em que as barreiras entre o normal e o patológico não estão bem 
definidas, o conceito de normalidade é uma questão controversa. 
 
( ) A definição do conceito de normalidade independe da abordagem teórica do profissional, 
suas opções filosóficas e ideológicas. 
 
( ) Historicamente, o uso de termos como típico, e aceitável foram criticados pelo caráter 
ambíguo, por envolver julgamento de valores, e variar para cada cultura. 
 
A ordem correta de afirmações verdadeiras e falsas, de cima para baixo é: 
 
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a) F; F; V 
b) V; V; V 
c) F; V; F 
d) V; F; V 
 
COMENTÁRIOS: 
 
(V) Em casos limítrofes, em que as barreiras entre o normal e o patológico não estão bem 
definidas, o conceito de normalidade é uma questão controversa. 
Dalgalarrondo (2000) traz essa informação: 
“Obviamente, quando se trata de casos extremos, cujas alterações comportamentais e mentais são 
de intensidade acentuada e de longa duração, o delineamento das fronteiras entre o normal e o 
patológico não é tão problemático. Entretanto, há muitos casos limítrofes, nos quais a 
delimitação entre comportamentos e formas de sentir normais e patológicas é bastante 
difícil. Nessas situações, o conceito de normalidade em saúde mental ganha especial relevância.” 
 
(F) A definição do conceito de normalidade independe da abordagem teórica do profissional, 
suas opções filosóficas e ideológicas. 
 Falso! Pelo contrário, uma vez que não há um conceito unanime de normalidade, a definição 
deste conceito depende das opções filosóficas e ideológicas do profissional. 
“Há vários critérios de normalidade e anormalidade em medicina e psicopatologia. A adoção de 
um ou outro depende, entre outras coisas, de opções filosóficas, ideológicas e pragmáticas 
do profissional (Canguilhem, 1978)” (Dalgalarrondo, 2000) 
 
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(V) Historicamente, o uso de termos como típico, e aceitável foram criticados pelo caráter 
ambíguo, por envolver julgamento de valores, e variar para cada cultura. 
Verdadeiro! “Típico” e “aceitável” não são conceitos absolutos, e por isso considera-se que 
devam ser evitados. 
“Há questões particularmente difíceis na determinação de normalidade/anormalidade em 
psicopatologia. Historicamente, essas noções receberam grande carga valorativa; assim, definir 
alguém como normal ou anormal psicopatologicamente tem sido associado aquilo que é desejável" 
ou "indesejável", ou aquilo que e "bom" ou "ruim". Tais valores, mesmo que se busque esclarecer 
que não devam estar presentes, retornam quase sempre, de forma explícita ou camuflada, quando 
se caracteriza alguém como "anormal" psicopatologicamente (Duyckaerts, 1966).” 
 
RESPOSTA: E. 
 
2. (UFABC – VUNESP – 2019) A capacidade de se situar em relação a si mesmo e em relação ao 
ambiente é um elemento básico da atividade mental. A desorientação temporoespacial é um dos 
sintomas mais frequentes dos 
 
a) estados depressivos. 
b) distúrbios somáticos. 
c) episódios maníacos. 
d) quadros psico-orgânicos. 
e) transtornos de pânico. 
 
COMENTÁRIOS: 
Segundo Dalgalarrondo (2008, p. 110): 
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“A desorientação temporoespacial ocorre, de modo geral, em quadros psico-orgânicos, 
quando três áreas encefálicas são comprometidas: 1. Nas lesões corticais difusas e amplas ou em 
lesões bilaterais, como na doença de Alzheimer. 2. Nas lesões mesotemporais do sistema límbico, 
como na síndrome de Korsakoff. 3. Em patologias que afetamo tronco cerebral e o sistema 
reticular ativador ascendente (comprometendo o nível de consciência), como no delirium e nas 
demais síndromes decorrentes de alteração do nível de consciência” 
RESPOSTA: D. 
 
3. (Pref Petrolina – IAUPE – 2019) No âmbito da psicopatologia, distinguimos um sinal de um 
sintoma, em função de uma condição psicopatológica ser uma manifestação 
 
a) Objetiva / Subjetiva. 
b) Cultural / Social. 
c) Psíquica / Orgânica. 
d) Específica / Inespecífica. 
e) Singular / Padrão. 
 
COMENTÁRIOS: 
 
Dalgalarrondo fala sobre o assunto: 
 
“Os signos de maior interesse para a psicopatologia são os sinais comportamentais objetivos, 
verificáveis pela observação direta do paciente, e os sintomas, isto é, vivências subjetivas 
relatadas pelos indivíduos, suas queixas e narrativas, aquilo que o sujeito experimenta e, de 
alguma forma, comunica a alguém.” 
RESPOSTA: A. 
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4. (PC ES – AOCP – 2019) Acerca do grupo dos transtornos psicóticos, é possível indicar a 
esquizofrenia como um de seus principais representantes. Considerando os sintomas típicos da 
esquizofrenia, assinale a alternativa que apresenta três desses sintomas. 
 
a) Instabilidade de humor, alucinações e discurso desorganizado. 
b) Conversões, delírios e alucinações. 
c) Compulsões alimentares, obsessões e delírios. 
d) Discurso desorganizado, obsessões e alucinações. 
e) Delírios, alucinações e discurso desorganizado. 
 
COMENTÁRIOS: 
Segundo Ferreira (2010, p. 229): 
“Os sintomas característicos das esquizofrenias, abordados de uma forma generalista, são, a saber: 
• Delírios; 
• Alucinações; 
• Discurso desorganizado (frequente descarrilamento ou incoerência); 
• Comportamento acentuadamente desorganizado ou catatônico; 
• Sintomas negativos (isto é, embotamento afetivo, alogia ou abulia).” 
 
Alogia = falta de lógica nas ações; abulia = ausência de vontade do indivíduo ou a diminuição 
notável da sua energia 
 
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a) INCORRETA. A “Instabilidade de humor” encontra-se relacionada, principalmente a 
estruturas neuróticas, por exemplo, como as manifestações típicas de Transtorno Bipolar.) 
b) INCORRETA. “Conversões” relacionam-se, principalmente, a estruturas neuróticas, 
exemplificada através de manifestações típicas da Histeria.) 
c) INCORRETA. “Compulsões e obsessões” relacionam-se comumente a estruturas neuróticas, 
exemplo disso é o chamado Transtorno Obsessivo Compulsivo.) 
d) INCORRETA. Vide letra “C” em relação a obsessões.) 
e) CORRETA. Tais sintomas, conforme literatura supracitada são compatíveis com estruturas 
psicóticas, exemplificada através da Esquizofrenia.) 
 
5. (PC ES – AOCP – 2019) O conceito de normalidade é de difícil definição e grande controvérsia. 
Do mesmo modo, é importante, por exemplo, para o estabelecimento de políticas assistenciais. 
Um modo possível de definição é o estabelecimento de critérios. Qual, dentre os seguintes 
critérios, NÃO pode ser classificado como um critério de definição de normalidade? 
 
a) Normalidade como ausência de doença. 
b) Normalidade ideal. 
c) Normalidade como excelência. 
d) Normalidade estatística. 
e) Normalidade como bem-estar 
 
COMENTÁRIOS: 
Os principais critérios de normalidade utilizados em psicopatologia, segundo Dalgalarrondo 
(2008, pp. 33-34) são: 
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“1. Normalidade como ausência de doença. [...] Tal critério é bastante falho e precário, pois, 
além de redundante, baseia-se em uma “definição negativa”, ou seja, define-se a normalidade não 
por aquilo que ela supostamente é, mas, sim, por aquilo que ela não é, pelo que lhe falta (Almeida 
Filho; Jucá, 2002). 
 
2. Normalidade ideal. A normalidade aqui é tomada como uma certa “utopia”. Estabelece-se 
arbitrariamente uma norma ideal, o que é supostamente “sadio”, mais “evoluído”. Tal norma é, de 
fato, socialmente constituída e referendada. Depende, portanto, de critérios socioculturais e 
ideológicos arbitrários, e, às vezes, dogmáticos e doutrinários. 
 
3. Normalidade estatística. A normalidade estatística identifica norma e freqüência. Trata-se de 
um conceito de normalidade que se aplica especialmente a fenômenos quantitativos, com 
determinada distribuição estatística na população geral (como peso, altura, tensão arterial, horas 
de sono, quantidade de sintomas ansiosos, etc.). O normal passa a ser aquilo que se observa com 
mais freqüência. 
 
4. Normalidade como bem-estar. [...] É um conceito criticável por ser muito vasto e impreciso, 
pois bem-estar é algo difícil de se definir objetivamente. Além disso, esse completo bem-estar físico, 
mental e social é tão utópico que poucas pessoas se encaixariam na categoria “saudáveis”. 
 
5. Normalidade funcional. Tal conceito baseia-se em aspectos funcionais e não necessariamente 
quantitativos. O fenômeno é considerado patológico a partir do momento em que é disfuncional, 
produz sofrimento para o próprio indivíduo ou para o seu grupo social. 
 
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6. Normalidade como processo. Neste caso, mais que uma visão estática, consideram-se os 
aspectos dinâmicos do desenvolvimento psicossocial, das desestruturações e das reestruturações 
ao longo do tempo, de crises, de mudanças próprias a certos períodos etários. Esse conceito é 
particularmente útil em psiquiatria infantil, de adolescentes e geriátrica. 
 
7. Normalidade subjetiva. Aqui é dada maior ênfase à percepção subjetiva do próprio indivíduo 
em relação a seu estado de saúde, às suas vivências subjetivas. O ponto falho desse critério é que 
muitas pessoas que se sentem bem, “muito saudáveis e felizes”, como no caso de sujeitos em fase 
maníaca, apresentam, de fato, um transtorno mental grave. 
 
8. Normalidade como liberdade. Alguns autores de orientação fenomenológica e existencial 
propõem conceituar a doença mental como perda da liberdade existencial (p. ex., Henri Ey). Dessa 
forma, a saúde mental se vincularia às possibilidades de transitar com graus distintos de liberdade 
sobre o mundo e sobre o próprio destino. A doença mental é constrangimento do ser, é fechamento, 
fossilização das possibilidades existenciais. 
 
9. Normalidade operacional. Trata-se de um critério assumidamente arbitrário, com finalidades 
pragmáticas explícitas. Define-se, a priori, o que é normal e o que é patológico e busca-se trabalhar 
operacionalmente com esses conceitos, aceitando as conseqüências de tal definição prévia.” 
 
RESPOSTA: C. 
 
6. (PC ES – AOCP – 2019) Em relação aos vários critérios de normalidade e anormalidade em 
medicina e psicopatologia, assinale a alternativa correta. 
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a) A normalidade como ausência de doença configura como normal a pessoa com aspectos

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