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MATEMÁTICA FINANCEIRA
OPERAÇÕES COMERCIAIS
Porcentagem, taxas de acréscimo,
descontos, taxa de lucro ou margem
sobre o preço de custo e sobre o pre-
ço de venda
Porcentagem
Porcentagem sobre a venda
Porcentagem ou percentagem é a
relação de determinado valor com ca-
da 100 unidades.
Se mencionamos DEZ POR CENTO de
um valor qualquer, estamos dizendo que
de cada 100 partes desse valor tomamos
DEZ PARTES.
DEZ POR CENTO, que é representado
por 10%, chama-se TAXA DE PERCENTA-
GEM. Desta forma, uma fração expressa
com o denominador 100 seria uma per-
centagem e o numerador seria a taxa de
porcentagem.
Na razão 10/100 a taxa de porcenta-
gem é 10. Lê-se DEZ POR CENTO.
Calcular 10% de R$ 500,00
Pode ser calculado por regra de
três simples.
Se em R$ 100,00 temos 10
em R$ 500,00 teremos x
500,00 x 10
Logo, x será = -------------- = R$ 50,00
100
Principal é o número ou a quantia
sobre a qual se calcula a porcentagem. No
exemplo dado, o principal é de R$ 500,00.
Exercícios:
Calcular:
01) 15% de R$ 30.000,00
02) 25% de R$ 99.000,00
03) 4% de R$ 70.400,00
04) 8,5% de R$ 425.000,00
05) 10,2% de R$ 510.000,00
06) 4,7% de R$ 940.000,00
07) Qual a percentagem obtida com a
venda por R$ 348,00 de uma máquina de
calcular adquirida ao preço de custo de R$
240,00?
08) O preço de custo de um computa-
dor é de R$ 3.600,00. Desejando obter
um lucro bruto de 60%, qual seria o valor
de venda?
09) Um negociante efetua compra de
mercadorias no valor de R$ 27.000,00.
Qual será o seu lucro se aplicar uma taxa
de 90% desse valor e os seus gerais fo-
rem de 20% sobre o preço de venda?
10) Um vendedor ganhou R$ 2.700,00.
Sendo a comissão de 9%, pergunta-se
qual o valor de compra da mercadoria.
Percentagem sobre a compra
A percentagem também pode ser
calculada sobre o preço de compra. Neste
caso, 100% é o preço de compra.
Exemplo:
Uma mercadoria adquirida por R$
750,00 foi vendida com um lucro de R$
150,00. Pergunta-se qual a taxa lucro ou
margem sobre o preço de custo e sobre o
preço de venda?
Preço de custo:
R$ 750,00 – 100%
R$ 150,00 – x
150,00 x 100
750
X = = 20% é lucro sobre o
preço de venda.
Preço de venda:
R$ 900,00 – 100%
R$ 750,00 - x
150x100
900
x = =16,66%
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Exercícios:
01) Determine a porcentagem de lucro
sobre o valor de compra de uma merca-
doria que custou R$ 480,00 e foi vendida
por R$ 648,00.
R. 35%.
02) Sabendo que um bem vendido por
1.261,50 custou R$ 870,00,00, determine
os percentuais sobre os preços de custo e
de venda.
R. 45% e 31%.
03) A venda de um automóvel por R$
12.650,00 ensejou um lucro de 10% so-
bre o preço de custo. Determine o custo.
R. R$ 11.500,00
04) Tendo ganho R$ 330,00 na venda de
um computador por 2.530,00, qual foi a
porcentagem sobre o preço de compra?
R. 15%
05) Uma venda por R$ 6.250,00 ensejou
um lucro de 20% sobre esse valor. Calcu-
le a porcentagem sobre o preço de com-
pra.
R. 25%
Venda com desconto
Uma mercadoria que constava na
vitrine por R$ 480,00 teve um desconto
de 20%.
Pergunta-se quais os valores do desconto
e da venda?
100,00 – 20% (se em 100 o desconto é
de 20)
480,00 - x (em 480,00 o desconto será de
x)
480,00 20
100
xx = =R$ 96,00 (foi o valor do
desconto)
480,00 – 96,00 = 384,00 (foi o valor de
venda)
Exemplo:
Uma impressora vendida por R$ 504,00
teve um desconto de 40%. Qual o valor
anunciado pela loja?
60% – 504,00 (se 60% equivale a R$ 504,00)
100% - x (100% equivalerá a x)
Logo:
100%x504,00
60
x = == 840,00 é o preço a-
nunciado pela loja, sem desconto.
Exercícios:
01) O preço de um automóvel é de R$
24.000,00, mas, se pago a vista, o valor é
reduzido para R$ 21.120,00. Qual a per-
centagem de desconto?
R. 12%
02) Ao pagar R$ 607,20 por uma merca-
doria que valia 660,00, qual foi o descon-
to obtido?
R. 8%
03) Um bem vendido por 1.107,00 custou
820,00. Qual o percentual de acréscimo?
R. 35%
04) Ao pagar uma conta de R$ 1.450,00,
desembolsei R$ 1.580,50. Qual foi a mora
cobrada pelo atraso?
R. 9%
05) Um bem que valia R$ 360,00 foi ad-
quirido por R$ 400,00. Qual o valor do
ágio?
R. 11%
Taxa de porcentagem
Considere o seguinte anúncio de jornal: “
Vendem-se tênis: desconto de 50%”.
Observe que neste anúncio aparece a ex-
pressão 50%, que se lê cinqüenta por
cento, e pode ser indicada por 50 em 100
ou
50
100
. A expressão “50% de desconto”
pode ser entendida como um desconto de
$ 50,00 em cada $ 100,00 do preço de
uma mercadoria.
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Expressão Leitura Significado
“18% não
votaram”
18 por
cento não
votaram
Em cada 100
eleitores 18 não
votaram.
“ 40% não
vieram”
40 por
cento não
vieram
Em cada 100
pessoas 40 não
vieram
As expressões 18% e 40% podem ser in-
dicadas na forma de fração, por 18 e
40 , respectivamente. Como essa frações
possuem denominadores iguais a 100,
são denominadas frações centesimais.
Os numerais 40% e 18% são taxas cen-
tesimais ou taxas de porcentagens,
pois expressam a razão que existe uma
grandeza e 100 elementos do universo
dessa grandeza .
Escreva as frações seguintes na for-
ma de taxa de centesimal:
a)
15
100
.
b)
37
100
.
c)
70
100
.
d)
81
100
.
e)
3
100
.
f)
4
25
.
Escreva cada taxa de porcentagem na
forma de fração centesimal:
a) 18%
b) 52%
c) 4%
d) 35%
e) 10%
f) 100%
Cálculo da taxa de porcentagem
O cálculo da taxa de porcentagem pode
ser realizado utilizando-se uma regra de
três simples. Vejamos algumas situações
onde esse cálculo é utilizado.
1º situação
Depositando-se $60,00 numa caderneta
de poupança, ao final de um mês obtêm-
se $75,00. Vamos calcular a taxa de por-
centagem desse rendimento:
$ 60,00 é a quantia principal do
problema ;
$ 15,00 é o rendimento obtido no
período.
Organizamos uma regra de três simples,
onde:
$ 60,00 correspondem a 100% investi-
dos;
$ 15,00 correspondem a x% do que foi
investido.
Essa regra de três simples é direta:
$60 100
$15 x
↓ ↓
60 100 100.15
15 60
= ⇔ Χ =Χ ⇔ X = 25
portanto, a taxa de rendimento foi de
25%.
Exercícios
1. Calcule:
a) 20% de 1 000 pessoas,
b) 70% de 80 cavalos.
c) 9% de 10 000 doentes com dengue.
d) 40% de 90 pregos.
e) 7,5% de 200 ovos.
f) 0,45% de 2 000 laranjas.
1. Resolva os seguistes problemas:
a) A quantia de $ 945,00 é igual a quan-
tos por cento de $ 4 500,00?
b) E uma classe de 50 alunos, comparece-
ram 35. Qual a taxa percentual de ausên-
cia?
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c) Num exame de 110 questões, um aluno
errou 10%. Quantas questões ele acer-
tou?
d) Obtive 14% de desconto numa compra
de $ 24.000,00. Quanto paguei?
e) O preço marcado de um produto era $
2.500,00. Paguei apenas $ 2.000,00, pois
obtive um abatimento. Qual foi a taxa de
porcentagem do desconto?
f) Economizei $ 840,00 ao obter um des-
conto de 12% na compra de uma roupa.
Qual era o preço marcado inicialmente
nessa roupa?
g) Gastei 20% de meu salário em uma
mercadoria que me custou $ 5.000,00.
Qual o valor do meu salário?
CONCEITOS BÁSICOS
Juros, principal, montante, taxas de
juros, fluxo de caixa, contagem de
dias, anos comercial e civil, regra do
banqueiro
Juros.Custo do capital durante determinado
período de tempo.
Taxa de Juros.
Unidade de medida do juro que cor-
responde à remuneração paga pelo uso do
capital, durante um determinado período
de tempo. Indica a periodicidade dos ju-
ros.
Observação.
Em nosso curso usaremos a taxa uni-
tária para que o cálculo fique simplificado,
quando estivermos utilizando fórmulas
para realizar os cálculos.
Montante.
Capital empregado mais o valor acu-
mulado dos juros.
Fluxo de Caixa.
Conjunto de entradas e saídas, dispos-
tas ao longo do tempo, geralmente repre-
sentado por um diagrama, também cha-
mado de horizonte financeiro, constituído
por um eixo horizontal, que representa a
linha do tempo, tendo acima as entradas
e abaixo as saídas, e vice-versa.
Cálculo do número de dias
Ano comercial são os juros calculados com
uma taxa diária a partir de 360 dias.
Ano civil são os juros calculados com uma
taxa diária a partir de 365dias.
Juros Exatos ou Regra do Banqueiro
São os juros calculados com uma taxa
diária a partir de um ano civil (365dias).
Observação
Por convenção, usam-se sempre os
juros comercias, a não ser quando é ex-
plícito o contrário.
Tempo Exato.
Quando se considera o número exato
de dias contados no calendário.
Tempo Aproximado.
Quando se considera qualquer mês
como tendo 30 dias.
Taxas Proporcionais ou Nominais.
Duas taxas se dizem proporcionais,
quando há uma proporção entre as gran-
dezas em que se expressam e as dura-
ções dos períodos de tempo a que se refe-
rem.
Como a proporção existente, neste ca-
so, é inversa, temos:
Calcular a taxa anual correspondente a
2,5% ao mês.
→ i1.n1 = i2. n2 → 2,5 . 12 = i . 1 → i
= 30% a.a.
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Juros simples
Considere a seguinte situação:
“ A importância de $ 100.000,00 foi em-
prestado por um Banco ao cliente Epami-
nondas da Silva. O Banco cobrará do cli-
ente 10% e juros mensal. Quanto será
cobrado?
Vamos denominar e convencionar
uma representação para cada dado do
problema:
O dinheiro emprestado,
$100.000,00, chama-se quantia
principal. Representa-se por C.
A retribuição periódica pela cessão
do dinheiro, eu corresponde à
quantia que será cobrada pelo Ban-
co, é o aluguel que se paga em ca-
da período. Recebe o nome de juro
e representa-se por j.
A taxa de juro, 10% é a taxa que
funciona como o aluguel que o cli-
ente pata por 100 unidades de di-
nheiro que o Banco lhe empresta;
representa-se por i.
A referência de tempo. Um mês em
que o dinheiro ficou aplicado, re-
presenta-se por t.
Problemas desse tipo podem ser resolvi-
dos utilizando-se uma regra de três. Va-
mos estabelecer um problema genérico e
obter uma formula que permite obter a
solução de problemas semelhantes.
“Quem aplica $ 100,00 à taxa de 1% ao
período (ano, ou mês, ou dia etc.) recebe
no fim do período $ 1,00 de juros. Se a-
plicasse um capital C à taxa i ao período,
então receberia o juros j”.
Monta-se uma regra de três compos-
ta:
Capital taxa tempo juro
100 1 1 1
C i t j
↓ ↓ ↓ ↓
Como são grandezas diretamente
proporcionais em relação à grandeza do
juro, podemos escrever:
100 . 1 . 1 = 1 .
C I t j
J = C i t
100
Vamos calcular o juros pago por uma pes-
soa que tomou emprestada quantia de $
50 000,00, durante 8 meses, a uma taxa
de 1,2% ao mês:
Dados
C = $ 50.000,00 j = C i t
I = 1,2% ao mês 100
t = 8 meses j = 50.000 . 1,2 . 8
j = ? 100
j = 4.800
foram pagos $ 4.800,00 de juro.
Vamos, agora , determinar a quantia que
deve ser aplicada por uma pessoa a uma
taxa de 6% ao ano, para que após 2 anos
receba $ 18.000,00 de juro.
Dados
C = ? j = C i t
I = 6% ao ano 100
t = 2 anos 18.000 = C . 6 . 2
j = $ 18.000,00 100
12 . C = 1. 800.000
C = 18.000.000
12
C = 150.000
A quantia que deve ser aplicada é de
$150.000,00.
Exercício
1. Resolva os seguintes problemas :
a) Qual o juro sobre $ 25.000,00 à taxa
de 1% ao mês, em 16 meses?
b) A que taxa foi depositado o capital de
$15.000,00 que em 4 anos produziu $
6.000,00 de juros?
c) Qual o capital que, aplicado a 3% ao
mês , produz $ 6.000,00 de juro em 10
meses?
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d) Uma pessoa toma emprestado de um
Banco $ 54.000,00 e após 6 meses e 15
dias devolve $60.000,00. A que taxa foi
tomado o empréstimo?
e) Uma pessoa empregou $ 50.000,00 .
Sabendo-se que após 10 meses ela irá
receber $ 100.000,00 calcule a que taxa
de juro foi empregado este dinheiro.
f) Qual o capital que aplicado a 8% ao
mês, num período de 6 meses, produz $
24.000,00 de juro?
g) A que taxa foi empregado o capital de
$25.000,00, sabendo
h) Uma pessoa toma emprestado $
10.000,00 durante 5 meses. Qual a taxa
de juro que essa pessoa pagou, sabendo-
se que ela devolveu $ 15.000,00?
JUROS SIMPLES
Cálculo dos juros, do principal, da ta-
xa, do prazo e do montante.
Como já vimos anteriormente, Juro
é a remuneração paga por um capital em-
prestado, calculado sobre determinada
taxa e período.
Nos juros simples, a remuneração
sempre é calculada sobre o principal ou
valor emprestado.
Exemplo:
Um capital de R$ 1.000,00, em-
prestado durante 5 anos a 10%a.a.
PERÍODO SALDO
INICIAL
JUROS MONTANTE
0 1.000,00 0 1.000,00
1 1.000,00 100,00 1.100,00
2 1.100,00 100,00 1.200,00
3 1.200,00 100,00 1.300,00
4 1.300,00 100,00 1.400,00
5 1.400,00 100,00 1.500,00
Fórmula tradicional para cálculo dos
juros
j Cit=
100
Fórmula Atual
j Cin= (sempre i/100)
MONTANTE (NOS JUROS SIMPLES)
M = C + J
Não tendo o valor dos juros, utilizar a sua
fórmula
M = C + Cin
Coloca-se C em evidência
M C Cin
---- = --- + ----- (Simplificando C:C= 1 e
C C C Cin:C = in)
M
--- = 1 + in (C dividindo para o outro
C lado multiplicando)
Logo, a formula do montante nos ju-
ros simples :
M = C(1 + in)
Exemplo 1:
Quanto receberá quem aplicar R$
100.000,00, à taxa de juros simples de
5%a.m., durante um mês?
M = 100.000,00 (1+0,05.1) = 105.000,00
Obedecendo a hierarquia das ope-
rações, primeiro elimina-se os parêntesis.
Para tanto, dentro deles, em primeiro lu-
gar efetuamos a multiplicação de 0,05 por
1 = 0,05. Após, soma-se ao número UM e
o resultado é multiplicado pelos
100.000,00.
Exemplo 2:
(prazo da operação diferente do prazo da
taxa)
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Qual será o montante de um capital
de R$ 100.000,00, aplicado à taxa de ju-
ros de 5%a.m. durante 45 dias?
45100.000,00(1 0,05. )107.500,00
30
M = +
(0,05 x 45 : 30 + 1) x 100.000,00 =
107.500,00
Cálculo com prazo fracionário:
Qual o montante produzido pelo
capital de R$ 5.000,00, à taxa de 2%a.m.
e prazo de 45 dias?
Com taxa mensal o prazo é dividido por
30:
M = 5.000,00 (1 + 0,02.45/30) =
R$ 5.150,00
Com taxa anual o prazo é dividido por
360.
M = 2.000,00 (1 + 0,18 . 60/360)
= 2.060,00
CAPITAL
Se M = C(1+in)
M
--- = C
(1 + in)
Ou, invertendo a ordem
M
C = -------
(1 + in)
Qual o capital que, aplicado durante
45 dias, à taxa de juros simples de
5%a.m., gerou um montante de R$
107.500,00?
107.500,00C = --------------------- = 100.000,00
(1 + 0,05 . 45/30)
TAXA
Se M = C(1 + in)
M
--- = 1 + in
C
Inverte-se:
M
1 + in = ---
C
M
in= ---- - 1
C
Logo:
M
---- - 1
C
i = ---------
n
Utilizando os dados do problema an-
terior:
107.500,00
-------------- - 1
100.000
i = ------------------- = 0,05
45/30
Se 1 equivale a 0,05
100 equivalerá a x
100 x 0,05
Logo: x = ------------- = 5% a.m.
1
PRAZO
Utilizando os dados do problema
anterior.
107.500,00
-------------- - 1
100.000,00
n = -------------------- = 1,5 mês
0,05
Se 1 mês tem 30 dias
1,5 meses terá x dias
1,5 x 30
Logo: x = ------------ = 45 dias
1
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Exercícios:
01) Uma aplicação, com taxa de
31,5%a.a., em dois anos e meio acusou
um saldo de R$ 53.625,00. Qual o capital
inicial? R. R$ 30.000,00.
02) Um montante de R$ 11.115,00 foi
formado à taxa de 7%a.a., em dois anos.
Quais os juros? R. 1.365,00
03) À taxa de juros de 8,5% e prazo de
dois anos e seis meses foi formado um
montante de R$ 13.337,50. De quanto
foram os juros? R. 2.337,50.
04) Tendo recebido 821,84 após 91 dias
de aplicação, à taxa de 0,9% a.m., calcu-
lar os juros. R. 21,84
05) Tendo pago 675,50 após 13 meses
de ter efetuado uma compra por 500,00,
qual foi a taxa praticada? R. 2,7% a.m.
06) Resgatei a importância de R$
1.388,80 após decorridos 3 meses da
venda de um carro por R$ 1.240,00. Qual
a taxa anual cobrada? 48% a. a.
07) Quanto tempo será necessário para
que R$ 4.000,00 seja transformado em
R$ 4.375,00, a taxa de 45% a.a.? R. 75
dias.
08) Na aquisição de um bem por R$
6.000,00, determinar qual o montante
após 180 dias e taxa de 7,%a.t. R.
6.900,00.
09) Sendo os juros de R$ 345,60, o ca-
pital inicial de R$ 12.000,00 e o prazo de
72 dias, determine a taxa mensal. R.
1,2%
10) Apliquei R$ 2.400,00 ao prazo de
45 dias e taxa de 2,7%a.m. Qual o mon-
tante da operação?
JUROS COMPOSTOS
Cálculo dos juros, do principal, da ta-
xa, do prazo e do montante; conven-
ções linear e exponencial para perío-
dos não inteiros; utilização de tabelas
para cálculos.
São aqueles calculados sobre o
montante anterior.
Exemplo:
O capital de R$ 100,00, a juros
compostos de 10%a.a., montará a quanto
ao final de 4 anos?
Ano Capital
inicial
Juros
anuais
Montante
0 - - 100,00
1 100,00 10,00 110,00
2 110,00 11,00 121,00
3 121,00 12,10 133,10
4 133,10 13,31 146,41
Pela fórmula dos juros simples temos:
j = Cin
Logo, a fórmula dos juros sim-
ples fica:
j = M – C (isolando M, fica)
- M = - C – j (para que a incógnita
“M” não fique negativa, substituímos o
sinal de todos. Logo:
M = C + j
Substituindo "j" pela sua fórmula,
temos:
M = C + C.i.n
Colocando C em evidência:
M = C(1 + in)
Como "n" será sempre um = 1, que
é o período de capitalização, o "n" pode
ser eliminado da fórmula, porque qualquer
número multiplicado por "1" = ao próprio
número.
M = C(1 + i)
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Exemplo:
Quanto receberei, se aplicar R$
100,00, à taxa de juros compostos de
10%a.a., durante três anos?
M = 100 (1 + 0,1)(1 + 0,1)(1 + 0,1)
M = 100 (1,1)(1,1)(1,1)
Ou
M = 100(1,1)3 = 133,10
A fórmula básica, no montante pe-
los juros compostos, então, é:
M = C(1+i)n = 133,10
EXEMPLOS COM PRAZO FRACIONÁRIO
Exemplo
Sendo o capital inicial de R$
4.000,00, determine os juros compostos
ao final de 4 anos, à taxa de 6,3%a.a.
Para efetuarmos este cálculo,
necessitamos recorrer à Tábua Financeira
de Juros Compostos, utilizando 7 casas
decimais.
A taxa de 6,3% não existe na tá-
bua. Ela está compreendida entre 6% e
7% para 4 anos. (Tábua II)
6% ... 1,262.4770
e 7% ... 1.310.7960
1% ... 0,048.3190
Para acharmos o valor de 0,3%, para ser
acrescentado aos 6%, efetuamos uma
regra de três:
1% - 0.048.3190
0,3% - x
Então, o número correspondente a 6,3% é
1,2624770 + 0,01449570 = 1,2769727
O montante será: 4.000 x 1,2769727 =
5.107,89
Logo, os juros serão: 5.107,89 – 4.000,00
= 1.107,89
Exemplo
Qual o prazo necessário para que um de-
pósito de 3.000,00, a taxa de 8%a.a.,
produza um montante de R$ 5.025,00?
M 5.025,00
--- = ------------ = 1,675
a 3.000,00
Na Tábua II, o número 1,675 não existe
na coluna de 8%. Esse número está com-
preendido entre os números 6 e 7.
1,5868743 corresponde a 6 anos
e 1,7138243 corresponde a 7 anos
0,1269500 corresponde a 1 ano
0,0881257 corresponde a x
Se 1 ano tem 360 dias
0,6941764 do ano terá x dias
1 mês tem 30 dias
0,33 meses terá x dias
Logo a resposta será: 6 anos, 8 meses e
10 dias.
Exercícios: (as respostas serão apro-
ximadas)
1) Quanto receberei ao final de 32 dias se
aplicar R$ 200,00, à taxa de 2,4%a.a.? R.
205,00.
2) Por quanto tempo um capital de R$
50.000,00 ficou depositado , a juros de
5% a. a., gerando um montante de R$
65.000,00? R. 5a 4m 13d
3) A que taxa devo aplicar R$ 60.000,00 a
juros compostos para, aos 10 anos rece-
X = 0,048319 x 0,3/1 = 0,01449570
x=1,675 – 1,5868743 =0,0881257
0,0881257 x 1 / 0,12695 = 0,6941764
0,6941764 x 360 / 1 = 249,9 dias
249,9 dias / 30 = 8,33 meses
0,33 x 30 / 1 = 9,9 (ou 10 dias)
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14
ber o montante de 120.000,00? R 7,174%
a.a.
4) Uma aplicação de R$ 20.000,00, a taxa
de juros compostos de 5%a.a, sem mo-
vimento durante 9 anos terá um montan-
te de quanto? R$ 31.026,60
5) Qual o tempo necessário para um capi-
tal qualquer duplicar à taxa de juros com-
postos de 8% a.a.? R 9a 2d.
6) Determine qual o capital deverei aplicar
à taxa de juros compostos de 6%a.a. pa-
ra, ao final de 6 anos, chegar a um mon-
tante de R$ 17.765,00. R. 25.200,00.
7) A que taxa devo emprestar R$
50.000,00 à taxa de juros compostos, pa-
ra, em 5 anos, possuir um montante de
R$ 85.000,00.
8) Tendo aplicado R$ 42.500,00 e recebi-
do R$ 36.726,60, à taxa de juros compos-
tos de 5%a.a., qual foi o prazo da opera-
ção? R 3 anos.
9) Efetuei uma aplicação de R$ 30.000,00
à taxa de juros compostos de 7%a.a. e
prazo de 4 anos e 2 meses. Determine o
montante. R 39.782,70.
10) Tendo recebido R$ 80.000,00, à taxa
de juros compostos de 7,45%a.a. e 4 a-
nos de prazo, qual foi o capital aplicado?
R. 60.000,00.
TAXAS
Equivalência entre taxas de desconto
Nas operações de desconto COMERCIAL,
haverá sempre uma taxa implícita de ju-
ros, também chamada de “taxa efetiva”
da operação.
Podemos encontrar a relação entre a taxa
de desconto e a taxa efetiva (ou taxa im-
plícita de juros) através das fórmulas a-
baixo:
( )d
i
i n
= + ⋅1 ou ( )i
d
d n
= − ⋅1
A taxa “i” (desconto racional) também é
conhecida como “taxa efetiva” da opera-
ção.
Neste tipo de operação DC = DR
Diferença entre os descontos:
( )D D i nC R= ⋅ + ⋅1
Neste tipo de operação i = d.
QUESTÃO DE CONCURSO (RESOLVI-
DA)
01) TFC/2001 (ESAF) - Um indivíduo ob-
teve um desconto de 10% sobre o valor
de face de um título ao resgatá-lo um mês
antes do seu vencimento em um banco.
Como estaoperação representou um em-
préstimo realizado pelo banco, obtenha a
taxa de juros simples em que o banco a-
plicou os seus recursos nessa operação.
a) 9% ao mês
b) 10% ao mês
c) 11,11% ao mês
d) 12,12% ao mês
e) 15% ao mês
Solução:
Se a taxa de DESCONTO é d = 10%,
quer-se calcular a taxa de juros equiva-
lente para o prazo n = 1 mês. Usando a
fórmula:
i d
d n
= −1 .
Substituindo-se os dados...
i = − = = ≅
01
1 01
01
0 9
1
9
0111,
,
,
,
, ... ou 11,11% a.m.
Resposta: letra c.
CONVENÇÃO LINEAR E EXPONENCIAL
As convenções são utilizadas quando é
pedido no problema a resolução através
de uma das convenções e é dado o tempo
fracionado, por exemplo: 2 meses e 5 dias
ou 258 anos e 2 meses....
LINEAR-> Para resolvermos esse tipo de
problema usa-se a fórmula M = C ( 1 + i )
NOVA EDIÇÃO MATEMÁTICA FINANCEIRA
15
t' x ( 1 + i t''), onde t' é a parte inteira e
t'' é a fração.
Obs: O termo linear refere-se ao fator ( 1
+ it'') que nada mais é do que uma função
linear ou de 1º grau.
Vamos exemplificar:
Se o tempo dado é 5 anos e 6 meses, a
taxa de juros é 10% a.a. e o capital é
R$35.600,00 , então:
M= 35.600 [1 + (10 ÷ 100)]5 x [ 1 + (10
÷ 100) x (6 ÷ 12)]
M = 35.600 (1,6105) x (1,05) =
R$60.200,49.
EXPONENCIAL
A diferença da linear é que se utiliza a
seguinte fórmula:
M = C ( 1 + i ) t' + t''
Obs: O termo exponencial refere-se ao
fator (1 + i) t' + t'' que é uma função ex-
ponencial.
*Considerando os mesmos dados do pro-
blema anterior teremos:
M = 35.600 [ 1 + (10 ÷ 100) ] 5 + (6 ÷
12)
M = 35.600 ( 1,6891 ) = R$60.131,96
TAXAS
Nominal e efetiva; proporcionais en-
tre si; equivalentes entre si em juros
simples e em juros compostos; taxa
over; utilização de tabelas para cálcu-
los.
Taxa Nominal e Efetiva
Para que você guarde a diferença entre a
taxa de juros nominal e efetiva ai vai uma
dica:
Sempre que o prazo de capitalização for o
mesmo que o prazo a que a taxa se refere
teremos uma taxa de juros efetiva.
Já se o prazo de capitalização for diferente
do prazo a que a taxa se refere teremos
uma taxa de juros nominal.
Taxa nominal é a expressão dos juros não
considerando o prazo pelo qual ele incidirá
e efetiva é a taxa ajustada ao prazo cor-
respondente.
Por exemplo:
Um Banco informa que cobra 5% de juros
ao mês. Entretanto, sua operação será
liquidada em 35 dias.
O cálculo que o Banco efetua é demons-
trado a seguir:
Taxa nominal = 5,00% a.m.
Taxa efetiva
Substituindo:{[(((5/100)+1) ^ (35/30))]–
1}*100 = 5,86%
Note que agora a taxa representa os juros
cobrados pelo período. Diz-se então que a
taxa é 5,86 % efetiva ou pelo período.
Taxas Proporcionais
Taxas Proporcionais são taxas de juros
simples, cuja razão possui a mesma cons-
tante de proporcionalidade que os respec-
tivos tempos a que se referem.
1 1
2 2
i n
i n
=
Exemplo:
As taxas de 6% ao ano e 3% ao semestre
são proporcionais, pois:
6% 12 meses
3% 6 meses
=
Taxas Equivalentes
Taxas Equivalentes são aquelas que,
quando aplicadas ao mesmo capital, du-
rante o mesmo intervalo de tempo, pro-
duzirão o mesmo montante.
Em juros simples não há distinção entre
taxas proporcionais e equivalentes, pois
significam a mesma coisa.
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16
Ex.: Aplicando-se, a juros simples, o capi-
tal de R$ 100,00 (ou outro qualquer) a
uma taxa de 24% a.a., durante um ano
teremos o mesmo montante se o capital
for aplicado à taxa de 2% a.m., durante
12 meses.
Em juros compostos, a equivalência se dá
pela fórmula do juro composto:
( ) ( )' "1 21 1n ni i+ = +
onde: i1 2 e i ão as taxas a serem relacio-
nadas; n’ e n” são os prazos, em unidades
compatíveis de tempo.
Taxa Nominal
Taxa Nominal é, na verdade, uma taxa de
juros simples, cuja capitalização ocorre
em período diferente do período de refe-
rência da taxa.
Exemplo: taxa de 24% ao ano com capi-
talização mensal.
Para convertermos uma taxa nominal em
efetiva, utilizamos o critério da proporcio-
nalidade.
Taxa Efetiva
Taxa Efetiva é aquela cujo período de ca-
pitalização coincide com o período da pró-
pria taxa. Normalmente, costuma-se omi-
tir o período de capitalização em uma taxa
efetiva.
Exemplo: taxa de 2% ao mês com capi-
talização mensal, ou, simplesmente, 2%
ao mês.
Taxa Real
Taxa Real é aquela efetivamente paga em
uma operação qualquer, após descontar-
mos a inflação.
1
1
1
+ = ++i
i
ir
ap
i
onde: ir é a taxa real; iap é a taxa apa-
rente e ii é a taxa de inflação.
QUESTÕES DE CONCURSOS (RESOL-
VIDAS)
01) BB/1998 (FCC) - Qual a taxa semes-
tral equivalente à taxa de 25% ao ano?
a) 11,8% b) 11,7% c) 11,6% d)
11,5% e) 11,4%
Solução: Um problema simples de conver-
são de taxas efetivas. Basta aplicarmos a
fórmula:
( ) ( )1 11 1 2 2+ = +i in n
Relacionando “ano” com “semestre”, te-
mos:
n1 = 2 (pois há dois semestre em um a-
no)
n2 = 1
( ) ( )1 1 0 251 2 1+ = +i ,
Como a incógnita do problema é “i1”, de-
veremos extrair a raiz quadrada do se-
gundo membro:
1 1251+ =i ,
É óbvio que, sem usarmos calculadora
eletrônica, é necessário termos uma tabe-
la financeira (que normalmente é forneci-
da com provas que envolvem cálculos de
juros compostos).
Mas, e no caso de não haver tabela na
prova? Teremos um pouquinho mais de
trabalho: iremos representar o 1,25 por
sua fração decimal:
125
100
. A seguir, iremos
decompor o 125 em fatores primos (en-
contramos 53). E 100 = 102. Substituindo
na equação:
1
5 5
10
1 5
10
51
2
2 1
+ = ⋅ ⇒ + =i i .
Nesse ponto, é útil lembrar dos valores
aproximados das seguintes raízes:
2 = 1,414; 3 = 1,732; 5 = 2,236
Ficamos, então, com:
1 1
2
5 1 2 236
2
1 1118 01181 1 1 1+ = ⇒ + = ⇒ + = ⇒ =i i i i. , , ,
Sempre que calculamos a taxa, ela será
dada na forma “unitária”. Para obtermos a
taxa “percentual”, basta multiplicarmos o
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17
resultado encontrado por 100. Desse mo-
do, a taxa será:
i1 = 11,8%
Resposta: letra a
02) BB/1999 (CESPE-UnB) - O valor de
um aluguel era de R$ 400,00 no dia 1º de
julho de 1999 e foi reajustado para R$
410,00 no dia 1º de agosto de 1999. Con-
siderando que a inflação registrada no
mês de julho foi de 1%, é correto afirmar
que a taxa real de juros utilizada no rea-
juste do valor desse aluguel foi
a) inferior a 1,5% b) igual a 1,5%
c) superior a 1,5% e inferior a 2,0%.
d) igual a 2,0% e) superior a
2,0%
Solução:
Calculamos a variação percentual no valor
do aluguel por meio de uma regra de três
simples:
400 100%
10 x
X = × =10 100
400
2 5%, .
Agora devemos "deflacionar” este valor,
ou seja, procuramos aqui a "taxa real":
1
1
1
+ = ++i
i
ir
ap
i
onde: ir = taxa real; iap = taxa
“aparente"; ii = taxa de inflação.
Lembrando de colocar todas as taxas na
forma "unitária" antes de substituirmos na
fórmula acima, obteremos:
1 0,025 1,0251 1,01485
1 0,01 1,01r
i ++ = = =+ ⇒
1,01485 1ri = − ⇒ ir = 1,485%
Observação: O candidato não precisava
realizar o cálculo acima (é um pouco tra-
balhoso...). Basta saber que, ao “deflacio-
narmos” uma taxa, ela será menor do
que a diferença entre elas, ou seja: 2,5%
- 1% = 1,5%. Devemos, então, encontrar
um valor inferior a 1,5%.
A taxa resultante será tanto mais próxima
da diferença simples entre elas, quanto
mais próximas forem as taxas envolvidas
no cálculo. Também faz-se necessário que
as taxas envolvidas no cálculo não sejammuito grandes. Para taxas elevadas ou
para diferenças muito grandes entre as
taxas esse raciocínio não funciona!
Resposta: letra a.
03) BB/1998 (FCC) - Um investidor dispu-
nha de R$ 300.000,00 para aplicar. Divi-
diu esta aplicação em duas partes. Uma
parte foi aplicada no banco alfa, à taxa de
8% ao mês, e a outra parte no banco Be-
ta, à taxa de 6% ao mês, ambas em juros
compostos. O prazo de ambas as aplica-
ções foi de 1 mês. Se, após este prazo, os
valores resgatados forem iguais nos dois
bancos, os valores de aplicação, em reais,
em cada banco, foram, respectivamente:
a) 152.598,13 e 147.401,87
b) 151.598,13 e 148.401,87
c) 150.598,13 e 149.401,87
d) 149.598,13 e 150.401,87
e) 148.598,13 e 151.401,87
Solução: Aplicamos a fórmula do Montan-
te nas duas aplicações. ( )M C i n= +. 1
Como os Montantes das duas aplicações
deverão ser iguais:
( ) ( )C C1 1 2 11 0 08 1 0 06. , . ,+ = + [equação 1] e
C C1 2 300000+ = [equação 2]. Isolando-se
uma das variáveis da equação 1 e substi-
tuindo-se na segunda, vem:
1
2
1,08
1,06
CC ×= ⇒ C C1 1108106 300000+
× =,
,
⇒
106 108 300000 1061 1, , ,× + × = ×C C ⇒
2,14 x C1 = 318000 ⇒ C1 = 148.598,13 ⇒
C2 = 300000 - 148598,13 = 151.401,87
Resposta: letra e
04) CEF/1998 (FCC) - Um capital de R$
2.500,00 esteve aplicado à taxa mensal
de 2%, num regime de capitalização com-
posta. Após um período de 2 meses, os
juros resultantes dessa aplicação serão
a) R$ 98,00
b) R$ 101,00
c) R$ 110,00
d) R$ 114,00
e) R$ 121,00
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18
Solução:
C = 2.500,00; i = 2% a.m.; n = 2 meses;
J = ? (Capitalização Composta)
A fórmula do Montante no regime de capi-
talização composta é: ( )M C i n= +. 1
Entretanto, o problema solicita que se cal-
cule os Juros. Não há uma fórmula especí-
fica para o cálculo direto dos juros em ca-
pitalização composta. Podemos deduzi-la,
associando a fórmula acima a: M = C + J.
Mas não há muita utilidade nisto. Calcula-
remos, então, separadamente o valor do
montante com a primeira fórmula, e, pos-
teriormente, o valor dos juros com a
segunda...
M = 2500 . (1 + 0,02)2 ⇒ M = 2500 .
1,022 ⇒ M = 2500 . 1,0404 ⇒ M =
2601.
M = C + J ⇒ J = M - C ⇒ J = 2601 - 2500
⇒ J=101
Resposta: letra b
05) CEF/1998 (FCC) - Pretendendo guar-
dar uma certa quantia para as festas de
fim de ano, uma pessoa depositou R$
2.000,00 em 05/06/97 e R$ 3.000,00 em
05/09/97. Se o banco pagou juros com-
postos à taxa de 10% ao trimestre, em
05/12/97 essa pessoa tinha um total de
a) R$ 5 320,00
b) R$ 5 480,00
c) R$ 5 620,00
d) R$ 5 680,00
e) R$ 5 720,00
Solução:
Dados:
C1 = 2000 n1 = 2 trimestres
C2 = 3000 n2 = 1 trimestre
i = 10% ao trimestre
Utilizando a fórmula do montante no re-
gime de juros compostos (ver problema
anterior), para os dois depósitos, vem:
M = 2000 . (1,1)2 + 3000 . (1,1)1 ⇒ M =
2000 . 1,21 + 3000 . 1,1 ⇒ M = 2420 +
3300 ⇒
M = 5720
Resposta: letra e
06) PMPA/1993 (PMPA) - Um capital de
CR$ 50.000,00, aplicado a juros compos-
tos, à taxa de 26% ao mês, produzirá um
montante de CR$ 126.023,60 no prazo
de:
Observação: Se necessário, utilize a tabe-
la seguinte:
n 1,26n
1 1,26000
2 1,58760
3 2,00038
4 2,52047
5 3,17580
6 4,00150
7 5,04190
8 6,35279
9 8,00451
a) 2 meses
b) 2 meses e meio
c) 3 meses
d) 4 meses
e) 6 meses
Solução:
Fórmula para cálculo do Montante a juros
compostos: M C i n= +.( )1 . Substituindo-se
os dados do problema na fórmula (C =
50000; M = 126033,60; i = 26% a.m.):
LEMBRE-SE de que a TAXA deve estar na
forma UNITÁRIA para ser substituída na
fórmula!
126023 60 50000 1 0 26, .( , )= + n ⇒
( ) ( )126 126023 60
50000
126 2 520472, , , ,n n= ⇒ = .
Agora, buscamos este valor (ou o MAIS
PRÓXIMO dele possível) na tabela dada.
Assim procedendo, encontramos o valor
de “n”: n = 4
Resposta: letra d.
TESTES PROPOSTOS:
01) A aplicação de R$ 5.000 à taxa de
juros compostos de 20% a.m. irá gerar,
após 4 meses, o montante de:
a) R$ 10.358,00
b) R$ 10.368,00
c) R$ 10.378,00
d) R$ 10.388,00
e) R$ 10.398,00
02) Um investidor aplicou a quantia de R$
20.000,00 à taxa de juros compostos de
10% a.m. Que montante este capital irá
gerar após 3 meses?
a) R$ 26.420,00
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19
b) R$ 26.520,00
c) R$ 26.620,00
d) R$ 26.720,00
e) R$ 26.820,00
03) Um capital de US$ 2,000.00, aplicado
à taxa de 5% a.m., em 1 ano produz um
montante de:
Dado: (1,05)12 = 1,79586
a) US$ 3.291,72
b) US$ 3.391,72
c) US$ 3.491,72
d) US$ 3.591,72
e) US$ 3.691,72
04) A aplicação de um capital de Cz$
10.000,00, no regime de juros compostos,
pelo período de três meses, a uma taxa
de 10% ao mês, resulta, no final do ter-
ceiro mês, num montante acumulado:
a) de Cz$ 3.000,00
b) de Cz$ 13.000,00
c) inferior a Cz$ 13.000,00
d) superior a Cz$ 13.000,00
e) menor do que aquele obtido por juros
simples
05) Um investidor aplicou a quantia de
CR$ 100.000,00 à taxa de juros compos-
tos de 10% a.m. Que montante este capi-
tal irá gerar após 4 meses?
a) CR$ 140.410,00
b) CR$ 142.410,00
c) CR$ 144.410,00
d) CR$ 146.410,00
e) CR$ 148.410,00
06) A caderneta de poupança remunera
seus aplicadores à taxa nominal de 6%
a.a., capitalizada mensalmente, no regime
de juros compostos. Qual é o valor do juro
obtido pelo capital de R$ 80.000,00 du-
rante 2 meses?
a) R$ 801,00
b) R$ 802,00
c) R$ 803,00
d) R$ 804,00
e)R$ 805,00
07) AFC/1993 (ESAF) - Um título de valor
inicial CR$ 1.000,00 vencível em um ano
com capitalização mensal a uma taxa de
juros de 10% ao mês, deverá ser resga-
tado um mês antes do seu vencimento.
Qual o desconto comercial simples à
mesma taxa de 10% ao mês?
a) CR$ 313,84
b) CR$ 285,31
c) CR$ 281,26
d) CR$ 259,37
e) CR$ 251,81
08) AFTN/1985 (ESAF) - Um capital de
Cr$ 100.000 foi depositado por um prazo
de 4 trimestres à taxa de juros de 10% ao
trimestre, com correção monetária trimes-
tral igual à inflação. Admitamos que as
taxas de inflação trimestrais observadas
foram de 10%, 15%, 20% e 25% respec-
tivamente. A disponibilidade do depositan-
te ao final do terceiro trimestre é de, a-
proximadamente:
a) Cr$ 123.065
b) Cr$ 153.065
c) Cr$ 202.045
d) Cr$ 212.045
e) Cr$ 222.045
09) AFCE/1995 (ESAF) - Para que se ob-
tenha R$ 242,00 ao final de seis meses, a
uma taxa de juros de 40% a.a., capitali-
zados trimestralmente(*), deve-se inves-
tir hoje a quantia de:
a) R$ 171,43
b) R$ 172,86
c) R$ 190,00
d) R$ 200,00
e) R$ 220,00
(*) Ver o capítulo sobre taxas, a seguir.
10) BB/1998 (CESGRANRIO) - Um inves-
tidor dispunha de R$ 300.000,00 para a-
plicar. Dividiu esta aplicação em duas par-
tes. Uma parte foi aplicada no banco alfa,
à taxa de 8% ao mês, e a outra parte no
banco Beta, à taxa de 6% ao mês, ambas
em juros compostos. O prazo de ambas as
aplicações foi de 1 mês. Se, após este
prazo, os valores resgatados forem iguais
nos dois bancos, os valores de aplicação,
em reais, em cada banco, foram, respec-
tivamente:
a) 152.598,13 e 147.401,87
b) 151.598,13 e 148.401,87
c) 150.598,13 e 149.401,87
d) 149.598,13 e 150.401,87
e) 148.598,13 e 151.401,87
NOVA EDIÇÃO MATEMÁTICA FINANCEIRA
20
11) BB/1998 (CESGRANRIO) - Um aplica-
dor aplica R$ 10.000,00 em um CDB do
Banco do Brasil, de 30 dias de prazo e
uma taxa prefixada de 3% ao mês. Consi-
derando o Imposto de Renda de 20% no
resgate, o valor líquido a ser resgatado
pelo aplicador, em reais, e a taxa de ren-
tabilidade efetiva da aplicação são, res-
pectivamente:
a) 10.300,00 e 2,40%
b) 10.240,00 e 2,45%
c) 10.240,00 e 2,40%
d) 10.240,00e 2,35%
e) 10.200,00 e 2,35%
12) CEF/1998 (FCC) - Um capital de R$
2.500,00 esteve aplicado à taxa mensal
de 2%, num regime de capitalização com-
posta. Após um período de 2 meses, os
juros resultantes dessa aplicação serão
a) R$ 98,00
b) R$ 101,00
c) R$ 110,00
d) R$ 114,00
e) R$ 121,00
13) CEF/1998 (FCC) - Pretendendo guar-
dar uma certa quantia para as festas de
fim de ano, uma pessoa depositou R$
2.000,00 em 05/06/97 e R$ 3.000,00 em
05/09/97. Se o banco pagou juros com-
postos à taxa de 10% ao trimestre, em
05/12/97 essa pessoa tinha um total de
a) R$ 5 320,00
b) R$ 5 480,00
c) R$ 5 620,00
d) R$ 5 680,00
e) R$ 5 720,00
14) BB/1999 (CESPE-UnB) - Na tabela
abaixo, que apresenta três opções de um
plano de previdência privada com inves-
timentos mensais iguais por um período
de 10 anos, a uma mesma taxa de juros,
capitalizados mensalmente, o valor de x
será
Valor (em reais)
investido men-
salmente
a receber após
10 anos
200,00 41.856,00
500,00 104.640,00
1.000,00 X
a) inferior a R$ 200.000,00.
b) superior a R$ 200.000,00 e inferior a
R$ 205.000,00.
c) superior a R$ 205.000,00 e inferior a
R$ 210.000,00.
d) superior a R$ 210.000,00 e inferior a
R$ 215.000,00.
e) superior a R$ 215.000,00.
15) PMPA/1993 (PMPA) - Um capital de
CR$ 50.000,00, aplicado a juros compos-
tos, à taxa de 26% ao mês, produzirá um
montante de CR$ 126.023,60 no prazo
de:
Observação: Se necessário, utilize a tabe-
la seguinte:
n 1,26n
1 1,26000
2 1,58760
3 2,00038
4 2,52047
5 3,17580
6 4,00150
7 5,04190
8 6,35279
9 8,00451
a) 2 meses
b) 2 meses e meio
c) 3 meses
d) 4 meses
e) 6 meses
16) PMPA/1993 (PMPA) - Urna inflação
mensal de 26% acarreta uma inflação a-
cumulada no semestre, aproximadamen-
te, igual a:
Observação: Se necessário, utilize a tabe-
la da questão anterior.
a) 156%
b) 200%
c) 250%
d) 300%
e) 400%
17) TCDF/1994 (CESPE-UnB) - No Brasil,
as cadernetas de poupança pagam, além
da correção monetária, juros compostos à
taxa nominal de 6% a.a., com capitaliza-
ção mensal. A taxa efetiva bimestral é,
então, de:
a) 1,00025%
b) 1,0025%
c) 1,025%
NOVA EDIÇÃO MATEMÁTICA FINANCEIRA
21
d) 1,25%
e) 12,5%
18) BACEN/1994 (ESAF) - A taxa de 30%
ao trimestre, com capitalização mensal,
corresponde a uma taxa efetiva bimestral
de:
a) 20%
b) 21%
c) 22%
d) 23%
e) 24%
19) AFTN/1991 (ESAF) - Uma aplicação é
realizada no dia primeiro de um mês, ren-
dendo uma taxa de 1% ao dia útil, com
capitalização diária. Considerando que o
referido mês possui 18 dias úteis, no fim
do mês o montante será o capital inicial
aplicado mais:
a) 20,324%
b) 19,6147%
c) 19,196%
d) 18,174%
e) 18%
20) TCU/1992 (ESAF) - Um certo tipo de
aplicação duplica o valor da aplicação a
cada dois meses. Essa aplicação renderá
700% de juros em:
a) 5 meses e meio
b) 6 meses
c) 3 meses e meio
d) 5 meses
e) 3 meses
21) AFTN/1996 (ESAF) - A taxa de 40%
ao bimestre, com capitalização mensal, é
equivalente a uma taxa trimestral de:
a) 60,0%
b) 66,6%
c) 68,9%
d) 72,8%
e) 84,4%
22) AFTN/1996 (ESAF) - Uma empresa
aplica $ 300 à taxa de juros compostos de
4% ao mês por 10 meses. A taxa que
mais se aproxima da taxa proporcional
mensal dessa operação é:
a) 4,60%
b) 4,40%
c) 5,00%
d) 5,20%
e) 4,80%
23) TCDF/1995 (CESPE-UnB) - A renda
nacional de um país cresceu 110% em um
ano, em termos nominais. Nesse mesmo
período, a taxa de inflação foi de 100%. O
crescimento da renda real foi então de:
a) 5%
b) 10%
c) 15%
d) 105%
e) 110%
Gabarito
1 -
b
2 -
c
3 -
d
4 -
d
5 -
d
6 -
b
7 -
a
8 -
c
9 -
d
10
- e
11
- c
12
- c
13
- e
14
- c
15
- d
16
- d
17
- b
18
- b
19
- b
20
- b
21
- d
22
- e
23
- a
OVER
A taxa de “Over Night”, mais comumente
chamada de taxa de “over”, é a taxa de
juros de um dia útil, multiplicada por 30
(convenção de mercado, pois um mês tem
23 dias úteis). É uma forma de expressar
a taxa de juros muito usada no mercado
financeiro, mais especificamente no mer-
cado aberto (open market)
Muitos produtos do mercado tem sua
rentabilidade ou custo expresso na taxa
de OVER (exemplo, CDI, HOT MONEY).
Toda taxa nominal “over’ deve informar
o número de dias úteis que os juros
serão capitalizados de forma que se possa
apurar a taxa efetiva do período.
Exemplo
Suponha que a taxa “over” em determi-
nado momento esteja definida em 5,4%
a.m.. No período de referência da taxa,
estão previstos 22 dias úteis.
Qual a taxa efetiva do período?
Solução
Como a taxa “over” é geralmente
definida por juros simples (taxa nominal),
a taxa diária atinge:
NOVA EDIÇÃO MATEMÁTICA FINANCEIRA
22
%18,0
30
%4,5 ==i
ao dia
taxa nominal
Sabendo que no período de refe-
rência dessa taxa existem 22 dias úteis, a
taxa efetiva é obtida pela capacitação
composta, ou seja:
i = (1 + 0,0018)22 – 1 = 4,04%
a.m.
Em outras palavras, pode-se con-
cluir que 4,04% representam a taxa efeti-
va para 22 dias úteis, ou mesmo para os
30 dias corridos do mês.
Em resumo, os procedimentos de
apurar a taxa efetiva dada uma taxa no-
minal de juros “over” são os seguintes:
Dividir a taxa de “over” geralmente men-
sal, pelo número de dias corridos no perí-
odo para se obter a taxa nominal diária;
Capitalizar a taxa diária pelo número de
dias úteis previsto na operação.
A expressão básica de cálculo da taxa efe-
tiva é:
1
30
1)( −
+=
duoverefetivai
sendo: “over” a taxa nominal mensal “o-
ver”, du o número de dias úteis previsto
no prazo da operação.
Por outro lado, muitas vezes é inte-
ressante transformar uma taxa efetiva em
taxa de “over”. No exemplo acima, foi de-
finida uma taxa nominal “over” de 5,4%
a.m. para um período com 22 dias úteis.
Com isso, calculou-se a taxa efetiva de
4,04% a.m..
Se fosse dada a taxa efetiva para
se transformar em “over”, o procedimento
de cálculo seria o inverso, ou seja:
Descapitalizar exponencialmente a
taxa efetiva para cada dia útil pre-
visto na operação;
Por ser nominal, e definida men-
salmente, a taxa “over” é obtida
pelo produto da taxa descapitaliza-
da pelo número de dias corridos do
mês.
Aplicando-se esses procedimentos na ilus-
tração, tem-se:
i = 4,04% ao mês
du = 22 dias úteis
1)0404,1( 22
1
−=i = 0,18% ao dia útil
OVER = 0,18% x 30 = 5,4% a.m.
A formula de cálculo da taxa “over”, dada
uma taxa efetiva de juros, pode ser de-
senvolvida da seguinte forma:
( ) 3011 1 xiover du
−+=
Substituindo os valores ilustrativos acima,
chega-se aos 5,4% a.m., ou seja:
( ) 3010404,1 221 xover
−=
= 5,4% a.m.
DESCONTO BANCÁRIO SIMPLES
Taxa de desconto, cálculo do valor do
desconto e cálculo do valor descon-
tado (valor presente); taxa efetiva ou
implícita em juros compostos da
operação de desconto bancário
simples; utilização de tabelas para
cálculos.
É a operação de crédito em que são
negociados títulos mediante o abatimen-
to, no ato, de um percentual.
VALOR NOMINAL é o valor ex-
presso no título.
VALOR ATUAL é o Valor Nominal
menos o desconto.
VALOR LÍQUIDO é o valor efeti-
vamente pago ao emitente do título.
A fórmula básica do desconto é
d VN i n= . .
NOVA EDIÇÃO MATEMÁTICA FINANCEIRA
23
VALOR ATUAL = VALOR NOMI-
NAL– DESCONTO
VA = VN - d
Substituindo o "d" pela sua
fórmula:
VA = VN- VN.i.n
Colocando VN em evidência, che-
ga-se à fórmula básica do Valor Atual:
VA VN in= −( )1
Exemplo
Qual o Valor Atual de títulos que
perfazem o total de R$ 100,00, desconta-
dos à taxa de 2%a.m. e prazo de 30 di-
as?
VA = 100,00 (1 - 0,02.1)
VA = 100,00 (0,98) = 98,00
Exemplo com prazo fracionário
Qual o Valor Atual dos títulos que
perfazem o total de R$ 100,00, desconta-
dos à taxa de 2%a.m. e prazo de 36 di-
as?
VA = 100,00 (1 - 0,02 . 36/30)
VALOR NOMINAL
VN
VA
in
= −( )1
Utilizando os dados do exemplo
anterior:
97,60
VN = --------------------- = 100,00
(1 - 0,02 . 36/30)
TAXA
i
VA
VN
n
=
−1
Utilizando os dados do proble-
ma anterior:
97,60
1 - ---------
100,00
i = ------------- = 2%a.m.
36/30
PRAZO
n
VA
VN
i
=
−1
Utilizando os dados do problema an-
terior:
97,60
1 - ------
100,00
n = ------------ = 1,2 meses (visto a taxa ser
0,02 mensal)
Se 1 mês tem 30 dias
1,2 meses terá x dias
Sendo o prazo médio dos títulos de 24
dias, o somatório dos seus valores R$
1.050,00 e a taxa de 1,4%a.m., qual será
o Valor Atual?
VA = 1.050 (1 - 0,014 . 24/30) =
1.038,24
Por quanto tempo serão descontados títu-
los que perfazem R$ 5.540,00, desconta-
dos à taxa de 2,2%a.m., se o Valor Atual
for de R$ 5.401,87?
5.401,86
1 - ------------
5.540,00
n = ----------------- = 1,1334099
0,022
Desconto Simples
X = 30 x 1,2 / 1 = 36 dias
Se 1 mês tem 30 dias
1,1334099 terá x dias
1,1334099 x 30 = 34 dias
NOVA EDIÇÃO MATEMÁTICA FINANCEIRA
24
Desconto Comercial ou “por fora”
Denomina-se Desconto Comercial
Simples de um título de crédito aos juros
simples calculados sobre seu valor Nomi-
nal.
Fórmulas
CD N d n= ⋅ ⋅
onde: DC é o desconto; N é o va-
lor nominal do título, d é a taxa de des-
conto e n é o prazo de antecipação do
título
C CA N D= −
onde: AC é o valor atual comerci-
al; N é o valor nominal do título, DC é o
desconto comercial.
Por uma simples manipulação al-
gébrica, podemos “reunir” as duas fórmu-
las acima:
( )1CA N d n= ⋅ − ⋅
LEMBRE-SE das observações feitas
no capítulo de juros simples (elas
valem para qualquer problema de
Matemática Financeira):
1. Taxa e o prazo devem estar
SEMPRE na mesma referência
de tempo
2. A taxa deve estar na forma U-
NITÁRIA.
Exemplos:
1) Qual é o desconto comercial (ou
bancário) sobre um título de R$ 5.000,00,
resgatado 2 meses antes do seu venci-
mento à taxa de 6% a.m.?
Solução:
Dados: N = 5000
n = 2 meses
i = 6% ao mês
DC = ?
Temos taxa e prazo em meses →
não é necessário fazer transformações de
unidades!
Fórmula: CD N d n= ⋅ ⋅
65000 2 600
100C
D = ⋅ ⋅ =
DC = 600
Resposta: R$ 600,00
2) Calcular o valor atual comercial
de um título cujo valor nominal é R$
1.200,00 à taxa de 15% a.a., descontado
8 meses antes do vencimento.
Solução:
Dados: N = 1200
n = 8 meses
i = 15% a.a.
AC = ?
Temos taxa ao ano e prazo em
meses → iremos converter o prazo para
“ano”, por meio de uma regra de três
simples:
1 ano 12 meses
x 8 meses
8 2
12 3
x = = ano
Podemos realizar os cálculos de
duas formas: (1) calculamos o valor do
desconto, e, a seguir, o valor atual (sub-
traindo o desconto do valor nominal do
título); (2) calculamos o valor atual dire-
tamente pela fórmula (6.2.3).
Utilizaremos o procedimento dado
em (1):
Fórmulas: CD N d n= ⋅ ⋅ e
C CA N D= −
15 21200 120
100 3C
D = ⋅ ⋅ =
AC = 1200- 120 = 1080
Resposta: R$ 1.080,00
3) Uma promissória foi descontada
à taxa de 45% a.a., 1 mês e 12 dias antes
de seu vencimento. Qual o valor nominal
desse título se o desconto comercial foi de
R$ 105,00.
NOVA EDIÇÃO MATEMÁTICA FINANCEIRA
25
Solução:
Dados: DC = 105
n = 1 mês 12 dias
i = 45% a.a.
N = ?
O prazo de antecipação não está
compatível, em unidade de tempo, com a
taxa. Temos aqui: n = (30 + 12) dias, ou
n = 42 dias. Por meio de uma regra de
três, passaremos esse prazo para “ano”:
1 ano 360 dias
x 42 dias
42 7
360 60
x = = ano
Fórmula: CD N d n= ⋅ ⋅
45 7 3 7105 105
100 60 100 4
21 105 400105 2000
400 21
N N
N N N
= ⋅ ⋅ ⇒ = ⋅ ⋅ ⇒
⋅= ⋅ ⇒ = ⇒ =
Resposta: R$ 2.000,00
QUESTÃO DE CONCURSO (RESOLVI-
DA)1
01) TFC/2001 (ESAF) - Um título de valor
nominal de R$ 10.000,00, a vencer exa-
tamente dentro de 3 meses, será resgata-
do hoje, por meio de um desconto comer-
cial simples a uma taxa de 4% ao mês. O
desconto obtido é de
a) R$ 400,00
b) R$ 800,00
c) R$ 1.200,00
d) R$ 2.000,00
e) R$ 4.000,00
Solução:
Um problema de aplicação direta da fór-
mula do Desconto Comercial Simples:
. .CD N d n= , onde:
DC é o desconto comercial simples; N é o
valor nominal do título; d é a taxa de des-
1 Teste extraído do livro: MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO
LÓGICO - 500 questões de concursos resolvidas e comen-
tadas, de autoria do prof. Milton Araújo.
conto; n é o prazo de antecipação. Te-
mos: N = 10000; n = 3 meses; d = 4%
ao mês.
410000 3 1200
100C
D = × × =
Resposta: letra c.
TESTES PROPOSTOS:
01) Uma duplicata foi descontada por fo-
ra, 3 meses e 10 dias antes do seu ven-
cimento, à taxa de 10% a.m., produzindo
um desconto de R$ 40,00. O valor nomi-
nal da duplicata era (R$):
a) 120 b) 100 c) 90
d) 110 e) 80
02) Um título com valor de face de R$
240,00 foi descontado a 4,5% a.m., 6
meses antes de seu vencimento. Qual o
valor do desconto? (R$)
a) 63,60 b) 64,80 c) 62,00
d) 65,60 e) 65,00
03) Uma duplicata foi resgatada em
16/09/99, quando seu vencimento estava
marcado para 10/11/99. O desconto foi de
R$ 440,00 e a taxa foi de 6% a.m. O valor
nominal da duplicata é (R$):
a) 2000 b) 2500 c) 3000
d) 4000 e) 3500
04) Um título com vencimento em
04/08/01 foi descontado em 12/05/01, a
uma taxa de 5% a.m. O valor nominal do
título era R$ 3.500,00. Nestas condições,
seu valor atual é (R$):
a) 2830 b) 2960 c) 3200
d) 3000 e) 3010
05) Uma duplicata foi descontada 1 mês e
18 dias antes do vencimento, à taxa de
4,5% a.m. O valor líquido foi de R$
203,00. Então, o valor de face da duplica-
ta era de (R$):
a) 220,00 b) 219,65 c) 199,50
d) 210,00 e) 218,75
06) Em 25/07/99, descontou-se em um
banco uma duplicata de R$ 600,00, cujo
vencimento era para 23/10/99. A taxa da
operação foi de 48% a.a. Nesta condições,
qual foi o valor líquido do título? (R$)
a) 480,00
b) 528,00
NOVA EDIÇÃO MATEMÁTICA FINANCEIRA
26
c) 400,00
d) 426,00
e) 540,00
07) Jaime descontou duas duplicatas em
um banco, à uma taxa de 15% a.a. A
primeira venceria em 9 meses e a segun-
da em 5 meses e 10 dias, sendo essa úl-
tima de valor nominal 50% superior à
primeira. O total dos descontos foi de R$
382,50. Qual era o valor nominal do título
que produziu o maior desconto? (R$)
a) 1.500 b) 2.000 c) 1.200
d) 2.400 e) 1.800
08) Um título de R$ 5.000,00 foi descon-
tado por R$ 3.000,00, à uma taxa de
120% a.m. Qual foi o prazo de antecipa-
ção?
a) 8 dias
b) 10 dias
c) 12 dias
d) 9 dias
e) 11 dias
09) Uma promissória de R$ 200,00 foi
descontada por R$ 120,00, 4 meses antes
do seu vencimento. A taxa mensal da o-
peração é:
a) 12% b) 15%c) 10%
d) 18% e) 20%
10) João descontou 2 duplicatas em um
banco. A primeira, de R$ 560,00, com
vencimento para 35 dias e a segunda, de
R$ 450,00, para vencimento em 40 dias.
O valor atual da primeira superou o da
segunda em R$ 109,60. A taxa de descon-
to foi de:
a) 15% a.a. b) 18% a.a. c) 9% a.a.
d) 24% a.a. e) 12% a.a.
11) Um título de valor nominal R$
12.000,00 sofre um desconto à taxa de
6% a.a., 120 dias antes do vencimento.
Qual o valor do desconto? (R$)
a) 260 b) 300 c) 240
d) 850 e) 680
12) Qual o valor atual de uma duplicata
que sofre um desconto por fora de R$
500,00, a 50 dias de seu vencimento, à
taxa de 3% ao mês? (R$)
a) 9.500 b) 9.600 c) 10.500
d) 12.000 e) 10.000
13) Utilizando o desconto bancário, o va-
lor que deve ser pago por um título com
vencimento daqui a 6 meses, se o seu
valor nominal for de $ 295,00 e com taxa
de 36% ao ano, é de:
a) 240,00 b) 275,00 c) 188,00
d) 241,90 e) 250,00
Gabarito
1 -
b
2 -
b
3 -
d
4
-
e
5
-
e
6
-
b
7
-
e
8
-
b
9
-
c
10
- c
11
- c
12
- a
13
- d
Desconto Racional ou “por dentro”
O Desconto Racional Simples é calculado
sobre seu valor Atual.
Fórmulas
( )1R
N i nD
i n
⋅ ⋅= + ⋅
onde: DR é o desconto; N é o valor nomi-
nal do título, i é a taxa de juros e n é o
prazo de antecipação do título
R RA N D= −
onde: AR é o valor atual racional; N é o
valor nominal do título, DR é o desconto
racional.
Por uma simples manipulação algébrica,
podemos “reunir” as duas fórmulas acima:
( )1R
NA
i n
= + ⋅
LEMBRE-SE das observações feitas no
capítulo de juros simples):
1. Taxa e o prazo devem estar SEM-
PRE na mesma referência de tempo
2. A taxa deve estar na forma UNITÁ-
RIA.
Exemplos:
1) Qual é o desconto sobre um título de
R$ 1.500,00, resgatado 9 meses antes do
seu vencimento à taxa de juros 6% a.a.?
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27
Solução: Observe que a taxa dada foi de
JUROS, o que nos leva a calcular o Des-
conto RACIONAL.
Dados: N = 1500
n = 9 meses
i = 6% a.a.
DR = ?
Temos taxa ao ano e prazo em meses →
por meio de uma regra de três, encon-
tramos n = 3/4 ano.
Fórmula: ( )1R
N i nD
i n
⋅ ⋅= + ⋅
( )
1500 0,06 0,75 64,59
1 0,06 0,75R
D ⋅ ⋅= =+ ⋅
Resposta: DR = R$ 64,59
2) Calcular o valor atual racional de uma
dívida de R$ 1.500,00 à taxa de 6% a.a.,
vencível em 9 meses.
Solução:
Dados: N = 1500
n = 9 meses (0,75 ano)
i = 6% a.a.
AR = ?
Temos taxa ao ano e prazo em meses →
iremos converter o prazo para “ano”, por
meio de uma regra de três simples:
1 ano 12 meses
x 9 meses
9 3 0,75
12 4
x = = = ano
Fórmula: ( )1R
NA
i n
= + ⋅
( )
1500 1435, 41
1 0,06 0,75R
A = ≅+ ⋅
Resposta: R$ 1.435,41
Observação: Associa-se o Desconto
Comercial à taxa de desconto, enquan-
to que o Desconto Racional está ligado
à taxa de juros.
Taxa Implícita de Juros do Desconto
Bancário
Um título é descontado num banco
três meses antes de seu vencimento. A
taxa de desconto definida pelo banco é de
3,3 % ao mês. Sendo de R$ 25.000,00 o
valor nominal desse título, e sabendo-se
que o banco trabalha com o sistema de
desconto por fora, pede-se calcular a taxa
implícita de juros simples desta operação.
O desconto simples, racional ou comercial
são aplicados somente aos títulos de cur-
to prazo, geralmente inferiores a 1 ano.
Quando os vencimentos têm prazos lon-
gos, não é conveniente transacionar com
esses tipos de descontos, porque podem
conduzir a resultados que ferem o bom
senso. Observe o exemplo:
Exemplo
Calcular o desconto comercial de um títu-
lo de R$ 100.0000,00 com resgate para
5 anos, à taxa de 36% ao ano.
SOLUÇÃO
Fórmula: d = N i n
N = R$ 100.000,00 i = 36% a.a. = 0,36
a.a. n= 5 anos
d = 100.000 . 0,36 . 5 = 180.000
ANUIDADES (SÉRIE DE PAGA-
MENTOS IGUAIS)
Postecipadas, antecipadas e diferidas;
cálculo do valor atual, da prestação e
da taxa de juros; utilização de tabelas
para cálculos.
Anuidades ou rendas certas é o nome
que se dá aos pagamentos sucessivos
tanto a nível de financiamentos quan-
to de investimentos.
Se a renda possui um número finito de
termos será chamada de temporária caso
contrário é chamada de permanente. Ape-
sar da opinião de alguns mutuários da
Caixa Econômica , o financiamento da ca-
sa própria é temporária, apesar de ter um
termo de conclusão bem longo.
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28
Se os termos da renda certa forem iguais
é chamada de renda certa de termo cons-
tante ou renda certa uniforme; senão é
uma renda certa de termo variável. Quan-
do o período entre as datas corresponden-
tes aos termos tiverem o mesmo intervalo
de tempo , diz-se que a renda certa é pe-
riódica ; caso contrário é não periódica.
Exemplo:
Um financiamento de casa própria é um
caso de renda certa temporária, de termo
variável (sujeito à variação da TR) e peri-
ódica.
Um financiamento de eletrodoméstico é
um caso de renda certa temporária, de
termo constante (você sabe quanto paga-
rá de juros) e periódica.
Já a caderneta de poupança pode se con-
siderar como um caso de renda certa per-
pétua (pelo menos enquanto o dinheiro
estiver à disposição para aplicação ), de
termo variável e periódica. Bico, como
pode ver. E já que é bico, mais algumas
definições:
As rendas periódicas podem ser divi-
didas em :
Postecipadas
Antecipadas
Diferidas
As Postecipadas
São aquelas na qual o pagamento no fim
de cada período e não na origem. Exem-
plo: pagamento de fatura de cartão de
crédito
As Antecipadas
São aquelas na qual os pagamentos são
feitos no início de cada período respectivo.
Exemplo: financiamentos com pagamento
à vista
As Diferidas
São aquelas na qual o primeiro pagamen-
to é feito após um determinado período.
Exemplo: promoções do tipo, compre hoje
e pague daqui a x dias
A diferença entre esses e os casos de
Renda Certa , é que nesse útimo você cal-
cula quanto teve de juros , sobre uma ba-
se de cálculo fixa, podendo a mesma ser
dividida em n parcelas; no caso dos Juros
Compostos e Descontos Compostos, a ba-
se de cáculo varia por período.
Calculando Valor Atual em casos de
Rendas Certas
Para se calcular o Valor Atual num caso de
Rendas Certas, a fórmula a ser utilizada
depende de ser postecipada , antecipada
ou diferida. Assim , se for:
Postecipada a fórmula é : V=T.an¬i
Antecipada a fórmula é : V=T+T.an-1¬i
Diferida a fórmula é : V=T.an¬i/(1+i)m
m é sempre uma unidade menor do que a
se deseja calcular, ou seja, se a venda é
diferida de 3 meses, m será 2 .
Para saber o valor de an¬i , você pode:
-usar as tabelas
-calcular usando a fórmula (1+i)n-1/i(1 +
i)n.
Tabelas de Fatores
As tabelas abaixo relacionadas estão dis-
poníveis para valores de i de 1 a 10% e
de n de 1 a 10.
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29
Fator de Acumulação de Capital
an= (1+i)n
Fator de Valor Atual de uma série de
Pagamentos
an¬i=(1+i)n-1 / i*(1+i)n
Fator de Acumulação de Capital de
uma série de Pagamentos
Sni = (1+i)n-1 / i
n\i 1% 2% 3% 4% 5% 6% 7% 8% 9% 10%
1 1,01000 1,02000 1,03000 1,04000 1,05000 1,06000 1,07000 1,08000 1,09000 1,10000
2 1,02010 1,04040 1,06090 1,08160 1,10250 1,12360 1,14490 1,16640 1,18810 1,21000
3 1,03030 1,06121 1,09273 1,12486 1,15763 1,19102 1,22504 1,25971 1,29503 1,331004 1,04060 1,08243 1,12551 1,16986 1,21551 1,26248 1,31080 1,36049 1,41158 1,46410
5 1,05101 1,10408 1,15927 1,21665 1,27628 1,33823 1,40255 1,46933 1,53862 1,61051
6 1,06152 1,12616 1,19405 1,26532 1,34010 1,41852 1,50073 1,58687 1,67710 1,77156
7 1,07214 1,14869 1,22987 1,31593 1,40710 1,50363 1,60578 1,71382 1,82804 1,94872
8 1,08286 1,17166 1,26677 1,36857 1,47746 1,59385 1,71819 1,85093 1,99256 2,14359
9 1,09369 1,19509 1,30477 1,42331 1,55133 1,68948 1,83846 1,99900 2,17189 2,35795
10 1,10462 1,21899 1,34392 1,48024 1,62889 1,79085 1,96715 2,15892 2,36736 2,59374
11 1,11567 1,24337 1,38423 1,53945 1,71034 1,89830 2,10485 2,33164 2,58043 2,85312
n\i 1% 2% 3% 4% 5% 6% 7% 8% 9% 10%
1 0,990099 0,980392 0,970874 0,961538 0,952381 0,943396 0,934579 0,925926 0,917431 0,909091
2 1,970395 1,941561 1,913470 1,886095 1,859410 1,833393 1,808018 1,783265 1,759111 1,735537
3 2,940985 2,883883 2,828611 2,775091 2,723248 2,673012 2,624316 2,577097 2,531295 2,486852
4 3,901966 3,807729 3,717098 3,629895 3,545951 3,465106 3,387211 3,312127 3,239720 3,169865
5 4,853431 4,713460 4,579707 4,451822 4,329477 4,212364 4,100197 3,992710 3,889651 3,790787
6 5,795476 5,601431 5,417191 5,242137 5,075692 4,917324 4,766540 4,622880 4,485919 4,355261
7 6,728195 6,471991 6,230283 6,002055 5,786373 5,582381 5,389289 5,206370 5,032953 4,868419
8 7,651678 7,325481 7,019692 6,732745 6,463213 6,209794 5,971299 5,746639 5,534819 5,334926
9 8,566018 8,162237 7,786109 7,435332 7,107822 6,801692 6,515232 6,246888 5,995247 5,759024
10 9,471305 8,982585 8,530203 8,110896 7,721735 7,360087 7,023582 6,710081 6,417658 6,144567
n\i 1% 2% 3% 4% 5% 6% 7% 8% 9% 10%
1 1,000000 1,000000 1,000000 1,000000 1,000000 1,000000 1,000000 1,000000 1,000000 1,000000
2 2,010000 2,020000 2,030000 2,040000 2,050000 2,060000 2,070000 2,080000 2,090000 2,100000
3 3,030100 3,060400 3,090900 3,121600 3,152500 3,183600 3,214900 3,246400 3,278100 3,310000
4 4,060401 4,121608 4,183627 4,246464 4,310125 4,374616 4,439943 4,506112 4,573129 4,641000
5 5,101005 5,204040 5,309136 5,416323 5,525631 5,637093 5,750739 5,866601 5,984711 6,105100
6 6,152015 6,308121 6,468410 6,632975 6,801913 6,975319 7,153291 7,335929 7,523335 7,715610
7 7,213535 7,434283 7,662462 7,898294 8,142008 8,393838 8,654021 8,922803 9,200435 9,487171
8 8,285671 8,582969 8,892336 9,214226 9,549109 9,897468 10,259803 10,636628 11,028474 11,435888
9 9,368527 9,754628 10,159106 10,582795 11,026564 11,491316 11,977989 12,487558 13,021036 13,579477
10 10,462213 10,949721 11,463879 12,006107 12,577893 13,180795 13,816448 14,486562 15,192930 15,937425
NOVA EDIÇÃO MATEMÁTICA FINANCEIRA
30
EQUIVALÊNCIA DE CAPITAIS
Valor atual de um fluxo de caixa; flu-
xos de caixa equivalentes entre si;
utilização de tabelas para cálculos.
No juro simples ser equivalente é ser
proporcional, ou seja 12% a.a. é equiva-
lente e é proporcional a 1% a.m.,
considerando as demais variáveis
constantes (Ceteris Paribus para a turma
de Economia). Neste caso o valor
nominal é também o valor efetivo.
$ 166,32 aplicado durante 2 anos a uma
taxa de 12% a.a. -> j = cit => j = 166,32
x (12÷ 100) x 2 = 39,9168.
$166,32 aplicado durante 2 anos a uma
taxa de 1% a.m. -> j = cit => j = 166,32
x (1÷ 100) x (2x12) = 39,9168.
EQUIVALÊNCIA DE CAPITAIS A JUROS
COMPOSTOS
– usar qualquer data focal para se efetuar
a equivalência
- dois esquemas financeiros são ditos
equivalente, a uma determinada taxa
de juros simples ou composta, quan-
do apresentam o mesmo valor atual,
a mesma taxa de juros, na data focal
escolhida.
- não esquecer que para se analisar fluxos
diferentes, o A= N / ( 1 + i ) n , ou seja,
quanto maior for o expoente, maior será o
divisor e menor será o valor atual. Portan-
to , em mesmos casos de prazo, quanto
menor for o valor de N menos isto influen-
ciará. O fluxo com as maiores parcelas
iniciais terá o maior valor presente inicial.
- quando se quer pôr um número x
de parcelas e quer que fique um outro
número, basta multiplicar pelo fator
de acumulação quando quer ir para
uma data focal maior e dividir pelo
fator quando quer uma data focal
menor, sendo que na ida usa a taxa
do juros e na volta o juros do descon-
to
-quando quero transformar várias parce-
las em 1 só, o macete é quando vai para
frente ( data focal posterior) usar sn¬i ,
quando vai para trás ( data focal anterior)
usar an¬i
-rentabilidade é igual a taxas médias
-montar sempre fluxos, e na hora, não
esquecer de colocar ÍNICIO, FINAL. A data
focal zero tem que ser analisada, não é
sempre 0.
VALOR ATUAL DE UM FLUXO DE CAI-
XA
No regime de capitalização composta,
dois (ou mais) capitais são equivalentes
com uma taxa dada, se seus valores, cal-
culados em qualquer data (data focal),
com essa taxa, forem iguais.
Também nesse regime de capitalização
podem-se ter capitais equivalentes com
desconto comercial composto ou capitais
equivalentes com juros compostos (ou
desconto racional composto), conforme
sistemática de cálculo usada na equiva-
lência.
Na prática apenas é utilizada a equivalên-
cia com juros compostos.
Suponham-se os capitais N1 e N2 dis-
poníveis em datas que sucedem à data
focal 0 de n1 e n2 períodos, respectiva-
mente, e sejam A1 e A2 seus valores atu-
ais calculados na data focal com taxa i. Se
N1 e N2 são equivalentes, tem-se:
A1 = A2
O diagrama representativo e as equações
de equivalência serão os seguintes:
NOVA EDIÇÃO MATEMÁTICA FINANCEIRA
31
para a equivalência feita com desconto
comercial composto e:
para a equivalência feita com juros com-
postos.
Exemplo
Um título no valor de R$ 50.000,00 para
30 dias foi trocado por outro, de R$
60.000 para 90 dias. Qual a taxa de des-
conto comercial composto que foi utilizada
para que esses títulos fossem considera-
dos equivalentes?
N1 (1- i)
n1 = N2 (1- i)
n2 => 50.000 (1- i)1 = 60.000
(1-i)3 => => (1 – i)2 = 0,833 ... => i = 1 -
0,833 = 0,0871
Reposta: Foi utilizada a taxa de 8,71%
a.m.
Estime o valor de x de modo a tornar os
fluxos de caixa apresentados na tabela
seguinte equivalentes na data focal seis.
Considere uma taxa de juros compostos,
igual a 18% ao período.
Resposta. R$ 1.224,43.
João contraiu um empréstimo de $ 100,00
no Banco X, e pagará $ 108,00 daqui a
dois meses. Então o fluxo de caixa será:
De acordo com o ponto de vista do
João:
Recebeu
$100,00 do
banco
Terá que pagar, passados
dois meses, $108,00 ao
banco
Entrada de
dinheiro
Desembolso
Seta para ci-
ma
Seta para baixo
Ponto de vista do Banco X:
Entregou
$100,00 ao
João
Será ressarcido do emprés-
timo, dentro de dois meses,
de $108,00 pelo João.
Saída de di-
nheiro
Entrada de dinheiro
Seta para
baixo
Seta para cima
Observe que nesta situação temos:
C = $ 100,00
M = $ 108,00
J = $ 8,00
i = 8% a.b. (ao bimestre ou bimestral)
Exemplo Prático:
Um carro que custa $ 50.000,00 é
vendido a prazo, por cinco prestações
mensais de $12.000,00, com a pri-
meira prestação vencendo um mês
após a compra.
Então do ponto de vista do vendedor te-
mos:
Período Fluxo
1
Período Fluxo
2
0 420,00 3 960,00
1 318,00 7 320,00
4 526,00 9 x
NOVA EDIÇÃO MATEMÁTICA FINANCEIRA
32
Conforme se observa pelo fluxo de caixa,
o vendedor percebe, na data "zero", a sa-
ída do veículo e em contrapartida a entra-
da, nos cinco períodos restantes, das
prestações.
Do ponto de vista do comprador:
O comprador recebe o carro na data "ze-
ro" e posteriormente tem que quitar a sua
dívida atravésde cinco prestações men-
sais (saídas).
Para realizarmos um demonstrativo de
fluxo de caixa equivalentes entre si tere-
mos que possur parâmetros para a proba-
bilidade neutra ao risco e que podem ser
inseridas na equação.
Assim: p = (1.1 – 0.8) / (1.5 – 0.8) =
0.428
Quando se incluem os investimentos na
árvore binomial estes devem ser seus e-
quivalentes certos. Isto desde que todos
os fluxos na árvore sejam descontados à
taxa ajustada ao risco. É importante ob-
servar que o investimento de $80 no ano2
é igual a um investimento de um equiva-
lente certo de $73.2 quando são descon-
tados usando suas taxas de desconto cor-
respondentes, por 15% e 10% [80x(1.15)
-2 = $60.5 o que é igual ao equivalente
certo 60.5x(1.1)
2 =73.2, quando descontado à data zero].
Fluxo de caixa es-
perado
Equivalente certo
do fluxo de caixa
$30 $28.7
$80 $73.2
SISTEMAS DE AMORTIZAÇÕES
Pagamento único, pagamento perió-
dico de juros, amortizações iguais
(SAC) e prestações iguais (PRICE).
Amortização é um processo de extinção
de uma dívida através de pagamentos
periódicos, que são realizados em função
de um planejamento, de modo que cada
prestação corresponde à soma do reem-
bolso do Capital ou do pagamento dos
juros do saldo devedor, podendo ser o
reembolso de ambos, sendo que
Sistema de Pagamento único
Um único pagamento no final.
Sistema Americano
Pagamento no final com juros calculados
período a período.
Sistema de Amortização Constante
(SAC):
A amortização da dívida é constante e
igual em cada período.
Sistema Price ou Francês (PRICE):
Os pagamentos (prestações) são iguais.
Em todos os sistemas de amortização,
cada pagamento é a soma do valor amor-
tizado com os juros do saldo devedor, isto
é:
Pagamento = Amortização + Juros
Sistema de Pagamento Único
O devedor paga o Montante=Capital +
Juros compostos da dívida em um único
pagamento ao final de n=5 períodos. O
Montante pode ser calculado pela fórmula:
M = C (1+i)n
Uso comum: Letras de câmbio, Títulos
descontados em bancos, Certificados a
prazo fixo com renda final.
Sistema de Pagamento Único
Juros são sempre calculados sobre o saldo
devedor!
NOVA EDIÇÃO MATEMÁTICA FINANCEIRA
33
n Juros
Amortização
do
Saldo deve-
dor
Pagamento
Saldo de-
vedor
0 0 0 0 300.000,00
1 12.000,00 312.000,00
2 12.480,00 324.480,00
3 12.979,20 337.459,20
4 13.498,37 350.957,57
5 14.038,30 300.000,00 364.995,87 0
Totais64.995,87 300.000,00 364.995,87
Sistema Americano
O devedor paga o Principal em um único
pagamento no final e no final de cada pe-
ríodo, realiza o pagamento dos juros do
Saldo devedor do período. No final dos 5
períodos, o devedor paga também os ju-
ros do 5º. período.
Sistema Americano
n Juros
Amortização
do
Saldo deve-
dor
Pagamento
Saldo de-
vedor
0 0 0 0 300.000,00
1 12.000,00 12.000,00 300.000,00
2 12.000,00 12.000,00 300.000,00
3 12.000,00 12.000,00 300.000,00
4 12.000,00 12.000,00 300.000,00
5 12.000,00 300.000,00 312.000,00 0
Totais60.000,00 300.000,00 360.000,00
Sistema de Amortização Constante
(SAC)
O devedor paga o Principal em n=5 pa-
gamentos sendo que as amortizações são
sempre constantes e iguais.
Uso comum: Sistema Financeiro da Habi-
tação
Sistema de Amortização Constante (SAC)
n Juros
Amortização
do
Saldo deve-
dor
Pagamento
Saldo de-
vedor
0 0 0 0 300.000,00
1 12.000,00 60.000,00 72.000,00 240.000,00
2 9.600,00 60.000,00 69.600,00 180.000,00
3 7.200,00 60.000,00 67.200,00 120.000,00
4 4.800,00 60.000,00 64.800,00 60.000,00
5 2.400,00 60.000,00 62.400,00 0
Totais36.000,00 300.000,00 336.000,00
Sistema Price (Sistema Francês)
Todas as prestações (pagamentos) são
iguais.
Uso comum: Financiamentos em geral de
bens de consumo.
Cálculo: O cálculo da prestação P é o pro-
duto do valor financiado Vf=300.000,00
pelo coeficiente K dado pela fórmula
(1 )
(1 ) 1
n
n
i iK
i
+= + −
onde i é a taxa ao período e n é o número
de períodos. Para esta tabela, o cálculo
fornece:
P = K × Vf = 67.388,13
Sistema Price (ou Sistema Francês)
N Juros
Amortização
do
Saldo deve-
dor
Pagamento
Saldo de-
vedor
0 0 0 0 300.000,00
1 12.000,00 55.388,13 67.388,13 244.611,87
2 9.784,47 57.603,66 67.388,13 187.008,21
3 7.480,32 59.907,81 67.388,13 127.100,40
4 5.084,01 62.304,12 67.388,13 64.796,28
5 2.591,85 64.796,28 67.388,13 0
Totais36.940,65 300.000,00 336.940,65
Nomenclaturas usadas
i = do inglês Interest , é usado para re-
presentar os juros envolvidos em quais-
quer operações financeiras.
C = do inglês Capital , é usado para re-
presentar o Capital utilizado numa aplica-
ção financeira.
M = do inglês aMount , é usado para re-
presentar o Montante que é o resultado da
soma do Capital com os juros.
NOVA EDIÇÃO MATEMÁTICA FINANCEIRA
34
n = nesse caso é uma incógnita (quem
aprendeu equações do segundo grau usou
muitas incógnitas. Todos aqueles x, y, z
são incógnitas.) referente ao período de
tempo (dias, semanas, meses, anos...) de
uma aplicação financeira. Lembre-se da
expressão : "levou n dias para devolver o
dinheiro..."
a.d. = abreviação usada para designar ao
dia
a.m. = abreviação usada para designar ao
mês
a.a. = abreviação usada para designar ao
ano
d = do inglês Discount , é usado para re-
presentar o desconto conseguido numa
aplicação financeira.
N = do inglês Nominal , é usado para
representar o valor Nominal ou de face de
um documento financeiro.
A = do inglês Actual , é usado para repre-
sentar o valor real ou atual de um docu-
mento financeiro em uma determinada
data.
V = incógnita usada para representar o
Valor Atual em casos de renda certa ou
anuidades
T = incógnita usada para representar o
Valor Nominal em casos de renda certa ou
anuidades
an¬i = expressão que representa o fator
de valor atual de uma série de pagamen-
tos.
Sn¬i = expressão que representa o fator
de acumulação de capital de uma série de
pagamentos.
Exemplo:
Um carro é vendido a prazo em 12 paga-
mentos mensais e iguais de $2.800,00
(num total de $ 36.000,00), sendo a pri-
meira prestação no ato da compra, ou
seja, o famoso " com entrada", ou ainda,
um caso de renda certa antecipada. Sen-
do que a loja opera a uma taxa de juros
de 8% a.m., calcule o preço à vista desse
carro.
Aplicando a fórmula:
n = 12
T = 2800
V = 2800+2800.a11¬8% = $ 22.789,10
Calculando o Montante em casos
de Rendas Certas
Como você deve se lembrar , Montante
nada mais é do que a somatória dos juros
com o capital principal. No caso de rendas
certas , a fórmula é dada por:
M=T.Sn¬i
Para saber o valor de Sn¬i você pode:
-usar as tabelas
-calcular usando a fórmula (1+i)n-1/i.
Exemplo:
Calcule o Montante de uma aplicação de $
100,00 , feita durante 5 meses, a uma
taxa de 10% a.m. Aplicando a fórmula
(esse é um caso de postecipada, porque o
primeiro rendimento é um mês após a
aplicação) :
n = 5
T = 100
i = 10% a.m.
M = 100.S5¬10% = $ 610,51
Quando for uma situação de:
antecipada: subtraia 1 de n
diferenciada: após determinar Sn¬i, divi-
da o resultado por (1+i)m
INFLAÇÃO
Taxas aparente, de correção monetá-
ria e real (fórmula de Fisher); taxas
de juros com correção pré e pós fixa-
das; valores correntes e valores cons-
tantes; cálculo da correção e de sal-
dos corrigidos; utilização de tabelas
para cálculos.
NOVA EDIÇÃO MATEMÁTICA FINANCEIRA
35
Juros e Inflação
As taxas geralmente praticadasno Merca-
do são TAXAS APARENTES, que incluem o
juros propriamente dito ( juros reais ) e a
compensação da inflação ( correção mo-
netária ).
Para estabelecermos o relacionamento
entre estes parâmetros , consideramos:
i - taxa aparente
ir - taxa real
I - inflação
Caso não houvesse inflação na economia
a taxa aparente seria igual a taxa real :
i = ir
conseqüentemente:
FV = PV (1+ir) = PV + PV × ir
Havendo a inflação I%, ela atua como
uma taxa de juros e o valor do nosso
principal quando do recebimento será:
PV* = PV (1+I)
Aplicando a taxa de juros real ir em cima
do principal corrigido:
FV = PV* (1+ir)
Pela substituição de PV* teríamos:
FV = PV(1+I)(1+ir)
Caso considerássemos uma taxa aparente
de i% no mesmo negócio teríamos :
FV* = PV(1+i)
Os negócios seriam equivalentes
quando:
FV* = FV
e conseqüentemente a taxa i seria equiva-
lente a taxa ir "+" I
PV(1+i)= PV(1+I )(1+ir)
ou
(1+i)= (1+I)(1+ir) FORMULA (QUA-
DRO 1)
Fórmula que nos permite calcular a equi-
valência das três taxas conhecendo-se as
outras duas:
Quadro 1
TAXA DE-
SEJADA
TAXAS CO-
NHECIDAS
FÓRMULA
I ir e I (1+i ) = (1+I
)(1+ir )
Ir i e I (1+ir ) = (1+i) /
(1+I )
I i e ir (1+I ) = (1+I ) /
(1+ir )
Exemplo
Qual a taxa aparente equivalente a uma
taxa real de 1% e uma correção monetá-
ria de 30% ?
(1+i ) = (1 +0,30)(1 +0,01) = 1,313 ou
31, 3%
CORREÇÃO MONETÁRIA REAL
Como se calculam os juros reais? É possí-
vel calcular juros reais sem uso de índices
de preços? Afinal, o que significa o adjeti-
vo "real" aposto à palavra "juro"?
É claro que juros reais são os juros na
ausência da inflação, ou seja, quando se
corrige para os preços do "setor real" da
economia, pois "real" pode vir do setor
real de mercadorias e serviços. Não tem
como se "adjetivar" algo como "real" sem
correlacionar com algo do setor real.
O setor financeiro tem seus multiplicado-
res próprios (multiplicador de depósitos e
de crédito/títulos) que geram liquidez,
sendo que, a curto prazo, é independente
do setor real de mercadorias e serviços.
Portanto, valor real de certa quantia mo-
netária-financeira, hoje, a curto prazo,
deve envolver algo como "poder de com-
pra" de bens reais, numa tentativa de ve-
rificar o quanto o bem financeiro já se a-
NOVA EDIÇÃO MATEMÁTICA FINANCEIRA
36
fastou ou não da "realidade" (real) do
consumo e da produção física.
Cabe ao Judiciário pronunciar-se sobre
questões relativas a: Estão sendo cobra-
dos os juros fixados em lei? Se a TR está
sendo aplicada sobre os juros legais de
1% do SFH, qual é o juro real que está
sendo pago pelos mutuários? Será que a
lei está sendo respeitada?
Ora, juros reais se calculam pela equação
de Fisher e inflação é sempre aumento de
preços. Veja-se :
Ao contrário da taxa de juros nominal, a
taxa de juros real mede a taxa de retorno
de uma aplicação, em termos de quanti-
dade de bens.
A taxa de juros real é calculada como:
taxa de juros real = (1 + taxa de juros
nominal)/(1 + taxa de inflação) –1 (CAR-
DOSO, 1993. p.130)
A taxa de juro real não depende da infla-
ção, pois é justamente isso que ela visa
eliminar, sendo por isso invariante, abso-
luta.
É dada pela fórmula de Fisher:
(1 + taxa real ) = (1 + taxa nominal)/(1
+ taxa de inflação) (1)
Da fórmula da taxa de juros real fa-
zem parte duas componentes:
I - O numerador (1+ taxa nominal) vem
do setor de "liquidez" (setor financeiro,
bancário, das aplicações financeiras, títu-
los) com suas taxas nominais de juros.
II - O denominador (1 + taxa inflação)
vem do setor "real" (do setor de mercado-
rias e serviços, objetos vendidos e com-
prados em certo período) sendo quantida-
de "exata" e bem determinado ex-post:
INPC, IPC etc.
Portanto, no quociente estão dois setores
totalmente distintos: o setor dos juros
nominais, ou seja, o setor dos ativos fi-
nanceiros e monetários, incluindo-se a
moeda corrente, os depósitos à vista, os
empréstimos, as carteiras de títulos etc. e
o setor dos preços de mercadorias e ser-
viços.
APLICAGÕES COM JUROS E ATUALI-
ZAÇÃO MONETARIA
Em épocas de inflação, nas aplicações fi-
nanceiras, o investidor, além dos juros,
recebe uma atualização monetária que
pode ser prefixada ou pós-fixada.
Nas aplicações sujeitas à atualização mo-
netária prefixada, o investidor conhece
antecipadamente o valor final do seu in-
vestimento. A atualização monetária é
fixada tendo em vista a inflação estimada
para o período.
Nas aplicações sujeitas à atualização mo-
netária pós-fixada, o investidor desconhe-
ce o valor final do seu investimento. A
atualização monetária varia de acordo
com algum índice medidor da inflação
previamente estabelecido, mas cujos valo-
res dependem da inflação que ocorrerá
durante o período em que o capital ficar
aplicado.
Os principais investimentos procurados
em épocas de inflação são a caderneta de
poupança, o certificado de depósito ban-
cário - eDB -, o recibo de depósito bancá-
rio - RDB -, os fundos de investimento
financeiro - FIF - ou fundos de aplicação
financeira - FAF -, as letras de câmbio - Le
- e as aplicações em open market (over-
night, se por um dia). As principais carac-
terísticas desses investimentos são:
Caderneta de Poupança - De to-
dos os investimentos existentes no
mercado financeiro, a caderneta de
poupança é o mais popular e co-
nhecido. Foi criada exatamente com
a finalidade de preservar da infla-
ção a poupança popular. É o único
dos investimentos sem limite míni-
mo para o valor aplicado e também
o único cujos rendimentos são isen-
tos de imposto de renda. É um in-
vestimento nominal. Seu rendimen-
to é mensal e compõe-se de juros
fixos de 0,5% a.m. e correção mo-
netária pós-fixada variável de acor-
do com um índice determinado. Os
juros são calculados sobre o capital
corrigido. Sua liquidez é imediata,
NOVA EDIÇÃO MATEMÁTICA FINANCEIRA
37
embora não sejam calculados ren-
dimentos sobre frações do mês, isto
é, do valor depositado em certo dia
do mês, chamado data de aniversá-
rio da conta, só são capitalizados
juros e correção monetária em igual
dia dos meses subseqüentes, de-
pois de deduzidos os saques reali-
zados em cada período. Há também
cadernetas de poupança multidatas,
com vários aniversários.
CDB e RDB - São depósitos feitos
em bancos comerciais ou bancos de
investimento, com prazo fixo não
inferior a 30 dias. Os rendimentos
podem ser pré ou pós-fixados. Exis-
te um limite mínimo de aplicação
que, em geral, é maior para o eDB
do que para o RDB. O imposto de
renda incide sobre os rendimentos
e e retido na data do resgate. O
eDB pode ser transferido por en-
dosso e negociado antes do venci-
mento. O RDB é intransferívelc que
significa maior garantia) e não pode
ser negociado antes de vencimento.
FAF /FIF - São aplicações feitas
em bancos comerciais ou bancos de
investimento. Existe uma variedade
muito grande de fundos Seus ren-
dimentos podem ser prefixados ou
pós-fixados. Alguns fundos têm
rendimentos de curto prazo, sem
carência, com liquidez imediata e
até opção de resgate automático
por meio da conta corrente. O im-
posto de renda incide sobre os ren-
dimentos na data do resgate ou no
último dia do mês. Outros fundos
têm rendimentos mensais ou bi-
mestrais, com renovação automáti-
ca; nesse caso, o imposto de renda
incide sobre os rendimentos na data
do aniversário. Alguns desses fun-
dos podem ser resgatados antes do
prazo, mas não há rendimento so-
bre o valor resgatado. Conforme a
composição da carteira, existem
fundos de renda fixa, de renda va-
riável ou de renda mista. Os rendi-
mentos dos fundos de rendafixa
acompanham a taxa de juros prati-
cada no país, como nos Certificados
de Depósito Bancário, Letras de
Câmbio, Letras Hipotecárias, Títulos
de Emissão do Tesouro Nacional ou
do Banco Central, Títulos de Dívidas
Públicas e Debêntures. Os rendi-
mentos dos fundos de renda variá-
vel dependem de fatores políticos e
econômicos internos e externos,
como variação do valor de ações,
operações da Bolsa de Valores e da
Bolsa Mercantil e de Futuros.
LC - Já foram descritas no Capítulo
4 como títulos de crédito. Aqui são
considerados títulos de renda, pois,
embora sejam comprovantes de dí-
vida de quem as emite, constituem
investimentos para quem as adqui-
re. São emitidas por uma empresa
e garantidas pelas sociedades de
crédito, financiamento e investi-
mento (financeiras), podendo ser
adquiridas em agências bancárias
ou sociedades corretores e distribu-
idoras de títulos e valores mobiliá-
rios. Os rendimentos são prefixa-
dos. O imposto de renda é retido no
ato da aplicação e calculado sobre
os rendimentos. Podem ser negoci-
adas antes do vencimento.
Open Market - São investimentos
de curto prazo. As aplicações são
feitas nas agências bancárias ou so-
ciedades corretores e distribuidoras
de títulos e valores mobiliários. A
rentabilidade varia com as taxas de
mercado, mas é fixa no momento
em que se investe e pelo período
determinado. O imposto de renda é
retido na fonte e calculado sobre os
rendimentos. Oferecem liquidez i-
mediata.
Exemplos com CDB, RDB e LC:
1. Calcular o valor de resgate líquido (já
descontado o Imposto de Renda) de
uma aplicação em CDB com renda pós-
fixada no valor de $ 5.000,00, pelo
prazo de 120 dias, sabendo-se que o
Banco paga juros de 16% ao ano. A
aplicacao foi feita no dia 5 de janeiro
para resgate no dia 5 de maio do
mesmo ano. Admitir que as TR refe-
rentes aos dias 5 dos meses de janei-
NOVA EDIÇÃO MATEMÁTICA FINANCEIRA
38
ro, fevereiro, março e abril tenham si-
do de 2,21%, 1,96%, 2,13% e 2,37%
respectivamente.
Solução:
a) Cálculo do valor de resgate
VR=Pc(1+ia)n/360
Pc=5.000,00 x 1,0221 x 1,0196 x 1,0213
x 1,0237 = 5.447,78
b) Cálculo do Imposto de Renda
IR = 15% x RB = 0,15 x RB
RB = VR – P = 5.724,08-5.000,00 =
724,08
IR = 0,15 x 724,08 = 108,61
c) Cálculo do valor de resgate líquido
VRL = VR – IR = 5.724,08 – 108,61 =
5.615,47
2. No dia 2 de março de 1995, o Sr.
Oswaldo aplicou $ 14.000,00 em RDB pa-
ra resgate no dia 2 de julho (prazo de 122
dias), a uma taxa de juros de 15% ao a-
no. Supondo-se que os valores da TR re-
ferentes aos dias 2 dos meses de março a
junho fossem respectivamente de 1,87%,
2,19%, 1,91% e 1,78%, calcular o valor
de resgate líquido.
Solução:
Pc=14.000,00 x 1,0187 x 1,0219 x1,0191 x
1,0178 = 15.116,87
VR= 15.116,87 x (1,15)132/360=15.850,09
RB = 15.850,09-14.000,00=1.850,09
IR=0,15 x 1.850,09=277,51
VRL = 15.850,09-277,51=15.572,58
CÁLCULO DA CORREÇÃO E DE SALDOS
CORRIGIDOS
Suponha-se que a atualização monetária
deva ser fixada segundo determinado ín-
dice indicador da inflação, cujos valores,
para n períodos consecutivos, são I0, I1,
I2, ..., In, sendo I0 o valor correspondente
ao início do primeiro período e os demais
correspondentes ao fim dos n períodos
considerados.
As taxas de atualização monetária, i1, i2,
..., in, para cada um desses períodos, se-
rão:
1
1
0
1Ii
I
= −
1
1
n
n
n
Ii
I
= −− (1)
A taxa de atualização monetária para os n
períodos, taxa total de atulização monetá-
ria ou, ainda, taxa acumulada de atualiza-
ção monetária, iac, será:
0
1nac
Ii
I
= − (2)
Observe-se que as igualdades (1) podem
ser escritas da seguinte forma:
1
1
n
n
n
I i
I
= +−
E, multiplicando membro a membro estas
últimas igualdades, tem-se:
1 2
... 1 2
0 1
. . . (1 )(1 )...(1 )
1
n
n
n
II I i i i
I I I
= + + +−
ou
1 2
0
(1 )(1 )...(1 )n n
I i i i
I
= + + +
em que:
1 2
0
1 (1 )(1 )...(1 ) 1n n
I i i i
I
− = + + + −
Então, a taxa acumulada de atualização
monetária para os n períodos também
pode ser calculada da seguinte forma:
NOVA EDIÇÃO MATEMÁTICA FINANCEIRA
39
1 2(1 )(1 )...(1 ) 1ac ni i i i= + + + −
Exemplo 1:
Os valores do BTN, para os seis primeiros
meses do ano de 1990, eram:
a) Se a atualização monetária de um in-
vestimento foi fixada pela variação do
BTN, qual a taxa de atualização monetária
de janeiro, fevereiro, março, abril e maio?
b) Qual a taxa acumulada de atualização
monetária para esse período de cinco me-
ses?
a) .
. 17,09681 1 0,5611
. 10,9518jan
fevBTNi
janBTN
= − = = − =
.
. 29,53991 1 0,7278
. 17,0968fev
marBTNi
fevBTN
= − = = − =
.
. 41,73401 1 0,4128
. 29,5399mar
abrBTNi
marBTN
= − = = − =
.
41,73401 1 0
. 41,7340abr
maioBTNi
abrBTN
= − = = − =
. 43,97931 1 0,0538
. 41,7340maio
junBTNi
maioBTN
= − = = − =
b)
. 43,97931 1 3,0157
. 10,9518ac
junBTNi
janBTN
= − = = − =
outra solução:
. . .(1 )(1 )(1 )(1 )(1 )ac jan fev mar abr maioi i i i i i= + + + + + =
1,5611.1,7278.1,4128.1.1,0538-1=3,0157
Resposta:
a)56,11%, 72,78%, 41,28%, 0% e 5,38%
b) 301,57%
janeiro 10,9518
fevereiro 17,0968
março 29,5399
abril 41,7340
maio 41,7340
junho 43,9793
NOVA EDIÇÃO MATEMÁTICA FINANCEIRA
40
Quadro de tabelas
Juros
Demonstralção dos efeitos dos critérios
de cálculo (juros legais ou capitalizados)
sobre o efeito das próprias taxas de ju-
ros. Observe-se no quadro comparativo
os resultados obtidos com o uso dos ju-
ros legais e com o uso dos juros capita-
lizados, variando-se a taxa de juros
mensais entre 1% e 12%:
Fluxo de caixa é um objeto matemático
que pode ser representado graficamente
com o objetivo de facilitar o estudo e os
efeitos da análise de uma certa aplicação,
que pode ser um investimento, emprésti-
mo, financiamento, etc. Normalmente, um
fluxo de caixa contém Entradas e Saídas
de capital, marcadas na linha de tempo
com início no instante t=0.
Um típico exemplo é o gráfico:
Fluxo de Caixa da pessoa
Eo
0 1 2 3 ... n-1 n
S1 S2 S3 ... Sn-1 Sn
que representa um empréstimo bancário
realizado por uma pessoa de forma que
ela restituirá este empréstimo em n par-
celas iguais nos meses seguintes. Obser-
vamos que Eo é o valor que entrou no
caixa da pessoa (o caixa ficou positivo) e
S1, S2, ..., Sn serão os valores das parce-
las que sairão do caixa da pessoa (negati-
vas).
No Fluxo de Caixa do banco, as setas têm
os sentidos mudados em relação ao senti-
dos das setas do Fluxo de Caixa da Pesso-
a. Assim:
Fluxo de Caixa do banco
E1 E2 E3 ... En-1 En
0 1 2 3 ... n-1 n
So
O fato de cada seta indicar para cima (po-
sitivo) ou para baixo (negativo), é assu-
mido por convenção, e o Fluxo de Caixa
dependerá de quem recebe ou paga o Ca-
pital num certo instante, sendo que:
t=0 indica o dia atual;
Ek é a Entrada de capital num momento k;
Sk é a Saída de capital num momento k.
Juros após 1 ano
(doze meses)
Juros após 5 anos (60 me-
ses)
Juros
MensaisJuros
Legais
Juros
Capitaliz.
Juros
Legais
Juros
Capitaliz.
1% 12% 12,7% 76,2% 81,8%
5% 60% 79,6% 948,6% 1.767,9%
8% 96% 151,8% 2.792,5% 10.025,7%
10% 120% 213,8% 5.053,6% 30.348,2%
12% 144% 289,6% 8.548,7% 89.659,7%
NOVA EDIÇÃO MATEMÁTICA FINANCEIRA
41
Observação: Neste trabalho, o ponto prin-
cipal é a construção de Fluxos de Caixa na
forma gráfica e pouca atenção é dada à
resolução dos problemas. Caso você tenha
algum Fluxo de Caixa interessante que
valha a pena ser tratado, envie a sua
sugestão.
TABELA PRICE E CADERNETA DE POU-
PANÇA
Informação Price PES
Taxa Mensal
de Referência
(TR)
0,50% 0,50%
Taxa Efetiva
Anual de Juros
11,020000%11,020000%
Taxa Efetiva
Mensal de Ju-
ros
0,8750% 0,8750%
Percentual do
Seguro sobre
o Valor do
Imóvel
0,0164% 0,0164%
Percentual do
Seguro sobre
o Valor do
Empréstimo
0,0648% 0,0648%
Número de
Pagamentos
mensais
36 36
Valor Total do
Empréstimo
10.000,00 10.000,00
Valor da Pres-
tação - 1o.
ano
325,02 365,28
Valor da
Prestação -
2o. ano
325,02 355,70
Valor da
Prestação -
3o. ano
325,02 341,46
Valor Médio
das 36 Presta-
ções
325,02 354,15
Taxa Real
mensal de
juros: 1o. ano
1,378886% 1,5622%
Taxa Real a-
nual de juros:
1o. ano
17,86102% 20,4442%
Taxa Real
mensal de
juros: 2o. ano
1,378886% 1,5848%
Taxa Real a-
nual de juros:
2o. ano
17,86102% 20,7663%
Taxa Real
mensal de
juros: 3o. ano
1,378886% 1,5705%
Taxa Real a-
nual de juros:
3o. ano
17,86102% 20,5620%
Valor do Se-
guro sobre o
Imóvel
(R$15.000,00)
2,46 2,46
Valor do Se-
guro sobre o
Empréstimo
(R$10.000,00)
6,48 6,48
Valor da Soma
dos Seguros
(1a. parcela)
8,94 8,94
Saldo Final
após 36 pa-
gamentos
1.353,45 -52,32
Valor mensal
necessário
para zerar o
Saldo Final
354,28 354,15
Quadro Comparativo: Juros Compostos (Tabe-
la Price) X Juros Simples
equivalência básica
Seja uma taxa i para um período T. A taxa equivalente
it , para um período t, é tal que:
1 + it = (1 + i)t/T ou it = (1 + i)t/T - 1. Pelas
multiplicações sucessivas que resultam na exponenci-
al, o método é algumas vezes chamado de "juro sobre
juro".
Exemplo: uma taxa de 12% ao ano (i = 0,12) é e-
quivalente a
Mensal (t = T/12): (1 + 0,12)1/12 - 1 ≅ 0,009489 ou
0,9489%.
Trimestral (t = T/4): (1 + 0,12)1/4 - 1 ≅ 0,02874 ou
2,874%.
Semestral (t = T/2): (1 + 0,12)1/2 - 1 ≅ 0,0583 ou
5,83%.
E uma taxa de 1% ao mês (i = 0,01) é equivalente a
NOVA EDIÇÃO MATEMÁTICA FINANCEIRA
42
Trimestral (t = 3T): (1 + 0,01)3 - 1 ≅ 0,03030 ou
3,03%.
Semestral (t = 6T): (1 + 0,01)6 - 1 ≅ 0,06152 ou
6,152%.
Anual (t = 12T): (1 + 0,01)12 - 1 ≅ 0,1268 ou
12,68%.
Dá os valores de (1 + i)n para diversos
valores de i e n. É evidente que calculado-
ras financeiras e planilhas dispensam isso,
mas em provas são bastante usadas.
Relação capital-montante
Para fluxos com pagamento e recebimento únicos
(Fig 1 e 2), a fórmula do juro simples continua váli-
da:M = C (1 + it). Se n = t/T, temos M = C (1 + (1
+ i)n - 1).Assim, M = C (1 + i)n. Onde i é a taxa do
período e n o número de períodos.
Pagamentos ou recebimentos múltiplos (valor atual)
Seja, conforme Fig 3, um empréstimo C para ser
pago em n períodos iguais, com prestações tam-
bém iguais P e taxa por período i. Deseja-se saber
a relação entre C e P.
Para resolver, considera-se que C é a so-
ma dos valores atuais de cada pagamento
individual.Para um pagamento genérico j
(1 £ j £ n), conforme equação anterior, o
valor atual é P/(1+ij).Considerando T o
período a que se refere a taxa i, um pa-
gamento de ordem j terá o período t = jT
e t/T = j.Conforme fórmula da equivalên-
cia, ij = (1 + i)j - 1. E o valor atual do
pagamento j será P/(1+i)j.Assim, o valor
C será dado pela soma C = Sj=1,n P/(1 +
i)j = P Σj=1,n 1/(1 + i)j.As parcelas
1/(1+i)j equivalem a (1/(1+i))j e, fazendo
q = 1/(1+i), temos:C = P
Sj=1,n qj.
O somatório é de uma
progressão geométrica e
pode ser usada a fórmula
da sua soma. Portanto, C
= P q (1 - qn) / (1 - q).Na
equação dada, substituin-
do q e simplificando, te-
mos:C = P [(1 + i)n - 1] /
[i (1 + i)n]. A função f(i,n)
= [(1 + i)n - 1] / [i (1 +
i)n] é chamada de fator de
valor atual.Exemplo: você
deseja comprar uma mer-
cadoria e o vendedor pro-
põe 3 pagamentos
consecutivos mensais de
R$ 100,00 cada, com taxa
de 2% ao mês, sendo o 2% ao mês, sendo o primeiro pagamento
daqui a 1 mês. Qual deverá ser o valor a
vista da mercadoria?Então, i = 0,02 e (1
+ i) = 1,02. E, calculando separadamente,
temos:Valor presente da 1ª prestação =
100/1,02 = 98,04.Valor presente da 2ª
prestação = 100/1,022 = 96,12.Valor
presente da 2ª prestação = 100/1,023 =
94,23.E o valor a vista será 98,04 +
96,12 + 94,23 = 288,39.Pela fórmula te-
mos: q = 1/1.02 = 0,9804; P = 100; n =
3.C = 100 0,9804 (1 - 0,98043) / (1 -
0,9804) = 98,04 (1 - 0,9423) / 0,0196 =
288,61 (a diferença nos centavos se deve
à aproximação de casas decimais nos
cálculos).Pela tabela, f(2%,3) = 2,884 e,
portanto, C = 100 x 2,884 = 288,40.O
procedimento seria praticamente o mes-
mo se você tivesse que dar uma entrada
(exemplo: uma entrada e mais três pres-
tações). Basta somar a entrada ao valor
n 1% 2% 3% 4% 5% 6% 7% 8% 9% 10% 12% 15% 18%
1 1,010 1,020 1,030 1,040 1,050 1,060 1,070 1,080 1,090 1,100 1,120 1,150 1,180
2 1,020 1,040 1,061 1,082 1,103 1,124 1,145 1,166 1,188 1,210 1,254 1,323 1,392
3 1,030 1,061 1,093 1,125 1,158 1,191 1,225 1,260 1,295 1,331 1,405 1,521 1,643
4 1,041 1,082 1,126 1,170 1,216 1,262 1,311 1,360 1,412 1,464 1,574 1,749 1,939
5 1,051 1,104 1,159 1,217 1,276 1,338 1,403 1,469 1,539 1,611 1,762 2,011 2,288
6 1,062 1,126 1,194 1,265 1,340 1,419 1,501 1,587 1,677 1,772 1,974 2,313 2,700
7 1,072 1,149 1,230 1,316 1,407 1,504 1,606 1,714 1,828 1,949 2,211 2,660 3,185
8 1,083 1,172 1,267 1,369 1,477 1,594 1,718 1,851 1,993 2,144 2,476 3,059 3,759
9 1,094 1,195 1,305 1,423 1,551 1,689 1,838 1,999 2,172 2,358 2,773 3,518 4,435
10 1,105 1,219 1,344 1,480 1,629 1,791 1,967 2,159 2,367 2,594 3,106 4,046 5,234
11 1,116 1,243 1,384 1,539 1,710 1,898 2,105 2,332 2,580 2,853 3,479 4,652 6,176
12 1,127 1,268 1,426 1,601 1,796 2,012 2,252 2,518 2,813 3,138 3,896 5,350 7,288
13 1,138 1,294 1,469 1,665 1,886 2,133 2,410 2,720 3,066 3,452 4,363 6,153 8,599
14 1,149 1,319 1,513 1,732 1,980 2,261 2,579 2,937 3,342 3,797 4,887 7,076 10,147
15 1,161 1,346 1,558 1,801 2,079 2,397 2,759 3,172 3,642 4,177 5,474 8,137 11,974
16 1,173 1,373 1,605 1,873 2,183 2,540 2,952 3,426 3,970 4,595 6,130 9,358 14,129
17 1,184 1,400 1,653 1,948 2,292 2,693 3,159 3,700 4,328 5,054 6,866 10,761 16,672
18 1,196 1,428 1,702 2,026 2,407 2,854 3,380 3,996 4,717 5,560 7,690 12,375 19,673
NOVA EDIÇÃO MATEMÁTICA FINANCEIRA
43
calculado conforme procedimento anteri-
or.
Tabela II
Resultados do fator de valor atual para diver-
sos i e n.
Amortização: a polêmica do saldo devedor
Quando alguém contrata um empréstimo, po-
de-se dizer que esta pessoa assumiu um saldo
devedor com o credor. A cada parcela ou pres-
tação paga, o empréstimo é amortizado, isto
é, o saldo devedor diminui e o financiamento
estará quitado quando o saldo se tornar nu-
lo.No conceito técnico de matemáticafinancei-
ra, a amortização se refere somente à redução
do valor inicial (o principal da dívida) e, por-
tanto, é separada dos juros.Um exemplo: você
toma R$ 500,00 emprestado, com juro de 2%
(i=0,02) ao mês, para pagar em 4 meses,
com primeiro pagamento um mês depois.
Conforme a fórmula do valor atual, isso dá
uma prestação de R$ 131,31.
Seu credor poderá dizer: "Agora, estou lhe
emprestando R$ 500,00. Daqui a um mês,
você estará devendo não apenas R$ 500,00
mas sim este valor acrescido do juro de 1 mês
(2%) e o seu saldo devedor será a diferença
entre o valor corrigido e a prestação paga.
Este saldo devedor será corrigido no mês sub-
seqüente e assim sucessivamente".
Pergunta-se: o procedimento está correto?
Não é uma vantagem indevida para o credor?
Aqui, o propósito não é criticar ou defender
bancos mas é apenas verificar se o método
tem fundamento aritmético.
Na tabela abaixo, na coluna B (fluxo), azul
significa recebimento e vermelho, pagamento.
A coluna C indica o saldo devedor do período
anterior que, para o primeiro pagamento, é o
valor emprestado.
Na coluna D, o saldo devedor é corrigido pelo
juro de um mês (2%) e a coluna E dá este
valor corrigido menos a prestação paga, que
será o saldo devedor ante-
rior para o período seguin-
te.
Portanto, o saldo devedor
se anula com o pagamento
da última prestação e o
método parece estar corre-
to. Se o saldo devedor não
fosse corrigido, a parte
devedora teria um saldo
credor no final do financi-
amento!
No Brasil, em financiamen-
tos de longo prazo como
aqueles para compra de
imóveis, é comum um con-
siderável número de pes-
soas se deparar com sal-
dos impagáveis após al-
gum tempo. Mas por que
isto ocorre? Pode-se citar
várias causas: altas taxas de juro, redução de
rendas devido à retração econômica, atualiza-
ção por índices de inflação favoráveis aos cre-
dores e muitas outras. Pelo menos, a aritméti-
ca não pode ser responsabilizada.
n 1% 2% 3% 4% 5% 6% 7% 8% 9% 10% 12% 15% 18%
1 0,990 0,980 0,971 0,962 0,952 0,943 0,935 0,926 0,917 0,909 0,893 0,870 0,847
2 1,970 1,942 1,913 1,886 1,859 1,833 1,808 1,783 1,759 1,736 1,690 1,626 1,566
3 2,941 2,884 2,829 2,775 2,723 2,673 2,624 2,577 2,531 2,487 2,402 2,283 2,174
4 3,092 3,808 3,717 3,630 3,546 3,465 3,387 3,312 3,240 3,170 3,037 2,855 2,690
5 4,853 4,713 4,580 4,452 4,329 4,212 4,100 3,993 3,890 3,791 3,605 3,352 3,127
6 5,795 5,601 5,417 5,242 5,076 4,917 4,767 4,623 4,486 4,355 4,111 3,784 3,498
7 6,728 6,472 6,230 6,002 5,786 5,582 5,389 5,206 5,033 4,868 4,564 4,160 3,812
8 7,652 7,325 7,020 6,733 6,463 6,210 5,971 5,747 5,535 5,335 4,968 4,487 4,078
9 8,566 8,162 7,786 7,435 7,108 6,802 6,515 6,247 5,995 5,759 5,328 4,772 4,303
10 9,471 8,983 8,530 8,111 7,722 7,360 7,024 6,710 6,418 6,145 5,650 5,019 4,494
11 10,368 9,787 9,253 8,760 8,306 7,887 7,499 7,139 6,805 6,495 5,938 5,234 4,656
12 11,255 10,575 9,954 9,385 8,863 8,384 7,943 7,536 7,161 6,814 6,194 5,421 4,793
13 12,134 11,348 10,635 9,986 9,394 8,853 8,358 7,904 7,487 7,103 6,424 5,583 4,910
14 13,004 12,106 11,296 10,563 9,899 9,295 8,745 8,244 7,786 7,367 6,628 5,724 5,008
15 13,865 12,849 11,938 11,118 10,380 9,712 9,108 8,559 8,061 7,606 6,811 5,847 5,092
16 14,718 13,578 12,561 11,652 10,838 10,106 9,447 8,851 8,313 7,824 6,974 5,954 5,162
17 15,562 14,292 13,166 12,166 11,274 10,477 9,763 9,122 8,544 8,022 7,120 6,047 5,222
18 16,398 14,992 13,754 12,659 11,690 10,828 10,059 9,372 8,756 8,201 7,250 6,128 5,273
A B C D E F G H
Perío-
do
Fluxo
SD na-
terior
SD
corri-
gido
SD
amor-
tizado
Juro
pago
Amortiz
paga
Soma
C x
1,02
D - B D - C C - E F + G
0 500,00
1 131,31 500,00 510,00 378,69 10,00 121,31 131,31
2 131,31 378,69 386,26 254,95 7,57 123,74 131,31
3 131,31 254,95 260,05 128,74 5,10 126,21 131,31
4 131,31 128,74 131,31 0,00 2,57 128,74 131,31
Soma >> 25,24 500,00 525,24