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5. AUTOMEDICAÇÃO - REDAÇÃO ENEM

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AUTOMEDICAÇÃO
Infelizmente, a despeito de todo o progresso tecnológico e humanitário obtido na contemporaneidade, a
automedicação segue como um entrave intolerável à nação. A partir disso, é inegável que a recalcitrância dessa
vicissitude está vinculada não só à falta de informações sobre as consequências dessa prática, mas também à
carência de políticas públicas que controlem a aquisição de remédios sem receita. Por conseguinte, é indiscutível
que há a premência de providências imediatas para que o impasse seja resolvido.
Historicamente, no século XX, ocorreu o surgimento do primeiro antibiótico, a penicilina, a qual começou a ser
produzida em larga escala devido ao seu amplo sucesso na cura de enfermidades; porém, seu uso indevido
-sem prescrição médica- promoveu a naturalização da automedicação. Analogamente, é nítido que, mesmo com
o desenvolvimento de estudos recentes que comprovam o quão prejudicial à saúde é o uso desmedido de
fármacos, essa conduta já está enraizada, hodiernamente, na memória histórica da população.
Lamentavelmente, a falta de informações sobre as consequências da ingestão inadequada de remédios auxilia
na continuação dessa atividade, uma vez que a comunidade não é consciente em relação às doenças
decorrentes do uso incorreto dos medicamentos. Dessa forma, é incontestável que a educação -promovida no
ambiente escolar- é um meio de despertar o senso crítico dos indivíduos para os prejuízos desse
comportamento.
Ademais, a carência de políticas públicas que controlem, com fiscalização mais rígida, a aquisição de remédios
sem receita é, sem dúvida, um agravante para o miasma vivenciado, sendo sua perpetuação inadmissível na
conjuntura moderna. Consoante o linguista e sociólogo Noam Chomsky, a relevância da indústria farmacêutica
para a economia de um país instiga que o Estado “feche os olhos” para a superação da automedicação. É
indubitável que a problemática, no Brasil, enquadra-se na teoria do sociólogo, visto que os governantes,
inúmeras vezes, priorizam o lucro em detrimento da preservação da saúde dos cidadãos. Tristemente, é
repugnável afirmar que o problema escanteado pelo Poder Público , segundo a OMS, causa mais de 10% das
internações hospitalares brasileiras, o que deveria ser incabível em pleno século XXI. Logo, perante uma
realidade inconcebível em que o capital é anteposto à vida, o saber - incentivado na esfera colegial - é um
caminho, em virtude do seu amplo poder de transformação, que levará a uma mudança definitiva dessa
idiossincrasia.
Sendo assim, conforme o pensamento do pedagogo Paulo Freire de que educar exige compreender que a
instrução é uma forma de intervenção no mundo, é necessário que o MEC implante uma disciplina intitulada
“Saúde”, que desenvolverá preceitos biológicos desde o Ensino Fundamental, por meio de aulas inteiramente
adaptadas à faixa etária do referido nível, contando ainda com recursos tecnológicos. Tudo isso contribuirá para
que a sociedade tenha cidadãos conscientes da sua responsabilidade.

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