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FILO MOLLUSCA 
 Uma característica que engloba TODOS os representantes do filo é a presença de um 
MANTO, fazendo que seu corpo apresente um aspecto mais MOLE. 
 Dentre os moluscas se encontram as classes: APLACOPHORA, POLYPLACOPHORA, 
MONOPLACOPHORA, GASTROPODA, CEPHALOPODA, BIVALVIA E SCAPHOPODA. 
 
CLASSE APLACOPHORA 
 Representados por animais VERMIFORMES. 
 São encontrados em fundos ou em corais hidróides. 200 a 3.000m. 
 São pequenos, a maioria apresenta 5mm do tamanho do corpo. 
 Por apresentar o corpo de vermiforme, esses animais não apresentam uma cabeça bem 
definida. 
 A principal característica desses animais é apresentar o corpo vermiforme, manto (na 
região da parede dorsal do corpo) além do corpo desse animal apresentar uma cutícula 
com espiculas calcaria que são de carbonato de cálcio. 
 Apresenta à região onde possuem o pé (SULCO PEDIOSO)  responsável para a 
locomoção, essa região do sulco possui cílios, o movimento é de pregas longitudinais 
e ação ciliar. 
 Dentro dessa classe se tem os representantes: 
 QUETODERMOMORFOS: apresentam um escudo oral. 
 NEOMENIOMORFOS: apresentam fossetas sensoriais (tanta na região da boca quanto 
na região posterior), são apresentados por possuir sulco pedioso. 
 
CLASSE POLYPLACOPHORA = MUITAS CONCHAS 
 
 
 Representados pelos: QUITONS 
 Animais de tamanho pequeno, mas podem apresentar de 3 mm a 40cm. 
 Esses animais estão localizados principalmente em substrato mais rígido, como 
rochas principalmente, eles se predem no substrato duro para se proteger. 
 Movimentos lentos, passando a vida presos/ encrustados a essa região do costão 
rochoso. 
 Esses animais possuem uma caracteristicas de camuflagem, uma vez que, quando 
se prendem ao substrato se camuflam. 
 Dentre os quitons, eles apresentam a característica de dispor de um MANTO 
(CINTURÃO) na região dorsal. 
 Além disso, na região dorsal eles apresentam oito placas chamadas de 8 placas ou 8 
conchas, onde são ligadas umas as outras atraves de uma apófise (é como se ela tivesse 
uma asa e, essa asa, conecta a placa anterior fazendo com que aja essas conchas 
sobrepostas) onde auxilia na FLEXIBILIDADE PARA O ANIMAL NO MOMENTO DA 
MOVIMENTAÇÃO, podendo ate contorcer o corpo. 
 Na região ventral é observado um pé desenvolvido e achatado, onde esse por sua vez, faz 
com que o animal se prenda ao costão rochoso. 
 Na região anterior = abertura da boca. Na região posterior = abertura do ânus. 
 Entre o pé e a região do manto existe um SULCO e nessa região são observadas as 
BRÂNQUIAS nesses animais, além da abertura do NEFRIDIÓPORO, onde se tem a 
abertura do órgão excretor que são os nefrídeos. 
 
 
 
CLASSE MONOPLACOPHORA 
 
 Apenas UMA concha. 
 Registrado apenas vinte espécies. 
 Habitam profundidades de dois mil a sete mil metros. 
 Apresentam uma concha simples e simétrica em forma de chapéu e na sua parte 
dorsal é observado um pé achatado e bem desenvolvido. 
 Também possuem a região anterior da boca e a região posterior do ânus. 
 Como foi mencionado anteriormente dos POLYPLACOPHORA, esses animais também 
possuem a região do SULCO PALIAL que é o que separa a região do pé da região do 
manto, onde é nessa região do sulco que é observado BRÂNQUIAS E NEFRIDIOS. 
 Os monoplacophoros apresentam uma REPETIÇÃO CILIADA DE ÓRGÃOS, ou seja, do 
mesmo lado que se observa uma região de brânquias também é observado do outro lado. 
Por isso eles dispõem de uma característica mais simétrica. 
 
CLASSE SCAPHOPODA 
 Eles apresentam uma concha tubular ou em forma de dente; 
 São comumente chamados de DENTES DE ELEFANTES; 
 São localizados em ambientes MARINHOS e são escavadores. 
 Por apresentarem um formato ALONGADO é observado no eixo ANTERIOR 
um orifício menor e no eixo POSTERIOR um orifício maior, esses animais 
escavam o sedimento mole atraves do seu pé, onde é um pé bem 
desenvolvido em forma de espátula. Além de ter forma de ancora para se 
fixar no sedimento mole. 
 O orifício anterior e menor fica em contato com agua, permitindo que agua 
penetre o corpo do animal atraves desse orifício indo ate à região posterior 
próximo a região dos pés e dos tentáculos. 
 Quando água passa por esse canal ela passa em contato com o MANTO, 
ocorrendo as trocas gasosas atraves desse manto, por DIFUSÃO, uma vez que 
esses animais NÃO apresentam brânquias. 
 
CLASSE GASTROPODA 
 
 
 
 
 Representada por animais bem conhecidos como: CARACOL, CARAMUJO, 
LESMA DO MAR E LESMA TERRESTRE. 
 Eles apresentam em comum: o pé (poda) na região gástrica. 
 Principal característica: corpo dividido em: CABEÇA, PÉ E CONCHA. 
 A cabeça é desenvolvida possuindo estruturas sensoriais e a região da boca. 
 A região do pé: é um pé bem achato e ciliar (assim como nos 
MONOPLACOPHORA E POLYPLACOPHORA) 
 Apresentam também apenas por UMA concha, sendo essa concha diferente da 
concha dos monoplacophora, é uma concha espiralada. Entretanto nem todos 
os gastropodas possuem conchas. 
 
 ORIGEM E EVOLUÇÃO DO PLANO CORPOREO DOS GASTRÓPODES: 
 
 É importante mencionar que dentro dos gastropodas ouve uma evolução do 
seu plano corpóreo. 
 É sabido que eles surgiram dos MONOPLACOPHORA, porém houve uma 
mudança corporal onde eles acabaram se diferenciando. 
 QUAIS FORAM ESSAS MUDANÇAS? 
 Alongamento da concha e massa visceral. 
 Enrolamento planispiral da concha e da massa visceral, ocorrendo a 
TORÇÃO. 
 E após isso, houve um enrolamento conispiral e assimétrico. 
 Independente se o animal apresenta concha ou não ele possui o 
enrolamento na região interna do corpo e quando ele possuir concha vai 
haver esse enrolamento na concha também. 
ALONGAMENTO DA CONCHA E DA MASSA VÍSCERAL 
 São animais semelhantes aos monoplacophora, sendo assim, irão apresentar 
uma abertura maior na região ventral onde a concha é mais baixa, ou seja, o 
animal fica totalmente exposto no substrato se protegendo. Como se pode 
observar na imagem abaixo houve um alongamento da concha e um 
alongamento da massa visceral e quando houve esse alongamento, a abertura 
ventral foi diminuindo, ocasionando em uma abertura menor. 
 O alongamento da concha e da massa visceral proporciona o animal a ficar 
totalmente dentro da concha, como os caramujos e caracóis, com o intuito de se 
protegerem. 
 
 
 
  A SEGUNDA ETAPA DA EVOLUÇÃO: PROCESSO EVOLUTIVO ENROLAMENTO 
PLANISPIRAL 
 
 No momento que houve o alongamento da concha e o alongamento da massa 
visceral, essa concha enrolou para a região anterior sobre a cabeça ou se 
enrolou para a região posterior sobre os pés. 
 
 
 Ocorrendo assim a torção, que seria: um giro de 180° graus no sentindo anti-
horário da massa visceral, concha, manto e cavidade do manto em relação a 
cabeça e ao pé. 
 O que isso modificou no corpo dos gastrópodes? O gastrópode possui uma boca 
na região anterior e o ânus na região posterior, tendo uma diferenciação do que 
seria região posterior e região anterior. Com a torção houve a torção tanto da 
concha quanto de alguma outra parte do corpo do animal, como os tratos 
digestivos e os nervos , ocorreu essa torção. A TORÇÃO É VERIFICADA COM 
FACILIDADE NA REGIÃO DO SISTEMA DIGESTORIO. ONDE A PARTE DA 
ABERTURA DO ÂNUS FICA MUITO PROXIMA A ABERTURA DA BOCA. 
CABEÇA, PÉ, PARTES VÍSCERAIS E O MANTO NÃO SOFREM A TORÇÃO. 
APENAS AS PARTES DO TRATO DIGESTORIOS E DOS NERVOS. 
 
PROCESSO EVOLUTIVO CONISPIRAL ASSIMÉTRICO 
 Antes da torção e todos os processos, eles apresentavam uma concha conispiral 
onde cada volta repousa por fora da procedente, ou seja, as voltas das conchas 
eram viradas paras as partes posteriores e anteriores dificultando a 
movimentação do animal, não tem uma firmeza da concha ocasionando em que 
o animal não consiga equilibrar a concha. 
 Já com o conispiral assimétrico, assim como aquelas observadas nas conchas de 
gastrópodes,cada volta situa-se de baixo da volta procedente, ou seja, se tem 
uma volta maior uma volta menor em cima e logo em seguida a outra vai 
diminuindo até chegar em seu ápice e, internamente, ela é uma região mais 
compactada onde o corpo do animal acaba se desenvolvido e enrolado dentro 
da concha. 
 Além disso, o animal se protege dentro da concha, quando ele se sente 
ameaçado ele entra na concha fechando a abertura bem rígida, denominada 
como opérculo. 
 
PROCESSO DA TORÇÃO: 
 O processo da torção ocorreu para uma grande melhora da atividade desse 
animal. 
 
 
 Na primeira imagem é possível perceber que não se tem a torção. Na parte 
anterior se tem a abertura da boca, o sistema digestório percorre o corpo e a 
abertura dos anus fica na região posterior, região que está localizado a cavidade 
do manto, e é nessa cavidade do ânus, que se tem abertura do ânus e também as 
estruturas em relação às trocas gasosas. 
 Já na segunda imagem, com a torção, é possível analisar a abertura da boca, o 
sistema digestório torcido e a região da abertura do ânus muito próxima a 
abertura da boca onde se tem a cavidade do manto, localizado também na 
região anterior. A diferença da torção, ou seja, o que melhorou para esse animal 
com essa torção foi na movimentação. 
 Se o animal tem o movimento unidirecional, a água ou ar passa pela região 
anterior (boca) e quando ela chega à região posterior (anus, onde é 
localizado também o manto) essa água circula com dificuldades, uma vez 
que, está com fluxo contrario. 
 Com a torção, as estruturas passaram a ficar, em especial, na região anterior, 
e quando o fluxo da agua percorre essa região, ela já bate na região do 
manto ocasionando com que haja trocas gasosas e, com isso, com a água 
vindo na mesma direção do animal faz com haja a limpeza constante da 
região da cavidade do manto. 
 Houve um conflito entre saneamento e ventilação uma vez que, melhorou a 
parte da ventilação, mas se tem agora o ânus na parte da cabeça, ou seja, a 
parte do saneamento é prejudicada, onde toda a sujeira toda é caída na 
cabeça do animal onde esta localizada a boca. 
NUTRIÇÃO 
 Possuem boca, na cavidade bucal apresentam uma rádula, além de possuírem; 
esôfago, estomago, intestino, reto e ânus. 
 Mas em relação a estrutura: houve uma torção no estomago, uma vez que, os 
gastropodas tem o sistema digestório e a concha torcida. 
SISTEMA SENSORIAL: 
 A CABEÇA DOS GASTROPODES É BEM DESENVOLVIDA. 
 Possuem dois pares de tentáculos. 
 : QUIMIORRECEPTORES TENTÁCULOS SENSORIAIS
 : APRESENTAM OS OLHOS NA PONTA. TENTÁCULOS CEFÁLICOS
 Os olhos dos gastrópodes são bem desenvolvidos, possuem lente e retina. Eles 
enxergam formas ou até mesmo cores. 
 Eles possuem os OSFRÁDIOS, que é um órgão sensorial localizado na cavidade 
do manto, onde é quimiosensorial/quimiorreceptor que detecta sedimento ou 
sujeira. 
 Possuem também os ESTATOCÍSTOS, que também é um órgão sensorial, 
localizado no pé, onde eles dão equilibro para os animais na movimentação 
e natação (no caso de lesma do mar) 
 
 CLASSE CEPHALOPODA = CABEÇA PROXIMA AO PÉ. 
 Quem são esses animais? LULAS, POLVOS, SÉPIAS E NÁUTILUS. 
 Característica principal: os pés foram modificados em estruturas perto da 
região da cabeça chamados de BRAÇOS ORAIS, em alguns casos também 
apresentam tentáculos que estão localizados em volta da região da cabeça. 
 Animais que apresentam maiores tamanhos em relação a outros invertebrados 
 Habitam: região costeira e também regiões marinhas. 
 
 Esses animais apresentam uma concha (quando presente) que auxilia na 
FLUTUABILIDADE, onde é uma concha mais leve e flexível, auxiliando na 
flutuabilidade, uma vez que os moluscos possuem a capacidade de natação, 
exceto o polvo. No caso do náutilos e a lula são animais PELÁGICOS, isto é, 
animais que vivem na região entre o fundo e superfície da agua, tendo a 
capacidade de natação. 
 
 No caso do Náutilos: apresentam uma concha externa e espiralada; por 
possuir essa concha externa e ter a capacidade de natação, o que faz com que 
ele nade é que essa concha tem a parte da região da câmara corporal, 
onde vai estar o corpo do náutilos e na região da concha que tem a parte 
espiralada, ela não possui a parte orgânica do corpo, chamada de região 
da câmara da concha, gases na câmera da concha. Quando o animal está 
nadando e quer ir para a parte de cima, ele enche essa parte da concha de 
ar para a concha ficar mais leve, flutuar e subir. E para ele descer, ele 
enche a câmara de gás de água para a concha ficar mais pesada e, assim 
descer. 
 A lula: apresenta uma concha interna, transparente e fina 
 Polvo: perde a concha. 
REGIÕES DO CORPO 
 Nos cefalópode, como dito anteriormente, eles dispõe dos braços orais na região 
da cabeça em volta da boca. 
 Os pés que foram modificados em braços orais ou em tentáculos (no caso da 
lula, ela possui um par de tentáculos) 
 E a região da massa visceral, parte do corpo do animal onde possui a massa 
visceral. 
 A parte do manto que cobre o corpo do animal. 
 E a região da cavidade do manto, localizado as brânquias. 
 A região da cabeça anterior possuindo: a parte da boca, cavidade bucal, rádula e 
cérebro (sistema nervoso desenvolvido, apresentando um gânglio maior) 
 Região do pé: preênsiveis e móveis, isto é, apresentam as ventosas no braços 
orais, além de terem na cavidade do manto os sifões: INALANTES (entra a agua) 
e os EXALANTES (sai a água). 
 
ALIMETAÇÃO 
 Esses animais são carnívoros, os braços orais (pés) estão em volta da região da 
boca, onde estão localizados também os olhos. 
 
 No caso dos NAUTILUS, eles possuem 90 braços ao redor da região da boca 
e, esses braços, NÃO apresentam ventosas, mas apresentam estruturas 
adesivas para segurar a presa no momento da captura. 
 LULAS: apresentam 8 braços orais, que APRESENTAM ventosas onde tais 
ventosas dispõe de pedúnculos, isto é, ela não está grudada diretamente 
nos braços. Na ventosa elas possuem um anel de quitina que forma uma 
espécie de dentes, onde quando ela for capturar a presa, ela consegue 
maior fixação. Além disso, a lula apresentam também DOIS TENTÁCULOS, 
onde são mais desenvolvidos do que os braços orais e, se diferenciam 
por serem mais alongados além de que os tentáculos só apresentam 
ventosas na ponta (os braços orais eles possuem ventosas por toda a 
parte) AS VENTOSAS DA LULA SÃO PENDUCULARES. 
 POLVO: apresenta 8 braços orais e não possui tentáculos. Possui 
ventosas em todo o braço oral, duas ventosas em cada braço oral 
(enquanto que na lula é somente uma) não possuem pedúnculos, as 
ventosas estão ligadas diretamente ao braço oral. Apresentam a região da 
cabeça bem desenvolvida. 
: para se OS CEPHALOPODES APRESENTAM GLÂNDULAS DA TINTA
protegerem e fugir de predadores esses animais vão se movimentar, possuindo 
o movimento de JATO DE PROPULSÃO e, no momento que ele movimentar, ele 
libera uma nuvem escura que é a tinta produzida por eles. 
 Esses animais possuem a região da glândula de tinta, onde ela produz a tinta 
(cores escuros) que conecta ao ducto libera a tinta na região da cavidade 
do manto. Como acontece? Quando esse animal se sente ameaçado ele 
libera na cavidade do manto e, por jato de propulsão, o animal aperta 
essa cavidade do manto, uma vez que ela está cheia de água e nesse 
momento misturada com a tinta, quando ele aperta essa agua sai com 
força, auxiliando para que o animal sai com impulsos, por meio desse jato, 
liberando a tinta na água. 
 
 
TRANSPORTE INTERNO: 
 Os cefalópodes apresentam sistema circulatório fechado, a partir disso, todos os 
outros moluscos apresentam sistema circulatório aberto. 
 Como seria esse sistema circulatório fechado? O SANGUE É CONECTADO 
NESSES CANAIS QUE SÃO: ARTERIAS, VEIAS E CAPILARES E VASOS 
SANGUINEOS. QUANDO O SANGUE PASSA POR TODOS OS ESSES CANAIS 
E, EMESPECIAL, OS CAPILARES, UMA VEZ QUE SÃO MAIS FINOS, ELE EM 
CONTATO COM O ÓRGÃO FAZ AS TROCAS POR DIFUSÃO. 
 No coração sistêmico é bombeado o sangue para a aorta levando esse sangue 
para os capilares que em contato com os órgãos ele oxigena os órgãos. Além 
disso, o sangue que não está oxigenado sai dos órgãos e passa pelas veias 
chegando ate as brânquias. E, nesse momento onde é levado para as 
brânquias, onde esses animais possuem um par de brânquias e quando ele 
vai a contato com as brânquias ele passa por uma estrutura chamada de 
coração branquial, que serve para dar força e bombear o sangue quem vem 
dos capilares e, assim, impulsionar esse sangue para as brânquias 
propriamente dita. Esse sangue que vai até as brânquias não oxigenadas, 
passa pelo coração branquial impulsionado então passa pelas brânquias, 
onde é nas brânquias que ele será oxigenado, após passar pelas brânquias e 
ser oxigenado o sangue chega ate os vasos, retornando para o coração 
sistêmico. 
 
SISTEMA NERVOSO 
 Mais desenvolvido, por muitas vezes é comparado com o sistema nervoso 
dos vertebrados. 
 Apresentam gânglios cerebrais maiores, protegidos pelo crânio. 
Apresentam vários gânglios que são conexões de varias células nervosas. 
Formando os: gânglios pediosos, gânglios pleurovisceral, gânglio estrelar entre 
outros. Onde cada gânglio se conecta com uma parte do corpo para ter uma 
resposta ao ambiente mais rápida do corpo. 
 
ÓRGÃOS SENSORIAIS 
 Possuem olhos desenvolvidos, semelhantes aos olhos dos peixes. 
 Possuem lentes, córnea, retina e íris, ou seja, é um olho bem desenvolvido. 
 Os únicos que não apresentam os olho muito desenvolvido são os nautilóides 
onde nem apresentam as lentes. 
 As lulas, principalmente, apresentam LINHAS EPIDÉRMICAS, onde se vê 
muito em peixes, onde eles apresentam aquelas linhas que têm no corpo 
todo do animal, para que ele possa detectar a parte térmica ou as 
vibrações da agua. Desse modo, as lula também têm essa linha epidérmica 
 Possuem também os ESTATOCISTOS, que são bem desenvolvidos, 
auxiliando no equilíbrio do animal e, também, na detecção gravitacional 
desses animais. 
CLASSE BIVALVIA = duas valvas 
 Apresentam duas conchas.  
 Entre esses animais se tem: mexilhões, ostras, vieiras e etc.  
 Habitat: ambientes marinhos e de agua doce, normalmente são encontrados em 
sedimentos finos ou em sedimentos moles (como nas praias) ou em costões 
rochosos. 
PLANO CORPORAL DOS MOLUSOS É MODIFICADO NOS BIVALVIAS 
 Não possuem cabeça desenvolvida; 
 Corpo alongado, como se fosse achatado comprimido lateralmente; 
 Por muitas vezes são observadas sifões nesses animais sifão inalante, isto é, 
sifão que entra água e percorre internamente no corpo do animal. E o sifão 
exalante, isto é, a água sai do corpo desse animal. 
 E na região posterior (quando presente) apresentam um pé que pode ser 
bem desenvolvidos. 
 SUCINTAMENTE, SUAS CARACTERISTICAS BÁSICAS SÃO: 
 Apresentam duas valvas 
 Cabeça reduzida, sem apêndices sensoriais e não possui rádula. 
 São animais FILTRADORES 
 Pé é lateralmente comprimido e dirigido para frente. 
 Concha é composta de duas valvas articulares dorsalmente. 
 
ESSES ANIMAIS ESTÃO ADAPTADOS PARA SEREM SEDENTARIOS E SE 
ENTERRAM AOS SUBTRATOS MOLES. 
 
 Os animais enterrados são aqueles chamados de INFAUNA: são os escavadores 
de fundos moles. Possuem o sifão (para terem contato com a parte da agua) e o 
pé (em forma de espátula para auxiliarem na fixação) bem desenvolvido. 
 Os animais EPIFAUNA, isto é, podem ficar e cima do substrato, podendo ser 
sésseis  precisa de uma estrutura para se fixar, no caso dos mexilhões, eles 
apresentam uma estrutura em forma de raiz, que se fixa ao substrato, essa 
estrutura é denominada como BISSO. 
 
 
 
 
 
 
ESTRUTURA DO CORPO DOS BIVALVIAS: 
 
 Abaixo do manto se tem duas voltas (parte em branco) e a parte cinza é a parte 
do manto onde cobre internamente a concha e, interno a esse manto, se 
encontra a massa visceral. 
 Quando se observa os mantos, percebe-se que em sua ponta é dividido em 
três lobos, onde esses lobos ou pregas são sensoriais, que auxilia nas partes: 
, ajudando o animal se a proteger, quimiorreceptora e mecanorreceptora
uma vez que, quando o animal detecta perigo a parte mecanorreceptora faz 
com que o animal feche a concha para se proteger. 
 
Estrutura do corpo: CONCHA  EQUIVALVE E INEQUIVALVE (podem ser as 
duas conchas iguais ou as duas conchas diferentes) 
 
 Todos os bivalves apresentam as duas conchas, onde ela possui os ligamentos 
entre uma concha e outra, para auxiliar no movimento de abrir e fechar. 
 Esse ligamento está localizado na região chamada de: CHARNEIRA.  
 Sendo assim, os animais que possuem essa charneira, possuem a charneira 
propriamente dita com o ligamento ou até mesmo nessa charneira pode haver 
dentes que ajudam os animais ficarem com as conchas totalmente 
fechadas. 
 Na parte dorsal, é observada uma pontinha da concha, onde essa pontinha é 
chamada de UMBO, onde que é partir dele que são analisadas as linhas de 
crescimento. 
 Além disso, os bivalves apresentam músculos que são chamados de: 
MÚSCULOS ADUTORES, onde fazem o ligamento de uma concha para outra 
para poder ter a flexibilidade de abrir e fechar a concha com rapidez e 
fechar de uma forma que eles fiquem bem protegido e bem firme. 
 
  Quando se encontrar uma concha na praia, independente se estiver o animal ou 
não na concha, é observado certas estruturas do animal, uma vez que deixa 
cicatriz. 
 
 
 
 
 
 
 
NUTRIÇÃO 
 
 Assim como todos os moluscos, os bivalves apresentam: boca, esôfago, cecos 
digestivos e estômago (apresentando estilete), intestino e a região do reto 
e a abertura do ânus na cavidade do manto. Sistema digestório completo. 
 Esses animais podem usar as brânquias para auxiliar na captura dos 
alimentos, uma vez que, eles não têm estrutura para capturar. Sendo são 
animais filtradores, então a agua que entra pelo sifão inalante, passando 
pela cavidade do manto onde estão localizadas as brânquias, que podem 
ajudar a capturar a levar certos materiais orgânicos pela boca e, descartar 
materiais inorgânicos pelo sifão exalante. 
 
 
 
 
 Na imagem acima são notadas diferenças entre os grupos de bivalvias em 
relação à alimentação. 
 PROTOBRÂNQUIOS: mais simples. 
 LAMELIOBRÂNQUIOS: intermediários 
 SEPTIBRÂNQUIOS: mais desenvolvidos. 
 Os protebrânquios apresentam UM tentáculo do palpo e o palpo, é uma 
estrutura pequena, que auxilia na captura do alimento atraves do palpo. O palpo 
é responsável por selecionar toda a parte orgânica e inorgânica, o que for 
orgânico os cílios empurra para a região da boca e o inorgânico é jogado para 
fora do sifão. 
 Os lamelibrânquios: quem seleciona os alimentos orgânicos e inorgânicos são as 
brânquias, possuem uma brânquia muito desenvolvida e grande. Quando a água 
entra pelo sifão inalante e passa pela região da brânquia a agua vem com partes 
orgânica e inorgânica, onde a parte orgânica é levada para a região da boca e a 
parte inorgânica é levada para do sifão. 
 Septibrânquios: apresentam os dois sifões, onde o sifão inalante é mais 
desenvolvido e apresenta função de sugador, que suga micro-organismos 
levando para a região do sifão inalante e logo após é levado para a boca.