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Competência Absoluta x Competência Relativa (Processo Civil)

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Competência 
 normas de competência que são questão de ordem pública, visando o melhor 
funcionamento da organização judiciária. 
É absoluta a competência em razão da matéria, da pessoa ou da função (art. 62, CPC). 
A competência absoluta não pode ser modificada. 
As regras de competência fixadas pela Constituição de 1988 são sempre absolutas, independentemente do 
critério utilizado. 
Incompetência absoluta: deve ser determinada de ofício pelo juiz ou alegada pelo réu em preliminar de 
contestação; mas pode ser alegada em qualquer tempo e grau de jurisdição, por se tratar de norma de ordem 
pública (art. 64, caput e §1º, CPC). Ou seja, a incompetência absoluta não preclui quando não alegada a tempo, 
além de não sofrer prorrogação de competência (juiz inicialmente incompetente torna-se competente pela 
ocorrência da preclusão). 
Reconhecida a incompetência absoluta, o juiz deve remeter os autos ao juízo competente, mas serão 
conservados os efeitos da decisão proferida pelo juízo incompetente até que outra seja proferida pelo juízo 
competente, salvo decisão judicial em contrário (art. 64, §§ 3º e 4º, do CPC). 
Mesmo após a trânsito em julgado da sentença, a incompetência absoluta enseja o ajuizamento de ação 
rescisória. 
 
 normas de competência instituídas no interesse das partes. 
É relativa a competência territorial e em razão do valor da causa. 
A competência relativa pode ser modificada pela prorrogação; pela derrogação pela eleição de foro (acordo 
entre as partes); e pela conexão e a continência (art. 63, CPC). 
Incompetência relativa: deve ser suscitada pelo réu em preliminar de contestação, sob pena de preclusão. Caso 
o réu não o faça, a competência relativa será prorrogada (Art. 65, CPC). A incompetência relativa não pode ser 
conhecida de ofício pelo juiz, mas pode ser alegada pelo Ministério Público, nas causas em que atuar. 
Perpetuatio jurisdictionis (art. 43, CPC): a competência é determinada no momento do registro ou da 
distribuição da petição inicial, sendo irrelevantes as alterações posteriores do estado de fato ou de direito, salvo 
em caso de supressão de órgão jurisdicional ou alteração de competência absoluta.