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Multiplicação viral

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Josué Mallmann Centenaro 
Introdução 
Os vírus são capazes de infectar qualquer ser vivo, de 
bactérias até plantas e animais como o homem. Uma 
vez dentro desses organismos, eles replicam-se e 
utilizam a célula hospedeira para produzir as partículas 
virais. 
Pontos importantes 
O primeiro passo para uma infecção viral é a ligação de 
proteínas virais (também chamadas de ligantes) aos 
receptores celulares. Sem isso, a infecção não ocorre. 
 
O vírus aproveita os receptores presentes nas células 
hospedeiras para fazer essa ligação entre espículas 
(geralmente glicoproteínas) e receptor. Quanto mais 
ajustado o ligante no receptor, mais específicos eles 
são, aumentando a transmissibilidade. 
Etapas 
Apesar de a multiplicação viral mudar de espécie para 
espécie, o ciclo pode ser dividido em: 
 Adesão: de forma aleatória, as partículas virais 
aderem-se à célula hospedeira através de 
proteínas presentes em seus capsídeos. Essas 
proteínas interagem com outras proteínas 
presentes na membrana da célula-alvo, 
permitindo a adesão. 
 Penetração: durante essa etapa, ocorre a 
inserção do genoma no interior da célula 
hospedeira. Para isso, os vírus utilizam 
estratégias variadas, destacando-se quatro 
mecanismos básicos: injeção do ácido nucleico, 
endocitose, fusão do envelope com a 
membrana e penetração da partícula viral pela 
membrana da célula hospedeira. Nos vírus 
envelopados, por exemplo, pode ocorrer o 
englobamento de toda a partícula viral ou 
então a fusão do envelope com a membrana 
plasmática da célula. 
 Remoção do capsídeo: nesse processo ocorre a 
separação do ácido nucleico do vírus. Isso 
ocorre em decorrência da fragmentação do 
capsídeo por enzimas presentes na célula 
hospedeira. Essa etapa não ocorre com todos 
os vírus, uma vez que nem todos penetram na 
célula com seus capsídeos. Os bacteriófagos, 
por exemplo, só injetam o seu material 
genético na célula. 
 Biossíntese: é a etapa em que o material 
genético do vírus é duplicado através da 
transcrição e tradução pela célula infectada. 
Para que isso ocorra, é necessário que a célula 
hospedeira interrompa a síntese de suas 
próprias proteínas. 
 Montagem de partículas virais: nessa etapa são 
formados os novos vírus através da união do 
ácido nucleico com os polipeptídios que 
formam o capsídeo. 
 Dispersão: essa é a etapa final da multiplicação 
dos vírus, quando finalmente as partículas 
virais formadas são liberadas do interior da 
célula. Essa liberação pode ocorrer tanto pela 
lise da célula infectada ou então por 
brotamento, sendo esse último caso realizado 
por vírus envelopados. Quando ocorre a lise da 
célula, esta morre, assim como quando 
ocorrem vários brotamentos. 
Proteínas virais 
Também chamadas de ligantes, são proteínas 
estruturais. Estão presentes tanto em vírus envelopado 
quanto em vírus não-envelopado. 
 
Os receptores estão presentes na membrana 
plasmática (ou celular). Eles são compostos de 
proteínas, carboidratos encontrados na membrana da 
célula. Sua função é de se ligar em hormônios, 
neurotransmissores, entre outros. 
Vírus da Influenza 
Ligante: hemaglutinina viral 
Receptor: ácido siálico na glicoproteína de membrana 
de células do epitélio respiratório. 
O ligante se liga no ácido siálico, presente no trato 
respiratório. Por ser um vírus da gripe, ele afeta os 
órgãos do sistema respiratório. 
 
Tropismo viral 
O tropismo viral é a capacidade de um vírus infectar 
especificamente determinadas células de um 
organismo vivo e não outras. Por exemplo, o vírus HIV 
infecta os linfócitos T, porque essas células do sistema 
imune têm receptores para ele se ligar. 
Em síntese, o tropismo viral é a afinidade do vírus por 
determinados receptores. 
São receptores e co-receptores os principais 
responsáveis pelo tropismo viral. 
São causadores de zoonoses.

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