Caderno para G1 (Konder)
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Caderno para G1 (Konder)


DisciplinaTeoria das Obrigações e dos Contratos I55 materiais526 seguidores
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Teoria das Obrigações e dos Contratos:
1) Do Conceito de Obrigação:
 àDeveres Jurídicos Absolutos - No Absoluto um sujeito ativo se contrapõe a um Sujeito 
Dever Jurídico: passivo. O direito a propriedade por exemplo.
Direito Subjetivo
 à Deveres Jurídicos Relativos - Individuo com indivíduo
O Casamento é um exemplo de uma relação jurídica entre familiares, e como toda obrigação tem deveres e 
sansões.
Art. 1.566. São deveres de ambos os cônjuges:
\u178 I - fidelidade recíproca;
 II - vida em comum, no domicílio conjugal;
 III - mútua assistência;
 IV - sustento, guarda e educação dos filhos;
 V - respeito e consideração mútuos.
1.1) Definição de obrigação:
\u2018\u2018 Obrigação é o vínculo jurídico em virtude do qual uma pessoa pode exigir de outra prestação 
economicamente apreciável.\u2019\u2019
Caio Mário Pereira da Silva
1.2) Características:
1.2.1) Do caráter Patrimonial
Alguns autores discutem o fato da obrigação não necessariamente envolver a questão econômica
A) Se as relações, em si, são de cunho econômicas, as sansões pelas razões da lógica, também serão de cunho 
econômicas.
B) Em princípio, são econômicas e exclusivamente de cunho econômico.
1.2.2) Do caráter personalíssimo 
As obrigações são específicas e individuais, isto é, se vc se obrigou em relação a um devedor X, você 
só poderá exigir o cumprimento da obrigação deste X e não de um Y.
* O caso da Pensão alimentícia e o Depositário infiel:
1.2.3) Das Obrigações em Geral - Casos em debate:
1.2.3.1 Da Pensão Alimentícia:
No Brasil, a Pensão alimentícia é a única hipótese na qual o indivíduo pode ser preso por 
dívida. A essência de privar a liberdade do inadimplente tem a finalidade de obriga-lo a cumprir com 
sua obrigação.A legalidade da medida vem no sentido em que aceitamos que a dignidade do filho 
deve ser protegida antes da integridade do pai.
Por essas justificativas adotou-se o método da \u2018\u2019Prisão Aflitiva\u2019\u2019, esta consiste em colocar o 
inadimplente em cárcere até com que ele assuma sua obrigação e finalize o débito, baseado nisso, a 
doutrina deixa claro que para ser privado de sua liberdade, o devedor precisa TER o patrimônio e não 
querer arcar com o débito.
1.2.3.2 Do depositário infiel:
Antigamente, o depositário infiel podia sofrer a sansão de ter sua liberdade privada até cumprir a 
obrigação, devido a um tratado internacional que o Brasil assinou, essa sansão não é mais válida.
O depositário é aquele que você confia-lhe um bem, através de um contrato de depósito(contrato de 
guarda de um bem) por um curto período de tempo com a obrigação de ele devolver o bem após esse hiato.Este 
depositário, se torna infiel, pois na ora de cumprir a obrigação para resolve-la, ele diz que o bem de alguma 
forma foi alienado.
Uma das formas que a legislação utilizava para que ele revelace o paradeiro do bem era priva-lo de 
sua liberdade até que o bem fosse encontrado.
o problema gerado hoje.........
Como a prisão ao depositário infiel não é mais válida, as financiadoras tiveram de achar outro modo 
de reaver o bem, a estratégia utilizada é manter o documento do bem no nome da financiadora, até o indivíduo 
resolver a obrigação.
1.2.3.3 Da questão crediária:
A questão crediária é nada mais do que a famosa compra a crédito. Uma personalidade quer adquirir 
um bem, porém o valor cheio daquele bem ainda não está dentro das posses daquela personalidade, sendo 
assim ela procura uma financiadora.Está financiadora irá comprar este bem do titular original e entregar a 
personalidade interessada em adquirir o bem, este se obriga a pagar uma quantidade X em espécie por mês por 
um período determinado.Para dar segurança a esse negócio jurídico, o legislador criou um dispositivo chamado 
Alienação Fiducitária.
1.2.3.4 Da alienação fiduciária:
Dispositivo que trata o comprador do sistema de crédito como um depositário, ou seja,
antigamente, se ela não cumprisse sua obrigação ela seria sansionada da mesma forma que o depositário infiel.
 
*) Relatividade obrigacional, conflito de Direitos:
Debate I :
Resolução:
 Neste caso apresentado, A, tem o direito de reaver o livro em qualquer circunstância, C sabendo 
ou não que o livro era furtado (Art. 153 - Código Penal), e B ainda poderá sofrer as sansões penais específicas 
pelo ato. A titularidade é um Direito Real, direito real é aquele cujos efeitos são produzidos a todos, o fato de 
B ter furtado o livro de A não faz com que este tenha perdido a titularidade sobre o livro, sendo assim todos 
irão responder.
Debate II:
Resolução:
Neste negócio jurídico não é possível anularmos o negócio jurídico de compra e venda efetuado entre 
a livraria e \u2018\u2019B\u2019\u2019. A titularidade do livro era da Pessoa Jurídica explicitada, logo ela poderia não cumprir a sua 
obrigação em relação a \u2018\u2019A\u2019\u2019 e o vender o livro a \u2018\u2019B\u2019\u2019, o fato de \u2018\u2019B\u2019\u2019 saber ou não que o livro estava obrigado 
a A, não faz com que ele não possa comprar o livro da livraria, vale a ressalta de que as obrigações são 
individuais, quem devia o livro a \u2018\u2019A\u2019\u2019 era a Pessoa Jurídica e não \u2018\u2019B\u2019\u2019.O que \u2018\u2019A\u2019\u2019 pode fazer é acionar a 
Pessoa jurídica por perdas e danos devido ao não cumprimento da Obrigação.
1.2.2.4 Das Obrigações Proter Rem:
 
Esta é a obrigação em relação a coisa, são as obrigações em razão de um bem, posse da coisa.Ex .: 
Condomínio.Essas obrigações não nascem em razão do contrato mas pela posse, isto é, atual proprietário arcará 
com acará com as responsabilidades.São obrigações ambulatórias, logo mudam de acordo com o proprietário.
Exemplo de Obrigação \u2018\u2019Propter rem\u2018\u2019: 
 Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ags Set
|______|______|______|_______|______|______|_____|______|_____|
{__Proprietário A__________________}{___Proprietário B______}
O caso em si:
A, foi o titular de um imóvel pelo período indicado a cima ( 5 meses, de janeiro a maio), assim como 
mostra o modelo disposto a cima.Neste período ,\u2018\u2019A\u2018\u2019, não paga nenhuma dívida de condomínio, gereando a 
pretensão.No mês de abril, A vende este imóvel a B e não o avisa sobre o débito existente.
Quem arca com a dívida?
Solução:
Assim como nos foi disposto pela doutrina \u2018\u2019Proter Rem\u2019\u2019, o titular arca com os débitos anteriores, 
após quitado os débitos, o atual proprietário poderá entrar com uma ação regressiva contra o safado. 
1.3 Modalidade das obrigações:
1.3.1 Das Fungibilidade da prestação/objeto:
Todo objeto de uma obrigação é uma prestação, seja de dar, restituir, fazer, não fazer(abster-se), entre 
outras. A obrigação fica resolvida, ficando o devedor exonerado, quando a prestação acertada é entregue no 
tempo oportuno (tempo pré-combinado).
A fungibilidade da obrigação está ligado a natureza da prestação, entende-se por fungível a prestação 
que pode ser substituída por outra da mesma qualidade, gênero, e quantidade , ou seja, igual.
Obviamente a prestação infungivel será àquela prestação que não pode ser subsitiuida por outra igual 
ou equivalente.
1.3.1.1 Exemplo de prestação fungíveis/infungíveis:
A) Fungível:
Uma soma de R$ 50.000,00 reais.
B) Infungível:
Um quadro do Pablo Picasso.
1.3.2 Das Obrigações Divisíveis e Indivisiveis:
 à Divisíveis - Art. 257
Obrigação plurais /
 \ 
 à Indivisíveis - Art. 258
1.3.3 Do Conceito de Divisibilidade
A melhor definição de obrigação divisível encontra-se positivada no próprio código em seu artigo 257:
Art. 257 - Havendo mais de um devedor ou mais de um credor em obrigação divisível, esta presume-se dividia 
em tantas obrigações, iguais e distintas, quantos os credores ou devedores.
Art. 314. Ainda que a obrigação tenha por objeto prestação divisível, não pode o credor ser obrigado a receber, 
nem o devedor a pagar, por partes, se assim não se ajustou.
Podemos extender a interpretação do 314 a um princípio do direito obrigacional. Assim como o credor 
não é obrigado a receber aquilo que não combinou, ainda que o objeto seja de maior valor,