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[10 02 2021] Imunização

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Carlos Eduardo Campos Mendes T5 Medicina 
 
Universidade Nove de Julho Campus São Bernardo do Campo 
 
10.02.2021, quarta-feira 
Imunização 
Imunologia 
 
O que é Imunização? 
 
• É a aquisição de proteção imunológica 
contra doenças infecciosas e algumas 
toxinas; 
 
• A imunização é um processo que depende 
da imunidade inata, seja ela celular, humoral 
ou ambas. 
 
 
Imunização Natural e Artificial 
 
• Imunização Natural → É uma imunização 
que decorre de um processo natural, sem 
processamento em laboratório; 
 
• Imunização Artificial → É uma imunização 
decorrente do processamento de um 
antígeno em laboratório. 
 
Imunização Ativa 
 
• Nesse tipo de imunização, o indivíduo 
estimula seu próprio sistema imunológico a 
produzir anticorpos e células de memória, 
mediante contato com o ANTÍGENO; 
 
• É uma imunização de ação lenta, porém de 
longa duração (vários anos); 
 
• Exemplos de imunização ativa: 
↳ Natural → Infecção; 
↳ Artificial → Vacinação. 
 
Imunização Passiva 
 
• Já nessa imunização, o indivíduo recebe 
IMUNOGLOBULINAS já prontas; 
 
• É uma imunização de ação rápida, porém 
como os anticorpos são produzidos prontos, 
não ocorre a ativação dos plasmócitos e o 
estoque de anticorpos não é produzido 
novamente; 
↳ Portanto, sua duração é de apenas 
alguns meses. 
 
• Exemplos de imunização passiva: 
↳ Natural → Amamentação, passagem 
de anticorpos para o feto através da 
placenta; 
↳ Artificial → Soros homólogos e 
heterólogos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Imunização Passiva Natural 
 
• É uma imunidade passiva que ocorre de 
forma natural; 
 
• Os principais exemplos dessa imunidade 
são: 
↳ Transferência de imunoglobulinas 
através da placenta durante a 
gestação; 
IMUNIZAÇÃO ATIVA 
Requer contato com 
o antígeno, gerando 
uma resposta imune. 
IMUNIZAÇÃO PASSIVA 
É adquirida através da 
transfusão de 
anticorpos. 
NATURAL 
Ex.: Infecção 
ARTIFICIAL 
Ex.: Vacinação 
NATURAL 
Ex.: Aleitamento 
ARTIFICIAL 
Ex.: Soro 
Carlos Eduardo Campos Mendes T5 Medicina 
 
Universidade Nove de Julho Campus São Bernardo do Campo 
 
 IgG(estação). 
↳ Transferência de imunoglobulinas 
através do colostro/leite materno 
durante a amamentação. 
 IgA(mamentação). 
 
 
 
 
å CLÍNICA ä 
Importância do Pré-natal 
 
Um acompanhamento pré-natal é 
extremamente importante para garantir a 
vacinação da gestante e aumentar a 
titulação de anticorpos que serão passados 
através da placenta durante a gestação e 
através da amamentação (colostro). 
 
 
Imunização Passiva Artificial 
 
• Pode ser feita de forma: 
↳ Homóloga → Quando os anticorpos 
são transferidos de um ser humano já 
infectado/vacinado e desenvolveu 
imunidade adaptativa humoral para 
outro ser humano; 
 É mais seguro e mais 
recomendado para recém-
nascidos; 
 É mais caro e difícil de ser 
produzido em larga escala. 
 
 
↳ Heteróloga → Quando os anticorpos 
são produzidos em um animal de outra 
espécie e passados para um ser 
humano. 
 É menos seguro e pode gerar 
reações anafiláticas, de 
hipersensibilidade e doença do 
soro; 
 É mais barato e mais fácil de ser 
produzido em larga escala. 
 
 
Produção de soro heterólogo antiofídico. 
 
Imunização Ativa Natural 
 
• É o processo de produção de anticorpos 
através da infecção (contato direto); 
 
• Cada antígeno desenvolve uma resposta 
específica, que pode envolver a fim de 
desenvolver imunidade adaptativa celular e 
imunidade adaptativa humoral. 
↳ Apesar disso, nem todo antígeno 
favorece a formação de todas as 
imunidades, fora os riscos de 
complicações associados aos antígenos. 
Carlos Eduardo Campos Mendes T5 Medicina 
 
Universidade Nove de Julho Campus São Bernardo do Campo 
 
Imunização Ativa Artificial: Vacinação 
 
• As vacinas são uma grande conquista da 
ciência; 
↳ Foram descobertas por Edward Jenner 
no final do século 18, após perceber 
que as pessoas que trabalhavam 
próximas às vacas acabavam sendo 
expostas ao vírus da varíola bovina, 
menos letal, mas que também gerava 
uma resposta imune para seres 
humanos; 
↳ A etimologia da palavra vacina é 
“vaccinia”, do Latim: vaca. 
 
• A vacinação é o processo de expor um 
indivíduo a um antígeno de forma que não 
cause uma doença a fim de produzir uma 
resposta imune adaptativa; 
 
• A vacina é o primeiro contato 
desenvolvendo a memória imunológica, que 
é reforçada através do contato ao antígeno 
gerando uma resposta cada vez mais rápida 
e mais eficaz; 
 
Desenvolvimento e Categorias de Vacinas 
 
• O desenvolvimento de uma vacina é um 
processo demorado composto por diversas 
etapas; 
 
• Durante o desenvolvimento, vários estudos 
são realizados para avaliar a eficácia e 
segurança da vacina; 
 
• Existem muitas tecnologias empregadas no 
desenvolvimento de uma vacina, e cada uma 
apresenta vantagens e desvantagens: 
↳ Vacinas feitas de patógeno (atenuado 
e inativado); 
↳ Vacinas de vetor viral; 
↳ Vacinas feitas de subunidade proteica: 
 Vacinas de toxóide 
 Vacinas conjugadas; 
 Vacinas recombinantes; 
Vacinas de Patógenos Atenuados e 
Inativados 
 
• Vacinas de patógeno atenuado (vivo) → 
São vacinas feitas do patógeno vivo, porém 
enfraquecido 
 
 
Processo de atenuação de um vírus 
 
↳ Como o patógeno continua vivo, ele 
consegue se replicar; 
↳ Portanto, na resposta imune: 
 Ocorre ativação do Linfócito 
TCD8+ pelas células que foram 
infectadas pelo patógeno (que 
expõem o antígeno processado 
através do MHC de Classe I; 
 Ocorre fagocitose dos vírus pelas 
APCs, que o endocitam e 
processam expondo-o através de 
MHC de Classe II para o Linfócito 
T CD4+; 
 Ocorre ativação do Linfócito B, 
que se diferencia em plasmócito 
e produz anticorpos (IgG). 
↳ Embora a resposta imune seja mais 
completa e não haja a necessidade de 
doses de reforço, esse tipo de vacina 
possui o risco de reversão da 
patogenicidade; 
Carlos Eduardo Campos Mendes T5 Medicina 
 
Universidade Nove de Julho Campus São Bernardo do Campo 
 
↳ Um exemplo desse tipo de vacina é a 
VOP (Vacina Oral da Poliomielite). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
• Vacinas de patógeno inativado (morto) → 
O patógeno inativo não se multiplica e não 
infecta células hospedeiras, não expondo o 
antígeno através do MHC de Classe II e 
NÃO ativando o Linfócito TCD8+. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
↳ Essa vacina ativa o L TCD4+ e o 
Linfócito B, gerando células de 
memórias para ambos; 
 O Linfócito B se diferencia em 
plasmócito e produz anticorpos 
(IgG). 
↳ Exemplos desse tipo de vacina são a 
VIP (Vacina Inativada da Poliomielite) 
a vacina da Influenza. 
 
Vacinas de Vetor Viral 
 
• A vacina de vetor viral é feita a partir da 
inserção de uma parte do material genético 
do patógeno (em geral um vírus) em um 
vetor viral (geralmente um vírus que infecta 
outra espécie, como p. ex. adenovírus de 
chimpanzés); 
 
• Se o vetor viral for replicante, essa vacina 
gera uma resposta muito parecida com a 
reposta do vírus atenuado; 
↳ Ocorre ativação do L T CD4+ e 
formação dos Linfócitos T Auxiliares de 
memória; 
↳ Ocorre ativação do L T CD8+ e 
formação dos Linfócitos T Citotóxicos 
de memória; 
↳ Ocorre ativação do Linfócito B, que se 
diferencia em tanto em plasmócito e 
produz anticorpos (IgG), quanto nos 
Linfócitos B de memória. 
 
• Se o vetor viral for não-replicante, essa 
vacina gera uma resposta muito parecida 
com a resposta do vírus inativado. 
↳ Ocorre ativação do L T CD4+ e o 
Linfócito B, sendo que este último se 
diferencia em plasmócito e produz 
anticorpos (IgG). 
↳ NÃO ocorre ativação do L TCD8+. 
 
Vacinas de Subunidade Proteica 
 
• Essas vacinas funcionam de forma muito 
como as vacinas de patógeno inativado; 
Ativa (Via 
MHC II) 
Detecta (Via 
BCR) 
Ativa (Via 
MHC I) 
Produz 
Ativam-se 
Infecta 
É detectado 
(PAMP-PRR) 
Produz 
 
Patógeno 
atenuado (vivo) 
Célula 
hospedeira 
Célula dendrítica 
(APC) 
Linfócito T 
CD4+ Linfócito B 
Linfócito T 
CD8+ 
Linfócito B 
de memória

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