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Estudos Transversais

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Carlos Eduardo Campos Mendes | TVC Medicina UNINOVE | Campus São Bernardo do Campo 
 
 
25.08.2021, quarta-feira 
epidemiologia analítica 
 
 
• Os estudos observacionais analíticos tem como objetivo ava-
liar se existe associação entre um determinado fator asso-
ciado e um determinado desfecho, mas sem intervir dire-
tamente na relação analisada. 
⤷ Nesses estudos, o investigador não manipula objeto de 
estudo; 
⤷ Para que sejam acurados, não é possível que haja in-
tervenção. 
 
• Portanto, segundo Bonita e Kjellstrom, os estudos observa-
cionais permitem que a natureza determine o seu curso: o 
investigador mede, mas não intervém. Pode ser descritivo 
ou analítico; 
 
 
 
• É conhecido também como estudo de prevalên-
cia; 
 
 
 
• Observação única de uma população ou amostra; 
 
• Exposição e desfecho são medidos ao mesmo 
tempo, “impossibilitando” a aferição da tempora-
lidade (garantia que o fato associado precede o 
desfecho); 
 
• O primeiro passo ao fazer um estudo transver-
sal é fazer estudos analíticos 
 
• Nesse estudo, a variável preditora já é definida pela natu-
reza, já o pesquisador vai apenas observar o desfecho dessa 
variável; 
 
 
• Como a exposição e desfecho são medidas ao mesmo 
tempo, a medida de frequência utilizada é a prevalência; 
 
• Exemplo: 
⤷ Variável preditora Uso do cigarro; 
⤷ O pesquisador separa os grupos em “fumantes” e 
“não-fumantes”; 
⤷ Ele então define o desfecho como câncer, e pergunta 
para os indivíduos da amostra se eles já tiveram cân-
cer alguma vez na vida. 
⟡ Não se sabe quando ele teve esse câncer, e se 
esse câncer não foi curado; 
⟡ É possível que o câncer tenha surgido até 
mesmo antes do início do hábito tabágico. 
 
 
• A medida de associação para estudos transversais é a razão 
de prevalência (RP) 
 
 Com o desfecho Sem o desfecho 
Com a exposição a b 
Sem a exposição c d 
 
• O cálculo da RP ocorre da seguinte forma: 
 
 
 
 
 
 
 
• Exemplo → Em um estudo transversal realizado no muni-
cípio de São Paulo no mês de novembro de 2019, 1400 
pessoas foram entrevistadas acerca dos seus estado de sa-
úde. 200 pessoas responderam que fumavam, das quais 80 
eram hipertensas. 1200 pessoas não fumavam, das quais 
200 eram hipertensas. Segundo esses dados, qual seria a 
associação entre o tabagismo e a hipertensão arterial? 
População 
de Estudo
Amostra
COM 
exposição, 
SEM 
desfecho
COM 
exposição, 
COM 
desfecho
SEM 
exposição, 
COM 
desfecho
SEM 
exposição, 
SEM 
desfecho
RP = 
Prevalência do desfecho entre os expostos 
Prevalência do desfecho entre os não expostos 
RP = 
expostos com desfecho 
total de expostos 
não expostos com o desfecho 
total de não expostos 
RP = 
a 
a + b 
c 
c + d 
Carlos Eduardo Campos Mendes | TVC Medicina UNINOVE | Campus São Bernardo do Campo 
 
 
 Sem hipertensão Com hipertensão 
Tabagista 120 80 
Não tabagista 1000 200 
 
 
 
 
 
 
 
RP = 2,40 
 
 
 
 
• Vantagens: 
⤷ O estudo transversal permite 
realizar um retrato de uma po-
pulação, bom para estabelecer 
perfil epidemiológico; 
⤷ Estudos transversais são indica-
dos para estudos de doenças 
crônicas de longa duração com 
exposição à características per-
manentes (sexo, idade, cor/raça) e que apresentam 
alta frequências; 
⤷ Permite fazer série temporal; 
⤷ Auxilia no planejamento de ações; 
⤷ Custo relativamente menores; 
⤷ Menor tempo para sua execução. 
 
• Desvantagens: 
⤷ Não recomendados para doenças raras; 
⤷ Não se calcula incidência, 
não afere RISCO; 
⤷ Não é possível estabelecer 
relações causais, pois o e desfe-
cho pode ter sido causado por 
outras exposições. 
⤷ Não indicado para doenças 
de curta duração (como por 
exemplo as doenças infectocon-
tagiosas). 
 
 
 
RP = 
tabagistas com hipertensão 
total de tabagistas 
não tabagistas com hipertensão 
total de não-tabagistas 
RP = 
80 
200 
200 
1200 
0,4 
0,16667 
RP = 
OU SEJA, A PREVALÊNCIA DA HIPERTENSÃO É 1,4 VE-
ZES MAIOR EM FUMANTES DO QUE EM NÃO FUMAN-
TES.

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