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Sistema Renal

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RAYANNE MAIRA- FASA 2021 
 
• Os rins, que são castanhos-avermelhados e em forma de feijão, situam-
se em uma posição retroperitoneal (atrás do peritônio parietal) na região 
lombar superior da parede posterior do abdome 
 
• O rim direito disputa espaço com o fígado e situa-se ligeiramente inferior 
ao rim esquerdo. 
 
• A superfície lateral de cada rim é convexa; a superfície medial é côncava 
e possui uma fenda vertical chamada hilo renal, onde vasos, ureteres e 
nervos entram e saem do rim. Na parte superior de cada rim há uma 
glândula suprarrenal (adrenal). Várias camadas de tecido de sustentação 
circundam cada rim. Uma camada fina e rígida de tecido conjuntivo denso, 
chamada cápsula fibrosa, adere diretamente à superfície do rim, 
mantendo sua forma e constituindo uma barreira que pode inibir a 
disseminação de infecção partindo das regiões circundantes 
 
• Um corte frontal através de um rim revela duas regiões distintas de tecido 
renal: córtex e medula. A região mais superficial, o córtex renal, tem cor 
clara e possui uma aparência granular. Abaixo do córtex encontra-se a 
medula renal, mais escura, e que consiste em massas cônicas chamadas 
pirâmides renais. A ampla base de cada pirâmide faz fronteira com o 
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córtex, enquanto o ápice da pirâmide, ou papila renal, aponta para dentro. 
As pirâmides renais exibem estrias porque contêm feixes 
aproximadamente paralelos de delgados túbulos coletores de urina. As 
colunas renais, que são extensões do córtex renal para dentro, separam 
as pirâmides adjacentes. 
 
• Admite-se que os rins humanos têm lobos, e cada lobo consiste em uma 
única pirâmide renal e um tecido cortical que circunda essa pirâmide. 
Existem de 5 a 11 lobos e pirâmides em cada rim. 
 
 
• O seio renal é um grande espaço na parte medial do rim que se abre para 
o exterior através do hilo renal. Na realidade, esse seio é um “espaço 
preenchido”, já que contém vasos e nervos renais, alguma gordura e os 
tubos que transportam urina chamados pelve e cálices renais. 
 
• A pelve renal (pelve = bacia) — tubo plano em forma de funil — é 
simplesmente a parte superior do ureter expandida. Extensões 
ramificadas da pelve renal formam dois ou três cálices renais maiores, 
cada um deles dividindo-se e formando vários cálices renais menores, 
tubos em forma de taça que confinam as papilas das pirâmides. Os cálices 
coletam a drenagem de urina das papilas e a desaguam na pelve renal; 
então, a urina escoa pela pelve renal e entra no ureter, que a transporta 
até a bexiga, onde será armazenada. 
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• Em condições normais de repouso, aproximadamente um quarto do 
débito cardíaco sistêmico chega aos rins através das artérias renais, que 
se ramificam em ângulos retos a partir da parte abdominal da aorta. Uma 
vez que a aorta se situa ligeiramente à esquerda da linha média do corpo, 
a artéria renal direita é mais longa do que a esquerda. À medida que cada 
artéria renal se aproxima do rim, ela se divide em cinco artérias 
segmentares que entram no hilo. Dentro do seio renal, cada artéria 
segmentar divide-se em artérias interlobares, que se situam nas colunas 
renais entre as pirâmides renais. 
 
• Na junção medula-córtex, as artérias interlobares ramificam-se nas 
artérias arqueadas, que formam arcos sobre as bases das pirâmides 
renais. Irradiando-se para fora das artérias arqueadas e abastecendo o 
tecido cortical encontram-se as pequenas artérias interlobulares (corticais 
radiadas).Essas artérias originam as arteríolas aferentes e eferentes que 
alimentam os capilares peritubulares que circundam os túbulos no rim. 
 
• As veias renais seguem o caminho inverso das artérias: o sangue que sai 
do córtex renal drena sequencialmente nas veias interlobulares, 
arqueadas, interlobares e renais (não há veias segmentares). 
 
• O suprimento nervoso do rim é fornecido pelo plexo renal, uma rede de 
fibras autônomas e gânglios autônomos nas artérias renais. Esse plexo é 
um desdobramento do plexo celíaco. O plexo renal é abastecido por fibras 
simpáticas do nervo esplâncnico torácico maior. 
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• Denomina-se túbulo urinífero do rim o conjunto formado por dois 
componentes funcionais e embriologicamente distintos, o néfron e 
o túbulo coletor. Em cada rim há cerca de 600 a 800 mil néfrons. O néfron 
é formado por uma parte dilatada, o corpúsculo renal ou de Malpighi, e 
por uma sequência de túbulos: o túbulo contorcido proximal, as partes 
delgada e espessa da alça de Henle e o túbulo contorcido distal. O túbulo 
coletor conecta o túbulo contorcido distal aos segmentos corticais ou 
medulares dos ductos coletores. Cada túbulo urinífero é revestido por 
uma lâmina basal, a qual é envolvida pelo escasso tecido conjuntivo do 
interior do rim que forma o componente denominado interstício renal. 
CORPÚSCULO RENAL: 
• O corpúsculo renal é formado por um tufo de capilares, o glomérulo renal, 
que é envolvido pela cápsula de Bowman. A cápsula é formada por dois 
folhetos, um interno, ou visceral, disposto em torno dos capilares 
glomerulares, e outro externo, ou parietal, que reveste internamente o 
corpúsculo renal. Entre os dois folhetos da cápsula de Bowman, existe 
o espaço capsular (ou espaço de Bowman), que recebe o líquido filtrado 
através da parede dos capilares e do folheto visceral da cápsula de 
Bowman. 
 
O TÚBULO CONTORCIDO PROXIMAL: 
• confinado inteiramente no córtex renal, é mais ativo na reabsorção e na 
secreção. Suas paredes são formadas por células epiteliais cuboides, 
cujas superfícies apicais (expostas) possuem longas microvilosidades 
que parecem encher a luz do túbulo com uma “penugem” nas 
fotomicrografias. Essas microvilosidades aumentam tremendamente a 
área de superfície dessas células, maximizando sua capacidade de 
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reabsorver água, íons e solutos do filtrado. As células do túbulo proximal 
contêm muitas mitocôndrias que fornecem energia para a reabsorção. 
A ALÇA DO NÉFRON 
• em forma de U consiste em um ramo descendente e um ramo ascendente 
.A primeira parte do ramo descendente é contínua com o túbulo proximal 
e possui estrutura similar; o resto do ramo descendente é o segmento 
delgado (SD), a parte mais estreita do néfron, com paredes que consistem 
em um epitélio escamoso simples permeável. A alça do néfron continua 
no ramo ascendente, que se une ao segmento espesso, que se continua 
no túbulo contorcido distal no córtex. A estrutura celular do segmento 
espesso lembra a do túbulo contorcido distal. 
O TÚBULO CONTORCIDO DISTAL 
• , assim como o proximal, está confinado no córtex renal. Possui paredes 
de epitélio cuboide simples e é especializado na secreção seletiva e na 
reabsorção de íons. O túbulo contorcido distal é menos ativo na 
reabsorção do que o túbulo proximal, e suas células não têm uma grande 
quantidade de microvilosidades absorventes. As células do túbulo distal 
têm muitas mitocôndrias e envolvimentos da membrana basolateral, 
características que são típicas de células de bombeamento de íons no 
corpo. 
TÚBULOS COLETORES: 
• A urina passa dos túbulos distais dos néfrons para os túbulos coletores, 
cada um deles recebendo urina de vários néfrons e seguindo direto para 
a medula profunda, passando pelo córtex. Os túbulos coletores 
adjacentes unem-se e formam ductos coletores maiores que abrem-se na 
papila e desaguam nos cálices menores. Em termos histológicos, as 
paredes dos túbulos coletores consistem em um epitélio cuboide simples, 
que se espessa e se transforma em epitélio colunar simples nos ductos 
coletores. A maioria dessas células possui poucas organelas, mas 
algumas, chamadas células intercaladas,

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