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CONTEÚDO PROGRAMÁTICO
AlfaCon Concursos Públicos
Lei do Direito Autoral nº 9.610, de 19 de Fevereiro de 1998: Proíbe a reprodução total ou parcial desse material ou divulgação com 
fins comerciais ou não, em qualquer meio de comunicação, inclusive na Internet, sem autorização do AlfaCon Concursos Públicos.
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ÍNDICE
Partes de uma Dissertação ���������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������2
Desenvolvimento ���������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������2
Proposta de Redação ���������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������3
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Lei do Direito Autoral nº 9.610, de 19 de Fevereiro de 1998: Proíbe a reprodução total ou parcial desse material ou divulgação com 
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Partes de uma Dissertação
Desenvolvimento
O desenvolvimento é o conteúdo mais importante da dissertação, nele será preciso defender a 
tese e apresentar argumentos condizentes com a proposta� É justamente nesse espaço que a banca 
deve ser convencida de que o posicionamento do autor é válido e de que as ideias apresentadas são 
dignas de boa pontuação�
Por ser o trecho mais longo, pode ser dividido em alguns parágrafos; é sempre bom destacar que 
a dissertação para concursos não pode apresentar um único parágrafo de desenvolvimento, é preciso 
ter, no mínimo, dois�
Para o desenvolvimento a quantidade de linhas pode ser maior, pois é nesse trecho que a pontua-
ção, geralmente, é mais considerada� Desse modo, pode-se fazer uso de parágrafos com 6, 7 ou até 8 
linhas, dependerá da quantidade de parágrafos�
 → Vejamos como pode ser um desenvolvimento:
[introdução]
O racismo se constitui como uma prática social proveniente da ignorância e do desrespeito para com 
aqueles que não correspondem ao estereótipo vinculado socialmente. Assim, percebe-se que a mídia e 
outros veículos de comunicação são os principais propagadores do preconceito racial.
[desenvolvimento]
Nesse sentido, nota-se que, ao serem vinculadas imagens de pessoas brancas associadas a marcas, 
produtos ou até mesmo a protagonistas em novelas, cria-se uma hegemonia ligada à tonalidade da pele. 
Desse modo, o negro se torna uma minoria na mídia, o que gera segregação racial em um meio de comu-
nicação que deveria ser democrático. Exemplos não faltam de empregadas domésticas negras em novelas, 
papéis secundários em filmes – quando não aparecem como bandidos – e tantas outras representações que 
denigrem e enfraquecem a imagem positiva do negro.
Seguindo nessa mesma perspectiva, somam-se outros veículos de comunicação, como as páginas de rela-
cionamento que acabam por propagar o preconceito na ilusão do anonimato. Pode-se mencionar como 
exemplo o caso da atriz brasileira Thaís Araújo, que foi vítima de comentários racistas em sua página 
social, mas que, com a ajuda da polícia, conseguiu identificar alguns dos agressores. Esses responderão 
perante a justiça pelo ocorrido.
 → Vejamos outro desenvolvimento:
[introdução]
Desde 1888, quando a chamada Lei Áurea foi assinada pela princesa Isabel, acreditou-se que aquele seria 
o fim do preconceito racial no Brasil. No entanto, isso não ocorreu, fato revelador de que o racismo é uma 
prática cultural ensinada e que não se dissipa no cumprimento de leis.
[desenvolvimento]
Sendo assim, é comum observar na própria história nacional ações que acabaram por fortalecer o pre-
conceito racial, como as situações as quais os negros eram submetidos, por exemplo. Assim, era vista com 
naturalidade a construção de senzalas, como também os castigos com açoites ou a depreciação de suas 
práticas religiosas. Nesse sentido, historicamente, a sociedade brasileira segregou o negro e o colocou em 
condição de inferioridade diante do branco.
Não muito diferente de hoje, essa prática cultural do racismo permanece. Ainda que a escravidão tenha 
acabado, o preconceito se perpetua em ações diárias ou na ausência dessas, pois, apesar da criação de leis 
contra o preconceito racial, essas são pouco aplicadas, o que reforça a discriminação na modernidade.
Pode-se, ainda, destacar que somente há pouco tempo o negro passou a ocupar posições de destaque na 
sociedade, pois como prática velada, o racismo incutido nos homens dificultava o acesso a altas esferas do 
poder daqueles considerados historicamente como inferiores; barreira vencida, por exemplo, por Barak 
Obama, presidente dos Estados Unidos.
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 → Outro exemplo:
[introdução]
Falar sobre a morte sempre foi um tabu nas sociedades. Seja qual for o motivo, a maioria das pessoas prefere não 
debater esse assunto em casa, entre familiares ou até mesmo entre colegas de trabalho. No entanto, existem si-
tuações que precisam ser pensadas nesse sentido, principalmente para que o medo ao se tratar desse assunto seja 
dissipado. Assim, refletir sobre a eutanásia é uma necessidade na sociedade contemporânea.
[desenvolvimento]
Inicialmente, é preciso destacar que a ciência moderna evoluiu muito nos últimos anos. Entretanto, isso 
ainda não foi o suficiente para demarcar um fim para o sofrimento decorrente de algumas doenças. Por 
mais que a medicina evolua, a morte é fator presente no contexto humano, e para esse fim a medicina 
também deve evoluir. Por essa razão, em alguns países, existe a possibilidade de o paciente decidir sobre 
sua própria situação clínica, quando diagnosticado em fase de doença terminal ou diante de processo im-
possível de reversão do quadro clínico.
Nesse sentido, uma decisão como essa deve estar permanentemente vinculada ao círculo médico como 
uma possibilidade para os pacientes. Longe de se pensar em questões religiosas ou dogmáticas, a eutanásia 
é uma espécie de “cura” para situações consideradas muito dolorosas. A exemplo pode-se mencionar o caso 
de Terri Sciavo na Flórida; ela viveu 15 anos em uma cama em estado vegetativo considerado irreversível, 
a decisão de sua eutanásia levou oito anos para ser aceita pela justiça. Dessa forma, nota-se que a escolha 
pela vida deve passar pelo julgamento de dignidade do próprio paciente, pois ninguém além dele estará 
sentindo e vivendo em condições que podem ser julgadas, por ele, como pouco dignas.
Proposta de Redação
 → CESPE – 2015 – TRE-RS – Analista Judiciário
Considerando que o contexto que envolve o mundo contemporâneo, redija um texto dissertativo 
que atenda, necessariamente, ao que se pede a seguir:
A mobilidade humana na modernidade
 ˃ Fatores que levam milhares de pessoas a enfrentar a perigosa travessia do Mediterrâneo [6,00 
pontos]
 ˃ O dilema moral vivido pela Europa entre receber ou rejeitar os imigrantes� [6,00 pontos]
 ˃ O papel da opinião pública internacional na sociedade contemporânea� [6,00 pontos]
 → Padrão de resposta
Espera-se que, ao abordar o primeiro item proposto (fatores que levam milhares de pessoas a en-
frentar a perigosa travessia do Mediterrâneo), o candidato enfatize, no mínimo, dois aspectos determi-
nantes para as atuais levas de milhares e imigrantes que buscam, na Europa, as condições elementares de 
uma vida razoavelmente digna que não mais encontram em seus países de origem� De um lado, a fome 
e a miséria, quadro que tão bem representa a situação vivida, em larga medida, por habitantes da África 
subsaariana� De outro, a ação truculenta de governos despóticos e corruptos, além da multiplicação de 
guerras civis, às vezes, ensejando autênticos genocídios�

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