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o tempo, o lugar e os elementos de con-
vicção; artigo 46, § 1º, do CPP, “Quando o Ministério Público dispensar o inquérito policial, o 
prazo para o oferecimento da denúncia contar-se-á da data em que tiver recebido as peças de 
informações ou a representação”)�
5) Possibilidade de o juiz decretar de ofício a prisão temporária do indiciado: o juiz não pode 
decretar de ofício a prisão temporária de indiciado, a qual dependerá de representação da auto-
ridade policial ou de requerimento do Ministério Público, conforme dispõe o art� 2�º da Lei n�º 
7�960/1989: “A prisão temporária será decretada pelo Juiz, em face da representação da autorida-
de policial ou de requerimento do Ministério Público, e terá o prazo de 5 (cinco) dias, prorrogável 
por igual período em caso de extrema e comprovada necessidade�”
6) Se o defensor tem direito de acesso a todos os procedimentos e elementos de prova do inquérito, 
destacando o entendimento do Supremo Tribunal Federal a respeito: o defensor tem direito de 
acesso aos elementos de prova já documentados e que digam respeito ao exercício do direito de 
defesa, conforme o próprio entendimento sumulado do Supremo Tribunal Federal� Súmula Vin-
culante 14 do STF: É direito do defensor, no interesse do representado, ter acesso amplo aos ele-
mentos de prova que, já documentados em procedimento investigatório realizado por órgão com 
competência de polícia judiciária, digam respeito ao exercício do direito de defesa, conforme 
interpretação do art� 5º, inciso LV, da CF�
 → Obs. 1: No item 2, a Banca Examinadora poderá aceitar outras características do IP não descri-
tas no padrão de resposta, desde que a característica indicada pelo candidato tenha aceitação na 
doutrina majoritária ou seja reconhecida pelos Tribunais Superiores�
 → Obs. 2: No item 6, as disposições do art� 7° do Estatuto da OAB valerão como argumentação do 
item, não sendo apenado o candidato que deixá-las de indicar�
Sugestão de Versão Final 1
O Inquérito Policial, conforme art� 4�º do CPP, é o conjunto de diligências realizadas pela polícia 
judiciária para a apuração de uma infração penal e de sua autoria, a fim de que o titular da ação penal 
possa ingressar em juízo� Sua finalidade é a apurar um fato que configure infração penal e indicar a 
respectiva autoria� Além disso, tem como características ser escrito, sigiloso e inquisitivo, marcado 
pela oficialidade, oficiosidade, autoritariedade e indisponibilidade�
Esse procedimento tem conteúdo informativo e valor probatório relativo, visto que os elementos de 
informação não são colhidos sob a égide do contraditório e da ampla defesa, segundo artigo 155 do CPP� 
Ademais, o IP não é uma fase obrigatória da persecução penal, por isso pode ser dispensado se já houver 
informações sobre o fato e a autoria, indicando o tempo, o lugar e os elementos de convicção�
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Em relação à situação hipotética considerada, o juiz não pode decretar de ofício a prisão tem-
porária de indiciado (no caso, de João), a qual dependerá de representação da autoridade policial ou 
de requerimento do Ministério Público, conforme dispõe o art� 2�º da Lei n�º 7�960/1989� Cumpre 
destacar, também, que o defensor tem direito de acesso aos elementos de prova já documentados e 
que digam respeito ao exercício do direito de defesa, conforme Súmula Vinculante 14 do STF�
Sugestão de Versão Final 2
O Inquérito Policial, conforme art� 4�º do CPP, é o conjunto de diligências realizadas pela polícia 
judiciária para a apuração de uma infração penal e de sua autoria, a fim de que o titular da ação penal 
possa ingressar em juízo� Além disso, sua finalidade é a apurar um fato que configure infração 
penal e indicar a respectiva autoria�
Em primeiro lugar, o IP tem como características ser escrito, sigiloso e inquisitivo, marcado 
pela oficialidade, oficiosidade, autoritariedade e indisponibilidade� Ademais, esse procedimento 
tem conteúdo informativo e valor probatório relativo, visto que os elementos de informação não são 
colhidos sob a égide do contraditório e da ampla defesa, segundo artigo 155 do CPP�
Em segundo lugar, o Inquérito Policial não é uma fase obrigatória da persecução penal, por isso 
pode ser dispensado se já houver informações sobre o fato e a autoria, indicando o tempo, o lugar e 
os elementos de convicção�
Por fim, em relação à situação hipotética considerada, o juiz não pode decretar de ofício a 
prisão temporária de indiciado (no caso, de João), a qual dependerá de representação da autoridade 
policial ou de requerimento do Ministério Público, conforme dispõe o art� 2�º da Lei n�º 7�960/1989� 
Cumpre destacar, também, que o defensor tem direito de acesso aos elementos de prova já docu-
mentados e que digam respeito ao exercício do direito de defesa, conforme Súmula Vinculante 14 
do STF�
Sugestão de Versão Final 3
O Inquérito Policial, conforme art� 4�º do CPP, é o conjunto de diligências realizadas pela polícia 
judiciária para a apuração de uma infração penal e de sua autoria, a fim de que o titular da ação penal 
possa ingressar em juízo� Portanto, é um procedimento administrativo inquisitório e preparatório�
O primeiro fator a ser mencionado é a sua finalidade, que consiste em apurar um fato que configure 
infração penal e indicar a respectiva autoria� Nesse sentido, o IP tem como características ser escrito, 
sigiloso e inquisitivo, marcado pela oficialidade, oficiosidade, autoritariedade e indisponibilidade�
O segundo aspecto a ser tratado é que esse procedimento tem conteúdo informativo e valor 
probatório relativo, visto que os elementos de informação não são colhidos sob a égide do contradi-
tório e da ampla defesa, segundo artigo 155 do CPP�
Outro ponto importante é que o Inquérito Policial não é uma fase obrigatória da persecução 
penal, por isso pode ser dispensado se já houver informações sobre o fato e a autoria, indicando o 
tempo, o lugar e os elementos de convicção�
Em relação à situação hipotética considerada, o juiz não pode decretar de ofício a prisão tem-
porária de indiciado (no caso, de João), a qual dependerá de representação da autoridade policial ou 
de requerimento do Ministério Público, conforme dispõe o art� 2�º da Lei n�º 7�960/1989�
Cumpre destacar, também, que o defensor tem direito de acesso aos elementos de prova já do-
cumentados e que digam respeito ao exercício do direito de defesa, conforme Súmula Vinculante 14 
do STF�

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