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N2 PRODUÇÃO DE COMUNICAÇÃO EM REDES

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Sabemos que o empreendedorismo e o empreendedor são importantes motores e vetores do
desenvolvimento econômico e social de um país, estado ou região e, até mesmo, em um setor.
Assumindo os riscos de montar e gerir um negócio, surgem as inovações, os novos processos,
as novas formas de fazer e desenvolver atividades econômicas.
Se, por um lado, o empreendedor e o empreendedorismo trazem esse lado “glamourizado”,
também enfrentam seus desa�os e possuem problemas a resolver. Não são raros os casos em
que o empreendedor leva sozinho o seu negócio. Enquanto funcionários e parceiros estão
descansando ou investindo em si, o empreendedor está correndo atrás de oportunidades e
gerenciando seu negócio, muitas vezes, abrindo mão de �nais de semana, de feriados, entre
outros. Por isso, investir em si se torna um desa�o muito grande a ser superado.
Caro(a) estudante, ao ler este roteiro, você irá:
compreender o que é propósito empresarial;
identi�car como se caracterizam redes sociais e seu potencial para negócios;
analisar o papel de redes de relação e relacionamento no desenvolvimento de negócios;
re�etir como o marketing deve ser analisado e pensado para novos e pequenos negócios;
aplicar os conceitos de marketing a situações especí�cas.
Introdução
Produção de Comunicação em Redes
Roteiro deRoteiro de 
EstudosEstudos
Autor: Dr. César Ste�en
Revisor: Wagner Quirici
Lidar com negócios e pessoas parece simples, fácil e cotidiano, mas, no contexto de uma
pequena empresa, que opera praticamente apenas com o trabalho do empreendedor, as
relações e os relacionamentos se tornam centrais, fundamentais para a manutenção e o
crescimento das atividades.
Para isso, decisões precisam ser tomadas e riscos assumidos, mas tudo em uma empresa pode
e deve ser gerenciado de forma a transformar riscos em oportunidades. Não são raras as
situações que afetam o empreendedor; assim, precisam de um olhar mais profícuo, atento,
cuidadoso, para que decisões e metas pessoais se somem e ajudem no desenvolvimento do
trabalho. Neste roteiro, veremos essas situações por meio de uma série de conceitos e
ferramentas que nos auxiliam a olhar e a pensar a problemática exposta.
Valor e Propósito Pro�ssional e
Empresarial
Propósito está em alta, na moda, é tema de palestras, de eventos, foco de coach e de
consultores. Mas, a�nal, o que signi�ca propósito? Não é raro ver pessoas trabalhando o
propósito como se fosse assemelhando missão, visão e valores, o que não está totalmente
errado, mas está longe de ser a analogia correta. Como informa Andrews (2004, p. 71):
O padrão de decisões em uma companhia que determina e revela seus
objetivos, propósitos ou metas produz as principais políticas e planos para
alcançar essas metas, além de de�nir o tipo de negócio que a companhia deve
seguir, o tipo de organização humana que ela é ou pretende ser e a natureza
da contribuição econômica e não econômica que pretende dar aos seus
shareholders, empregados, clientes e comunidades.
A missão descreve o negócio em si, a sua forma e operação. A visão indica onde a empresa
deseja estar daqui a alguns anos. Os valores descrevem a cultura, a maneira de se colocar e de
se portar da empresa. Já o propósito inspira e dá orientação prática, ou seja, mostra o impacto,
o sentido, o porquê de a empresa existir e de as pessoas que lá trabalham fazerem o que
fazem. Na verdade, o propósito se soma, articula, amplia e complementa essas noções
clássicas e indispensáveis ao planejamento e ao posicionamento estratégico de empresas de
qualquer porte. É quase como um compromisso ético e moral, uma declaração de princípios e
motivos da empresa. Como a�rma Barbosa (2007, p. 4):
Palavras têm força construtiva ou destrutiva, tanto na fala quanto na escrita.
Talvez a maior diferença esteja no meio utilizado para a sua expressão: ao
contrário da escrita, a fala nem sempre pode ser provada. O ditado diz: “Se não
foi escrito, não tem valor” ou ainda: “Palavra dita é palavra empenhada”. Tudo
dependerá sempre da ética e da capacidade de estabelecer um diálogo
verdadeiro e sem o uso de subterfúgios tanto na comunicação organizacional
quanto no cotidiano das organizações.
Uma das analogias mais comuns para explicar o propósito é uma torcida de futebol. São
pessoas que não se conhecem, não se dirigem umas às outras, mas em um determinado
momento se unem para torcer, apoiar e levar o time à frente. Nesse momento, essas pessoas,
mesmo desconhecidas, têm um propósito que as unem, que as tornam e as fazem ter algo em
comum. Elas têm, mesmo que temporariamente e com formas diferentes (uns cantam, outros
vibram, outros ouvem no rádio e outros prestam atenção somente no campo), um propósito
comum.
Leve isso para a empresa e está claro como o propósito pode se colocar em relação às pessoas
e ao que elas fazem todos os dias, além de como pode impactar o clima, as relações internas e
as interações que ocorrem e sustentam as atividades do dia a dia. Conforme nos informa
Dejours (2004, p. 30):
Trabalhar é engajar sua subjetividade em um mundo hierarquizado, ordenado
e coercitivo. Trabalhar é, também, fazer a experiência da resistência do mundo
social; e, mais precisamente, das relações sociais no que se refere ao
desenvolvimento da inteligência e da subjetividade. O real do trabalho não é
somente o real do mundo objetivo; ele é, também, o real do mundo social.
Não rara é a falta de um propósito claro do pro�ssional, dele em relação às suas atividades ou,
inclusive, da empresa que leva à insatisfação com o trabalho e à perda de produtividade e, até
mesmo, à saída do pro�ssional. Mas, claro, o propósito precisa se relacionar com o campo de
signi�cados e sentidos do pro�ssional. Mantendo a analogia, será que alguém iria ou irá mudar
de time de futebol por um emprego?
O que são Redes Sociais?
O homem é, por natureza, um ser social, dizia Aristóteles. Com essa a�rmação, já é possível
colocar que uma rede social é algo que ocorre decorrente da natureza humana e de sua
necessidade de estabelecer e manter contatos, ou seja, está tanto no ambiente o�-line, no
mundo físico e material das relações humanas quanto no ambiente digital on-line. Oliveira
(2013, p. 16) postula que, por redes sociais, devemos entender: “estruturas sociais compostas
por pessoas ou organizações que estão conectadas por um ou vários tipos de relações. Pessoas
que fazem parte da mesma rede social compartilham valores e interesses em comuns”.
Redes sociais são estruturas sociais que conectam pessoas de várias formas, especialmente, a
partir de pontos em comum, como gostos, interesses, valores e personalidade. Como explica
Santos (1999, p. 211): “as redes buscam mundializar-se, e �sicamente o fazem, mas seu
funcionamento é limitado. Quanto mais avança a civilização material, mais se impõe o caráter
deliberado na constituição de redes”.
LIVRO
Inovação e empreendedorismo
Autores: John Bessant e Joe Tidd
Editora: Bookman
Ano: 2019
Comentário: buscando escapar da dicotomia entre
empreendedorismo e inovação, os autores constroem uma
visão uni�cada desses dois processos mostrando a importância
de sua sinergia e de seu desenvolvimento conjunto, indo no
contra�uxo da separação tão propagada na academia e nas
empresas. Ao ter em vista o foco de atenção do tema, sugere-se
atenção ao Capítulo 16, intitulado “Modelos de negócio e
captura do valor”.
Esse título está disponível na Biblioteca Virtual da Laureate.
Assim, o conjunto de laços e relações que uma pessoa estabelece com outras pessoas a partir
de um ponto ou elemento de sua personalidade se caracteriza como uma rede social. Isso
também é válido para as empresas, as organizações e o conjunto de relações que organizam e
sustentam o mercado como um todo. Nas palavras de Castells (2003, p. 47):
[...] redes são estruturas abertas capazes de expandir de forma ilimitada,
integrando novos nós, ou atores, desde que consigam comunicar-se dentro da
rede, ou seja, desde que compartilhem os mesmos códigos de comunicação
(linguagem, valores, informações).
Na contemporaneidade,

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