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N2 PRODUÇÃO DE COMUNICAÇÃO EM REDES

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com o surgimento e crescimento da internet, surgem as plataformas
digitais que sustentam redes sociais digitais. Orkut, Facebook, Twitter, LinkedIn, YouTube,
Instagram e outras que sustentam relações e relacionamentos pessoais e pro�ssionais em
todos os níveis, de modo a possibilitar a rápida e ampla circulação de informações e conteúdos
por todo o planeta.
As redes sociais transformaram não somente a forma dos relacionamentos das pessoas entre
si, mas mudaram todo o mercado e impactam diretamente na maneira como marcas, produtos
e serviços se colocam e se relacionam com seus mercados. Conforme Torres (2009, p.113), as
mídias sociais são:
[...] sites na Internet que permitem a criação e o compartilhamento de
informação e conteúdo pelas pessoas e para as pessoas, em que o consumidor
é, ao mesmo tempo, produtor e consumidor da informação. Elas recebem esse
nome porque são sociais, ou seja, são livres e abertas à colaboração e
interação de todos, e porque são mídias, ou seja, meios de transmissão de
informação e conteúdo.
Da mesma forma, trouxeram amplas possibilidades de estabelecimento de relações e novas
formas de trabalhar. O home o�ce como trabalho e as atividades desenvolvidas pela rede
constituem uma realidade em muitas pro�ssões e áreas de mercado, desde call centers até
vendas externas e, até mesmo, equipes de consultoria, treinamento e práticas de ensino.
Além disso, por intermédio das redes, mesmo pequenas e médias empresas têm o potencial de
alcançar amplos segmentos de mercado, competindo em igualdade de condições com
empresas maiores e de outras partes do planeta, gerando um novo ambiente de negócios com
– praticamente – in�nitas possibilidades de criação e inovação.
Redes de Cooperação e
Colaboração
Assim, vemos que as redes têm uma característica virtual nos ambientes digitais, mas sua
existência é anterior ao surgimento da internet. As redes virtuais ou físicas formam e suscitam
ambientes e relações que podem gerar cooperação e colaboração, sobre as quais é importante
que se compreenda que, por mais que sejam semelhantes, não são iguais.
Quando, por exemplo, divide-se uma informação com parceiros e membros da rede, é
pertinente entender que se está cooperando com o processo. No entanto, a colaboração
acontece de forma maior, com mais envolvimento e entrega, indo além do simples
cumprimento de uma fase ou etapa, mas havendo o envolvimento com todo o processo de
desenvolvimento, produção ou entrega do que estiver em pauta. Gray e Wood (1991, p. 37)
de�nem colaboração e sua ocorrência da seguinte forma:
LIVRO
Mídias Sociais e agora?
Autora: Carolina Frazon Terra
Editora: Difusão
Ano: 2011
Comentário: trata-se de um guia rápido e objetivo de como
explorar e aplicar o potencial das redes e das mídias digitais no
contexto empresarial e organizacional. Por se tratar de uma
obra bastante objetiva e rápida, mas com interessante
amplitude de temas e conceitos, sugere-se que seja lida do início
ao �m.
Esse título está disponível na Biblioteca Virtual da Laureate.
Colaboração é um processo por meio do qual diferentes partes, vendo
diferentes aspectos de um problema, podem, construtivamente, explorar suas
diferenças e procurar limitadas visões. [...] Colaboração ocorre quando um
grupo de “autonomous stakeholders” com domínio de um problema se envolve
em um processo interativo, usando divisão de papéis, normas e estruturas para
agir ou decidir questões relacionadas ao problema.
Nesse mesmo sentido, é pertinente citar Astley (1984, p. 531, grifos nossos), ao pontuar que:
A interdependência na sociedade moderna cresceu tanto que as organizações
se fundiram em unidades coletivas, cuja natureza não permite ação
independente. Aqui, a colaboração se torna genuína na medida em que as
organizações desenvolvem orientações que eliminam gradualmente o
antagonismo competitivo. Deve-se prestar atenção à institucionalização
dessas lealdades coletivas, pois elas desempenham um papel cada vez mais
importante na sociedade corporativa de hoje.
Assim, temos pistas que indicam que uma rede de cooperação e colaboração não
necessariamente envolve trocas ou processos de produção, mas envolve, signi�ca e catalisa
toda uma série de mudanças de processo e procedimentos em uma rede interna (uma
empresa) ou externa (um grupo de empresas ou pessoas envolvidas com o desenvolvimento
de um projeto). Ribault, Martinet e Lebidois (1995, p. 294) chamam a atenção para a �nalidade
à qual as redes se formam:
As empresas em rede complementam-se umas às outras nos planos técnicos
(meios produtivos) e comerciais (redes de distribuição) e decidem apoiar-se
mutuamente em prioridade; mas a constituição em rede pode também
traduzir-se, por exemplo, pela criação de uma central de compras comum às
empresas da rede.
Um processo é real e genuinamente colaborativo quando envolve partes e setores diferentes
em sinergia. Como se todos se envolvessem em todas as etapas e processos, ocupando-se dos
resultados como um todo – e não somente do seu “pedaço” do processo ou projeto e agindo
em sinergia –, de forma a gerar a melhor solução, seja para um produto, um serviço, uma
empresa etc.
Marketing e Comunicação nas
Redes Sociais
Redes sociais são, em essência, pessoas conversando com pessoas ou pessoas conversando
com empresas. É claro que surge, naturalmente, um excelente ambiente para o marketing
desenvolver ações e estratégias em prol do envolvimento das pessoas. Como elucidam  Kotler
e Keller (2012, p. 589):
As mídias sociais são um meio para os consumidores compartilharem textos,
imagens e arquivos de áudio e vídeo entre si e com as empresas. As mídias
sociais dão às empresas voz e presença pública na Web, além de reforçarem
outras atividades de comunicação. Por causa do seu imediatismo diário, elas
também podem incentivar as empresas a se manterem inovadoras e
relevantes.
LIVRO
Processo decisório
Autor: José Antonio Paganotti
Editora: Pearson
Ano: 2016
Comentário: mestre em Administração, José Antonio aborda,
neste livro, os principais e mais relevantes aspectos da
formação dos processos de decisões em níveis pessoal e
empresarial. O foco de interesse recai sobre duas seções do
Capítulo 4, que tratam sobre “Intuição e racionalidade no
processo decisório” e “Gestão da complexidade”.
Esse título está disponível na Biblioteca Virtual da Laureate.
O grande benefício da utilização das redes sociais no marketing está na facilidade de
estabelecer contatos diretos com os consumidores e o público-alvo, desenvolvendo e
mantendo relacionamento, criando laços que podem ir além do ambiente digital. Twitter,
Facebook, Instagram, LinkedIn e outras se apresentam como espaços privilegiados para a troca
direta entre marcas, empresas e pessoas.
Tudo se desenvolve por e a partir de conteúdos e informações que sejam efetivos, relevantes e
que atraiam a atenção do público em foco. A chave do sucesso em obter a atenção nas redes
sociais está em oferecer conteúdo de valor para quem deseja atrair e manter. Não é possível
esquecer, também, do potencial de propagação dos conteúdos por esse público, que tem o
potencial de aumentar a visibilidade, o impacto e os resultados dos conteúdos postados. Como
salienta Powell (2010, p. 33):
O primeiro passo para ter sucesso no reino das redes sociais é chegar lá e criar
uma presença on-line, e isso signi�ca se cadastrar e criar seu per�l.   [...]   As
possibilidades são de que você deseje torná-las mais atrativas criando um per�l
no Facebook para estender seu alcance e ter o melhor dos dois mundos.
O sucesso e os resultados estão diretamente ligados à estratégia, ao direcionamento dos
conteúdos e à capacidade de interagir e ser real e efetivamente relevante para seu público.
LIVRO
Estratégias de comunicação nas mídias sociais
Autor: Wilson da Costa Bueno
Editora: Manole
Ano: 2017
Comentário: organizado por um dos maiores estudiosos da
comunicação empresarial e organizacional do Brasil, este livro
apresenta re�exões e cases sobre os principais temas do campo
das mídias sociais na atualidade.

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