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DIREITO EMPRESARIAL APLICADO II -DUPLICATA

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a nota e promete pagá-la, também chamado de emitente ou promitente) e do tomador (aquele em favor de quem a promessa de pagamento é feita, também chamado de beneficiário).
Requisitos essenciais.
Art. 75 - A nota promissória contém:
1 - Denominação "Nota Promissória" inserta no próprio texto do título e expressa na língua empregada para a redação desse título;
2 - A promessa pura e simples de pagar uma quantia determinada;
5 - O nome da pessoa a quem ou a ordem de quem deve ser paga;
6 - A indicação da data em que (...) a nota promissória é passada;
7 - A assinatura de quem passa a nota promissória (subscritor).
Art. 76 - O título em que faltar algum dos requisitos indicados no artigo anterior não produzirá efeito como nota promissória, (...).
* A ausência de requisitos essenciais não invalida o respectivo documento, mas apenas faz com que ele não configure uma letra de câmbio.
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Cláusula cambiária.
Art. 75 - A nota promissória contém:
1 - Denominação "Nota Promissória" inserta no próprio texto do título e expressa na língua empregada para a redação desse título;
* Em razão de uma reserva adotada pelo Brasil, aplica-se, quanto à denominação desse título, a Lei Saraiva (Decreto 2.044/1908), que permite o uso da expressão nota promissória “ou termo correspondente, na língua em que for emitida”.
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Promessa de pagamento.
Art. 75 - A nota promissória contém:
2 - A promessa pura e simples de pagar uma quantia determinada;
* Não se admite que o cumprimento da obrigação mencionada na letra fique sujeito à implementação de qualquer condição, suspensiva ou resolutiva. No mais, valem as observações já feitas no estudo da letra de câmbio (indexação, juros, moeda estrangeira etc.).
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Indicação do tomador.
Art. 75 - A nota promissória contém:
5 - O nome da pessoa a quem ou a ordem de quem deve ser paga;
* A exigência de identificação do tomador denota a impossibilidade, pelo menos em tese, de emissão de nota promissória ao portador. Deve-se ressalvar, porém, a possibilidade de emissão de nota incompleta ou em branco.
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Indicação da data de emissão.
Art. 75 - A nota promissória contém:
6 - A indicação da data em que (...) a nota promissória é passada;
* É imprescindível saber a data de emissão da nota promissória, especialmente para se saber a partir de quando são contados determinados prazos.
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Assinatura do subscritor.
Art. 75 - A nota promissória contém:
7 - A assinatura de quem passa a nota promissória (subscritor).
* A identificação do devedor principal – que na nota é o subscritor – deve ser feita com a menção ao número de sua carteira de identidade, do seu CPF, do seu título de eleitor ou de sua carteira profissional (CTPS). Ademais, admite-se que a assinatura seja de procurador com poderes especiais (Decreto 2.044/1908).
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Requisitos não essenciais.
Art. 75 - A nota promissória contém:
3 - A época do pagamento;
4 - A indicação do lugar em que se deve efetuar o pagamento;
6 - A indicação (...) do lugar onde a nota promissória é passada;
Art. 76 – (...)
A nota promissória em que não se indique a época do pagamento será considerada pagável à vista.
Na falta de indicação especial, lugar onde o título foi passado considera-se como sendo o lugar do pagamento e, ao mesmo tempo, o lugar do domicílio do subscritor da nota promissória.
A nota promissória que não contenha indicação do lugar onde foi passada considera-se como tendo-o sido no lugar designado ao lado do nome do subscritor.
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Nota promissória a certo termo da vista.
Art. 78 - O subscritor de uma nota promissória é responsável da mesma forma que o aceitante de uma letra.
As notas promissórias pagáveis a certo termo de vista devem ser presentes ao visto dos subscritores nos prazos fixados no artigo 23.
O termo de vista conta-se da data do visto dado pelo subscritor.
A recusa do subscritor a dar o seu visto é comprovada por um protesto (artigo 25), cuja data serve de início ao termo de vista.
* Como a nota promissória não admite aceite, pode-se pensar ela não poderia ser sacada a certo termo da vista. Ocorre que a própria LUG admite a emissão de nota promissória a certo termo da vista, caso em que o título deverá ser levado ao visto do subscritor no prazo de um ano a contar do saque da nota. Após o visto do subscritor, começará então a correr um certo prazo, já estipulado desde a emissão, após o qual considera-se vencido o título.
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A) NOTA PROMISSÓRIA EM BRANCO: É cediço que a cambial emitida ou aceita com omissões ou em branco pode ser completada pelo credor de boa-fé até a cobrança ou o protesto (Súm. n. 387-STF). REsp 870.704-SC, Rel. Min. Luis Felipe Salomão, julgado em 14/6/2011.
B) SÚMULA 504-STJ: O prazo para ajuizamento de ação monitória em face do emitente de nota promissória sem força executiva é quinquenal, a contar do dia seguinte ao vencimento do título.
Prazo de Protesto
 A nota promissória possui o mesmo prazo para protesto da letra de câmbio, devendo ser levada a protesto no 1º dia útil seguinte ao vencimento, conforme art. 28 do Dec. Lei 2044/1908.
		
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PRAZOS DE EXECUÇÃO (PRESCRIÇAÕ) 
DA NOTA PROMISSÓRIA 
EMITENTE:
03 ANOS DO VENCIMENTO
ENDOSSANTES 
01 ANO (PROTESTO OU VENCIMENTO)
AÇÃO REGRESSIVA
06 MESES (PAGAMENTO)
CHEQUE
Introdução.
- Origem que se confunde com a da letra de câmbio.
- Exige a existência de fundos do sacador em poder do sacado.
- É mais um meio de pagamento do que um instrumento de crédito.
“As origens do cheque confundem-se com as da letra de câmbio, da qual ele se distingue apenas pela sua função econômica mais restrita, sendo essencialmente um meio de pagamento e só eventual e transitoriamente instrumento de crédito. É em rigor simples modalidade de letra de câmbio, com a peculiaridade de só poder ser sacado contra determinadas pessoas e sempre à vista.” (BORGES, João Eunápio. Títulos de crédito. Rio de Janeiro: Forense, 1971. p. 156).
“O cheque, salvo quando empregado pelo emitente como mero instrumento de retirada de fundos, é título de crédito, e toda a discussão a respeito da sua natureza jurídica resulta simplesmente do fato de alguns autores confundirem a sua função econômica com a sua estrutura jurídica.” (ROSA JR., Luiz Emygdio F. da. Títulos de crédito. 7. ed. Rio de Janeiro.
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CHEQUE
CONCEITO
NATUREZA JURÍDICA
PÓS DATADO
PROVISÃO FUNDOS
PRO SOLVENDO
Características.
- Tipicidade.
- Formalismo (modelo vinculado).
- Autonomia/abstração (a jurisprudência relativiza em alguns casos).
- Completude.
- Ordem de pagamento (mas não comporta aceite).
- O sacado é sempre um banco.
- Vencimento sempre à vista (mas na prática se usa muito o cheque pré-datado).
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Legislação aplicável.
O Brasil adotou a Lei Uniforme do Cheque, incorporando-a ao nosso ordenamento jurídico por meio do Decreto 57.595/1966, e o STF considerou legítima essa forma de incorporação.
No entanto, o Brasil adotou 24 reservas à Lei Uniforme do Cheque, no que se refere às suas regras não essenciais, o que acabou fazendo com que fosse editada a Lei 7.357/1985.
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Estrutura.
O cheque é uma ordem de pagamento, de modo que sua emissão dá origem a três situações jurídicas distintas: a do emitente (que dá a ordem), a do sacado (que recebe a ordem) e a do tomador (que é o beneficiário da ordem).
Além de o sacado ser sempre um banco (art. 3º), no cheque não existe aceite (art. 6º): o sacado mantém relação contratual com o emitente (contrato de depósito bancário), e somente obedecerá à ordem se houver fundos disponíveis (art. 4º; podem ser decorrentes de outro contrato, como uma abertura de crédito rotativo, por exemplo).
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Requisitos essenciais.
Art . 1º O cheque contêm:
I - a denominação ‘’cheque’’ inscrita no contexto do título e expressa na língua em que este é redigido;
II - a ordem incondicional de pagar quantia determinada;
III - o nome do banco ou da instituição financeira que deve pagar (sacado);
V - a indicação da data (...) de emissão;
VI - a assinatura do emitente