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Métodos de Resolução de Conflitos

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Contextualização entre a judicialização entre os
métodos de solução de conflitos
A vida em sociedade implica no surgimento de
conflitos entre os seres, eventualmente foram
criadas medidas para resolução desses problemas.
Autotutela
Meio pelo qual os indivíduos realizavam sua
própria justiça, impondo-a mediante uso da força.
A medida em que os Estado foi, aos poucos,
vedando a aplicação desse tipo de medida, foram
introduzidas novas formas de resolução de
conflitos.
Soluções Autocompositivas .
Nesse caso, a justiça não é mais realizada
somente pela vontade imposta por apenas uma
das partes e pode ser dividida em:
Previsão: Art. 139 Inciso V - Código de Processo Civil
Obs.: Não há decisão impositiva na autocomposição .
- Negociação: Ocorre quando as partes
chegam a um acordo sem a intervenção de
terceiros. Além dos envolvidos podem
haver representantes das partes, é o caso
da negociação assistida.
- Conciliação: Mais adequada em casos em
que não há diálogo prévio (relações
interpessoais). Desse modo, o conciliador
possui uma postura ativa, sugerindo
soluções para o conflito.
Obs.: Art. 3º § 3º - Código de Processo Civil
- Mediação: Se mostra mais apropriada para
situações em que há vínculo anterior entre
as partes. Nesse caso, o mediador atua no
restabelecimento do diálogo entre as
partes, buscando uma solução consensual
e espontânea
Obs.: Art. 334 § 1º e 4º Incisos I e II - CPC
Soluções Heterocompositivas (Impositivas) .
Jurisdição Estatal
Ocorre por meio do Juiz. Possui como algumas de
suas características: a impositividade, a
exequibilidade e a recorribilidade (duplo grau de
jurisdição), além de custos inferiores à arbitragem
e da possibilidade de consolidação.
O magistrado, para atuar em determinada causa,
não precisa ser especialista na matéria convertida
e não pode ser eleito pelas partes.
As partes podem apenas eleger o foro ao qual os
litígios serão submetidos quando este não violar a
competência dos juízos.
Aqui, os litígios, em regra, são públicos, podendo
ser confidenciais nas hipóteses previstas em lei,
tramitando o processo em segredo de justiça.
(casos de divórcio e que envolvam menores de
idade)
Uma das principais desvantagens da jurisdição
estatal é a morosidade, a qual acaba por
prejudicar a parte titular do direito e beneficiar a
parte oposta, prolongando a injustiça.
Obs.: Fere o princípio da duração razoável do processo
Jurisdição Arbitral
Há a eleição de um Árbitro. Ao Estado atribui-se o
monopólio da jurisdição, de modo que a mesma se
estende somente às circunstâncias permitidas pela
Lei de Arbitragem (9.307/96).
Esta lei prevê em seu Art. 1° a possibilidade de
recorrer à arbitragem para dirimir litígios relativos a
direitos patrimoniais disponíveis.
Direitos disponíveis: São aqueles direitos que o cidadão
pode dispor livremente, (direito Privado) referente ao
comércio, indústria, prestação de serviço, aluguel,
condomínio, compra e venda de modo geral
A sentença arbitral é impositiva e irrecorrível, não
sendo dotada de enforcement, ou seja, não é
exequível na jurisdição arbitral.
Exequível: que pode ser cumprido, executar
Ao judiciário, porém, não cabe a revisão da
sentença, possuindo apenas prerrogativa de
decretar sua nulidade, caso haja manifestação de
uma das hipóteses legais de nulidade.
CARLA GABRIELE S. NASCIMENTO - FAHESP/IESVAP
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9307.htm#:~:text=LEI%20N%C2%BA%209.307%2C%20DE%2023,Disp%C3%B5e%20sobre%20a%20arbitragem.&text=Art.,relativos%20a%20direitos%20patrimoniais%20dispon%C3%ADveis.&text=2%C2%BA%20A%20arbitragem%20poder%C3%A1%20ser,eq%C3%BCidade%2C%20a%20crit%C3%A9rio%20das%20partes.

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