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EPIDEMIO - Estudo Dirigido P1

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Maria Raquel Tinoco Laurindo – MED 103 
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2- Considere que há 30 anos não ocorrem casos de uma determinada doença infectocontagiosa no estado 
de Minas Gerais, enquanto em São Paulo ocorrem, 50 casos dessa mesma doença anualmente. Caso seja 
confirmado no ano em curso 01 único caso autóctone dessa doença em Minas Gerais e 60 casos em São 
Paulo, podem-se considerar as situações, respectivamente, como: 
Epidemia e epidemia. 
Comentário: 30 anos → é preciso pensar em doença com tendência secular. Caso autóctone = o paciente 
ficou doente no local e foi diagnosticado no local. Nesse sentindo, em MG, a tendência de casos da doença 
é zero, por isso, 1 caso autóctone já se considera epidemia. Se o caso fosse alóctone, então seria considerado 
um caso esporádico. No caso de SP, com números absolutos, também considera um caso epidêmico pois 
ultrapassou o limiar máximo esperado da doença na cidade. 
 
3- Certo ou Errado? “A tendência secular é uma variação espacial que traduz a incidência e a prevalência de 
um agravo à saúde durante o século.” 
 Errado. 
A tendência secular não necessariamente tem o período de um século, geralmente considera-se um espaço 
de 10 anos ou mais. Além disso a tendência secular é uma variação temporal, não espacial. 
São as variações na incidência/prevalência ou mortalidade/letalidade de doenças observadas por um longo 
período de tempo. 
EPIDEMIOLOGIA 
Estudo Dirigido 
Epidemia 
Endemia 
Surto epidêmico 
Pandemia 
X 
Maria Raquel Tinoco Laurindo – MED 103 
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a) Como se está trabalhando com uma população de 183 mil pessoas, subtrair desse número 264 pessoas 
(doentes) não faria quase diferença, sendo assim, para essa questão não se trabalhará densidade e 
incidência. Nesse caso é indicado construir um indicador baseado na incidência acumulativa normal, baseado 
na população exposta ao risco (183 mil pessoas) – até porque nem é possível ver o tempo de segmento de 
180 mil pessoas. 
26/183.000 = 0,00014208 = 14,2 x 10^-5 
Obs.: Na prova, se a questão for fechada, será estipulado a referência (10 mil ou 100 mil habitantes, 
por exemplo). Se a questão for aberta e for necessário fazer cálculo, deverá ser utilizada a constante 
de 100.000. Por exemplo, com base nos números dessa questão, teríamos: 
26/183 mil x 100 mil → resposta: 14,2 casos novos em 100.000 habitantes (referenciar a 
constante na resposta!) 
b) 265/183 mil x 100 mil (constante que já está sendo utilizada) = 144,3 casos em 100.000 habitantes 
 
5- Ao ser instituído um programa de rastreamento para câncer de colo de útero, qual mudança do indicador 
de morbimortalidade é esperada em seu 1º ano? 
Aumento da incidência e da prevalência. 
 
6- "O serviço de Medicina do Trabalho de uma grande fábrica realiza um check-up de todos os empregados 
ao completarem 50 anos de idade. A avaliação dos resultados durante cinco anos de implantação desse 
programa revelou que de 500 empregados examinados, 100 tinham lesões eletrocardiográficas sugestivas 
de infarto do miocárdio, ou seja 20%. " A medida relatada, trata-se de uma: 
Prevalência. 
4- 
X 
X 
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Questão de prova na certa → É pontual pois há a leitura de um único momento, aos 50 anos de idade, dos 
indivíduos que trabalham na empresa há 5 anos. 
 
7- Qual medida de incidência é utilizada para investigar uma epidemia? 
Taxa de ataque diário/ taxa de ataque global 
Obs.: A taxa de incidência que se obtém em uma situação de surto ou epidemia é denominada taxa de 
ataque da doença e é expressa usualmente em porcentagem → a taxa de ataque é um cálculo de incidência 
específico para epidemias (global). 
Taxa de ataque diário → nº de casos dos pacientes expostos por dia (soma de novos casos)  
numerador / nº de pessoas expostas ao risco (subtrai-se as pessoas que forem adoecendo)  
denominador 
Exemplo: contaminação de caixa d’água numa creche (20 alunos totais) → 1º dia = 3 casos 
contaminados; 2º dia = 17 pessoas expostas ao risco (20 – 3 contaminadas) 
Taxa de ataque global → soma das pessoas expostas durante determinado período / todas as 
pessoas expostas ao risco no mesmo período 
 
 
No caso de epidemias, sempre usar taxa de ataque (seguindo a ideia de incidência acumulada) mas pensando 
na sobrevida. A taxa de mortalidade é errada pois não necessariamente ocorrerá mortes. 
 
9- Analise a figura onde indivíduos entram e saem do estudo epidemiológico a qualquer momento. 
Considerando as informações contidas na figura, calcule a densidade de incidência até o terceiro ano de 
observação: 
 
Sempre se atentar ao comando! → tempo: até 3 anos → desconsiderar tudo após o 3 ano. 
8- 
X 
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Doentes: 2 
P1 = 1 ano; P2 = 2 anos; P3 = 3 anos; P4 = 3 anos; P5 = 2,5 anos; P6 = 1,5 anos; P7 = 3 anos; P8 = 3 anos; P9 
= 3 anos; P10 = 3 anos; P11 = 1 ano; P12 = 1,5 anos. → total: 27,5 
DI = 2/27,5 = 0,072 pessoa doente/ano 
 
 
No caso da perinatal, os natimortos entram no cálculo, porém, nesse caso, o comando quer o indicador de 
coeficiente de mortalidade neonatal precoce → numerador = nº óbitos ocorridos na primeira semana de vida 
/ denominador = nascidos vivos 
 
Retirar as 1000 pessoas já diagnosticadas, usar as 19 mil é a população (denominador). Após 10 anos, houve 
1700 casos novos (numerador). O comando pede a média por ano da incidência dessa doença. 
1700/10 = 170 → 170/19000 = 0,00894 x 1000 (constante) = 8,94 
 
É possível analisar a qualidade de vida de uma população com base nos dados do indicador Swaroop-Uemura. 
→ Questão certa de prova 
X 
X 
10- 
11- 
12- 
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Letalidade = pessoas mortas por acometimento de determinada doença. → Denota a gravidade dessa 
doença. 
3 mortes / 9 infectados = 1/3 de letalidade  33,3% de letalidade 
 
Tipo II representa baixo índice de saúde (gráfico em L) pois há alto índice de mortalidade infantil, mas há 
adultos que chegam a 50 anos. 
 
15- No gráfico abaixo, representa-se o processo de transição demográfica, vivenciado, de forma diferente, 
nos países desenvolvidos e nos subdesenvolvidos. 
 
X 
X 
13- 
14- 
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Identifique, a partir do gráfico, uma fase em que há reduzido índice de crescimento vegetativo e outra em 
que ocorre a elevação desse índice. Em seguida, apresente dois fatores que justifiquem, em países 
desenvolvidos, a queda da mortalidade na fase 2. 
O crescimento vegetativo corresponde a diferença entre a taxa de natalidade e a taxa de mortalidade e, 
obviamente, será menor quando a diferença desse primeiro dado para o segundo for pequeno. Isso ocorre 
nas fases 1 e 4 indicadas pelo gráfico, quando os dados se encontram no mesmo patamar. O crescimento 
vegetativo é mais elevado na fase 2, quando a curva da taxa de natalidade no gráfico apresenta-se muito 
acima da curva de mortalidade. 
A queda da mortalidade nos países subdesenvolvidos, mesmo que de forma tardia, ocorre pela evolução das 
condições de higiene, saúde e alimentação, incluindo avanços em saneamento básico e políticas sociais. 
16- Considere a pirâmide de Thompson (Pirâmides Etárias) – Brasil de 1950 a 2050 – e responda: 
a.Denomine e explique o processo demonstrado nos gráficos: 
Transição demográfica. À medida que o padrão da qualidade 
de vida muda dentro de uma sociedade, as taxas de 
mortalidade, fecundidade e natalidade mudam de modo a 
refletir esse novo padrão social em que a sociedade está 
inserida, consequentemente, o volume populacional em cada 
fase da vida muda também. 
b. Explique 
como se dá o processo de transição epidemiológica no Brasil: 
Existe uma forte superposição entre as etapas nas quais 
predominam as doenças transmissíveis e crônico-
degenerativas. A reintrodução de doenças como dengue, febre 
amarela e um recrudescimento de outras como malária, 
hanseníase e leishmaniose

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