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LC - 1º dia | Caderno 1 - AZUL - Página 36
Questão 40 
TEXTO I TEXTO II
Fotografia em preto e branco de músico da cultura 
lupa (norte de Angola) tocando uma kalimba 
ou lamelofone.
Manifestação carnavalesca registrada por 
Debret (1826): escravos vestidos como europeus, 
em cortejo musical, à época do Império.
INTERNATIONAL Library of African Music, Angola. 
 Disponível em: http://keywordsuggest.org. 
Acesso em: 18 ago. 2017.
DEBRET, J.-B. Disponível em: http://koyre.ehess.fr. 
Acesso em: 18 ago. 2017.
O instrumento feito de lâminas metálicas e cabaça é comum a manifestações musicais na 
África e no Brasil. Nos textos, apesar de figurarem em contextos geográficos separados 
pelo Oceano Atlântico e terem cerca de um século de distanciamento temporal, a 
semelhança do instrumento demonstra a
A vinculação desses instrumentos com a cultura dos negros escravizados.
B influência da cultura africana na construção da musicalidade brasileira.
C condição de colônia europeia comum ao Brasil e grande parte da África.
D escassez de variedade de instrumentos musicais relacionados à cultura africana.
E importância de registros artísticos na difusão e manutenção de uma tradição musical.
*AM0175AZ36*
LC - 1º dia | Caderno 1 - AZUL - Página 37
Questão 41 
— Não digo que seja uma mulher perdida, mas recebeu uma educação muito livre, 
saracoteia sozinha por toda a cidade e não tem podido, por conseguinte, escapar à 
implacável maledicência dos fluminenses. Demais, está habituada ao luxo, ao luxo da rua, 
que é o mais caro; em casa arranjam-se ela e a tia sabe Deus como. Não é mulher com 
quem a gente se case. Depois, lembra-te que apenas começas e não tens ainda onde cair 
morto. Enfim, és um homem: faze o que bem te parecer.
Essas palavras, proferidas com uma franqueza por tantos motivos autorizada, 
calaram no ânimo do bacharel. Intimamente ele estimava que o velho amigo de seu pai 
o dissuadisse de requestar a moça, não pelas consequências morais do casamento, mas 
pela obrigação, que este lhe impunha, de satisfazer uma dívida de vinte contos de réis, 
quando, apesar de todos os seus esforços, não conseguira até então pôr de parte nem o 
terço daquela quantia.
AZEVEDO, A. A dívida. Disponível em: www.dominiopublico.gov.br. Acesso em: 20 ago. 2017.
O texto, publicado no fim do século XIX, traz à tona representações sociais da sociedade 
brasileira da época. Em consonância com a estética realista, traços da visão crítica do 
narrador manifestam-se na
A caracterização pejorativa do comportamento da mulher solteira.
B concepção irônica acerca dos valores morais inerentes à vida conjugal.
C contraposição entre a idealização do amor e as imposições do trabalho.
D expressão caricatural do casamento pelo viés do sentimentalismo burguês.
E sobreposição da preocupação financeira em relação ao sentimento amoroso.
Questão 42 
As alegres meninas que passam na rua, com suas pastas escolares, às vezes com 
seus namorados. As alegres meninas que estão sempre rindo, comentando o besouro que 
entrou na classe e pousou no vestido da professora; essas meninas; essas coisas sem 
importância.
O uniforme as despersonaliza, mas o riso de cada uma as diferencia. Riem alto, riem 
musical, riem desafinado, riem sem motivo; riem.
Hoje de manhã estavam sérias, era como se nunca mais voltassem a rir e 
falar coisas sem importância. Faltava uma delas. O jornal dera notícia do crime. 
O corpo da menina encontrado naquelas condições, em lugar ermo. A selvageria de um 
tempo que não deixa mais rir.
As alegres meninas, agora sérias, tornaram-se adultas de uma hora para outra; essas 
mulheres.
ANDRADE, C. D. Essas meninas. Contos plausíveis. Rio de Janeiro: José Olympio, 1985.
No texto, há recorrência do emprego do artigo “as” e do pronome “essas”. No último 
parágrafo, esse recurso linguístico contribui para
A intensificar a ideia do súbito amadurecimento.
B indicar a falta de identidade típica da adolescência.
C organizar a sequência temporal dos fatos narrados.
D complementar a descrição do acontecimento trágico.
E expressar a banalidade dos assuntos tratados na escola.
*AM0175AZ37*
LC - 1º dia | Caderno 1 - AZUL - Página 38
Questão 43 
Você vende uma casa, depois de ter morado nela durante anos; você a conhece 
necessariamente melhor do que qualquer comprador possível. Mas a justiça é, então, 
informar o eventual comprador acerca de qualquer defeito, aparente ou não, que possa 
existir nela, e mesmo, embora a lei não obrigue a tanto, acerca de algum problema 
com a vizinhança. E, sem dúvida, nem todos nós fazemos isso, nem sempre, nem 
completamente.
Mas quem não vê que seria justo fazê-lo e que somos injustos não o fazendo? A lei 
pode ordenar essa informação ou ignorar o problema, conforme os casos; mas a justiça 
sempre manda fazê-lo.
Dir-se-á que seria difícil, com tais exigências, ou pouco vantajoso, vender casas... 
Pode ser. Mas onde se viu a justiça ser fácil ou vantajosa? Só o é para quem a recebe ou 
dela se beneficia, e melhor para ele; mas só é uma virtude em quem a pratica ou a faz.
Devemos então renunciar nosso próprio interesse? Claro que não. Mas devemos 
submetê-lo à justiça, e não o contrário. Senão? Senão, contente-se com ser rico e não 
tente ainda por cima ser justo.
COMTE-SPONVILLE, A. Pequeno tratado das grandes virtudes. São Paulo: Martins Fontes, 1995.
No processo de convencimento do leitor, o autor desse texto defende a ideia de que
A o interesse do outro deve se sobrepor ao interesse pessoal.
B a atividade comercial lucrativa é incompatível com a justiça.
C a criação de leis se pauta por princípios de justiça.
D o impulso para a justiça é inerente ao homem.
E a prática da justiça pressupõe o bem comum.
Questão 44 
As montanhas correm agora, lá fora, umas atrás das outras, hostis e espectrais, 
desertas de vontades novas que as humanizem, esquecidas já dos antigos homens 
lendários que as povoaram e dominaram.
Carregam nos seus dorsos poderosos as pequenas cidades decadentes, como uma 
doença aviltante e tenaz, que se aninhou para sempre em suas dobras. Não podendo 
matá-las de todo ou arrancá-las de si e vencer, elas resignam-se e as ocultam com sua 
vegetação escura e densa, que lhes serve de coberta, e resguardam o seu sonho imperial 
de ferro e ouro.
PENNA, C. Fronteira. Rio de Janeiro: Artium, 2001.
As soluções de linguagem encontradas pelo narrador projetam uma perspectiva lírica da 
paisagem contemplada. Essa projeção alinha-se ao poético na medida em que
A explora a identidade entre o homem e a natureza.
B reveste o inanimado de vitalidade e ressentimento.
C congela no tempo a prosperidade de antigas cidades.
D destaca a estética das formas e das cores da paisagem.
E captura o sentido da ruína causada pela extração mineral.
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LC - 1º dia | Caderno 1 - AZUL - Página 39
Questão 45 
Eu gostaria de comentar brevemente as afinidades existentes entre comunidade, 
comunicação e comunhão. Essas afinidades começam no próprio radical das palavras em 
questão. Assim, se nosso alvo são os atos de interação comunicativa, temos que incluir 
em nosso objeto de estudo a ecologia dos atos de interação comunicativa, que se dão 
no contexto da ecologia da interação comunicativa. No entanto, não basta a proximidade 
espacial para que a comunicação se dê, é necessário que os potenciais interlocutores 
entrem em comunhão. Por fim, sem trocadilhos, a comunicação ideal se dá no interior de 
uma comunidade, entre indivíduos que entram em comunhão.
COUTO, H. H. O Tao da linguagem. Campinas: Pontes, 2012.
O trecho integra um livro sobre os aspectos ecológicos envolvidos na interação 
comunicativa. Para convencer o leitor das afinidades entre comunidade, comunicação e 
comunhão, o autor
A nega a força das comunidades interioranas.
B joga com a ambiguidade das palavras.
C parte de uma informação gramatical.
D recorre a argumentos emotivos.
E apela para a religiosidade.
*AM0175AZ39*
LC - 1º dia | Caderno 1 - AZUL - Página 40
INSTRUÇÕES PARA A REDAÇÃO
1. O rascunho da redação

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