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PROCEDIMENTO COMUM | Processo Penal

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Aulas 16, 17
Processo : instrumento por meio do qual o Estado e xerce a jurisdição,
o autor o direito de ação e o acusado o direito de defesa, havendo
entre esses sujeitos uma relação jurídica processual.
Procedimento : é o modo pelo q ual os diversos atos se relacionam na
série constitutiva do processo.
A corrente majoritária enten de que gera n ulidade relati va, devendo ser
arguida em momento oportuno e com comprovação do prejuízo.
Não é possível a combinação de procedimento s divers os . Assim, no caso
de procedimentos diversos de competência de juiz singular, deve ser
utilizado o procedimento mais amplo, que melhor assegure o exercício
das faculdades processuais pelas partes.
Ex: crime de roubo (procedimento comum ) conexo com cr ime de tráfico de
drogas (procedim ento especial ), aplica -se o procedimento comum ordinário p or
ser mais amplo.
a) Procedimento s especiais: pr evistos no CPP e na legislação especial.
Ex: procedimento originário dos Tri bunais; procedimento do Júri.
b) Procedimento comum: res idual, subdividindo-se em procedimento
comum ordinário, sumário e sumaríssimo.

Aulas 16, 17
- É classificado de acordo com a quantidade da pen a máxima :
Procedimento comu m ordinário: crime de pena máxima igual ou
superior a 4 anos;
Procedimento comum sumário : crime de pena máxima inferior a 4 e
superior a 2 anos;
Procedimento comum sumaríssimo: infrações de men or potencial
ofensivo (JECRIM - contravenções e pena máxima não superior a 2
anos).
Agravantes e aten uantes não são levadas em conta.
Concurso d e crimes , qualificadoras, privilégios , causas de aumento e
de diminu ão: são consideradas, observand o-se o quantum que menos
diminua e o que mais aumente a pena.
Não se aplica a Le i 9.099/95 às infrações penais praticadas no
contexto de violência doméstica e familiar contra a mulher.
O art. 94 do Estatuto do Idoso determina a aplicação do
procedimento sumaríssimo aos crimes pr evistos na Lei 10.741/03 com
pena máxima que não ultrapasse 4 anos .
Após o oferecimento da denúncia ou d a queixa (art. 41), caberá ao juiz
acei-la ou rejeitá-la, de acordo com art. 396.
- Assim, o momento do recebimento ou rejeição da peça acusatór ia é o
imediato ao o ferec imento desta e anterior à apresentação de resposta
à acusação, sendo este momento o marco da interrup ção da prescrição .

Aulas 16, 17
Trata-se do juízo negativ o de admissibilida de .
I. Inépcia da peça acusatória: inobservância de requisitos
obrigatórios.
- Deve ser arguida até o momento da sentença, sob pena de precl usão.
II. Ausência d os pressuposto s processuais o u das condições da ação .
- Condições da ação : genéricas ou específicas (ex: ausência de
representação);
- Pressupo stos proce ssuais de e xistência : demanda veiculada pela peça
acusatória + órgão investido de juris dição + par tes que possam estar
presentes em juízo;
- Pre ssupostos pr ocessuais de validade : inexistência de l itispendência
ou coisa julgada ; inexistência de vícios processuais.
III. Falta de justa causa para o exercício da ação penal : é o suporte
probatório mínimo para a instauração do processo penal (f umus comissi
delicti).
É possível a rejeição parcial da peça acusatória.
Ex: oferec imento de d enúncia de crime de roubo e calúnia, sendo rejeitado o
segundo por se tratar de crim e de ação privada.
De acordo com ente ndimento do STJ , o fato de a denúncia ter sido
recebida não impede o juiz de, posteriormente, reconsiderar a decisão