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PERSONALIDADE

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PESSOA NATURAL
A personalidade jurídica pode ser estudada e analisada a partir de duas perspectivas. A primeira é baseada no modelo clássico de Direito Civil. Nessa concepção, o fundamento da personalidade é a norma jurídica, ou seja, a personalidade jurídica da pessoa natural tem uma concepção normativa, de modo que é o Estado que efetivamente vai conceder e fundamentar a personalidade. Nesse sentido, faz referência à teoria natalista 
Por isso, nessa concepção clássica, normalmente, se associa a capacidade de direito com personalidade, porque capacidade de direito é a aptidão genérica que a pessoa tem de ser titular de direitos e deveres da Ordem Civil. Nessa análise não se pode associar personalidade com o ser humano, porque nem todo ser humano tem personalidade, pois, para que um ser humano tenha personalidade, é preciso que a norma jurídica diga que ele tenha – e isso só ocorre quando ele nascer com vida. Em decorrência disso, o nascituro e o embrião, por exemplo, são entes despersonalizados 
Sob a segunda perspectiva, a personalidade tem como fundamento não a norma jurídica, mas o próprio ser humano. Se for um ser humano, tem personalidade e, dessa forma, a personalidade começa desde a concepção. Nessa nova concepção de personalidade, associa-se a personalidade da pessoa natural ao modelo contemporâneo de Direito Civil constitucionalizado, ou seja, o fundamento da personalidade é o princípio da dignidade da pessoa humana. A personalidade jurídica confere ao sujeito, à pessoa natural e ao ser humano direitos fundamentais e permite que essa pessoa possa reivindicar direitos fundamentais de alta relevância, que os entes despersonalizados não têm. 
ANÁLISE – POSITIVISTA/FORMAL 
• Sujeito de Direito – Gênero; 
• Sujeito de direito com personalidade: Pessoa Humana que nasce com vida e Pessoa Jurídica; 
• Sujeito de direito sem personalidade: ser humano que ainda não nasceu (embrião, nascituro e outros entes despersonalizados); 
• Não se associam ser humano e pessoa. 
• Na visão clássica/positivista a pessoa está associada à personalidade e não se confunde com ser humano que ainda não nasceu com vida; 
• Fundamento da Personalidade: construção jurídica – norma legal 
Por exemplo, nos casos dos nascituros e embriões, como ainda não se enquadraram na concepção normativa de nascimento e vida, eles são seres humanos; porém, sob tal perspectivas, não são considerados pessoas. Podem ser sujeitos de alguns direitos, mas não têm personalidade. 
ANÁLISE – PÓS-POSITIVISTA/MATERIAL 
• Sujeito de direito com personalidade: Pessoa Humana que nasce com vida, ser humano que ainda não nasceu (embrião e nascituro) e Pessoa Jurídica; 
• Sujeito de direito sem personalidade: outros entes despersonalizados. 
Analise da personalidade baseada em valores constitucionais, ou seja, na dignidade da pessoa humana.
Concepção pós-positivista → Sujeitos de direito com personalidade são pessoa humana que nasce com vida, o ser humano que ainda não nasceu, ou seja, o embrião e o nascituro, e a pessoa jurídica. 
Por outro lado, os sujeitos de direito sem personalidade seriam apenas alguns entes despersonalizados específicos, como a massa falida, patrimônio, herança jacente, condomínio, entre outros.
Conclusão 
• Na visão contemporânea/pós-positivista a pessoa está associada à personalidade e a ser humano que ainda não nasceu com vida; 
• Pessoa, ser humano e personalidade são conceitos que se interpenetram; 
• Fundamento da personalidade: ser humano (existencial); 
• Nova dimensão da personalidade da pessoa humana; 
• Efeito da cláusula geral de tutela da dignidade humana e do movimento Pós-Positivista.
A partir dessa visão constitucional, o fundamento da personalidade agora é o próprio ser humano, ou seja, uma questão existencial. Independe de qualquer ordem legal ou de qualquer previsão normativa, de modo que, automaticamente, submete esse ser humano a uma teoria de direitos fundamentais, os quais vão permitir uma proteção muito mais efetiva e intensa.
CONSTITUCIONALIZAÇÃO DO DIREITO CIVIL 
• Personalidade (vinculação a direitos fundamentais); 
• Personalidade como valor intrínseco (princípio) e fundamento inerente à natureza humana; 
• Personalidade transcende a pessoa e permite que o ser humano, ainda que não tenha nascido, reclame direitos fundamentais imprescindíveis para o exercício de uma vida digna; 
• Pós-positivismo: a personalidade se relaciona com a própria concepção de ser humano. 
TEORIAS INÍCIO DA PERSONALIDADE DA PESSOA NATURAL – CAPACIDADE DE DIREITO 
• Capacidade de Direito – Aquisição; 
• Capacidade de Fato – Exercício;
 • Personalidade e capacidade de direito são institutos associados ou dissociados? 
• Direito Civil Clássico e Contemporâneo; 
• A personalidade jurídica é um valor jurídico, que não se esgota na capacidade de ser sujeito de direito, porque está relacionada à essência do ser humano ou a sua natureza. 
A capacidade jurídica se divide em capacidade de direito e capacidade de fato.
Nessa concepção positivista, normativa e clássica de personalidade, há uma associação quase necessária entre personalidade e capacidade de direito, a qual corresponde à aptidão para titularizar um atributo que decorre da personalidade e que permite ao sujeito titularizar direitos e deveres, ou seja, a chamada capacidade de aquisição. 
Associa-se personalidade com capacidade de direito. 
A proposta do Direito Civil Contemporâneo, no qual o fundamento da personalidade é a dignidade da pessoa humana, se separa a personalidade da capacidade de direito. Nessa concepção constitucionalizada, capacidade de direito é apenas um atributo da personalidade, mas não se confunde com a própria personalidade. Como a personalidade tem como fundamento a condição existencial, o Estado apenas reconhece a personalidade e concede a capacidade de direito, porque diferentemente da concepção clássica, não é o Estado que concede a personalidade. 
Deve-se trabalhar a capacidade de direito como um mero atributo da personalidade, relacionar personalidade com questões existenciais e capacidade de direito com relações jurídicas de natureza patrimonial.
 A diferença é que a personalidade é indivisível, ela não pode suportar graduação, limitação ou restrição. Já a capacidade de direito, eventualmente, por ter como fundamento uma questão normativa, pode ser restringida. 
A capacidade de direito dos sujeitos que tem personalidade é genérica e ampla; enquanto a capacidade de direito dos sujeitos de direito sem personalidade é restrita, voltada apenas para as questões que dizem respeito às finalidades institucionais ou funcionais daquele ente despersonalizado, mas não há uma aptidão genérica. 
É possível dizer que a capacidade de direito pressupõe da personalidade, embora, eventualmente, por situações de proteção específica, se permita capacidade de direito para sujeitos de direito sem personalidade. Isso ocorre para que eles possam desenvolver suas funções específicas no âmbito da sua finalidade, mas não poderá adquirir direitos fora do que justifica sua constituição e a sua existência .
Diferenças fundamentais entre Capacidade de Direito e Personalidade – Nova perspectiva (Direito Civil Contemporâneo) 
• Personalidade: relações existenciais – não permite gradação ou divisão. O conceito de personalidade é uno e indivisível; 
• Capacidade jurídica: relações patrimoniais – admite diferentes graus (gradações), de modo que o ente pode ser titular, pessoalmente, ou não, de relações patrimoniais. 
Direito Civil Constitucional (pós-positivista) 
• O ordenamento reconhece a personalidade da pessoa humana e concede a capacidade de direito; 
• Capacidade de direito depende de reconhecimento Estatal, ao passo que a personalidade é inerente à natureza humana (emana do próprio indivíduo); 
• A capacidade de direito decorre do ordenamento jurídico (como realização do valor personalidade). 
• Há sujeitos de direitos que não são pessoas naturais ou jurídicas e, por isso, não têm personalidade.
• Como há sujeitos de direitos que tem aptidão para

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