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CCJ0267_Plano_de_aula

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REDAÇÃO INSTRUMENTAL ­ CCJ0267
Semana Aula: 1
Distinção entre o texto narrativo e o texto argumentativo.
Tema
Distinção entre o texto narrativo e o texto argumentativo.
Palavras­chave
Características. Texto Narrativo. Texto Argumentativo
Objetivos
 ­ Compreender a Ementa da disciplina, Plano de Curso e Planos de Aula.
 ­ Reconhecer a importância da disciplina para a atividade jurídica em geral.
 ­ Compreender a relevância a seleção dos fatos da situação fática para a aplicação do direito objetivo.
 ­ Diferenciar o texto Narrativo do Argumentativo.
Estrutura de Conteúdo
        1. Apresentação: Ementa da Disciplina, Plano de Curso e Planos de Aula.
        2. Texto Narrativo: características.
        3. Texto Argumentativo: características.
Estratégias de Aprendizagem
O estudo constante é importante, pois auxilia a fixar o conteúdo apreendido. Assim, não deixe de consultar o Roteiro de Estudos, que se encontra no SAVA (webaula), uma vez que traz indicações para o antes, o durante e o depois da aula.
Indicação de Leitura Específica
LEITE, Maria Tereza Moura e PALADINO, Valquíria da Cunha. Redação Instrumental. 2016.
Aplicação: articulação teoria e prática
No Direito, é de grande relevância o que se denomina tipologia textual: narração, descrição, dissertação e injunção. O que torna essa questão de natureza textual importante para o direito é sua utilização na produção de peças processuais como a petição inicial, que apresenta diferentes tipos de texto, a um só
tempo. Para melhor compreender essa afirmação, observe o esquema da petição inicial e perceba como essa peça pertence a um tipo textual híbrido do discurso jurídico, o que exige do profissional do direito o domínio pleno desse conteúdo.
Observe, agora, o quadro abaixo para compreender melhor as diferenças estruturais entre a construção de um texto narrativo e de um texto argumentativo:
NARRAÇÃO ARGUMENTAÇÃO
Objetivo Expor os fatos relevantes do caso
c o n c r e t o   a   s e r   s o l u c i o n a d o   n o
Judiciário.
D e f e n d e r   uma   t e s e
c om p a t í v e l   c o m   o
interesse da parte que o
advogado representa
para   sus ten tação  do
pedido que se pretende
t e r   a c o l h i d o   p e l o
judiciário.
Importância do
fato
Cada fato representa uma informação
que compõe a situação fática a ser
conhecida pelo judiciário.
O   f a t o   n a r r a d o   é
interpretado à luz do
ordenamento jurídico e
t r a n s f o r m a d o   e m
elemento de persuasão
que é o raciocínio, para
sustentação da defesa da
t e s e   p r e t e n d i d a
(Descritivo­Valorativo­
Normativo).
Tempo verbal
utilizado
O pretérito é o tempo fundamental. O
presente é usado para os fatos que se
iniciaram no passado e que perduram
até o momento da narração. O futuro
não é utilizado porque fatos futuros são
incertos, hipotéticos.
Presen te  a tempora l .
Pretérito Perfeito: só
deve   se r  usado  para
retomar os fatos (provas
/ indícios) relevantes da
narrativa jurídica, com
os quais se defenderá a
tese.
P e s s o a   d o
discurso
Utiliza­se da 3ª pessoa do singular, por
marcar a imparcialidade do advogado,
passando, assim, maior veracidade aos
fatos narrados.
Utiliza­se da 3ª pessoa
do singular em busca de
m a i o r   p e r s u a s ã o   e
v e r a c i d a d e   p a r a   o s
argumentos formulados.
Organização Os fatos são narrados e descritos em
ordem. Pretéritos (perfeito, imperfeito,
mais­que­perfeito), porque todos os
fatos narrados já ocorreram. O presente
é usado somente cronologicamente, isto
é ,   n a   m e s m a   o r d e m   e m   q u e
aconteceram no mundo natural  (=
relógio/calendário)
O s   a r g umen t o s   s ã o
organizados em uma
l i nh a   d e   r a c i o c í n i o
lógica, coerente e coesa
em busca da persuasão
d o   a u d i t ó r i o .   É   d e
grande   r e l evânc ia   a
c o n s i s t ê n c i a   d o
raciocínio e a evidência
das provas.
Elementos
Constitutivos
da narrativa
O   q u ê ?   ( f a t o   g e r a d o r   d o
conf l i t o /ped ido ) ;   quem?   (pa r t e s
processuais); onde? (local do fato);
quando? (momento do fato ? dia, mês,
ano); como? (modo como os fatos
o c o r r e r am ) ;   p o r   q u ê ?   ( n e x o   d e
causalidade/razão/motivo/consequência)
Estrutura da
argumentação
O   f a t o   g e r a d o r   d o
conflito (nexo causal),
apresentação explícita
da tese a ser defendida,
c o n s t r u ç ã o   d e
argumentos fortes ou
consistentes, a partir dos
f a t o s   r e l e v a n t e s
s e l e c i o n a d o s ,   p a r a
sustentação da tese a ser
apresentada, seleção dos
t ipos  de  argumentos
para defesa da tese de
forma persuasiva.
Natureza do
texto
A narrativa possui função informativa,
mas é também entendida como um
excelente recurso persuasivo a serviço
da argumentação.
A argumentação tem
função persuasiva por
excelência.
Questão 1
Identifique se os excertos, a seguir, são narrativos ou argumentativos, justificando a sua resposta, com alguns fragmentos do próprio texto em análise. Para realizar essa proposta de trabalho, consulte o esquema apresentado acima.
Fragmento 1
Augusto ajuizou Ação em face de seu vizinho Germano, alegando, em linhas gerais, que o Réu lhe esbulhou uma parte de seu terreno onde existe um córrego com água potável e um abrigo para vacas leiteiras. Pede liminarmente a reintegração de posse, dizendo que houve violência, que a invasão se deu
durante a noite ­ clandestinamente, portanto ­ e que isso lhe trouxe crescentes prejuízos. Em sua Petição Inicial, seu advogado explicou os fatos e, entre outros argumentos, justificou, a partir dos prejuízos, a necessidade de obter jurisdição de urgência.
Fragmento 2
O alimentando não presta ao alimentado os alimentos indispensáveis à sua subsistência na forma da lei civil, razão por que está passando por privações.
O alimentando encontra­se em situação estável, trabalhando atualmente como mecânico autônomo e percebe a quantia aproximada de R$1500,00 (hum mil e quinhentos reais) mensais.
Fragmento 3
Depreende­se da narrativa autoral que o que se pretende com a presente insurgência é discutir problemas familiares, revolvendo questões antigas e atritos/mágoas que sempre existiram e que estavam limitadas ao âmbito familiar, trazendo o Autor um desabafo emocional, mas, sem o menor contrangimento,
expôs a público a privacidade de parte de seus familiares, maculando a imagem e a intimidade destes, desconsiderando o Autor a sua própria assertiva em Inicial ?roupa suja se lava em casa? (Anexo II, item 17 , fl. 146).
Fragmento 4
O autor afirmou que o réu bloqueou a conta da empresa, impedindo­lhe de pagar fornecedores, empregados e impostos. Além disso, o autor assegurou que o réu teria cometido uma grave ilegalidade, pois abriu uma filial da empresa de sua mãe, ?Chique­ Chique?, supostamente concorrente, no mesmo
endereço da empresa que é sócio com o autor, sem qualquer tipo de autorização prévia e utiliza­se de toda a estrutura de maneira completamente ilegal, com a intenção de vender a carteira de clientes da empresa, no escopo de encerrar suas atividades, asfixiar o autor financeiramente, e usurpar a estrutura e
credibilidade do ponto comercial para instalar uma filial de sua empresa em Brasília.
Fragmento 5
Não se duvida de que é de clareza solar que o Autor utiliza seus petitórios para expor sua interpretação distorcida, aleatória e até leviana do indigitado e­mail, com ilações inverídicas e extremamente distanciadas da verdade e do intento da Ré, que buscou apenas relatar fatos ocorridos no âmbito familiar e
demonstrar o seu amargor e repulsa com a ofensa à sua honra, pois foi chamada de ?ladra? pelo Autor, buscando, assim, e precipuamente alertar que novas desavenças familiares poderiam ocorrer, em razão de determinadas posturas do Autor, como a que se instaurou com a propositura da presente ação.
Fragmento 6
Assim, resta evidente que a requerida, ao aliciar o cantor Zeca Pagodinho ainda na vigência do contrato e veicular a campanha publicitária com referência direta à campanha produzida anteriormente pela autora, causou­lhe

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