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Fisiologia da digestão de animais poligastricos (ruminantes) - Carboidratos, proteinas, fibras e lipidios

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Digestão de 
animais poligastricos
Ruminantes ou animais poligastricos são
mamíferos herbívoros que possuem
vários compartimentos gástricos
(poligástricos), sendo estes o rúmen, o
retículo, o omaso e o abomaso, se
caracterizam por mastigar novamente o
alimento que retorna do estômago
• A mastigação do bolo alimentar,
consiste na regurgitação e remastigação
de substâncias fibrosas e
consequentemente, engolidas
novamente.
• A saliva do ruminante é uma solução
diluída em bicarbonato de sódio, que
serve como um tampão (sistema
tampão) e como meio de fermentação
adequado para os microrganismos
Introdução
Mastigação
• A regurgitação é importante pois ela
estabiliza o nível de pH do rúmen com a
entrada de bicarbonato, ou seja, quanto
maior for a mastigação realizada mais
estável é o pH do rúmen
• Rumen
- Câmara de fermentação, onde há a
digestão de celulose pelas bacterias
- Umida, anaeróbica, de pH de 5,5 a 7,
com temperatura de 39 a 40°C,
• Reticulo
Câmara responsável pela regurgitação
(controla os movimentos reticulares) e
também pela passagem para o omaso
• Omaso
Câmara especializada na reabsorção de
água, minerais e AGCC e na redução do
tamanho de partículas alimentares
• Abomaso
Estômago verdadeiro, câmara de
digestão química
Estomago poligastrico
Digestão de 
animais poligastricos
O estomago possui uma porção de capa
gasosa, capa solida e capa liquida
• Capa liquida: capaz de absorver a
máxima carga de ácidos graxos
• Capa solida: Partículas que ainda
precisam de ruminação  não
foram totalmente digeridas
• Capa gasosa: gases derivados da
fermentação microbiana
Rúmen
• Os ruminantes possuem pré-
estômagos com habilidade microbiana, ou
seja, durante a permanência no rúmen,
os microrganismos promovem processos
fermentativos, que acabam gerando
produtos de interesse ao ruminante.
• Formada por fungos, bactérias e
protozoários que vivem em harmonia
• Produzem enzimas altamente
especializadas na digestão de fibras
• Ambiente ruminal deve ser adequado
ao crescimento bacteriano (anaerobiose,
pH, umidade e temperatura)
• Em condições ideais o ph ruminal
varia de 6,2 a 7  maior eficiência
fermentativa
• Essa proporção de microrganismos
varias de acordo com o substrato que lhe
é ofertado
- Maior quantidade de fibras 
bactérias fibroliticas
- Maior quantidade de carboidratos 
bactérias amidoliticas
• Transformam nitrogênio não proteico
(ex: ureia) em proteína microbiana de alta
qualidade
• Principal fonte de proteína a ser
absorvida pelo animal
• Necessário o aporte adequado e
nutrientes para a ótima atividade
microbiana (carboidratos e nitrogênio)
Microbiota ruminal
Digestão de 
animais poligastricos
Ruminantes produzem AGVs → ácidos
graxos voláteis, principais fontes
energéticas dos ruminantes, são produtos
finais do metabolismo microbiano
anaeróbico.
• Junto com o bolo alimentar, vão
bactérias para o processo de digestão,
que são então absorvidas pelos intestinos
como fonte de nutrientes
• Fonte de energia para o animal e
microrganismos do rúmen
• Carboidratos  AGCC
• Ácido butírico e acético: precursores
de gordura  alimentos volumosos
• Ácido propiônico: precursor de
glicose  alimentos concentrados
(grãos)
Metabolismo ruminal
Carboidratos
• É a digestão do capim, feno ou
silagem. A digestão da parede celular é
feita pela enzima celulase presente no
rúmen. Quando esses carboidratos são
digeridos, são convertidos e liberados em
mono e polissacarídeos, porém, ainda
não estão disponíveis para a absorção,
sendo necessário sua metabolização
pelos microrganismos existentes
• Sua metabolização resulta nos
ácidos graxos voláteis (agvs), na ordem
de ácido acético, propiônico e butírico, as
proporções dos ácidos podem mudar,
mas a quantidade de ácido acético
sempre será maior, enquanto que a de
ácido butírico sempre será menor
Alimento
Degradação
Massa microbiana
Passagem
AGV
Absorção
Rúmen
Digestão de 
animais poligastricos
• Não é qualquer fibra que é digerida
pelo animal
• A digestibilidade da fibra esta
relacionada a lignina presente nela
• A fibra possui sua porção de
celulose, hemicelulose e lignina
• Pasto verde  Maior quantidade de
celulose e hemicelulose
• Pasto seco  maior quantidade de
lignina (proteína estrutural)
• Efeito da fibra no alimento
- Alterações no pH do rúmen
- Queda no consumo de MS
- Alteração no teor de gordura do leite
Fibras
Proteínas
• Gordura no leite
- Alimento volumoso (pasto verde) 
Maior quantidade de acido acético e
butirico  responsáveis por 50% da
produção de gordura no leite, ou seja,
Mais pastom verde  Mais gordura no
leite
- Alimento concentrado (ração) 
Maior quantidade de acido propionico 
Menor quantidade de gordura no leite e
maior volume produzido
• A ureia acelera o crescimento
microbiano, pois possui nitrogênio que
serve de substrato para os
microrganismos
Efeito da lignina: 
• Efeito tóxico aos microrganismos 
• Impedimento físico pela ligação 
lignina-polissacarídeos 
• Limitação da ação de enzimas 
hidrofílicas causada pela hidrofobicidade
da lignina
FDN efetivo
Porção do alimento que implica no 
funcionamento normal do rúmen e 
manutenção do pH (ruminação)
Proteína bruta (PB)
Proteina degradável no 
rumen (PDR)
Fornece compostos ricos em 
nutrientes para a microbiota 
ruminal  AAs, peptídeos e 
NNP (nitrogênio não proteico)
Proteina não degradável 
no rumen (PNDR)
Absorção
Proteína metabolizável 
biodisponibilidade de 
aminoácidos e peptídeos no 
intestino
Digestão de 
animais poligastricos
Proteína degradável no rúmen (pdr) 
- São utilizados pelos microrganismos a
partir do NNP, às vezes deve ser feito a
suplementação com ureia
- ↓ PDR ocorre pela diminuição do
substrato para os microrganismos,
diminuindo assim, a taxa de
microrganismos existentes,
consequentemente, diminuindo a
fermentação e diminuindo o
esvaziamento ruminal
- ↑ PDR ocorre pelo gasto energético
para transformar e excretar os
componentes nitrogenados
Lipídios
• Aproveitados de diferentes maneiras
- utilizado para aumentar o aporte
energético em situações de elevada
produção
• Baixo incremento calórico (calor
produzido pela quebra do alimento)
• Evita a queda da gordura no leite
em dietas pobres, diminui quadros de
cetose em balanço energético negativo e
modifica os ácidos graxos que podem ser
absorvidos
• Elevar lipídeos na dieta de vacas
leiteiras provoca perda eficiência
degradação de FB (limitar em 5% dieta)
- Provoca efeito toxico nas bactérias
celuloliticas
- Criam uma barreira que dificulta a
colonização das bactérias na fibra
Efeito do nitrogenio
• Dietas pobres → levam à diminuição 
de NH3 → menor degradação de 
carboidratos, → menor eficiência 
digestiva.
• Quanto mais NH3, melhor é o 
crescimento microbiano.

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