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manual eSocial 1 0

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concedidos no âmbito do RGPS (códigos 0701 
e 0702, do grupo 7, da tabela 25), deve ser informada em rubrica de natureza 7008 da tabela de 
natureza de rubricas. 
17.8. Os proventos e pensões que extrapolam o teto do RGPS devem ser informados em rubricas com 
o campo {codIncCPRP} preenchido com os códigos de base de cálculo {11 ou 12} e os descontos em 
rubricas com esse mesmo campo preenchido com os códigos {31 ou 32}, quando for o caso. 
 
S-1020 – Tabela de Lotações Tributárias 
 
Conceito: identifica a classificação da atividade para fins de atribuição do código FPAS quando uma 
determinada unidade do declarante possui código de FPAS/Outras Entidades e Fundos distintos e 
identifica ainda a obra de construção civil, o contratante de serviço ou outra condição diferenciada de 
tributação. 
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Lotação tem conceito estritamente tributário. Influi no método de cálculo da contribuição 
previdenciária para um grupo de segurados específicos. Não se confunde, por conseguinte, com o 
local de trabalho do empregado. 
Quem está obrigado: o declarante na primeira vez que utilizar o eSocial e toda vez que for criada, 
alterada ou excluída uma determinada lotação. 
Prazo de envio: este evento deve ser enviado antes dos eventos que utilizem essa informação. 
Pré-requisitos: cadastro completo das Informações do evento S-1000. 
Informações adicionais: 
1. Assuntos gerais 
1.1. O declarante deve ter necessariamente uma lotação tributária informada neste evento. Trata-
se normalmente de lotação no código 01 (Setor, departamento, estabelecimento ou conjunto de 
estabelecimento) da “Tabela 10 – Tabela de Lotações Tributárias” do eSocial para os seus 
trabalhadores, que é usada em outros eventos, como o S-1200. Os demais casos são usados de acordo 
com as especificidades de cada código. 
1.2. O evento deve ser utilizado para inclusão, alteração e exclusão de registros na tabela de 
Classificação Tributária de Atividades do Trabalhador. As informações consolidadas nessa tabela são 
utilizadas, por sua vez, para validação de outros eventos do eSocial, como por exemplo, os de 
remuneração. 
1.3. Não pode haver dados diferentes para a mesma lotação e mesmo período de validade. 
1.4. Sempre que existir no declarante mais de uma combinação do código FPAS e de terceiros, é 
necessária a criação de uma lotação tributária para cada uma dessas combinações. Por exemplo, uma 
empresa do ramo do comércio possui um estabelecimento em São Paulo e outro no Rio de Janeiro. 
Nesse último estado há convênio com o SEBRAE para o recolhimento ser feito diretamente a ele. 
Nesse caso, é necessária a criação de duas lotações tributárias do tipo [01]. Uma com o código FPAS 
515 e terceiros 115 e outra com o mesmo código FPAS e terceiros 51. A lotação com código de 
terceiros 115 é utilizada para a informação dos empregados vinculados ao estabelecimento localizado 
em São Paulo e a outra lotação para os empregados vinculados ao estabelecimento localizado no Rio 
de Janeiro. 
1.5. É importante destacar que no caso de haver mais de um estabelecimento com o mesmo código 
FPAS e de terceiros, não devem ser criadas lotações tributárias para cada um desses 
estabelecimentos. 
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1.6. No preenchimento do Grupo [dadosLotação], todos os declarantes, independentemente da 
classificação tributária, devem preencher as informações do FPAS e de Códigos de Terceiros. As 
informações são necessárias para cálculo de contribuições, quando devidas. Nesse caso, a correta 
informação da classificação tributária impede que sejam calculadas as contribuições sociais 
destinadas a outras entidades e fundos. 
2. Cessão de mão de obra 
2.1. A empresa prestadora de serviço mediante cessão de mão de obra e a cooperativa de trabalho 
devem criar uma lotação para cada tomador conforme “Tabela 10 – Tipos de Lotação Tributária” do 
eSocial, informando o FPAS da atividade e o código de terceiros da prestadora/cooperativa e o 
identificador do tomador. Exemplo, uma empresa prestadora de serviço de vigilância tem sua sede e 
mantém 5 contratos com tomadores de serviço: dois bancos, um supermercado, uma indústria e um 
produtor rural pessoa física. Essa empresa deve cadastrar uma lotação tributária do tipo [01], para 
vincular os empregados da sua sede, informando o código FPAS 515 e terceiros 115. Além disso, deve 
criar 4 quatro lotações tributárias do tipo [04] – “Pessoa jurídica tomadora de serviços prestados 
mediante cessão de mão de obra”, informando o mesmo código FPAS, [515], e terceiros [115], em 
cada uma, o número do CNPJ do estabelecimento contratante e, ainda, uma lotação tributária do tipo 
[03] – “Pessoa Física Tomadora de Serviços prestados mediante cessão de mão de obra”, informando 
o código FPAS [515] e terceiros [115] e o número do CPF do produtor rural pessoa física. 
3. Trabalho de expatriado 
3.1. O declarante que mantiver trabalhador prestando serviço no exterior, vinculado a RGPS, deve 
criar uma lotação tributária tipo [90]. 
3.2. O declarante que mantiver trabalhador estrangeiro vinculado a regime de previdência no país 
de origem com acordo internacional de previdência com o Brasil deve criar uma lotação tributária do 
tipo [91], informando FPAS [590] e código de terceiros [0000]. Esta hipótese deve ser utilizada apenas 
no período em que o trabalhador mantém o recolhimento das contribuições no país de origem. Nesse 
caso as contribuições previdenciárias não são calculadas, independentemente do código de incidência 
previdenciária (codIncCP) informado no S-1010. 
4. Obras de construção civil 
4.1. As obras próprias ou decorrentes de empreitada total são consideradas estabelecimentos e 
devem estar listadas no evento S-1005 e são informadas no evento S-1020 com tipo de lotação = [01]. 
Nesse caso, não há necessidade da criação de um item na tabela de lotações para cada obra, desde 
que os códigos de terceiros {codTercs} do grupo [fpasLotacao] sejam idênticos. Exemplo: construtora 
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com 100 obras próprias. FPAS = 507 e Cód. Terceiros = 0079. Basta a criação de um único item na 
tabela de lotações tributárias (S-1020) com tipo de lotação = [01] para referenciar todos os 
trabalhadores de todas as obras nos eventos de remuneração S-1200. Caso alguma dessas obras 
tenha um código de terceiros diversos das demais, deve, então, ser criado um segundo item na tabela 
de lotações tributárias, com tipo de lotação = [01], porém diferenciando o campo {codTercs}. 
4.2. Quando se tratar de prestação de serviços em obra de terceiros, no caso de empreitada parcial 
ou sub-empreitada, a construtora/empreiteira contratada deve informar as obras no eSocial, no 
evento S-1020. Cada obra deve corresponder a um item na tabela de lotações tributárias (S-1020), 
com tipo de lotação = [02], referenciando o CNO daquela obra. As remunerações dos trabalhadores 
fazem referência às lotações correspondentes às obras em que prestaram serviço. Exemplo: 
construtora X presta serviços de construção civil nas obras CNO1 e CNO2, vinculadas à empresa Y. 
Essas obras não são informadas no evento S-1005 da Construtora X e sim no S-1005 da empresa Y. 
Devem ser criados dois itens na tabela de lotações tributárias, do tipo [02], o primeiro referenciando 
o CNO1 e o segundo o CNO2, e em ambas é informado o número do CNPJ da empresa Y no grupo 
[infoEmprParcial]. 
4.3. Em caso de empreitadas parciais, devem ser informados os dados do contratante e podem ser 
informados os dados do proprietário da obra (CNPJ ou CPF, conforme o caso). 
5. Equipe de futebol profissional 
5.1. A sociedade que mantém equipe de futebol profissional e atividade econômica organizada 
para a produção e circulação de bens e serviços deve criar uma lotação tributária específica para a 
atividade "futebol profissional" com o FPAS [647] e outras lotações tributárias para as demais 
atividades econômicas, com os respectivos FPAS. 
6. Trabalhador avulso não portuário 
6.1. O sindicato que faz intermediação
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