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18. Trabalho temporário 
18.1. Cabe à empresa de trabalho temporário (Lei nº 6.019/74) informar os dados referentes ao 
contrato de trabalho temporário, quando a categoria do trabalhador no campo {codCateg} = [106]: 
a) Ao indicar o motivo justificador da contratação {justContr}, deve descrever o fato 
determinado que, no caso concreto, justifica a hipótese legal para a contratação de trabalho 
temporário. Nesse campo, é insuficiente a mera menção de que se trata de demanda complementar 
de serviço ou necessidade de substituição transitória de pessoal permanente (esta indicação é feita no 
campo {hipLeg}). O prazo de contratação do trabalho temporário deve ser compatível com o motivo 
justificador alegado. 
b) Se a contratação for por necessidade de substituição transitória de pessoal permanente, 
deve ser indicado o(s) CPF do(s) trabalhador(es) substituído(s) no campo {cpfTrabSubst}. 
c) O grupo [ideEstabVinc] traz a identificação do estabelecimento do tomador ao qual o 
trabalhador temporário está vinculado, que pode ser diferente daquele que consta nos contratos firmados 
(por exemplo, a matriz da tomadora firma os contratos, mas os trabalhadores prestam serviços nas suas 
filiais, ou quando o trabalho for prestado em um cliente do tomador, ou for serviço externo em via 
pública). 
d) O endereço da efetiva prestação de serviços é indicado com o preenchimento dos campos do 
grupo [localTempDom]. Conforme o caso, deve ser informado o endereço do estabelecimento do 
tomador, o endereço do cliente do tomador, ou ainda, no caso de serviço externo, a via pública em que o 
trabalhador presta os serviços. Se o trabalhador em serviço externo cumprir rota, deve ser indicado o 
endereço do estabelecimento vinculado. 
e) Em resumo, devem ser prestadas as seguintes informações: estabelecimento da empresa de 
trabalho temporário responsável pela contratação (grupo [localTrabGeral]); estabelecimento da 
tomadora ao qual o trabalhador temporário está vinculado (grupo [ideEstabVinc]); e endereço da efetiva 
prestação de serviços (grupo [localTempDom]) 
19. Admissão por transferência 
19.1. No caso de admissão pelos motivos transferência de empresa do mesmo grupo econômico, 
transferência de empresa consorciada ou de consórcio e transferência por motivo de sucessão, 
incorporação, cisão ou fusão, o declarante deve preencher os campos conforme segue: 
a) Campo Data de Admissão {dtAdm} do grupo [infoCeletista]: data inicial do vínculo no primeiro 
empregador; 
b) Campo Tipo de Admissão {tpAdmissao} do grupo [infoCeletista]: tipo 2, 3 ou 4; 
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c) Campo CNPJ do Empregador Anterior {nrInsc} do grupo [sucessaoVinc]: CNPJ/CGC do 
empregador imediatamente anterior (a validação desse campo não exige que o CNPJ esteja ativo); 
d) Campo Matrícula no Empregador Anterior {matricAnt} do grupo [sucessaoVinc]: matrícula do 
empregado no empregador anterior; 
f) Data da transferência {dtTransf} do grupo [sucessaoVinc]: data em que ocorreu a 
transferência do empregado. Essa data deve ser no dia imediatamente posterior à informada no 
evento de desligamento pelo declarante sucedido; 
g) Campo CNPJ do Empregador Anterior {cnpjEmpregAnt} do grupo [sucessaoVinc] pode ser 
também uma pessoa física (CPF) ou um CEI. Exemplo: os condomínios que no início utilizavam 
matrícula CEI e atualmente são obrigados a ter CNPJ, devem utilizar esses campos para migração dos 
funcionários admitidos na matrícula CEI para o atual CNPJ na data do cadastramento inicial. 
19.2. Na carga inicial, o campo {matricAnt} não é de preenchimento obrigatório. 
19.3. Em caso de haver transferencia de empregados entre CNPJ de raizes distintas enquanto o 
empregado goza férias, o CNPJ de onde o empregado está saindo informa o evento S-2299 
normalmente, indicando o CNPJ de destino. O CNPJ que está recebendo o empregado, ao informar o 
evento S-2200, além de indicar o CNPJ de origem, já informa também a data do início do afastamento 
de férias. Quando ocorrer o retorno do empregado, esse mesmo empregador informa o retorno 
mediante o envio do evento S-2230. 
20. Entidades despersonalizadas 
20.1. Os empregados de entidades despersonalizadas, a exemplo dos consórcios simplificados de 
empregadores rurais, devem ser ter seus contratos vinculados ao CPF da pessoa física encarregada de 
contratar e gerir os empregados e ao CAEPF dessa pessoa. 
20.2. Caso ocorra mudança da pessoa física responsável, deve ser informada a transferência dos 
empregados para o CPF do novo responsável conforme descrito no item 19.1 das “Informações 
adicionais” deste evento. 
21. Cadastramento inicial 
21.1. Cada vínculo existente no declarante na data de início de obrigatoriedade dos eventos não 
periódicos do eSocial deve ser enviado com as informações cadastrais e contratuais atualizadas até a 
referida data. 
21.2. No início da obrigatoriedade do envio dos eventos não periódicos ao eSocial, se existirem 
trabalhadores/servidores afastados, é necessário o envio deste evento com a data e motivo do 
respectivo afastamento, não sendo necessário o envio do evento S-2230. Da mesma forma, se 
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existirem trabalhadores/servidores cedidos, é necessário o envio deste evento com a data do inicio da 
cessão informada no campo {dtIniCessao}. 
21.3. O envio deste evento, relativo a trabalhador com vínculo ativo antes do início da 
obrigatoriedade de utilização do eSocial tem como referência, para efeito de validação de informações 
relativas às tabelas nele citadas (por exemplo, categoria, estabelecimentos, CBO), a data do início da 
obrigatoriedade de envio dos eventos não periódicos ao eSocial e não a data de admissão 
(REGRA_GERAL_VALIDA_DADOS_TABCONTRIB). 
21.4. Os vínculos desligados antes do início da obrigatoriedade do envio dos eventos não periódicos 
ao eSocial não devem ser informados neste evento, salvo se houver necessidade de informação relativa 
a pagamento retroativo ou no caso de reintegração, ocorridos após esse início. 
21.5. Na carga inicial dos empregados celetistas de declarantes do grupo 4 do eSocial, devem ser 
prestadas informações relativas aos treinamentos/anotações vigentes em 08/11/2021, já que são elementos 
comprovadores para o exercício de funções que tem como condição a participação nesses treinamentos ou as 
condições indicadas nas anotações. Para tanto, este evento deve conter o grupo [treiCap] devidamente 
preenchido. 
22. Órgãos públicos 
22.1. Este evento deve ser utilizado por órgãos públicos em relação aos trabalhadores celetistas, 
estatutários, militares ou trabalhadores que sejam regidos por legislação específica do Ente 
Federativo, por exemplo os mandatos eletivos vinculados ao RGPS (categoria 303), servidores 
temporários (categoria 306) e etc. 
22.2. No cadastro do ingresso para os servidores declarados no campo {tpRegTrab} com o código 
[2] devem ser observados os seguintes campos: 
a) Acumulação de cargo - {acumCargo}: indicar a possibilidade de acumulação de cargo, 
obedecida a legislação vigente que determina os tipos de acumulação possíveis. 
b) Tipo de Provimento – {tpProv}: informar o tipo de provimento relativo à categoria do 
trabalhador e obedecer aos casos de ingresso de servidor por redistribuição ou remoção, conforme 
descrito no item 22.8 das “Informações adicionais” deste evento. 
c) Plano de Segregação de Massa – {tpPlanRP}: informar o tipo de segregação de massa 
instituído pelo Ente Federativo para que se possa identificar a qual plano os beneficiários do RPPS 
estão vinculados e caso não possua informar o código [0]. Consultar glossário quanto ao termo 
Segregação de Massa. 
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d) Indicativo de Teto do RGPS - {IndTetoRGPS}: indicar caso o servidor público tenha aderido 
ao plano de previdência complementar do Ente Federativo e que esteja sujeito ao teto contributivo 
do Regime Geral de Previdência Social. 
e) Abono Permanência – {indAbonoPerm} e {dtIniAbono}: indicar se o servidor recebe

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